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Arquitetura Moderna Brasileira: O mais recente de arquitetura e notícia

Do ladrilho hidráulico ao alumínio: a irreverência de Flávio de Carvalho no Brasil moderno

Flávio de Carvalho foi um arquiteto moderno brasileiro reconhecido mundialmente por sua maneira inovadora e provocativa de mostrar sua visão de mundo através da arte. Conheça, a seguir, algumas de suas formas de manifestação artística.

Clássicos da Arquitetura: Crematório Vila Alpina / Ivone Macedo Arantes

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Este artigo foi originalmente publicado em 04 de junho de 2018. Para ler sobre outros projetos icônicos de arquitetura, visite nossa seção Clássicos da Arquitetura.

Com atividade iniciadas em 1974 e projeto desenvolvido pela arquiteta Ivone Macedo Arantes – na época funcionária do Departamento de Cemitérios da Prefeitura de São Paulo - o Crematório Jayme Augusto Lopes, popularmente conhecido como Crematório de Vila Alpina, localiza-se no Jardim Avelino, zona leste da cidade de São Paulo, e é tido como o primeiro crematório do Brasil e da América latina e considerado um dos maiores do mundo.

Ninguém nasce moderno: as primeiras obras de mestres da arquitetura do século XX

No âmbito da arquitetura, grande parte do século XX é marcada por uma produção que se lê, de modo geral, como moderna. As bases que configuram essa produção têm sido, há pelo menos seis décadas, objeto de discussão, reunindo opiniões divergentes sobre a verdadeira intenção por trás da gestalt moderna.

Pilares icônicos na arquitetura moderna brasileira

Nos cinco pontos da "nova arquitetura" definidos como norteadores da produção arquitetônica moderna a partir da década de 1920 por Le Corbusier e materializados na construção da Villa Savoye (janelas em fita, fachada livre, terraço jardim, planta livre e pilotis), talvez o emprego dos pilotis seja o elemento mais incorporado pelos arquitetos modernos brasileiros

Clássicos da Arquitetura: Casa Niclewicz / Vilanova Artigas

Cortesia de Marcos Bertoldi Cortesia de Marcos Bertoldi Cortesia de Marcos Bertoldi Cortesia de Marcos Bertoldi + 31

A casa Niclewicz é um verdadeiro tesouro arquitetônico escondido em Curitiba. É reconfortante poder encontrar obra tão serena e receptiva numa época em que quase tudo é aparência sem substância, e predomina uma ideia equivocada de criatividade, resultando em objetos extravagantes, visualmente impactantes, mas culturalmente irrelevantes.

Uma das primeiras obras de Oscar Niemeyer: a Residência Herbert Johnson

© Michael B Williams, 1976. Cortesia de Murilo Siqueira © Michael B Williams, 1976. Cortesia de Murilo Siqueira © Michael B Williams, 1976. Cortesia de Murilo Siqueira © Michael B Williams, 1976. Cortesia de Murilo Siqueira + 29

O empresário Murilo Siqueira compartilhou conosco fotografias raras de uma das primeiras obras de Oscar Niemeyer: a Residência Herbert Johnson, de 1942, construída em Fortaleza para o empresário americano, então dono da empresa SC Johnson. As fotografias, de Michael B. Williams, foram doadas pessoalmente por sua esposa em 2009, quando Murilo teve a oportunidade de conhecê-la em Boston. Ela e Michael se hospedaram nessa residência em 1976, durante uma viagem pelo Brasil, catalogando as obras de Niemeyer.

Qual a sua opinião sobre essa obra da fase inicial de Niemeyer?

Olhares sobre a Casa do Baile

Olhando para a Casa do Baile não é de todo fundamental referir o nome do autor, pois ele por si próprio emana o seu jeito de fazer arquitetura. A curva é algo que lhe é natural, mas é na forma como se integra e funde com a paisagem que afirmamos determinantemente a identidade do autor.

