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Adobe: o material reciclável mais sustentável

Pensando em mundo mais sustentável, no momento de construir são tomadas decisões a fim de gerar o menor impacto possível, e os materiais recicláveis ​​contribuem muito para isso. Ao construir uma parede com materiais reaproveitáveis, pode-se pensar, por exemplo, em garrafas plásticas, e assim evitar seu descarte. Porém, existe uma técnica milenar utilizada em todo o mundo que é possivelmente o material mais sustentável: o adobe.

Interiores brasileiros: 21 projetos com concreto aparente

Reforma MR 53 / BLOCO Arquitetos. Imagem: © Joana França
Reforma MR 53 / BLOCO Arquitetos. Imagem: © Joana França

O concreto é símbolo importante de um período de grande reconhecimento da arquitetura brasileira e até hoje segue como um dos materiais preferidos dos profissionais da área interessados em explorar a flexibilidade e expressividade que seu uso confere aos projetos. Apesar de estar associado sobretudo às estruturas das construções, o concreto pode figurar como protagonista por sua materialidade, temperatura, cores e outros aspectos que vão além de suas qualidades estruturais. Quando mantido aparente, o concreto imprime um caráter marcante nas áreas internas das obras ao dialogar com os demais elementos que compõem a ambiência das propostas. 

Casa Guarujá / Nitsche Arquitetos. Imagem: © André ScarpaCasa em Salto de Pirapora / Vereda Arquitetos. Imagem: © André ScarpaResidência Bento Noronha / Metro Arquitetos. Imagem: © Ilana BesslerCasa no Morro do Querosene / gruposp. Imagem: © Nelson Kon+ 23

A evolução do compartilhamento dos espaços: privacidade e abertura em arquiteturas cada vez mais densas

A densidade sempre foi uma consideração essencial para arquitetos e planejadores urbanos, mas sua importância só aumentou à medida que a população urbana mundial disparou e as cidades se tornaram cada vez mais densas. Durante grande parte da história do planejamento urbano, este termo foi infestado de conotações negativas: superlotação, pobreza, falta de segurança e as chamadas 'favelas'. O movimento da cidade-jardim, iniciado por Ebenezer Howard em 1898, buscou remediar tais males defendendo cinturões verdes e um planejamento anti-densidade. A Ville Radieuse de Le Corbusier é um dos planos urbanos mais conhecidos a partir desses ideais. Ainda na década de 1960, a socióloga Jane Jacobs notoriamente derrubou esses conceitos de planejamento urbano muito influentes: ela apontou que a densidade dos edifícios não tem que ser igual à superlotação; sugeriu que algumas áreas urbanas altamente densas, como sua vizinhança em Greenwich Village, eram mais seguras e mais atraentes do que os projetos de cidades-jardim nas proximidades; e destacou como a concepção americana dos "bairros marginais" costumava estar enraizada em ideologias anti-imigrantes e anti-negros. A densidade não é inerentemente ruim, ela sugeriu, mas deve ser bem feita. Hoje, continuamos a lutar com a questão sobre como projetar para nossas cidades cada vez mais densas - como mantê-las abertas, mas simultaneamente privadas? Livres, mas controladas quando necessário? Em particular, como nos mantemos protegidos - tanto do crime quanto, em épocas de COVID-19, de doenças?

Casas brasileiras: 20 residências com portas e janelas camarão

As portas, janelas e painéis móveis operam por meio de diferentes mecanismos, os quais são responsáveis não apenas pelos movimentos de abertura e fechamento, mas também por sua denominação e classificação. Entre uma série de sistemas utilizados nos elementos móveis da arquitetura, que vão desde os mais simples aos mais engenhosos, aquele presente nas janelas e portas “articuladas” ou “camarão” é usualmente adotado com o intuito de unir estética e funcionalidade.

