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Lucio Costa: O mais recente de arquitetura e notícia

Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano

Entre as décadas de 1950 e 1960 foram construídas duas cidades que marcariam a história da arquitetura e do urbanismo. Filhas de um mesmo conceito, mas separadas por mais de 14 mil quilômetros, Brasília, no Brasil, e Chandigarh, na Índia, embebidas pelos princípios modernistas, foram planejadas e erguidas do zero.

Ao surgirem em um contexto de profundas transformações políticas e sociais, no qual diversos países buscavam reformular suas capitais como símbolos de progresso, ambas as cidades assumiram um papel estratégico. Por meio da linguagem arquitetônica adotada, reafirmavam narrativas ideológicas e identitárias vinculadas ao poder do Estado.

Tratava-se de cidades criadas em abstrato, seguindo uma visão utópica. Seriam urbes vanguardistas, livres das deficiências que assolavam as cidades de meados do século XX, exemplificando princípios estéticos que refletiriam ideologias políticas progressistas e que abraçariam novas tecnologias – principalmente o automóvel.

No entanto, essa promessa de futuro acabou gerando grandes desafios. Dificuldades que, claro, refletem os percalços sociais e econômicos dos seus países, mas também pode se dizer que são "temperadas" por uma ideia modernista que hoje é colocada em discussão.

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Por que os princípios do modernismo ainda são a base do ensino de projeto no Brasil? Cinco professores compartilham suas perspectivas sobre o tema

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A complexa relação entre o ensino de arquitetura e os princípios modernistas no Brasil abre caminho para importantes reflexões sobre a produção arquitetônica contemporânea. Com o intuito de aprofundar essa discussão, convidamos cinco professores de distintas universidades brasileiras para compartilhar suas visões sobre o tema. Eduardo Lopes (Universidade do Vale do Itajaí), Eduardo Westphal (Universidade Federal de Santa Catarina), Fábio Mosaner (Universidade Federal de Pernambuco), Marta Bogéa (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo) e Rodrigo Bastos (Universidade Federal de Santa Catarina) aceitaram o desafio e refletiram sobre essa intrincada conexão. Suas análises oferecem perspectivas instigantes, revelando a influência do modernismo no ensino da arquitetura e provocando questionamentos essenciais para o debate arquitetônico atual.

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Arquitetura e colonialidade: o modernismo brasileiro em perspectiva crítica

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A arquitetura moderna brasileira é frequentemente celebrada como um marco de inovação e identidade nacional, projetando o país no cenário internacional com obras icônicas e uma estética própria. No entanto, pesquisas e publicações recentes trazem a à tona o entrelaçamento da sua trajetória com narrativas coloniais, tanto em suas influências quanto em seus impactos sociais. Embora o modernismo tenha surgido como uma tentativa de romper com a herança acadêmica europeia, ele manteve relações de dependência com referências estrangeiras e incorporou estratégias de dominação que ecoam a lógica colonial.

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Distrito Federal e Casa da Arquitectura firmam acordo para a partilha do acervo digital de Lucio Costa

O Distrito Federal de Brasília e a Casa da Arquitectura, em Portugal, firmaram um acordo para a partilha do acervo digital de Lucio Costa, urbanista responsável pelo Plano Piloto de Brasília. A assinatura ocorreu em 18 de fevereiro de 2025 no Palácio do Buriti, com a presença do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, do diretor-executivo da Casa da Arquitectura, Nuno Sampaio, e da ministra da Cultura de Portugal, Dalila Rodrigues.

Iphan e Ministério da Cultura elaboram plano de ocupação para o Palácio Gustavo Capanema

O Palácio Gustavo Capanema, localizado no Rio de Janeiro (RJ) e reconhecido como referência para a arquitetura e as artes brasileiras, tem previsão de ser entregue à população em 2024. No dia 15 deste mês, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apresentou uma nova proposta para a ocupação do edifício. Do térreo ao terraço, o prédio será transformado em um conjunto de espaços dedicados a exposições sobre temas relacionados à arte e à formação da sociedade brasileira, além de abrigar atividades administrativas dos órgãos ligados ao Ministério da Cultura.