Implantada numa ilha artificial junto à também artificial lagoa da Pampulha em Belo horizonte (criada para o efeito) a casa foi ligada à avenida Otacílio Negrão de Lima por uma ponte de concreto de cerca de 11 metros. De facto, o concreto é um material muito presente não só neste projecto mas em todo o conjunto de Pampulha.

Clássicos da Arquitetura: Solar do Unhão / Lina Bo Bardi

© Manuel Sá © Manuel Sá © Manuel Sá © Manuel Sá + 7

Há coisas que não podem ser vistas até que sejam ditas. Por exemplo, que o pilar roliço central de pau d’arco seja recortado em nichos de cinco centímetros de profundidade para receber e apoiar as faces dos degraus de ipê amarelo tangentes ao raio do pilar; e que também existam peças de altura igual ao espaçamento entre degraus –dez centímetros e dois milímetros–, engastadas no mesmo pilar, que ampliam a base de apoio dos degraus. Ou que as vigas perimetrais inclinadas, que formam uma hélice dextrogira de sete segmentos retos, se encaixem duas a duas à meia madeira em suas extremidades; e que também sejam parafusadas nas faces internas dos pilares preexistentes.

O Palácio da Alvorada nas lentes de Joana França

© Joana França © Joana França © Joana França © Joana França + 21

Com o Palácio da Alvorada Oscar Niemeyer lançava um dos seus símbolos: o pilar simétrico formado por quatro curvas e uma interseção perpendicular de eixos. Com esse mesmo elemento, transmutado inúmeros vezes, originaram-se muitas outras obras (de arquitetura, mobiliário e objetos): uma mesma forma utilizada em todas suas variações, materiais e contextos.

A fotógrafa Joana França compartilhou conosco sua coleção sobre o Palácio da Alvorada, um passeio através de vinte e uma fotografias. Convidamos nossos leitores a percorrem esse Clássico da Arquitetura de Oscar Niemeyer.

Clássicos da Arquitetura: Conjunto Nacional / David Libeskind

© Hugo Segawa. Via Arquigrafia (CC BY-NC-ND 3.0) © Flickr Wilfredo Rodríguez (CC BY-NC-ND 2.0) © Revista Acrópole n° 238 (CC BY-NC-ND 4.0). Via Arquivo Arq Cortesia de Arquivo Arq + 27

Objeto absolutamente inquietante do ponto de vista da escala, propõe uma abordagem de uso e ocupação do solo da cidade para afirmar-se como ponto de inflexão no raciocínio do enfrentamento da implantação ou da estratégia de ocupação do lote.

Uma Arquitetura para a Cidade. A obra de Affonso Eduardo Reidy

A obra de Affonso Eduardo Reidy condensa boa parte das preocupações contidas na introdução da arquitetura moderna no Brasil. Formado pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro em 1930, foi membro do grupo dirigido por Agache para a remodelação do Rio e do grupo de jovens arquitetos que projetaram o edifício do Ministério da Educação, com a colaboração de Le Corbusier. Em 1932, se integra como arquiteto chefe da Prefeitura do Distrito Federal do Rio de Janeiro, cargo no qual permanece até finais da década de cinquenta.

AD Classics: Museu Brasileiro da Escultura (MuBE) / Paulo Mendes da Rocha

Que um edifício destinado à exibição de obras de escultura seja caracterizado por uma imensa laje de concreto protendido que cobre menos de um quinto da sua área, e que o mesmo edifício não precise de sombra já que é completamente fechado em níveis enterrados e semi-enterrados, leva a algumas questões contemporâneas sobre a arquitetura. Para que serve a arquitetura? O que determina um edifício? O que o diferencia de uma escultura? O que é o espaço público?

Com essas e outras contradições, ambiguidades e paradoxos materializados no MuBE, gostaríamos de saber dos nossos leitores suas respostas a essas inquietações que acompanham toda a história da arquitetura.

Compartilhamos a seguir uma sequência de 15 vídeos históricos da Intermeios da FAU-USP, que dão conta de toda a concepção, projeto e construção do Museu Brasileiro da Escultura em todas suas facetas, desde o projeto de arquitetura, passando pelo cálculo estrutural, ao paisagismo.

