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Paisagem: O mais recente de arquitetura e notícia

Em meio à pandemia de Covid-19, reserve um tempo para se reconectar com a natureza

Prêmio ASLA 2018 Honra Profissional de Design. Revendo o Parque Pulaski. Stimson / Ngoc Doan. Image © Elizabeth FelicellaPrêmio de Excelência em Design Geral Profissional ASLA 2018. Brooklyn Bridge Park. Michael Van Valkenburgh Associates / Elizabeth Felicella. Image © Elizabeth FelicellaParque Sandgrund (2008) / Thorbjörn Andersson + Sweco Architects, Suécia. Image © Åke E:son LindmanParque Shanghai Houtan (2010) / Turenscape, China. Image © Turenscape+ 5

Se você estiver em um local afetado pela pandemia de COVID-19, passar 20 minutos vivenciando a natureza em um parque, rua ou mesmo em seu quintal, pode reduzir significativamente seus níveis de estresse. Apenas se certifique de seguir as diretrizes federais, estaduais e locais, além de manter o distanciamento social de 2 metros (6 pés). Mas, se você não puder sair de casa, fazer uma pausa abrindo uma janela e olhando para uma árvore ou planta, também auxiliam a aliviar o estresse.

Arquitetura e natureza: estratégias de intervenção em paisagens sensíveis

A intervenção humana sobre a paisagem natural é em si, algo contraditório. Se por um lado a arquitetura nos permite um acesso imersivo ao ambiente natural, por outro, edificar sobre a paisagens sensíveis significa despojá-la de sua própria essência. Portanto, ao considerarmos a arquitetura como um artifício que normatiza a presença humana na paisagem natural, o ato de construir implica também estarmos conscientes das múltiplas escalas envolvidas e, acima de tudo, de que a arquitetura—especialmente nestes contextos—é a nossa principal ferramenta para estabelecer os limites entre o acesso à paisagem e a preservação do meio ambiente. Explorando uma variedade de diferentes abordagens e estratégias formais de projeto, apresentaremos à seguir uma série de importantes lições apreendidas através de experiências concretas realizadas por distintos arquitetos e escritórios de arquitetura, experimentos que nos ensinam outras formas de abordar as relações entre a arquitetura e a paisagem.

Fleinvær Refugium by TYIN Tegnestue + Rintala Eggertsson Architects. Imagem © Pasi AaltoWadden Sea Centre by Dorte Mandrup Architects. Imagem © Adam Mørkrendering of Icejford Visitor Centre by Dorte Mandrup Architects. Imagem © MIRPath of Perspectives Panorama Trail by Snohetta. Imagem © Christian Flatscher+ 12

Snøhetta vence concurso para Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt nos EUA

Snøhetta foi eleito o vencedor do Concurso para a Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt. Selecionado a partir das três propostas finalistas do concurso, incluindo Studio Gang e Henning Larsen, o projeto vencedor “representa as reflexões pessoais do presidente sobre a paisagem, seu compromisso com a gestão ambiental e os períodos de introspecção silenciosa e engajamento cívico que marcaram sua vida”.

Cortesia de SnøhettaCortesia de SnøhettaCortesia de SnøhettaCortesia de Snøhetta+ 13

Varanda em Xangai / ppas + tf Architecture Office

© SHEN-PHOTO© SHEN-PHOTO© SHEN-PHOTO© SHEN-PHOTO+ 22

Paisagens portuguesas: 12 projetos que exploram a relação entre o natural e o construído

A arquitetura moderna portuguesa tem reconhecida tradição em buscar soluções que exploram as virtudes da paisagem, seja integrando, seja tensionando os elementos naturais para criar paisagens outras que resultam da sobreposição da cultura com a natureza. Exemplos facilmente lembrados são a Casa de Chá Boa Nova e as Piscinas de Marés de Leça da Palmeira, ambas projetadas por Álvaro Siza, ambas respondendo, cada uma à sua maneira, à paisagem marítima e rochosa onde se situam.

Mas não é apenas a arquitetura moderna que se preocupa com a paisagem. Em Portugal, a produção contemporânea têm mostrado exemplos instigantes de como é possível lidar com o entorno natural, explorando suas potencialidades sem comprometer sua integridade. Como exemplo, reunimos a seguir 12 projetos contemporânos que exploram, a partir de diferentes recursos, a relação entre o natural e o construído.