Casa LCC / Aguirre Arquitetura. Imagem: © Leonardo FinottiCasa Pinheiros / Felipe Hess Arquitetos. Imagem: © Ruy TeixeiraCasa O.A. / Mariana Orsi Arquitetura + Design. Imagem: © Gian Cláudio BiancuzziCasa XAN / MAPA. Imagem: © Leonardo Finotti+ 21

A beleza dos detalhes técnicos de construção: uma conversa com @the_donnies

Fachadas são a primeira barreira no exterior das edificações. Recebem chuva, neve, ventos, sol e mudanças de temperatura. Sua função primordial é manter o interior intacto da água, das pontes térmicos e torná-lo o mais confortável possível. É por isso que o detalhamento delas geralmente é feito por arquitetos experientes ou empresas especializadas, que entendem bem as capacidades dos materiais e os métodos de construção e saberão especificar as melhores soluções para cada caso. Mas às vezes, ao ver um projeto, alguns detalhes de fachada chegam a embrulhar o estômago de tão complexos, com milhares de linhas de chamadas, hachuras e cotas. Tornar esses desenhos didáticos, técnicos e, acima de tudo, bonitos, é uma tarefa para poucos. Conversamos com Troy Donovan, o criador da conta do instagram @the_donnies, com mais de 188 mil seguidores, que faz esse trabalho como poucos. Leia a entrevista a seguir.

Preservar ou demolir: duas caras de uma mesma moeda

Desde o final do século XIX até os dias de hoje, a cidade de Nova Iorque se consolidou como o principal epicentro da construção de edifícios em altura ao redor do todo. Muitas destas estruturas, concebidas e projetadas pelos mais importantes personagens da história recente da arquitetura, rapidamente adquiriram o status de ícone, influenciando para sempre a forma como concebemos nossos edifícios e cidades. Ainda assim, muitos arranha-céus históricos da cidade de Nova Iorque acabaram sendo demolidos, dando lugar a estruturas cada vez mais altas e tecnológicas. Neste contexto, novidade e obsolescência parecem duas faces de uma mesma moeda. As recentes disputas e impasses ao redor de algumas das mais icônicas estruturas em altura já construídas na cidade de Nova Iorque, revela o quão rapidamente as coisas podem mudar de figura.

De máquinas inteligentes a cidades do futuro: conheça 6 jovens escritórios europeus de arquitetura

A New Generations é uma plataforma dedicada a descobrir e promover o trabalho de arquitetos jovens e emergentes no cenário europeu, proporcionando um espaço de troca e aprendizado, voltado tanto aqueles que se dedicam a prática quanto a teoria na arquitetura. Desde a sua fundação em 2013, a New Generations trouxe à público mais de 300 escritórios promissores de arquitetura, apresentando um cenário diversificado de studios e ateliês dedicados às mais diferentes atividades culturais, promovendo festivais, exposições, chamadas abertas, entrevistas e oficinas.

Ao ar livre: novas formas de vivermos juntos na natureza

“Precisamos de um novo contrato espacial.” Este é o apelo de Hashim Sarkis, curador da Bienal de Veneza 2021, como um convite aos arquitetos imaginarem novos espaços em que possamos viver juntos. Entre um movimento de êxodo urbano e crises globais de habitação, o crescimento de empreendimentos mais densos e prédios baixos pode fornecer uma resposta. Afastando-se das residências unifamiliares em áreas rurais e subúrbios, os projetos habitacionais modernos estão explorando novos modelos de vida compartilhada na natureza.

© Shu He© HG Esch© Christian Wöckinger© Dio Guna Putra+ 13

10 Estratégias para fazer das cidades lugares melhores para nossas crianças

Na semana passada, a Global Designing Cities Initiative (GDCI) lançou a Designing Streets for Kids, uma plataforma concebida para estabelecer uma nova hierarquia de critérios para o desenvolvimento de projetos urbanos ao redor do mundo. “Projetando Ruas para Crianças” é uma iniciativa que pretende fomentar abordagens de projeto centradas no usuário e respaldada por princípios de desenho universal, focando na ergonometria do espaço e mobiliário urbano para melhor atender as necessidades específicas das crianças e seus familiares, além de promover a acessibilidade para ciclistas e outros meios de transporte individual não motorizado, estimulando o uso de transporte público no centro de nossas cidades.

Designing Streets for Kids. Image Courtesy of NACTO-GDCIDesigning Streets for Kids. Image Courtesy of NACTO-GDCIDesigning Streets for Kids. Image Courtesy of NACTO-GDCIThe City of Fortaleza, Brazil, launched a new Cidade da Gente (City of People) project in Dragão do Mar in August 2018. Before, only 32% felt safe or very safe from motorized traffic. After Cidade da Gente, this proportion went up to 86%. Image Courtesy of NACTO-GDCI+ 18

A arquitetura da interação social

Sobre o papel da arquitetura nas relações sociais, Denise Scott Brown disse uma vez: “a arquitetura não deve forçar as pessoas a se conectarem; ela pode apenas definir espaços, eliminar barreiras e fazer dos locais de encontro mais úteis e atraentes.” Embora não possamos controlar o resultado ou a maneira como as pessoas irão se apropriar dos espaços que projetamos, a arquitetura tem o potencial de abrir portas e aproximar pessoas, preparando o terreno para que encontros casuais e interações sociais aconteçam — fortalecendo assim o sentido de pertencimento e identidade que tanto influenciam a estrutura de nossa sociedade. A seguir, procuramos expor — através de exemplos concretos — formas como a arquitetura pode potencializar interações sociais através de estratégias e soluções projetuais inteligentes, proporcionando um terreno comum capaz de aproximar pessoas e construir comunidades.