Quatro Clássicos dos Irmãos Roberto

Marcelo, Milton e Maurício Roberto foram os irmãos mais conhecidos da história da arquitetura brasileira (e provavelmente não há outro trio de irmãos tão importante em outros países). Eles foram precursores na arquitetura moderna no Brasil. O edifício da Associação Brasileira de Imprensa, por exemplo, é concluído antes do Ministério de Educação e Saúde, de Lucio Costa e equipe. Nos anos seguintes, projetaram obras de grande envergadura como o terminal do Aeroporto Santos Dumont, e obras que hoje passam despercebidas, como o edifício MMM Roberto, onde viveram.

Relembre a seguir quatro dos Clássicos da Arquitetura dos três irmãos Roberto.

Clássicos da Arquitetura: Capela de São Pedro / Paulo Mendes da Rocha

© Leo Giantomasi © Leo Giantomasi © Leo Giantomasi © Leo Giantomasi + 33

As sombras quase não deixam ver o único pilar central do edifício. A laje de cobertura parece se apoiar apenas nos caixilhos dos vidros alinhados ao seu perímetro irregular. A altura visível da laje é similar à altura livre do nível de entrada: dois metros e cinco centímetros versus dois metros e vinte centímetros, respectivamente. A massa de concreto armado aparente sobre uma retícula envidraçada.

Clássicos da Arquitetura: Rodoviária de Londrina / Vilanova Artigas

via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007 © Francisco de Almeida Lopes via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007 via Ana Maria Barbosa Lemos, 2007 + 25

Por Maria Augusta Pisani e Paulo Roberto Corrêa

A proposta da estrutura materializa-se por meio de um conjunto de cascas de concreto com doze centímetros de espessura. Tal dimensionamento, além de propiciar uma leveza estrutural e visual para o conjunto, explorando os recursos tecnológicos do concreto armado de forma inovadora, objetivava também consumir uma quantidade mínima de material.

Clássicos da Arquitetura: BDMG / Humberto Serpa

Por Nara Grossi

Implantado em terreno de esquina, não se passa imune à forte presença dessa obra, que tem a estrutura como principal elemento de expressividade.

Clássicos da Arquitetura: Três Terminais Modernos

Vários terminais de transporte foram construídos no Brasil entre as décadas de 1950 e 1970. Muitos optaram pelo concreto armado aparente como materialidade principal do edifício e pelo pilar isolado como elemento escultórico. Entre esses terminais, três se destacam: o Terminal Ferroviário de Ribeirão Preto, inaugurado em 1965, obra de Oswaldo Bratke, o Terminal Rodoviário de Fortaleza, de 1973, projetada por Marrocos Aragão, e o Terminal Rodoviário de Jaú, do mesmo ano, de Vilanova Artigas. Outras características comuns são evidentes: as superfícies reversas nas lajes de cobertura –paraboloides hiperbólicos nas coberturas de Riibeirão Preto e Fortaleza– ou nos pilares –de Jaú–, a superfície contínua da cobertura que se separa do resto do edifício, a iluminação zenital –como rasgos entre os módulos das coberturas de Riibeirão Preto e Fortaleza, ou como aberturas circulares no eixo vertical central dos pilares de Jaú–.

Relembre cada um desses três Clássicos da Arquitetura Moderna Brasileira.

Clássicos da Arquitetura: Estação Ferroviária de Ribeirão Preto / Oswaldo Bratke

Por Ana Carolina Gleria Lima

Trinta e oito módulos de cobertura delimitam o espaço. Um paraboloide hiperbólico de concreto armado cuja projeção quadrada mede dez metros e sessenta centímetros de lado é sustentada por um pilar central, de seção quadrada cujo lado mede quarenta e cinco centímetros. Configuram o módulo de cobertura. Os módulos estão distanciados por um vão de quarenta centímetros, fechado no encontro das laterais por uma chapa de cimento vibrado. A altura livre do pilar é de seis metros; a altura total do módulo é de sete metros e cinquenta centímetros.