© Hugo Carvalho Araújo© Nelson Garrido© Fernando Guerra | FG+SG© Fernando Guerra | FG+SG+ 13

A construção da paisagem: uma crônica brasiliense

A umidade do ar é famosa, atingindo percentuais inclementes para quem nunca visitou um deserto. Árvores de troncos retorcidos, de cascas grossas e de folhas peludas saem do solo tentando vencer a gravidade, mas se contorcem de tal forma que é como se o calor as empurrasse novamente em direção ao chão. O vermelho da terra é onipresente, acrescentando uma dose de drama por todo o canto, como se a temperatura fustigasse a terra a ponto de ela sangrar. Aqui, no cerrado, não há a densidade da mata úmida, escura, como uma floresta de ameaçadora saída de um romance de Jack London, ou como uma testemunha em transe imemorial, como vista numa novela de Joseph Conrad. 

Paisagens enquadradas: 18 apartamentos com vistas impressionantes

Ao contrário de uma série de sistemas e materiais construtivos, a paisagem não é um elemento especificável, ou mesmo desenhável, no projeto arquitetônico de um apartamento. No entanto, as paisagens são, de certa forma, atingidas pelas definições projetuais do edifício em questão, tanto do ponto de vista interno, como externo – ou seja, do seu entorno. As orientações das fachadas de um edifício e os tamanhos das janelas, por exemplo, são algumas das formas a partir das quais as vistas de um apartamento são afetadas, enquanto as dimensões da construção e seu gabarito afetam diretamente o contexto em que está inserida.

Aberto e Transparente para a Cidade / Pitsou Kedem Architects. Imagem: © Amit GeronMetropole 708 / Robert M. Gurney. Imagem: © Anice HoachlanderApartamento Joaquim Antunes 149 / Metro Arquitetos Associados. Imagem: © Ilana BesslerApartamento AMC / rar.studio. Imagem: © Fernando Guerra | FG+SG+ 19

Clima, paisagem e economia: a arquitetura contemporânea amazônica

Pensar em arquitetura amazônica sem mencionar Severiano Porto é tarefa impossível. O arquiteto mineiro foi um dos responsáveis por lançar luz sobre as potencialidades daquele clima e contexto quando trazidos para a prática de projeto. Mas nem só de Severianos é feita a arquitetura amazônica, e muitos exemplos contemporâneos merecem atenção pelo emprego cuidadoso de materiais, pelo uso engenhoso de técnicas vernaculares ou pela sofisticação alcançada com poucos recursos.

Lugares complexos: sobreposições da arquitetura, arte e paisagem em quatro obras

A constante escalada de complexidade atribuída à arquitetura e demais campos da arte no último século devido a um longo processo de redefinição das disciplinas desde o período moderno, aliada a uma efervescência de experimentos e hibridações, contribuiu para a produção de inovadoras soluções desenhadas para o ambiente humano - e com elas surgiu uma nova dificuldade de categorização.

Paisagens Privadas

A constituição formal dos sistemas de espaços livres das cidades brasileiras, qualificados ou não, tem contribuição significativa dos empreendimentos privados, uma vez que o planejamento e desenho urbano por parte do poder público têm sido exceções.

Finalistas da III Bienal Latino-Americana de Arquitetura da Paisagem (BLAP)

A III Bienal Latino-Americana de Arquitetura da Paisagem apresentou na segunda-feira (10 de setembro) os finalistas do concurso que será realizado na Cidade do México nos dias 26 e 27 deste mês. A bienal organizada pela Sociedade de Arquitetos Paisagistas do México (SAPM) desde 2014 busca ressaltar o papel que a arquitetura paisagística desempenha na construção do habitat na América Latina, com particular ênfase nos problemas ambientais e sociais que esta região.

"Buscamos incentivar a participação na construção da paisagem para mostrar o panorama amplo e diversificado das intervenções que emergem do local, mas que possibilitam a identificação de uma região que compartilha desafios e soluções", propõem os organizadores nas bases da bienal .

As 19 obras, projetos não construídos e pesquisa cobrem os critérios da bienal, que apontam para obras que respeitam a paisagem e seus valores; demonstrar comprometimento com critérios de sustentabilidade; e integrar e resolver problemas sociais, entre outras variáveis.