Terrorismo em Brasília: as consequências simbólicas dos ataques de janeiro

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Poucos lugares no mundo possuem uma sobreposição de complexidades tão intensa quanto Brasília. Ainda assim, sua arquitetura simboliza a República e a democracia do Brasil e qualquer ato de ataque a estes símbolos carrega significados e consequências à memória e ao patrimônio cultural do país. Os atos terroristas de janeiro de 2023 destruíram parte do nosso patrimônio mas também levantam questões que vão além dos objetos e da arquitetura, tangendo educação, cultura e capital político nacional.

Clássicos da Arquitetura: Congresso Nacional / Oscar Niemeyer

Localizado no topo do plano piloto de Lúcio Costa, e como o único edifício sobre o canteiro central da asa leste do Eixo Monumental, o palácio do Congresso Nacional conta com uma localização privilegiada entre os edifícios públicos de Oscar Niemeyer em Brasília. O mais sóbrio dos palácios da Praça dos Três Poderes, o Congresso Nacional reflete a forte influência de Le Corbusier, ao mesmo tempo que insinua as formas mais românticas e caprichosas que caracterizam o modernismo brasileiro de Niemeyer.

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Reimaginando o modernismo de Brasília

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Há mais de 60 anos, Brasília surgiu do interior do Brasil. Desenvolvida em um cerrado deserto entre 1956 e 1960, a cidade que substituiu o Rio de Janeiro como capital do país foi um empreendimento conjunto do urbanista Lúcio Costa e do arquiteto Oscar Niemeyer.

Com sua forma alada, Brasília tornou-se um poderoso símbolo, pois representa uma das mais puras encarnações da esperança, do esplendor e da ingenuidade da arquitetura do século 20.

Brasília não é óbvia quando percorrida a pé

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“Se eu dissesse que Brasília é bonita, veriam imediatamente que gostei da cidade. Mas se digo que Brasília é a imagem de minha insônia, veem nisso uma acusação; mas a minha insônia não é bonita nem feia — minha insônia sou eu, é vivida, é o meu espanto.” — Clarice Lispector

Em 2020, Brasília completou 60 anos. O aniversário quase me escapou, mas, em tempos de isolamento, lembrei-me das caminhadas que tive oportunidade de fazer por lá no ano passado e que me despertaram para o belo, o não belo, e também para o “não óbvio” da famosa cidade modernista. Dito isso, compartilho aqui o meu espanto ao percorrer a pé a cidade-máquina.

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"Metade dos problemas da vida dos brasileiros é urbanística ou arquitetônica": entrevista com Gregorio Duvivier

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Seja como ator, seja como escritor, Gregorio Duvivier faz a gente rir – e pensar – mesmo quando comenta os assuntos mais cinzentos dos dias de hoje. Uma forma, segundo ele, de criar laços e consolidar amizades.

Convidado do Betoneira Podcast, ele conversa também sobre Carnaval, espaços públicos e a rivalidade Rio-São Paulo, tema frequente de seu trabalho.

Economia de meios e adaptação ao Cerrado: entrevista com BLOCO Arquitetos

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Divididos entre a admiração pela arquitetura moderna de Brasília, cidade onde estão sediados, e o respeito pelo bioma do Cerrado, onde estão inseridos, os arquitetos Daniel Mangabeira, Henrique Coutinho e Matheus Seco, sócios do escritório BLOCO Arquitetos, têm desenvolvido uma prática fundada na racionalização de recursos, simplicidade formal e atenção ao contexto natural ou urbano. Seus projetos variam da pequena à grande escala, compreendendo interiores comerciais, casas, edifícios residenciais, clubes e propostas urbanísticas.

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Clássicos e boa arquitetura: a habitação moderna no continente americano entre 1930 e 1960

Grande parte da produção da arquitetura moderna no continente americano foi baseada no modelo dos arquitetos europeus que, com suas obras, lançaram as premissas e ideias fundamentais para a vida moderna. Estes pilares da arquitetura foram transferidos, e consequentemente adaptados, ao território americano, introduzindo, ao mesmo tempo, suas próprias características de acordo com o contexto territorial, sócio-cultural e econômico. 

