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AD Topics: O mais recente de arquitetura e notícia

Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina

Quando entramos em um museu, percorremos um centro histórico ou verificamos a lista de bens tombados de um país, raramente pensamos no processo por trás dessas escolhas. Quem decidiu, em nome de todos nós, que estes objetos, lugares, arquiteturas, merecessem ser conservados e difundidos, enquanto outros são descartados?

Geralmente, são os profissionais especialistas aqueles que tem o poder da decisão, sejam eles historiadores, museólogos, arquitetos, geógrafos. Mas com base em que essas decisões são tomadas? Caberia a complexidade da história em um checklist? Ou, ainda mais elementar, em qual versão da história estariam sendo baseadas essas decisões?

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Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar

Pode a arquitetura ser construída a partir da comida? Entre o fogo que aquece, os cheiros que se espalham e os corpos que se reúnem em torno da mesa, a aparente banalidade dos atos de cozinhar e comer revela-se como uma dança coreografada de apropriação e pertencimento espacial. São gestos que organizam rotinas, produzem vínculos e transformam o ambiente construído em lugar vivido. A cozinha — doméstica, comunitária ou urbana — deixa, assim, de ser apenas um espaço funcional para afirmar-se como território de encontro.

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Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar

Na América Latina, os encontros não nascem necessariamente de grandes gestos arquitetônicos ou de planos urbanos monumentais. Eles emergem do entre, do espaço intermediário: o pátio, a varanda, a calçada, o corredor compartilhado. Esses espaços, muitas vezes considerados residuais ou informais pela disciplina tradicional, são precisamente aqueles onde o cotidiano constrói vínculos.

Dessa cultura latino-americana surge uma lógica espacial na qual a vida cotidiana se organiza de maneira relacional e extensiva. Práticas como sentar à porta de casa, ocupar a calçada, brincar na rua, produzem uma cidade vivida para além dos limites formais do projeto.

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Louvres pelo mundo: a exportação dos museus e a arquitetura como marca global

Não se pode negar que, à primeira vista, a notícia de um Louvre em Abu Dhabi ou de um Centre Pompidou no Brasil causa certo estranhamento. A imagem desses museus, mundialmente reconhecidos, parece — de algum modo — indissociável de seus contextos originais. E, em parte, realmente o é. O Louvre, enraizado na história da França como antiga fortaleza e posterior residência real, representa um conjunto de valores patrimoniais inestimáveis, realçados ainda mais pela emblemática intervenção piramidal de I. M. Pei, em 1989. O Pompidou, por sua vez, é lembrado como um ponto de inflexão histórico: ao redefinir o conceito de equipamento público por meio de uma arquitetura extremamente disruptiva, fez com que, pela primeira vez, a cultura atraísse multidões.

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Infância e ancestralidade: O que podemos aprender com as comunidades indígenas sul-americanas sobre espaços para as crianças?

Nas comunidades indígenas da América do Sul, o lugar da criança é onde ela desejar estar. Os bebês engatinham pelo chão de terra, se aproximam das fogueiras, investigam formigueiros, experimentam o mundo com o corpo inteiro. Eles aprendem sentindo: descobrem limites, reconhecem perigos e colhem lições que nenhum manual poderia ensinar. No cenário urbano, por outro lado, as crianças costumam ser contidas em espaços pensados para adultos, repletos de regras que, embora bem-intencionadas, muitas vezes as afastam de experiências vitais. Diante dessas diferenças culturais, não nos caberia julgar qual modelo é melhor, mas sim, perceber que, quando culturas diferentes se observam, sempre há espaço para aprender.

No âmbito arquitetônico, essa infância vivida com rara liberdade de tempo e espaço, convida a repensar a forma como moldamos nosso cotidiano: por que limitar a exploração espontânea das crianças em ambientes controlados? Por que criar barreiras físicas e simbólicas entre elas e o mundo natural? E, sobretudo, como a arquitetura contemporânea poderia romper esse paradigma e, inspirada pela criança indígena, criar espaços que devolvam à infância sua dimensão mais selvagem, curiosa e plena?

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Arquitetos como mediadores: três experiências de diálogo entre comunidade, governo e empresas no sul global

Na contemporaneidade, o fazer arquitetônico vai muito além da criação de edifícios ou da materialização de ideias, ele se afirma como um campo multidimensional assumindo papéis mais amplos e complexos. Em contextos marcados por desigualdade, crises ambientais e disputas territoriais, ele se transforma em uma ferramenta de negociação, capaz de mediar interesses entre diferentes atores. Nesse cenário, o arquiteto assume também a função de tradutor cultural, articulador social e, muitas vezes, defensor de direitos coletivos.

