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Brutalismo: O mais recente de arquitetura e notícia

10 Obras icônicas do brutalismo na América Latina

via Usuário Flickr: Renovación República CC BY 2.0
via Usuário Flickr: Renovación República CC BY 2.0

A arquitetura brutalista responde a um momento histórico. Terminava a Segunda Guerra Mundial e das cinzas surge uma nova forma de Estado, junto com um nova ordem global que vai incluir, com maior protagonismo, a Estados periféricos. 

A arquitetura brutalista nasce como resposta a ideias de estados benfeitores, estados robustos que vão sustentar e dirigir a nova sociedade de massas. Como disse o crítico Michael Lewis "o brutalismo é a expressão vernacular do estado benfeitor".

7 Obras de arquitetura que mostram as diferenças do brutalismo no Brasil

O período entre as décadas de 50 e 70 no Brasil se caracterizou, sobretudo, pela produção e difusão da arquitetura brutalista. Apesar da falta de uma definição unânime que caracterize o que pode ser entendido como um desdobramento da arquitetura moderna, o termo “brutalismo” é utilizado de forma geral para denotar edifícios da época que têm um denominador comum: o uso aparente dos materiais construtivos, em especial o concreto.

Fotografias do Brutalismo em Barcelona (e sua evolução)

Rodolfo Lagos divide conosco uma série de fotografias sobre a arquitetura brutalista de Barcelona, que apresentamos em ordem cronológica para ajudar a entender como ocorreu sua evolução.

Concrete Seoul, um mapa que explora a arquitetura brutalista da Coreia do Sul

A Blue Crow Media lançou seu mais recente mapa que explora, desta vez, a arquitetura brutalista de Seul, Coréia do Sul. O mapa é editado pelo historiador de arquitetura da Universidade da Coréia Professor Hyon-sob Kim, com fotografia de Yongjoon Choi. O guia oferece uma visão única da história da arquitetura em concreto de Seul, da década de 1960 até hoje.

Cortesia de Yongjoon Choi, © Blue Crow MediaCortesia de Blue Crow MediaCortesia de Yongjoon Choi, © Blue Crow MediaCortesia de Blue Crow Media+ 12

Tons de cinza em Londres: série de fotografias explora o brutalismo britânico

A arquitetura brutalista está desaparecendo da cidade de Londres. No princípio, essas estruturas eram percebidas como rebeldes e desajustadas, posteriormente, no entanto, este estilo se tornou o mais recorrente dentre os edifícios comerciais e governamentais do pós-guerra. Atualmente, com as demandas do mercado imobiliário e o domínio da arquitetura contemporânea, essas monumentais estruturas acinzentadas de concreto estão pouco a pouco desaparecendo.

O arquiteto e fotógrafo Grégoire Dorthe desenvolveu a paixão pela fotografia durante o serviço militar, quando percebeu que, através de suas imagens, era capaz de congelar momentos e preservar o que será perdido com o tempo. Em sua série fotográfica intitulada Brutal London, o fotógrafo suíço registra as formas brutas e as qualidades gráficas da arquitetura brutalista da cidade, antes que esses edifícios sejam para sempre perdidos.

© Grégoire Dorthe© Grégoire Dorthe© Grégoire Dorthe© Grégoire Dorthe+ 53

Cinza vs. Branco: 5 edifícios brutalistas em Tel Aviv

O patrimônio arquitetônico de Tel Aviv conquistou a atenção mundial por meio do reconhecimento da UNESCO pelo estilo internacional da era britânica e edifícios com influência da Bauhaus. Menos conhecida é a herança brutalista e as construções históricas da cidade projetadas nas décadas seguintes. O brutalismo desempenhou um papel significativo na esfera do design israelense da era pós Segunda Guerra Mundial. A disponibilidade barata do concreto e as capacidades de construção rápida foram adotadas na mentalidade socialista primitiva do estado para acomodar sua população em rápida expansão.

Subúrbios de concreto: a arquitetura brutalista da Europa Oriental

Após a Segunda Guerra Mundial, o brutalismo se espalhou pela Europa, redefinindo a arquitetura moderna e estabelecendo um novo estilo para moradias populares e edifícios comunitários. Embora a maior parte da atenção tenha se detido em monumentos nas principais cidades, os subúrbios europeus também abrigam muitos edifícios brutalistas excepcionais.

Para apresentar a arquitetura brutalista "despercebida" da Europa Central e Oriental, a editora Zupagrafika registrou e reuniu mais de 100 fotografias em um livro intitulado Eastern Blocks, convidando os leitores a explorar conjuntos habitacionais brutalistas em Moscou, Berlim Oriental, Varsóvia, Budapeste, Kiev e São Petersburgo.

© Zupagrafika© Zupagrafika© Zupagrafika© Zupagrafika+ 22

A arquitetura brutalista da Universidade de Düsseldorf, pelas lentes de Luciano Spinelli

Embora a arquitetura brutalista seja às vezes criticada por sua aparência demasiadamente inacabada, é freqüentemente empregada em projetos de edifícios públicos, tornando-se, não raro, um marco na paisagem urbana. Alguns projetos, embora nitidamente brutalistas, rompem com o monocromatismo do concreto e fazem uso de superfícies coloridas que lhes conferem maior dinamismo. 