Entendemos que uma boa arquitetura é aquela que serve como modelo para resolver problemas inerentes ao campo em geral. É por isso que certas referências que consideramos hoje como "clássicos" são exemplos de boas práticas arquitetônicas que foram apropriadas por outros arquitetos, a partir da adoção de elementos pertinentes e necessários para alcançar um resultado de acordo com cada contexto particular. 

Arquitetura moderna e patrimônio cultural: a história do Palácio Gustavo Capanema

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O projeto para o então denominado Ministério da Educação e Saúde Pública foi elaborado no decorrer do ano de 1936 pela equipe integrada pelos arquitetos Oscar Niemeyer, Affonso Reidy, Jorge Moreira, Carlos Leão e Ernani Vasconcelos, sob coordenação de Lucio Costa. A pedido do então Ministro Gustavo Capanema e com orientação de Le Corbusier, a equipe de jovens modernistas brasileiros ficou incumbida de dar identidade nacional ao edifício que viria a se tornar um dos maiores ícones de nossa arquitetura, em frontal oposição à estética dominante. A não contratação do projeto original, vencedor do concurso público realizado para este fim, é apenas uma parte desta incrível história.

Google Arts & Culture inaugura exposição virtual gratuita sobre Brasília

Após lançar exposições virtuais das cidades de Parma, na Itália, Pittsburgh e Milwaukee, nos EUA, e Lagos, na Nigéria, a plataforma Google Arts & Culture inaugura agora a coleção Brasília: um Sonho Construído, que apresenta um passeio imersivo pela capital federal projetada por Lúcio Costa.

Com curadoria do Museu Nacional da República, a mostra contou com a colaboração do Arquivo Público do Distrito Federal, Instituto de Arquitetos do Brasil, Museu da Câmara dos Deputados, Supremo Tribunal Federal e outras organizações sediadas em Brasília. Através de imagens do Google Street View, os visitantes percorrem, por meio de tours virtuais em 360°, os corredores de seis museus da capital, entre os quais Museu de Valores, o Centro Cultural dos Três Poderes e também o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF).

Brasília receberá arquivos digitais do acervo de Lucio Costa doado à Portugal

Após a polêmica gerada pela notícia de que o espólio de Lúcio Costa fora doado à Casa da Arquitectura, instituição portuguesa que se dedica a salvaguardar o arquivo de arquitetos nacionais e internacionais, o Arquivo Público do Distrito Federal, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) buscam agora estabelecer um acordo de cooperação com a instituição sediada em Portugal.

Acervo de Lucio Costa é doado à Casa da Arquitectura em Portugal

Após receber o acervo completo de Paulo Mendes da Rocha em 2020, a Casa da Arquitectura - Centro Português de Arquitectura, com sede na cidade de Matosinhos, acaba de receber o espólio de Lucio Costa. A doação foi feita pela família do arquiteto e urbanista e abrange cerca de onze mil documentos produzidos entre 1910 e 1998.

Lucio Costa, entre o tradicional e o moderno

Hoje, dia 27 de fevereiro, celebramos o aniversário de Lucio Costa. Nascido em 1902 e falecido em 1998, esteve à frente de importantes projetos, mais notavelmente o plano piloto de Brasília e o Ministério da Educação e Saúde do Rio de Janeiro, com impactos marcantes na arquitetura e urbanismo do país. Nascido na França, por conta da profissão de seu pai almirante, morar em países como Inglaterra e Suíça durante seus anos de formação deu a ele uma formação pluralista e uma conexão relevante com o velho continente.

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Carlo Ratti Associati divulga projeto de parque tecnológico em Brasília

Trabalhando em parceria com a Ernst&Young em um projeto que vem sendo desenvolvido desde 2018, o escritório Carlo Ratti Associati (CRA) divulgou detalhes de sua mais recente empreitada, um arrojado projeto de expansão urbana para a cidade de Brasília que reinterpreta as superquadras e o plano diretor modernista concebido por Lúcio Costa em um “novo distrito de inovação e tecnologia imerso em natureza”.

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