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Brutalismo: O mais recente de arquitetura e notícia

Robin Hood Gardens de Alison e Peter Smithson começa a ser demolido

Iniciou-se oficialmente as demolições do projeto habitacional Robin Hood Gardens no leste de Londres, colocando um ponto final em qualquer possibilidade de preservação de um ícone da arquitetura brutalista do Reino Unido. Projetado pelos arquitetos britânicos Alison e Peter Smithson e concluído em 1972, os planos para a limpeza e reconstrução da área tem estado em pauta há mais de cinco anos, antes mesmo da indecisão do governo e de uma corajosa campanha de protesto liderada por arquitetos como Richard Rogers, Zaha Hadid, Robert Venturi e Toyo Ito, que questionava o plano.

Permanências da sintaxe paulista brutalista pós 90 / Tatiane Teles

Em países cuja urbanização ocorreu predominantemente no século XX sob a influência dos dogmas do movimento moderno, como o caso do México, Argentina , Brasil, percebe-se que a arquitetura moderna ainda se define como uma tradição e orienta parte da produção arquitetônica atual. Nesses países, em especial ao que concerne o Brasil, a normativa moderna, entendida como uma tendência de preceitos universais foi sabiamente reinterpretada, destacando-se a princípio com as obras da Escola Carioca e posteriormente da Escola Paulista Brutalista, carregadas de uma linguagem própria tornou-se base da constituição da identidade nacional.

Conheça o brutalismo de Boston com este novo mapa da Blue Crow Media

Em seu nono guia arquitetônico, a editora londrina Blue Crow Media destaca os edifícios brutalistas da cidade de Boston. O mapa foi criado por Chris Grimley e Mark Pasnik, juntamente com Michael Kubo, autores do livro "Heroic: Concrete Architecture and New Boston". O mapa destaca mais de quarenta exemplos de arquitetura brutalista localizados na região de Boston.

Cortesia de Blue Crow Media Cortesia de Chris Grimley, Michael Kubo e Mark Pasnik Cortesia de Chris Grimley, Michael Kubo e Mark Pasnik Cortesia de Blue Crow Media + 8

Decisão judicial salva o icônico Sirius Building de Sydney da demolição

Em uma grande vitória para os preservacionistas, um dos poucos exemplos da arquitetura brutalista de Sydney, o Sirius Apartment Building, foi salvo da bola de demolição depois que o tribunal decidiu contra a tentativa do governo de negar à obra um lugar na lista de patrimônio estadual. 

Clássicos da Arquitetura: Biblioteca Nacional Mariano Moreno / Testa, Bullrich e Cazzaniga

No bairro central de Recoleta, em Buenos Aires, em um amplo terreno entre edifícios e parques -entre as ruas Austria, Agüero e Av. Del Libertador- erige-se o atual edifício da Biblioteca Nacional Mariano Moreno, dos arquitetos Clorindo Testa, Francisco Bullrich e Alicia Cazzaniga.

Construída a partir do projeto vencedor do concurso nacional em 1961, e com a obra finalizada no início da década de 90, a biblioteca converteu-se em um ícone da arquitetura moderna argentina e um exemplo da variante do expressionismo do século XX, chamado "brutalismo".

Mapa celebra a arquitetura brutalista de Sydney

Sydney é a mais recente cidade abordada pela editora de mapas Blue Crow Media, tema do quarto mapa da série de arquitetura Brutalist. Produzido em colaboração com Glenn Harper, associado sênior da PTW Architects e fundador do @Brutalist_Project_Sydney, o Brutalist Sydney Map apresenta mais de 50 exemplos deste estilo arquitetônico em toda a cidade.

"Este mapa não só guia o leitor a descobrir muitos dos mais antigos e importantes edifícios brutalistas de Sydney, ele também permite um encontro único de Sydney e suas variadas paisagens urbanas e portuárias", disse Harper.

Tribunal Infantil de Birdura. Image © Glenn Harper Sirius Apartments. Image © Glenn Harper Colégio Ku-Ring-Gai . Image © Glenn Harper © Glenn Harper + 9

Seul estaria vivendo um "reflorescimento do brutalismo"?