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Como ensinar empatia? Novas abordagens para o ensino de arquitetura na América Latina

Historicamente, as primeiras universidades do modelo contemporâneo foram implantadas na Europa como instituições voltadas à formação de elites para servir ao Estado e à Igreja, e não para promover a emancipação social. Com o avanço do capitalismo, consolidaram-se como espaços privilegiados de produção e reprodução da cultura ocidental moderna. Contudo, a partir da década de 1960 — especialmente após as revoltas estudantis de maio de 1968 —, a ênfase acadêmica se voltou para valores relacionados ao mercado, substituindo os ideais humanistas e críticos. As ciências humanas perderam espaço, enquanto as áreas técnicas, passaram a ocupar lugar central, muitas vezes afastando-se da reflexão crítica sobre o impacto social de suas práticas.

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Da extração à regeneração: como a arquitetura pode contribuir para a mudança no desenvolvimento rural da América Latina

O meio rural sempre exerceu um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico dos países. Até o século XVIII, era o principal espaço de produção e de organização da vida. Com a Revolução Industrial, no entanto, ocorreram profundas transformações estruturais que redefiniram essa dinâmica. A indústria passou a ocupar uma posição central, vinculando-se ao meio urbano e dando origem a uma visão dicotômica e hierarquizada entre rural e urbano, agricultura e indústria. Nesse contexto, duas visões opostas ganharam destaque: uma previa o desaparecimento do rural diante da urbanização e do avanço econômico; a outra apostava na sua permanência e renascimento. Hoje sabemos claramente qual das hipóteses se tornou verdadeira.

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Nada se perde, tudo se transforma: O futuro reutilizável das estruturas da Bienal

Ao final de cada Bienal de Arquitetura, longe dos olhos dos visitantes, toneladas de materiais das exposições são transportadas por Veneza em carrinhos de mão e barcos. Apenas uma fração desses materiais é reutilizada. A principal razão é a escassez de espaços de armazenamento na cidade e os altos custos logísticos — desafios recorrentes da arquitetura circular. Como resultado, a maior parte dos resíduos acaba sendo destinada a aterros sanitários ou centros de reciclagem próximos. Mas essa realidade está prestes a mudar. Diante das crescentes preocupações ambientais, arquitetos têm se empenhado em desenvolver estratégias que viabilizem a reutilização desses materiais. Processos que envolvem não apenas as decisões arquitetônicas e construtivas, mas também abarcam questões de logística e comércio internacional.

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Entre algoritmos e saberes ancestrais: expandindo o conceito de inteligência arquitetônica

A presença da inteligência artificial (IA) na arquitetura não é mais uma promessa futurista, mas uma realidade concreta que transforma radicalmente o modo de projetar. Em questão de segundos, sistemas computacionais são capazes de processar e validar múltiplas variáveis — formais, programáticas, contextuais, normativas — conduzindo arquitetos a soluções altamente otimizadas. Contudo, enquanto celebramos essa revolução algorítmica, emerge uma inquietação crítica: será que a inteligência arquitetônica pode ser limitada a uma operação lógica de dados? Em resposta, ganham força abordagens que revalorizam modos de construir baseados na experiência sensível, na adaptação ao território e na transmissão intergeracional de conhecimento. Nesse diálogo entre inteligências artificiais e ancestrais, emerge uma compreensão mais profunda. A verdadeira inteligência não reside nas ferramentas em si, mas na intencionalidade e na sensibilidade com que as utilizamos para responder às complexidades do contexto.

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Refúgios de esperança: 10 centros de acolhimento para crianças em situação de vulnerabilidade ao redor do mundo

O papel da arquitetura em um centro de acolhimento para crianças ultrapassa a simples construção de um espaço físico; trata-se de conceber refúgios que promovam cura, proteção e oportunidades de desenvolvimento. Em meio a vulnerabilidade de seus pequenos usuários, o ambiente arquitetônico torna-se um elemento crucial para sua recuperação emocional. Cada detalhe do espaço – desde a iluminação natural até a disposição dos ambientes – contribui para criar uma atmosfera de segurança e acolhimento, favorecendo não apenas o bem-estar físico, mas também o fortalecimento psicológico e social das crianças.

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Casas mimetizadas: 15 projetos latino-americanos inseridos na paisagem

A paisagem natural da América Latina é excepcionalmente diversificada, abarcando desde montanhas imponentes até vastas planícies desérticas. Nesse mosaico geográfico, muitos projetos arquitetônicos se destacam por estabelecer um diálogo harmonioso com o entorno, inserindo-se de forma sutil na paisagem. Esse cuidado é evidente no uso de materiais, cores e formas que mimetizam o construído no natural.

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Terapia verde: qual o papel da natureza na cura dos pacientes hospitalizados?