Arcus Center for Social Justice Leadership. Image © Steve HallCommunity centre Herstedlund by Dorte Mandrup. Image © Adam MørkKu.Be Centre by MVRDV and ADEPT. Image © Ossip van Duivenbodezwei+plus Intergenerational Housing by trans_city TC. Image © Hertha Hurnaus, Leonahard Hizensauer+ 6

Arquitetura do leste europeu: museus e lugares de memória

Este artigo faz parte da série colaborativa “Arquitetura do Leste Europeu: 50 Edifícios que Definiram uma Era”, desenvolvida em parceria entre o The Calvert Journal e o ArchDaily. Celebrando alguns dos principais ícones da arquitetura do leste europeu, publicaremos periodicamente uma lista com cinco projetos construídos no então Bloco de Leste.

18 Fachadas permeáveis impressionantes

© Hiroyuki Oki
© Hiroyuki Oki

© Nguyen Thai Thach© Koji Fuji / Nacasa & Partners Inc© Pedro Nuno Pacheco© Gonzalo Viramonte+ 20

Recentemente, temos visto muitos projetos que fazem uso de fachadas permeáveis, incluindo alguns vencedores do Building of the Year Award, a ponto de se poder considerar esse elemento arquitetônico uma espécie de tendência ou "moda" na produção contemporânea. 

Melhorias na iluminação e ventilação naturais e maior permeabilidade visual são algumas das vantagens proporcionadas por esse tipo de fachada. A seguir, compilamos 15 fotografias que mostram exemplos desse elemento, feitas por proeminentes fotógrafos, como Andrés Valbuena, Pedro Nuno Pacheco e Koji Fuji Nacasa & Partners Inc.

Esquadrias de canto: ampliando os espaços para o exterior

RoadRunner Residence / North Arrow Studio. Image © Chase DanielMill Valley Guesthouse / Turnbull Griffin Haesloop Architects. Image © David WakelyThe Cresta / Jonathan Segal FAIA. Image © Matthew SegalAustin home / A Parallel Architecture. Image Courtesy of Western Window Systems+ 27

Malibu Crest, remodelação de uma casa de 1949 do Estilo Internacional, foi desenvolvida pelo Studio Bracket com o objetivo de ampliar a metragem quadrada da estrutura e as vistas panorâmicas para Malibu, mantendo mais de 50% das paredes originais da casa. O projeto foi bem-sucedido, não apenas na renovação de seus espaços internos e reconfiguração do espaço, mas no alargamento das janelas para captar verdadeiramente as vistas da lagoa e das montanhas circundantes. Essa expansão das vistas foi realizada em parte por meio de janelas de cantos abertos e vidros do chão ao teto, fabricados pela Western Window Systems. Esta tecnologia de vidros ininterruptos é uma das formas mais eficazes de abrir um espaço interior para as vistas deslumbrantes de um ambiente natural. Permitem que o espaço interno seja mais aberto para o exterior sem obstruções. A seguir, revisamos suas vantagens estéticas, suas qualidades estruturais e sua aplicação em projetos reais.

Arquiteturas para após a morte: criptas, túmulos e mausoléus

A mortalidade define a arquitetura e a experiência humana. Ao longo do tempo, as estruturas funerárias foram projetadas por diversas sociedades e civilizações, para fundamentar suas crenças pessoais e compartilhadas. A ideia da vida após a morte molda como esses edifícios foram construídos, de monumentos simbólicos a vastas tumbas e criptas. Descubra uma nova série de exemplares da arquitetura moderna, projetados para a lembrança e reflexão.

© Paul Crosby Photography© David Frutos Ruiz© Gianluca Gelmini© Jonathan Hadiprawira+ 15

O que produzem os concursos de arquitetura no Brasil?