© Raphael Olivier
© Raphael Olivier

Durante suas freqüentes viagens a Seul, o fotógrafo de Hong Kong e Cingapura, Raphael Olivier, notou uma nova tendência na capital sul-coreana: uma coleção de edifícios geométricos e de concreto de todos os gêneros. Ele chama o estilo de Neo-Brutalismo, após o movimento modernista que proliferou do final dos anos 1950 aos anos 1970, em que o concreto aparente foi concebido para expressar uma verdade e honestidade. A observação de Olivier levou-o a capturar o fenômeno em uma série de fotos pessoais - um tesouro fotográfico desses projetos que, quando tomado como um todo, descobre um corte transversal dessa tendência na arquitetura da cidade.

© Raphael Olivier © Raphael Olivier © Raphael Olivier © Raphael Olivier + 19

Novo mapa celebra a arquitetura brutalista de Paris

Dando seguimento aos lançamentos regulares de mapas e guias de cidades, a editora londrina Blue Crow Media produziu recentemente o Brutalist Paris Map, em colaboração com Nigel Green e Robin Wilson da Photolanguage. Tendo já abordado os edifícios brutalistas mais emblemáticos de Washington D.C., o mapa o mais recente destaca mais de 40 exemplos parisienses da arquitetura brutalsta.

Bourse by Travail. Image © Nigel Green Cortesia de Blue Crow Media Cortesia de Blue Crow Media Les Damiers. Image © Nigel Green + 10

Combatendo o neoliberalismo: O que os arquitetos de hoje podem aprender com os Brutalistas

Nesta segunda edição de sua coluna "Beyond London" para o ArchDaily, Simon Henley, da Henley Halebrown, de Londres, discute uma possível influência que pode ajudar os arquitetos do Reino Unido a combater a hegemonia econômica que atualmente aflige o país - voltando-se para a orientação moral dos brutalistas da década de 1960.

Antes do Natal, eu terminei de escrever meu livro intitulado Redefining Brutalism. Como o título sugere, estou buscando redefinir o assunto, desintoxicar o termo e encontrar relevância no trabalho, e não apenas um motivo para nostalgia. O Brutalismo concreto é, para a maioria das pessoas, um estilo que você ama ou odeia. Mas o Brutalismo é muito mais do que apenas um estilo; é um modo de pensar e fazer. O historiador e crítico Reyner Banham argumentou em seu ensaio de 1955 e no livro de 1966 intitulado The New Brutalism: Ethic or Aesthetic que o Novo Brutalismo começou como um movimento ético para depois ser entendido como um estilo. Hoje, é um espelho a ser erguido para a arquitetura do neoliberalismo, para uma arquitetura que serve ao capitalismo. Mais do que nunca, a arquitetura é associada à marca dos grandes arquitetos cujo trabalho tem pouco a ver com os desafios que a sociedade enfrenta, que hoje não são muito diferentes daqueles enfrentados pela geração do pós-guerra: construir casas, lugares para aprender e trabalhar, lugares para aqueles que são mais velhos e doentes, e lugares para se reunir. Podemos aprender muito com essa geração passada.

Casa Dunelm em Durham, por Architect's Co-Partnership. Imagem © <a href='http://www.geograph.org.uk/more.php?id=2935919'>Usuário Geograph Des Blenkinsopp</a> licença <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>CC BY-SA 2.0</a> <a href='http://www.archdaily.com/791939/ad-classics-park-hill-estate-sheffield-jack-lynn-ivor-smith'>Park Hill</a> em Sheffield: à esquerda, seu projeto original; à direita, um corte de sua renovação. Imagem © Paul Dobraszczyk "Ruas no Céu" no Robin Hood Gardens por Alison e Peter Smithson. Imagem © <a href='https://www.flickr.com/photos/stevecadman/3058342144/'>Usuário Flickr stevecadman</a> licença <a href='https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/'>CC BY-SA 2.0</a> Seminário de São Pedro em Cardross, Escócia, por Gillespie, Kidd & Coia, aqui apresentado em seu estado original. Imagem Cortesia do Arquivo de GKC + 10

"Pattern Brutalist" - Uma Revista Ilustrativa

O designer russo Sergey Lisovsky criou uma revista ilustrativa online inspirada na Arquitetura Brutalista. A primeira edição de Pattern Brutalist foi publicada em janeiro 2017, ilustrando quatro construções brutalistas da Rússia, Alemanha e Sérvia. Os edifícios, que datam entre 1968 e 1980, são representados por Lisovsky através de GIFs, fotografias e ilustrações.

Pattern Brutalist também abriga um serviço de impressão de camisetas, permitindo aos usuários expressar publicamente sua apreciação por um estilo arquitetônico muitas vezes criticado.

