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Sul Global: O mais recente de arquitetura e notícia

36 Escritórios de arquitetura do Sul Global que você precisa conhecer

© Zhou Ruogu/Savoye Photographe
© Zhou Ruogu/Savoye Photographe

Os países que fazem parte do chamado Sul Global sofreram muitas transformações em suas cidades nos últimos anos devido, sobretudo, ao rápido crescimento dos centros urbanos e aos já conhecidos desafios econômicos e sociais característicos dos países "em desenvolvimento". O crescimento urbano, o desenvolvimento sustentável, a qualidade de vida, a saúde nas cidades e o desenvolvimento de sua própria identidade cultural são algumas das questões com as quais as arquiteturas locais tiveram - e ainda terão - que lidar.

Alguns jovens profissionais da arquitetura entenderam a importância de projetar tendo em vista seu próprio território, conferindo a essa arquitetura uma identidade claramente local. Ao desenvolverem novas tipologias e usarem seus próprios recursos materiais, apresentam soluções inovadoras, específicas para o local e, acima de tudo, essencialmente contemporâneas no sentido de se pensar o futuro da arquitetura e do planeta como um todo.

© Fernando Guerra | FG+SG © Tomás Rodríguez © Fernando Schapochnik © Maurice Ascani + 38

Casa prego: a resistência chinesa frente à expulsão imobiliária

Em 2030, 70% da população chinesa viverá em cidades, ou seja, um bilhão de habitantes. Essa futura demanda por solo urbano em cidades já altamente densificadas estimula os governos locais e intervencionistas a negociar a venda de terrenos com moradores de regiões degradadas e/ou de baixo gabarito para a construção de arranha-céus que supram essa demanda interna. No entanto, este ciclo de negociação, compra, demolição, construção e comercialização tem encontrado resistência de proprietários que se negam a aceitar as indenizações oferecidas, ao passo que as construções avançam impiedosamente.

Essas residências são conhecidas como casas prego (钉子户, Dīngzi hù) e a seguir apresentaremos exemplos que resistem à expulsão imobiliária e governamental enquanto rodovias, arranha-céus, escritórios e centros comerciais são erguidos em seus jardins.

Vivienda en X'ian, cuyos propietarios rechazaron la expropiación y viven sin agua ni electricidad. Image © Vía Quartz Vivienda en X'ian, cuyos propietarios rechazaron la expropiación y viven sin agua ni electricidad. Image © Vía Quartz Hongkou, Shanghái. Image © triplefivedrew (Flickr) Luo Baogen y su esposa constantemente rechazaron la venta de su residencia comprada en 2001 en Wenling, China. Las negociaciones finalizaron en 2012 y la vivienda finalmente demolida. Image © Zaichina + 9

Arquitetos(as) e nosso direito ao fracasso

Com ou sem a crise, a pergunta é inevitável para os arquitetos: "E depois do diploma, o que fazer?". Dominado por esta dúvida existencial, faz dois anos que o recém titulado arquiteto espanhol Pedro Hernández resumiu o futuro de seus colegas em três possibilidades: conseguir uma bolsa, migrar para outras bolhas imobiliárias ou se reinventar. E à milhares de quilômetros no hemisfério sul, a multifacetada arquiteta chilena Valentina Rozas confessava numa entrevista que "existem coisas que me interessam, vou até elas e elas não funcionam. Parte das oportunidades que tenho agora é poder fracassar. Acredito que temos que nos dar este espaço para podermos fracassar ou renunciar".

Concentramos neste último na continuação.