Com uma Leica M6 analógica, o fotógrafo de arquitetura e interiores Luciano Spinelli registrou o edifício da Universidade de Düsseldorf, explorando o contraste entre estruturas de concreto e outros elementos coloridos vibrantes.

Preservando a arquitetura brutalista esquecida da Índia

O brutalismo é uma corrente da arquitetura que se desenvolveu em diferentes partes do mundo, sempre levando em consideração algumas particularidades locais, embora compartilhando de alguns preceitos comuns como, por exemplo, o uso de materiais sem revestimento e o transparecimento do trabalho necessário para erguer as obras. O debate acerca do brutalismo é ainda intenso em diversas regiões, reunindo argumentos a favor e contra sua preservação. 

Enquanto muitos enxergam a arquitetura brutalista como "feia” ou “incompleta”, Arhan Vohra, um estudante de apenas 17 anos, lançou o Brutal Delhi, uma plataforma que reúne suas fotografias de edifícios brutalistas de Nova Delhi, Índia.

NDDB Building . Imagem © Arhan VohraNDMC Building . Imagem © Arhan VohraThe Shri Ram Centre for Performing Arts. Imagem © Arhan VohraNCDC Building . Imagem © Arhan Vohra+ 11

Maquetes detalhadas capturam a beleza do brutalismo e do Art Déco na arquitetura irlandesa

John Donnelly, arquiteto da Irlanda do Norte, abriu recentemente um escritório dedicado à produção de maquetes detalhadas que explorem a diversidade do ambiente construído de Belfast. Model Citizen foi fundado buscando promover um maior entendimento apreciação da arquitetura e dos trabalhos manuais das cidades irlandesas.

O escritório vê suas esculturas e maquetes como um “mecanismo para enfatizar a beleza e o significado do nosso patrimônio”, traduzindo os estilos art déco, brutalista e internacional em objetos esculturais tangíveis que podem ser manuseados e explorados.

© Model Citizen© Model Citizen© Model Citizen© Model Citizen+ 15

Clássicos da Arquitetura: Crematório Vila Alpina / Ivone Macedo Arantes

© FLAGRANTE© FLAGRANTE© FLAGRANTE© FLAGRANTE+ 20

Este artigo foi originalmente publicado em 04 de junho de 2018. Para ler sobre outros projetos icônicos de arquitetura, visite nossa seção Clássicos da Arquitetura.

Com atividade iniciadas em 1974 e projeto desenvolvido pela arquiteta Ivone Macedo Arantes – na época funcionária do Departamento de Cemitérios da Prefeitura de São Paulo - o Crematório Jayme Augusto Lopes, popularmente conhecido como Crematório de Vila Alpina, localiza-se no Jardim Avelino, zona leste da cidade de São Paulo, e é tido como o primeiro crematório do Brasil e da América latina e considerado um dos maiores do mundo.

Evento do CEAU/SC - Lançamento do livro Hans Broos: memória de uma arquitetura

O CEAU/SC convida para um debate sobre o Patrimônio Histórico Moderno e para o Lançamento do livro 'Hans Broos: memória de uma arquitetura'

O evento será realizado no Fórum Eduardo Luz, projeto do arquiteto Hans Broos. Além de simbólico, lançar o livro em uma obra do próprio arquiteto, 2018 marca o 50º aniversário da edificação.

Hans Broos: memória de uma arquitetura é o primeiro livro sobre o arquiteto, um dos expoentes da arquitetura moderna brasileira. A publicação é resultado do projeto cultural de mesmo nome, aprovado pelo Programa de Incentivo à Cultura do Governo do Estado de São Paulo - PROAC -

Em defesa do brutalismo polonês: redescobrindo os ícones da arquitetura comunista

Varrer de uma cidade a sua arquitetura é como se pudéssemos apagar por completo partes de sua história. Apesar da aversão generalizada por grande parte da população, a arquitetura brutalista na Polônia pós-stalinista andava de mãos dadas com o movimento político que prometia uma sociedade mais justa e igualitária. A arquitetura que hoje em dia é vista como a materialização de um antigo regime opressivo, austero e arrogante, foi originalmente concebida para ser tudo menos isso; estes edifícios carregam hoje um legado bastante ambíguo, apreciados como ícones do seu tempo ou rejeitados como memórias que as pessoas preferem esquecer.

Em um artigo recente publicado pelo New York Times, o escritor Akash Kapur compartilha as emoções de sua mais recente visita à Polônia, aonde nos convida à refletir sobre esta complexa história construída, tantas vezes contraditória e quase sempre, mal compreendida. Acompanhado por arquitetos locais comprometidos à defender com unhas e dentes alguns dos exemplos mais extraordinários da arquitetura moderna do final do século XX, Kapur visitou inúmeras obras decadentes do brutalismo na Polônia, conversando com a população local e descobrindo suas histórias.

Osiedle Plac Grunwaldzki "Manhattan" / WrocławFalowiec / Gdańsk© Marcin Lachowiczvia Wikimedia+ 10

3º SiM - Seminário Interdisciplinar em Museologia: “Paisagem como memória: o legado de Hans Broos no Vale do Itajaí”.