Clássicos da Arquitetura: Conjunto Habitacional Park Hill / Jack Lynn e Ivor Smith

De sua vista panorâmica sobre a colina no extremo leste de Sheffield, no Reino Unido, o Conjunto Habitacional Park Hill examina a cidade pós-industrial que se espalha para o oeste. Sua posição proeminente torna a obra altamente visível e, com o tempo, enraizou-se na consciência popular, como parte do tecido da cidade. Embora hoje divida opiniões, após sua conclusão em 1961 foi aclamado como um modelo exemplar para habitação social. Projetado pelos arquitetos Jack Lynn e Ivor Smith, sob a supervisão do arquiteto visionário de Sheffield, John Lewis Womersley, o edifício agora é um testamento para uma época em que os jovens arquitetos britânicos estavam revolucionando o campo da arquitetura residencial com programas habitacionais radicais.

O Park Hill foi parte da estratégia de Womersley para introduzir mais habitações de altas densidades para Sheffield, que ele acreditava que promoveriam um senso de comunidade mais forte do que os modelos habitacionais da época. [1] Esta política foi acompanhada por uma necessidade urgente de remoção de favelas; The Park, uma favela muito notória por sua alta taxa de criminalidade, também conhecida localmente como "Little Chicago", foi demolida para dar lugar ao conjunto.

Após a reforma. Imagem © Paul Dobraszczyk © Paul Dobraszczyk © Paul Dobraszczyk © Paul Dobraszczyk + 17

A história por trás da "Economist Plaza", ícone brutalista de Alison e Peter Smithson

Em 2017, a revista britânica The Economist mudará para uma nova sede, deixando para trás seu icônico lar ocupado há 52 anos, a Economist Plaza.

O projeto foi a primeira grande comissão da dupla britânica Alison e Peter Smithson, cuja carreira passaria a ser marcada pelo estilo brutalista. Localizado na 22 Ryder Street, não muito longe do Hyde Park e do Palácio de Buckingham, a Economist Plaza marcou um avanço significativo no projeto de edifícios em altura, substituindo a tradicional fachada frontal definida por um embasamento e, sobre este, a torre, por escadas e uma rampa que conduzem a uma praça elevada a partir da qual três edifícios se erguem.

Assista ao vídeo acima para saber mais sobre a história por trás do projeto e leia mais sobre o legado que o Economist vai deixar para trás, aqui.

Ensaio fotográfico retrata a Igreja da Peregrinação de Gottfried Böhm em Neviges

Em 1986, o Prêmio Pritzker de Arquitetura anunciou seu primeiro laureado alemão. Em discurso durante a cerimônia de premiação em Londres, o Duque de Gloucester afirmou que o prêmio "pode não garantir a imortalidade", inferindo, talvez, que nem mesmo o mais prestigiado prêmio da arquitetura poderia competir com uma obra tão compacta, focada e contínua como a de Gottfried Böhm -- um "filho, neto, marido e pai de arquitetos."

A Igreja da Peregrinação em Neviges foi concebida a partir de um concurso internacional por convite -- lançado em 1962 -- e tinha como cliente a Arquidiocese de Köln, mais precisamente, o Arcebispo Josef Cardinal Frings. A estrutura resultante, que precisou de 7.500 metros cúbicos de concreto e 510 toneladas de barras de aço, é uma das obras mais decisivas, significativas e anônimas do século XX.

Courtesy LOBBY Magazine. Image © Laurian Ghinitoiu Courtesy LOBBY Magazine. Image © Laurian Ghinitoiu Courtesy LOBBY Magazine. Image © Laurian Ghinitoiu Courtesy LOBBY Magazine. Image © Laurian Ghinitoiu + 24

A realidade suspensa da arquitetura socialista da Coreia do Norte pelas lentes de Raphael Olivier

A Coreia do Norte é um dos poucos países ainda em regime comunista, e provavelmente o mais isolado e desconhecido do mundo. Este é o resultado da filosofia Juche -- um sistema político baseado na autossuficiência nacional que é parcialmente influenciada por princípios marxistas e leninistas. 

Nos últimos anos, no entanto, o país diminuiu as restrições aos turistas, permitindo o acesso a um número limitado de visitantes. Na série fotográfica “North Korea – Vintage Socialist Architecture", o fotógrafo francês Raphael Olivier retrata o patrimônio arquitetônico de Pyongyang. Conheça a capital do país pelas lentes de Olivier, a seguir.