Uma das mais emblemáticas ferramentas de escolha para projetos de arquitetura e urbanismo no Brasil são os concursos. Sedimentados na cultura arquitetônica no país, estabelecem, por um lado, uma circunstância de estímulo, oportunidade e aquecimento, tanto da prática, quanto do debate de ideias – condição importante para a reafirmação de um sentido democrático e horizontal para as escolhas de propostas vencedoras. Por outro, são alvo de debate acalorado pela forma como têm se desenvolvido, pelos métodos de avaliação e, sobretudo, por premiarem propostas que, frequentemente, reiteram um tipo de arquitetura ligada a um vocabulário formal moderno, negligenciando prostas que buscam algum tipo de renovação do ideário formal. 

Pavilhão do Brasil / Studio Arthur Casas + Atelier Marko Brajovic. Imagem: © Filippo PoliEscola de Ensino Médio SESC Barra / Indio da Costa Arquitetura. Imagem: © Pedro KokTribunal Regional do Trabalho / Corsi Hirano Arquitetos + R. Nishimura. Imagem: © Nelson KonNASP- Sede Natura São Paulo / Dal Pian Arquitetos Associados. Imagem: © Nelson Kon+ 14

Materiais e técnicas construtivas tradicionais na arquitetura contemporânea chinesa

A arquitetura vernácula nasce da escassez, da restrição de materiais e recursos disponíveis assim como de barreiras físicas, geográficas e dificuldades para transportar matérias primas de um lugar para outro. Ela se adapta ao seu contexto, utilizando materiais locais e técnicas construtivas tradicionais. Como uma tendência sempre presente, muitos arquitetos ainda buscam inspiração no passado, e cada vez mais têm incorporado com sucesso materiais e técnicas construtivas locais em seus projetos. Este artigo pretende oferecer uma visão abrangente de como os materiais tradicionais, como tijolos e telhas de barro, pedras, bambu, estruturas de madeira e taipa estão sendo ressignificados em um movimento que talvez poderíamos chamar de “a nova arquitetura vernacular chinesa”.

A capital colonial

Ao comemorar 60 anos, Brasília tem a oportunidade de se inspirar nos movimentos antirracistas e anticoloniais que, mundo afora, têm contestado a monumentalidade da história oficial, para se confrontar com a memorialização do colonialismo em sua própria paisagem urbana. Ao invés de eventos comemorativos que reiteram histórias oficiais, celebrando a cidade como marco bandeirante da modernidade nacional, deveríamos fazer uma pausa – ademais imposta pela pandemia – para refletir sobre como certas memórias são eternizadas, enquanto outras são apagadas, e, então, traçar novas cartografias memoriais no tecido urbano da capital.

Praça do Cruzeiro, Eixo Monumental, Brasília, 9 de abril de 2020. Reprodução Instagram @minhacapitalVictor Meirelles, Primeira missa no Brasil, 1861. Museu Nacional de Belas Artes/ Google Arts and CulturePrimeira Missa em Brasília, 3 de maio de 1957. Luiz Lemos/ Arquivo Público do Distrito Federal – ArpDFPainel da exposição Reintegração de posse: narrativas da presença negra na história do Distrito Federal, Museu Nacional de Brasília, 2019 (Montagem de Diego Soares com fotografias de autores desconhecidos/ Arquivo Público do Distrito Federal – ArpDF)+ 15

Casas brasileiras: 20 residências e refúgios rurais

Casa HC / João Diniz Arquitetura © Bel DinizCasa 03 / Kiko Salomão © Fran ParenteCasa de Meia Encosta / Denis Joelsons + Gabriela Baraúna Uchida © Pedro KokFazenda Catuçaba / Studio MK27 - Marcio Kogan + Lair Reis © Fernando Guerra | FG+SG+ 21

Grandes cidades se tornaram os lugares mais perigosos durante a pandemia, além disso, toda a situação pandêmica validou o trabalho remoto e colocou em questão a necessidade de morar em centros urbanos e densos. Por esse motivo, o êxodo urbano provavelmente será um tema constante num futuro próximo e levantará grandes discussões no campo da arquitetura e urbanismo sobre como lidar com esse movimento.

Acolhimento, tratamento e encontro: 10 projetos de arquitetura pensados para mulheres

Apesar da legislação de muitos países estabelecer direitos iguais para homens e mulheres, a desigualdade de gênero e todas as suas consequências ainda são sentidas diariamente por meninas e mulheres em diferentes partes do mundo. O sistema patriarcal, enraizado em muitas sociedades ao longo dos séculos, foi responsável por uma desigualdade de poder entre os gêneros que, nos casos mais extremos, reflete-se na violência e no feminicídio.