O contato com a natureza tem ganhado cada vez mais protagonismo tanto na teoria quanto na prática arquitetônica dos últimos anos, especialmente após a pandemia de COVID-19, que evidenciou a relevância dos ambientes naturais como espaços de cura. Esse período trouxe à tona diversos estudos científicos que destacaram o impacto positivo dos espaços verdes no bem-estar humano, seja em locais de trabalho, residências ou áreas urbanas. Com tantos benefícios cientificamente comprovados torna-se evidente, portanto, a urgência de integrar elementos naturais em projetos hospitalares, criando ambientes que ofereçam apoio essencial para aqueles que enfrentam desafios físicos ou mentais.

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Além do esporte: 10 vilas olímpicas reversíveis e multifuncionais

A primeira vila olímpica da história foi construída para os Jogos Olímpicos de Verão de 1924 em Paris. Antes disso, os atletas se hospedavam em hotéis, albergues, escolas, quartéis e até mesmo nos barcos em que viajavam para as cidades-sede. Pierre de Coubertin, co-fundador do Comitê Olímpico Internacional (COI), foi o idealizador da vila inaugural ao perceber que seria economicamente mais viável abrigar atletas em estruturas novas e temporárias do que em hotéis, enquanto as vilas poderiam incutir também um senso de comunidade entre os competidores internacionais.

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Como tornar os edifícios modernistas mais eficientes energeticamente?

Na história da arquitetura, as questões de eficiência energética e emissões de CO2 eram consideradas marginais até o final do século XX. A pontuação ínfima de alguns icônicos edifícios modernistas no programa de certificação energética Energy Star ilustra essa situação. O edifício MetLife/PanAm de 1963 (Walter Gropius e Pietro Belluschi), obteve uma pontuação sombria de 39 (em uma escala de 0 a 100), a Lever House (Skidmore, Owings e Merrill, 1952), obteve 20. O pior desempenho de todos foi do icônico edifício Seagram de Mies Van der Rohe, construído em 1958, com apenas 3 pontos. Por outro lado, dois venerados edifícios da década de 1930 considerados Art Déco, o Chrysler Building e o Empire State Building, alcançaram 84 e 80 pontos como resultado de amplas atualizações de seus sistemas mecânicos e de isolamento.

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Como os edifícios super altos estão envelhecendo?

Em 1853, na Feira Mundial de Nova York, um senhor de terno e cartola subiu a uma plataforma suspensa e ordenou que a corda a qual a sustentava fosse cortada. Ele caiu alguns centímetros, mas o sistema de segurança entrou em ação e a plataforma se manteve estável para delírio da multidão que estava assistindo. Nesse momento, talvez nem Elisha Graves Otis tivesse dimensão de como sua invenção iria mudar definitivamente o rumo da arquitetura.

Com o invento do elevador, o céu se tornou o limite, e a partir de então os primeiros edifícios de 7 a 10 andares começaram a surgir. Mosette Broderick, diretora de Estudos de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Nova York, comenta que o Edifício Equitable Life Assurance, inaugurado em 1870 com sete andares, causava fascínio e medo ao mesmo tempo. O último andar, por exemplo, raramente era alugado.

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O que são tecnologias vernaculares?

A arquitetura vernacular tem ganhado cada vez mais espaço na teoria e na prática projetual com suas características sendo estudadas e revisadas. Um impulso relacionado a diferentes fatores, mas principalmente, ao contexto de mudanças climáticas o qual estamos vivendo que pede por soluções construtivas mais sustentáveis e conectadas ao contexto.

Nesse âmbito, muito se fala sobre as diferentes técnicas vernaculares empregadas na arquitetura, seja a produção dos tijolos em adobe, os telhados de palha, as paredes trançadas de bambu, entre muitas outras. No entanto, enquanto a técnica vernacular concentra-se em ações ou habilidades específicas, seu significado difere das tecnologias vernaculares.

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O terreno como matéria-prima: casas latino-americanas construídas com materiais encontrados no próprio solo

Organizar, enquadrar, empilhar. Transformar a matéria-prima bruta que surge do solo em arquitetura. Esse é um desafio que muitos arquitetos latino-americanos se propõem a enfrentar, mostrando que a escassez é desafiadora, mas também um prato cheio para liberar a criatividade.

O uso de materiais extraídos do próprio solo tem um objetivo duplo. Do ponto de vista econômico, nos países ou regiões onde a industrialização ocorreu com intensidade reduzida, essa prática faz sentido por conta dos altos custos de materiais industrializados - como concreto e aço - que geralmente precisam vir de longe. Já no âmbito ecológico, a preocupação ambiental em um projeto começa na escolha dos materiais, e priorizar os encontrados localmente diminui deslocamentos e emissões de gás carbônico.

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