The Workers Party Foundation Monument . Image © Raphael Olivier Pyongyang International Cinema House. Image © Raphael Olivier Pyongyang Ice Rink . Image © Raphael Olivier Overpass. Image © Raphael Olivier + 21

Arquitetura Moderna em Porto Alegre (Parte II): Entre o “Estilo Internacional" e o padrão brutalista nos anos 60/70 / Luís Henrique Haas Luccas

Foi evidente o predomínio da matriz corbusiana na fase inicial da arquitetura moderna em Porto Alegre, do final dos anos quarenta ao final dos anos cinquenta; um quadro creditável em grande parte ao êxito da Escola Carioca e sua consequente posição referencial assumida. Entretanto, é perceptível que a arquitetura local do período também se norteou por casos exemplares de outras latitudes e recebeu contribuições palpáveis menores como a uruguaia. O aporte do país vizinho foi um fato concreto, porém de dimensão menor que a apregoada há alguns anos, quando suposições eram instituídas como verdades pela repetição, na ausência de uma necessária historiografia. E é de se lamentar que esse subsídio qualificado tenha sido mais restrito do que se supunha anteriormente, limitando-se à formação de Demétrio Ribeiro e à colaboração de bons professores de Montevidéu [1] ao ensino local, além das duas obras importantes que o arquiteto Fresnedo Siri legou à cidade: o Hipódromo do Cristal e o Edifício Esplanada; e da contribuição posterior das cascas de cerâmica armada de Eladio Dieste, iniciada na CEASA (1970) e desenvolvida através da fábrica Memphis (1976), de um conjunto de residências e algumas edificações para fins comerciais.

Adaptação cinematográfica de "High-Rise" de Ballard oferece visão distópica do mundo

Este artigo foi originalmente publicado na Metropolis Magazine como “Dystopia in the Sky."

Para arquitetos, se eu posso generalizar toda uma comunidade profissional, existem poucos novelistas louvados como J.G. Ballard. Borges ou Calvino possuem sua significante porcentagem de admiradores, emprestando um adjetivo usado para descrever edifícios, Ballard é o mais icônico das figuras literárias - especialmente para os fãs de concreto. Tendo testemunhado a guerra enquanto criança, recebido treinamento em medicina, e posteriormente escrevendo a partir de um subúrbio de classe média, Ballard escreveu textos sobre a vida urbana que continuam a ser visceralmente desconfortantes.

Zupagrafika homenageia o brutalismo parisiense com modelos de papel

© Zupagrafika
© Zupagrafika

Dando sequência ao "Brutal London", o Zupagrafika lançou recentemente outra série de modelos de papel, "Paris Brut", que recria a arquitetura brutalista de Paris do final dos anos 1950 até a década de 70. A série traz edifícios dos arrondissements e banlieues da cidade, estes últimos se recebendo as diversas Habitations à Loyer Modéré, um tipo de habitação com aluguel controlado comum na França.

Paris Brut é composta por seis modelos ilustrados: Orgues de Flandre, Les Choux de Créteil, Cité Curial-Michelet, Cité des 4000, Centre National de la Danse e Plan Voisin. A série toda é em com papel cartão reciclado e impresso e inclui anotações técnicas sobre cada edifício, incluindo o arquiteto, ano de construção e localização exata. 

Brutalismo e cultura: A segunda vida do Seminário São Pedro na Escócia

Gillespie, Kidd & Coia projetaram o Seminário São Pedro - outrora eleito o melhor edifício moderno da Escócia - que foi durante muito tempo vítima do destino, largado à decadência depois de ser abandonado apenas vinte anos após sua inauguração. Este artigo, originalmente publicado na Metropolis Magazine como "Ruin Revived," explica como mesmo neste estado de ruínas, estra dramática estrutura brutalista já está mostrando seu valor como equipamento cultural.

A arquitetura moderna, costumava-se dizer, era inadequada pois os materiais industrializados dos edifícios modernos não os permitiriam envelhecer com graça. O que poderiam essas carcaças retangulares comunicar às gerações futuras? 

O Seminário de São Pedro em Cardross, Escócia, é um exemplo vívido para este pensamento: construído em 1966 e abandonado 20 anos mais tarde, o seminário atingiu um estado de 'decrepitude agradável'. Vidro e gesso já se foram faz tempo. O concreto permanece em grande parte intacto, mas manchado e descascado. Coberturas e escadas cederam. Os únicos sinais de vida são os murais de grafite nos "interiores". No entanto, o sentido do lugar perdura, suas formas nobres ainda permanecem extremamente assertivas - se destacando diante da densa floresta circundante - e otimista.