The Women’s House of Ouled Merzoug / Building Beyond Borders Hasselt University. Imagem: © Thomas NocetoSede Castanhas de Caju / Estudio Flume. Cortesia de Estudio FlumeCentro de Oportunidade para Mulheres / Sharon Davis Design. Imagem: © Elizabeth FelicellaAbrigo para Vítimas de Violência Doméstica / Amos Goldreich Architecture + Jacobs Yaniv Architects. Imagem: © Amit Geron+ 11

Fardos de palha: construindo paredes eficientes com resíduos da agricultura

Apesar de uma péssima reputação em histórias infantis, construções em palha podem, sim, ser sustentáveis, confortáveis e, acima de tudo, resistentes e sólidas. Diversas pesquisas e experimentações têm sido realizadas com esse resíduo da agricultura, qualificando-o como um material interessante para a construção de paredes, com boas características térmicas, acústicas e até mesmo estruturais. Além disso, é um recurso renovável e de construção simples. A seguir, falaremos sobre as características desse material e sobre como seria preciso muito mais que o sopro de um lobo mau para derrubar uma casa feita de paredes de palha. 

Reuso criativo de portas e janelas em 10 projetos de arquitetura

Casa Pública Kamikatz / Hiroshi Nakamura & NAP. Image © Koji Fujii / Nacasa and Partners Inc.
Casa Pública Kamikatz / Hiroshi Nakamura & NAP. Image © Koji Fujii / Nacasa and Partners Inc.

Quando um material se torna obsoleto porque não cumpre mais sua função original adequadamente ou simplesmente é relegado para segundo plano por causa de reformas, ampliações ou demolições - somando-se à pilha de entulho que se transformará em desperdício - na grande maioria dos casos ele pode ser reparado, reutilizado e reciclado para recomeçar um novo ciclo de vida. Entretanto, com alguns elementos de construção, esta recuperação representa um desafio maior do que com outros, e sua reutilização pode nem sempre ser tão simples. No caso de portas e janelas, por exemplo, a demolição ou desmontagem deve ser muito mais cuidadosa se houver interesse em reciclar tais objetos, e algumas inspeções devem ser realizadas posteriormente para verificar o estado das peças e considerar possíveis custos de reforma. Também é verdade que este interesse em recuperar itens antigos nem sempre está presente, já que em muitos casos os proprietários priorizam o uso de peças novas e regulares que proporcionam uma certa uniformidade a todo o projeto.

Como evitar o colapso do transporte coletivo pós-pandemia

O sistema de transporte coletivo nas grandes cidades brasileiras já estava em crise anterior à pandemia do coronavírus. Operadores de transporte viram a demanda de passageiros cair gradualmente ao longo das últimas décadas, em um cenário envolvendo múltiplos fatores como: políticas urbanas incentivando o uso do transporte individual; espraiamento urbano, perdendo ganhos de escala no atendimento de periferias; congestionamentos crescentes; rotas cada vez mais defasadas em relação aos padrões de deslocamento das cidades; a exigência crescente de transferências/baldeações nas rotas realizadas pelos passageiros; a depreciação das frotas e da qualidade de serviço; o aumento da renda da população, com a adoção de alternativas como o automóvel individual, a motocicleta e, ainda, serviços de transporte individual por aplicativo; e, acima de tudo, tarifas de transporte coletivo cada vez mais altas.

Arquitetura educacional: 26 edifícios universitários ao redor do mundo

As universidades são territórios caracterizados pela relação intrínseca entre as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Como entidades pluridisciplinares responsáveis pelo cultivo e divulgação do conhecimento, as diferentes instituições que constituem uma universidade não só traduzem espacialmente (de forma direta ou indireta) os princípios relacionados à promoção do ensino, pesquisa e extensão, mas também são palco das múltiplas dinâmicas e atividades que fazem parte do espaço universitário.

Universidade de Mpumalanga / GAPP Architects & Urban Designers. Imagem: © Tristan McLarenFaculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Cornell / WEISS/MANFREDI. Imagem: © Albert Večerka/EstoEscola de Medicina da Universidade de Limerick / Grafton Architects. Imagem: © Dennis GilbertFaculdade de Arquitetura e Desenho Ambiental / Patrick Schweitzer & Associés. Imagem: © Jules Toulet+ 27

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