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Arquitetos: atelier anonymous
- Área: 350 m²
- Ano: 2026




A arquitetura contemporânea aprendeu a celebrar a matéria viva. Painéis de micélio, sistemas de algas, paredes vivas: a vida agora é acolhida nos edifícios e apresentada como inovação. No entanto, a mesma disciplina que celebra esses organismos trata o mofo como contaminação. Ambos são biológicos. Ambos respondem à umidade, à temperatura e às condições materiais. A diferença não é científica. Ela está relacionada às formas de vida que a arquitetura está disposta a aceitar e àquelas que prefere eliminar.
O mofo não está restrito a edifícios abandonados ou interiores mal conservados. Ele aparece em residências, escolas, escritórios, construções históricas e edifícios novos, em diferentes climas e contextos. Isso torna mais difícil tratá-lo como um problema menor ou isolado. Se o mofo continua reaparecendo, o que ele está nos dizendo sobre os ambientes que os edifícios produzem?