Conheça os finalistas abaixo:

Em foco: Roberto Burle Marx

Hoje, dia 04 de agosto de 2018, Roberto Burle Marx completaria 109 anos. Nascido em 1909, no estado de São Paulo, cresceu no estado do Rio de Janeiro, onde desenvolveu a maior parte de suas obras paisagísticas. Com pai alemão, Willem Marx, foi com sua mãe recifense, Cecília Burle, que despertou seu desejo pela botânica. Aos dezenove anos morou por um ano na Alemanha, onde teve seus primeiros contatos com os artistas de vanguarda que influenciaram seu trabalho.

Tornou-se o mais influente paisagista brasileiro, responsável por um extenso legado de projetos em território nacional e internacional, aventurando-se em variados campos artísticos para além do paisagismo, como a pintura, desenho, escultura, tapeçaria e artesanato, expressando compulsivamente sua visão de mundo e suas ideias.

V Jornada Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo da Unoeste

Os caminhos percorridos pelos usuários na esfera urbana refletem as diferentes transformações no espaço natural do nosso território, através das produções intelectuais em diferentes lugares e épocas. A paisagem é o domínio de tudo o que a visão alcança, além de tudo que sentimos, ouvimos, no geral tudo o que percebemos.

"Landscape as Urbanism in the Americas" publica arquivo digital sobre paisagem e urbanismo

Nas últimas duas décadas a paisagem tem sido reivindicada como modelo e meio para a cidade contemporânea. O discurso e as práticas da paisagem como urbanismo podem ser encontrados na Europa, América do Norte e Ásia. Durante esse tempo, uma série de práticas arquitetônicas e urbanísticas alternativas surgiu na América Latina, apostando nas implicações ecológicos e territoriais do projeto urbano. 

O surgimento dessas práticas coincide com as transformações sociais e políticas em muitos países da região. Nessa linha, o projeto Landscape as Urbanism in the Americas do Office for Urbanization (Harvard GSD) concentra-se em fomentar uma série de discussões sobre as potencialidades da paisagem como meio de intervenção urbana no contexto social, cultural, econômico e ecológico específico das cidades latino-americanas.

Parque Dom Pedro II / UNA Arquitetos (São Paulo, Brasil). Image Cortesia de Landscape as Urbanism in the AmericasComplejo Acuático / LCLA (Medellín, Colômbia). Image Cortesia de Landscape as Urbanism in the AmericasOrquideorama / Plan B Arquitectos + JPRCR Arquitectos (Medellín, Colômbia). Image Cortesia de Landscape as Urbanism in the AmericasPaseo Civico Metropolitano Alameda Providencia Corridor / Groundlab + LyonBosch+Martic (Santiago, Chile). Image Cortesia de Landscape as Urbanism in the Americas+ 6

Sete Círculos - Mapeamento dos limites da Cidade Contemporânea

Os “Sete Círculos” começa por ser um livro sobre Lisboa, que pretende questionar os limites da cidade contemporânea. O que é o centro, onde está o limite entre o espaço rural e o espaço urbano? Mas a pretensão é a de ser mais que um livro. Será também um conjunto de exposições de fotografia e de vários debates no território nacional, e isso é o pretexto para criar o debate e contribuir para ele.

Paisagem não se encontra, se cria

Neste artigo publicado originalmente na coluna Paisajes Tejidos de LOFscapes, sua autora nos introduz ao, agora popular, conceito de paisagens criadas. Aqui, a paisagem como resultado da necessidade de articular processos de organização urbana e sistemas naturais é, portanto, uma aproximação a paisagem como a inter-relação entre a geografia e os processos históricos e socioculturais.

A autora nos relata como, através de projetos estratégicos, produziu-se uma mudança no antigo paradigma da paisagem como uma cena bucólica e estética por sistemas complexos, performativos, multifuncionais e de larga duração. Então, se a paisagem não pode ser capturada em só momento, por que continuamos acreditando que é um meio de sublimação geográfica que pousa no território?

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Arquitetura e paisagem ribeirinha na Amazônia

As construções arquitetônicas e o modo de vida são elementos fundamentais para se entender a constituíção das populações. A pesquisadora Laelia Regina Batista Nogueira desenvolve na Amazônia um estudo para conhecer esse modo de vida do povo que habita as margens dos rios da região, mais conhecidos como ‘ribeirinhos’.

Com o apoio, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a análise foi feita ao longo do Mestrado em Arquitetura e Urbanismo e teve como objetivo fazer uma abordagem a partir do conjunto de fenômenos (seca e cheia dos rios atrelado ao período de chuvas da região) para compreender a relação entre a arquitetura vernacular ribeirinha e a paisagem amazônica.