Chashitsu, termo japonês para casa de chá ou salão de chá, são construções projetadas especificamente para a realização da Cerimônia do Chá, um ritual tradicional japonês no qual o anfitrião prepara e serve chá aos convidados. As casas de chá são geralmente pequenas e íntimas, feitas de madeira, onde cada detalhe foi concebido para afastar o indivíduo das perturbações materiais do mundo.
https://www.archdaily.com.br/br/962144/casas-de-cha-reinterpretando-espacos-tradicionaisClara Ott
Marcelo Ferraz, sócio fundador, juntamente com Francisco Fanucci, do Brasil Arquitetura, escritório que vem acumulando prêmios nacionais e internacionais, frutos do reconhecimento por seus projetos extremamente sensíveis ao lugar, e ainda sim, contemporâneos em sua essência, é o convidado da semana no Arquicast.
Conhecido por seus projetos que se localizam no território de sobreposições entre pesquisa, design, biomimese e sustentabilidade, o Atelier Marko Brajovic desenvolveu recentemente uma proposta para os Laboratórios Criativos da Amazônica, um conjunto de bioesferas compostas por estruturas geodésicas inspiradas pela geometria interna do fruto do cacau. O projeto está alinhado às premissas e propósitos da iniciativa Amazônia 4.0, que visa agregar as potencialidades econômicas da sociobiodiversidade amazônica às novas tecnologias e possibilidades que emergem da Quarta Revolução Industrial.
Com mais de 56 milhões de habitantes divididos entre nove estados, a região Nordeste do Brasil conta com um litoral de aproximadamente três mil quilômetros que vão do Delta do Parnaíba, no Piauí, ao sul da Bahia. Internacionalmente conhecido por suas praias, que realmente fazem jus à fama, a região é tão culturalmente diversa como geograficamente abrangente, apresentando manifestações culturais riquíssimas das quais faz parte a arquitetura.
Celebramos neste artigo a mais trivial das tipologias arquitetônicas, a casa, em exemplos construídos nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Projetos que mostram cuidado primoroso em relação ao entorno e escolha dos materiais ou, ainda, que fogem de estereótipos e lugares-comuns quando se pensa na arquitetura produzida no Nordeste brasileiro.
As Case Study Houses (1945-1966), iniciativa patrocinada pela Arts & Architecture Magazine e imortalizada pelas icônicas fotografias em preto e branco de Julius Shulman, pode conter alguns dos exemplos mais famosos da arquitetura americana moderna na história. Projetadas para enfrentar a crise habitacional do pós-guerra com construção rápida e materiais baratos, ao mesmo tempo em que adotavam os princípios do design modernista e tecnologias contemporâneas avançadas, as Case Study Houses foram moldadas por seu foco central em materiais e projeto estrutural. Enquanto cada uma das casas foi projetada por diferentes arquitetos para uma variedade de clientes, esses objetivos compartilhados unificaram os muitos projetos em torno de várias estratégias estéticas e estruturais básicas: plantas abertas, volumes simples, janelas panorâmicas, estruturas de aço e muito mais. Embora alguns dos materiais e estratégias das Case Study Houses tenham ficado desatualizados nas décadas seguintes, esses produtos e recursos exclusivos viriam a definir uma era histórica da arquitetura nos Estados Unidos.
https://www.archdaily.com.br/br/961990/como-os-materiais-moldaram-as-case-study-housesLilly Cao
Proposta da equipe Asa, vencedora do concurso. Image Cortesia de Prefeitura de Belo Horizonte
Em 2019, na data de seu aniversário de fundação, Belo Horizonte ganhou um presente sob a forma de um concurso de arquitetura. De abrangência nacional, o certame buscava reunir estudos técnicos preliminares para a requalificação do conjunto histórico e paisagístico da Avenida Bernardo Monteiro.
Este conjunto, caracterizado pelo maciço arbóreo formado por uma grande quantidade de Ficus de grande porte e copas frondosas, foi acometido por infestações da chamada “mosca-branca-de-ficus”, que causaram desfolhamento e ressecamento de galhos e ramos, levando a um total comprometimento de muitos dos exemplares desta espécie, prejudicando a referência histórico-cultural e o caráter de uso público do local e gerando a necessidade de remanejamento das feiras de artesanato, flores, comidas e antiguidades que aí funcionavam.
A cozinha comunitária Solar Kitchen de Auroville, ecovila no sul da Índia com população de 3000 pessoas. Foto de Luiza Tripoli
De diversas formas a observação sobre a área rural e suas comunidades podem trazer ensinamentos para a implementação de dinâmicas sustentáveis nas cidades. Ao estudar especificamente as ecovilas, pontos importantes sobre a relação entre humanos e biosfera se tornam explícitos, principalmente em um espaço de importância a todas elas: a cozinha.
Na cultura ocidental capitalista é visível a dicotomia presente entre natureza e humanidade. O homem forma sua identidade como algo externo à natureza, e na maioria das vezes superior à ela. Como consequência dessa ruptura conceitual aparecem também as quebras espaciais. A cidade é vista como um produto humano, na qual os moradores destas, para entrarem em contato com a natureza, precisam encontrar os seus remanescentes em parques ou praças. Os “vazios” de ocupação humana, como as florestas, são vistas como falhas, espaços que a humanidade ainda não transformou.
Pavilhão Barcelona. @ Flickr Renato Saboya. Used under Creative Commons
A alusão da síntese entre arte e arquitetura, embora remonte à origem da disciplina, alcança, nas vanguardas artísticas do início do século XX, significado e função social diferentes, constituindo uma das características mais marcantes do Movimento Moderno. Uma integração presente nas obras de grandes nomes do movimento como Mies van der Rohe, Le Cobusier, Oscar Niemeyer, para citar alguns.
Projetado pelo Heatherwick Studio, em parceria com o escritório de arquitetura paisagística MNLA, o tão aguardado projeto Little Island é o mais novo espaço público de Nova Iorque, apresentando um volume implantado acima do rio Hudson. O projeto abriga um parque público e locais para apresentações, de forma a reinventar a tipologia do píer em uma paisagem artificial ondulante. Após superar muitos obstáculos e oito anos de construção, o local agora está aberto ao público, e o projeto arrojado está prestes a se tornar um ícone em Nova Iorque.