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Clássicos da Arquitetura: Crematório Vila Alpina / Ivone Macedo Arantes

  • 12:00 - 4 Junho, 2018
  • por Equipe ArchDaily Brasil
Clássicos da Arquitetura: Crematório Vila Alpina / Ivone Macedo Arantes
Clássicos da Arquitetura: Crematório Vila Alpina  / Ivone Macedo Arantes, © FLAGRANTE
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Com atividade iniciadas em 1974 e projeto desenvolvido pela arquiteta Ivone Macedo Arantes – na época funcionária do Departamento de Cemitérios da Prefeitura de São Paulo - o Crematório Jayme Augusto Lopes, popularmente conhecido como Crematório de Vila Alpina, localiza-se no Jardim Avelino, zona leste da cidade de São Paulo, e é tido como o primeiro crematório do Brasil e da América latina e considerado um dos maiores do mundo.

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Projetado como um espaço dedicado aos momentos finais da família e membros próximos ao falecido, busca, através da arquitetura, a criação do espaço ideal a cerimônias, numa aproximação entre teatro e capela. Sua implantação em meio a um parque arborizado dista de uma paisagem geralmente pensada para um cemitério, aproximando-se mais a um espaço de lazer.

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Erguido em concreto armado aparente sobre poucos apoios, o desenho bastante geometrizado remete ao repertório da arquitetura moderna brasileira e, sobretudo, do arquiteto moderno Vilanova Artigas. Trata-se de uma edificação bastante horizontal, com grandes vigas longitudinais em concreto aparente moldadas in loco, que tocam suavemente o térreo, com os apoios triangulares. Vigas transversais menores conectam as longitudinais, estruturando a cobertura. Os programas contidos no térreo são totalmente independentes da estrutura, adotando formas variadas. Dois níveis de subsolos correspondem às áreas técnicas, espaços para funcionários, manutenção, além de dois fornos para cremação.

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Internamente, na sala ecumênica, arquibancadas em concreto são dispostas circularmente em torno do espaço para o corpo que inicialmente é disposto no ascensor locado no pavimento inferior, elevado à sala de cerimônia simbolizando a subida da alma aos céus. Nesta sala, a cerimônia dura em torno de 15 minutos, junto a sistemas de áudio e vídeo, permitindo fundos musicais e compartilhamento de imagens em tempo real via internet.

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Após o ritual de despedida, o corpo desce novamente ao pavimento inferior do edifício, onde são dispostas as câmaras frias e fornos. Neste espaço o corpo volta à câmara e aguarda um período de 24 até 84 horas à cremação, em prol de dogmas religiosos ou legais. No espaço existem dois fornos que atendem cerca de 25 cremações diárias e aproximadamente 750 cremações por mês.

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Como um programa em exceção no Brasil, prevê-se que futuramente tais edifícios e espaços dedicados ao fim da vida sejam corriqueiramente erguidos, uma vez que grandes áreas dedicadas ao enterro tem se tornado cada vez mais escassas, já tendo dado origem ao conceito de cemitério vertical, por exemplo. A edificação mostra uma sensibilidade pouco vista nos projetos do tipo no Brasil. Trata-se de um local pensado para a reflexão, recordação e despedida. Cuidadosamente implantado em meio às vegetações, conforma um microcosmo de paz e respeito aos que se foram.

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Referências Bibliográficas

MELENDEZ, Adilson. Projeto para o fim da vida. Disponível em: <https://arcoweb.com.br/projetodesign/memoria/projeto-para-o-fim-da-vida-20-01-2009.>. Acesso em: 29 maio 2018.
SANTOS, Aline Silva. Morte e Paisagem: Os jardins de Memória do Crematório Municipal de São Paulo. Dissertação de Mestrado, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. 2015.

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Localização aproximada, pode indicar cidade/país e não necessariamente o endereço exato. Cita: Equipe ArchDaily Brasil. "Clássicos da Arquitetura: Crematório Vila Alpina / Ivone Macedo Arantes" 04 Jun 2018. ArchDaily Brasil. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/895691/classicos-da-arquitetura-crematorio-vila-alpina-ivone-macedo-arantes> ISSN 0719-8906