O Seminário - que tem edição bianual e conta com lançamento de livro sobre o arquiteto – ocorrerá no Centro de Memória Ingo Hering e abordará o legado do arquiteto Hans Broos em nossa região, seguindo dois eixos: Documentação e Patrimônio Construído.

A data não poderia ser mais simbólica: no dia em que Hans Broos completaria 97 anos: 10 de outubro. Celebraremos a atuação do arquiteto – responsável pela criação do circuito industrial da Cia. Hering, nos anos 1970.

As inscrições para o 3º SiM podem ser realizadas diretamente no link: bit.ly/SIMinscricoes.

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| Programação |

| Visita guiada |
10h –11h30
Cia Hering Matriz

Curta-metragem celebra o brutalismo soviético da Ucrânia

Com a queda da Cortina de Ferro em 1991 não vieram apenas implicações políticas, econômicas e sociais - também deixou-se para trás um distinto estilo arquitetônico. Essa arquitetura, sob o regime soviético, era um sistema que se baseava em metas quantificáveis, como o Plano de Cinco Anos. Essas cotas forçaram os arquitetos a avaliar os projetos de construção em termos de custos materiais e humanos, número de unidades, volume de mão-de-obra qualificada e não-especializada e assim por diante. Como resultado, nos países soviéticos a arquitetura se tornou uma mercadoria industrial, um reflexo do poder e inovação tecnológica e, em última instância, um grupo profissional e um campo disciplinar trabalhando a serviço de uma mesma visão. 

MoMA abre exposição sobre a arquitetura soviética da Iugoslávia

O MoMA - Museum of Modern Art abrirá uma nova exposição que explora a arquitetura da antiga Iugoslávia. Toward a Concrete Utopia: Architecture in Yugoslavia, 1948–1980 [Por uma utopia concreta: Arquitetura na Iugoslávia, 1948-1980], será a primeira exposição nos Estados Unidos a celebrar a arquitetura peculiar daquela que foi uma das maiores nações socialistas.

Mais de 400 desenhos, modelos, fotografias e rolos de filme selecionados a partir de uma série de arquivos municipais, coleções familiares e museus em toda a região serão apresentados pela primeira vez a um público internacional. Toward a Concrete Utopia contará com obras de muitos dos principais arquitetos da Iugoslávia e explorará "a urbanização em grande escala, a experimentação tecnológica e sua aplicação na vida cotidiana, o consumismo, os monumentos e a memorialização e o alcance global da arquitetura iugoslava".

Svetlana Kana Radević. Hotel Podgorica. 1964–67. Podgorica, Montenegro. Vista exterior das varandas. Foto: Valentin Jeck, encomendado pelo MoMA em 2016odrag Živković e Đorđe Zloković. Monumento à Batalha dos Sutjeska. 1965-71, Tjentište, Bósnia e Herzegovina. Foto: Valentin Jeck, encomendado pelo MoMA em 2016 Vjenceslav Richter. Pavilhão da Iugoslávia na Expo 58. 1958. Bruxelas, Bélgica. Archive of YugoslaviaAndrija Mutnjaković. Biblioteca Nacional e Universitária do Kosovo. 1971-82. Prishtina, Kosovo. Vista exterior. Foto: Valentin Jeck, encomendado pelo MoMA em 2016+ 15

Casa dos Sovietes: por que devemos preservar este símbolo do brutalismo soviético?

© Maria Gonzalez
© Maria Gonzalez

© Maria Gonzalez© Maria Gonzalez© Maria Gonzalez© Maria Gonzalez+ 20

A Casa dos Sovietes é um enorme edifício brutalista russo projetado pelo arquiteto Yulian L. Shvartsbreim. Localizado no centro de Kaliningrado, o edifício está abandonado desde a época de sua construção. Mesmo assim, os habitantes o reconhecem como o marco urbano mais importante da cidade. Eles costumam se referir ao edifício como "o rosto do robô", já que sua forma estranha os faz imaginar um robô enterrado até o pescoço que mostra apenas o rosto acima da superfície.

O brutalismo de Toronto, pelas lentes de Ruta Krau

© Ruta Krau
© Ruta Krau

A fotógrafa Ruta Krau registrou imagens impressionantes do Andrews Building, um dos edifícios brutalistas mais famosos do Canadá e exemplar celebrado da arquitetura em concreto de Toronto. Projetado por John Andrews, arquiteto da icônica CN Tower de Toronto, o Andrews Building incorpora o espírito modernista de se conectar com o contexto natural, aspecto evidente em sua implantação sobre uma ravina, emergindo como uma piramide escalonada a partir desse acidente topográfico.

As fotografias de Krau capturam a estética bruta e natural do edifício modernista, destacando a textura deixada pelas tábuas de madeira usadas para enformar o concreto aparente. Presente tanto no interior como no exterior, essa textura complementa os pisos de coloração terrosa e as paredes revestidas de madeira.

© Ruta Krau© Ruta Krau© Ruta Krau© Ruta Krau+ 19