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Cidades: O mais recente de arquitetura e notícia

Construído para não durar: a tradição japonesa de reconstruir as casas a cada 30 anos

Na maioria dos países do mundo as edificações antigas são valorizadas. Há algo na história, na originalidade e no charme de uma casa antiga que faz com que seu valor às vezes seja superior ao de novos projetos. Mas no Japão, o oposto é quase sempre a preferência. As casas recém-construídas são as mais procuradas em um mercado imobiliário onde as moradias raramente são vendidas e a obsessão por demolir e reconstruir é tanto uma questão cultural quanto uma questão de segurança, colocando as casas de 30 anos em um mercado sem valor.

© Takawo© Tatiana KnorozCortesia de NKS ArchitectsCortesia de designboom+ 5

Cinema Urbana - Inscrições abertas para 2ª edição do Seminário de Arquitetura e Cinema

Cinema Urbana

Inscrições abertas para
2ª edição do Seminário de Arquitetura e Cinema

Até 1 de junho de 2022

A Cinema Urbana realizará a 2ª edição do Seminário de Arquitetura e Cinema, onde serão apresentados artigos científicos que divulgam pesquisas relacionadas à essa interseção entre arquitetura, cidades e cinema. O tema desta edição é “Imaginar Mundos Possíveis”.

O seminário terá o formato híbrido com sessões presenciais no Espaço Cultural Renato Russo nos dias 16 a 20 de Agosto de 2022 das. As palestras previstas serão transmitidas online e ao vivo.

O seminário acontece concomitantemente à quarta edição da Mostra Internacional de Cinema de Arquitetura

Uma vista do alto: a história das torres de observação

Há algo mágico em ver uma cidade do alto. Ter um novo ponto de vista e olhar através de um horizonte em vez de olhar para ele é um dos sentimentos mais poderosos e inspiradores que existem. As plataformas de observação não são apenas maravilhas arquitetônicas, mas também uma espécie de ícone cívico, orgulho de uma cidade. Hoje em dia não é apenas a altura que atrai as pessoas, mas também a programação de bares, passeios e bungee jump.

Como bairros de uso misto podem reduzir a criminalidade

O planejamento e o projeto de bairros e empreendimentos de uso misto estão em alta. Muitos dos lugares que frequentamos apresentam uma variedade de programas, trazendo muitas das atividades do nosso cotidiano para um só lugar. Mas os espaços de uso misto fazem mais do que apenas criar uma diversidade de experiências nas cidades – eles também podem contribuir para reduzir as taxas de criminalidade.

Cidades testam sistemas de transporte público gratuito para promover a mobilidade sustentável

Foto por Uno Raamat on Unsplash. Imagem Tallinn
Foto por Uno Raamat on Unsplash. Imagem Tallinn

Várias cidades têm experimentado taxas oscilantes nos serviços de transporte público em um esforço para promover a mobilidade sustentável, aliviar o congestionamento e diminuir a desigualdade social. Em fevereiro passado, Salt Lake City interrompeu a cobrança de tarifas por um mês para reduzir as emissões de carbono na região. No final de março, a cidade italiana de Gênova estendeu o acesso gratuito a algumas de suas redes de transporte público, após uma experiência bem-sucedida iniciada no final de 2021 em um plano ambicioso para se tornar a primeira cidade italiana com transporte gratuito. Enquanto isso, o pequeno ducado de Luxemburgo se tornou o primeiro país do mundo com transporte público gratuito em 2020.

VLT Luxemburgo. Imagem © Creative CommonsVLT Kansas. Image via Flickr User Jim MaurerFoto por Folco Masi on Unsplash. Imagem GenoaMetrô - LA. Imagem © 2019 LACMTA Metro+ 5

Arquitetura e assistência: reformulando a pesquisa sobre assentamentos informais

A quase sete quilômetros do verde do Parque Uhuru, no centro de Nairóbi, fica o assentamento informal de Kibera. É uma área cujo caráter urbano é composto por telhados de ferro ondulados, paredes de taipa e uma complicada rede de postes de energia. Kibera, neste momento, é um lugar bem conhecido. Muito já foi escrito e pesquisado sobre essa “cidade dentro de uma cidade”, desde suas questões de infraestrutura até sua navegação na pandemia do COVID-19.

Assentamentos informais em Arequipa, Peru. Imagem © Silvia Pascual via ShutterstockAssentamentos informais em San Juan de Lurigancho, Lima, Peru. Imagem © Marco Rosales via ShutterstockDistrito de Khayelitsha - Cidade do Cabo. Imagem © Olga Ernst under the Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International license.Cidade de Kuku - Cidade do Cabo, África do Sul. Imagem © Future Cape Town+ 12

Deficientes são as cidades, não os seus cidadãos

Cidades com deficiências são aquelas que apresentam espaços e ambientes que impedem ou dificultam o acesso, a participação e a interação do cidadão, independentemente de qualquer perda ou anormalidade relacionada à sua estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatómica. Convido os leitores para que, comigo, mudem o foco da abordagem sobre as deficiências, transferindo para as cidades e os ambientes construídos a incapacidade em atender de maneira digna e eficaz a diversidade das habilidades e capacidades inerentes aos seres humanos.

Nova York transformará hotéis subutilizados em moradias populares para combater a crise habitacional

© Iwan Baan
© Iwan Baan

O prefeito de Nova York, Eric Adams, expressou seu apoio a uma lei estadual que facilitaria para a cidade a conversão de hotéis subutilizados ou vagos em moradias acessíveis e de apoio. O prefeito estimula os legisladores do estado de Nova York a desbloquear uma ferramenta crítica no combate à crise da habitação a preços acessíveis e combater a falta de moradia no processo. A estrutura de conversão proposta pelo projeto de lei permitiria que as autoridades criassem unidades habitacionais acessíveis a dois terços do custo e a um terço do tempo necessário para a construção de uma casa de baixo custo.

UN-Habitat e Oceanix divulgam protótipo para a primeira cidade flutuante sustentável do mundo

Cortesia de Oceanix e BIG-Bjarke Ingels Group
Cortesia de Oceanix e BIG-Bjarke Ingels Group

A UN-Habitat e a empresa de tecnologia OCEANIX revelaram o projeto do primeiro protótipo do mundo para uma cidade flutuante sustentável, a ser localizada em Busan. O projeto pretende fornecer uma estrutura escalável de desenvolvimento para cidades costeiras que enfrentam escassez de terra e um aumento do nível do mar. Com uma população de 3,4 milhões de pessoas, Busan é a segunda maior cidade da República da Coreia e, ao mesmo tempo, uma das cidades marítimas mais importantes, tornando-a um ambiente adequado para a implantação do protótipo da cidade flutuante.

Cortesia de Oceanix e BIG-Bjarke Ingels GroupCortesia de Oceanix e BIG-Bjarke Ingels GroupCortesia de Oceanix e BIG-Bjarke Ingels GroupCortesia de Oceanix e BIG-Bjarke Ingels Group+ 20

Um novo guia abrangente sobre a arquitetura da África Subsaariana

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Comparados ao Ocidente e Oriente, a consciência e o conhecimento da arquitetura da África subsaariana - África ao sul do deserto do Saara - são escassos. Um novo livro pretende mitigar esse descuido, e é uma conquista significativa. Architectural Guide Sub-Saharan Africa (editora DOM, 2021), organizado por Philipp Meuser, Adil Dalbai e Livingstone Mukasa, levou mais de seis anos para ser elaborado. O guia de sete volumes apresenta a arquitetura nos 49 estados-nação subsaarianos do continente, inclui contribuições de cerca de 340 autores, 5.000 fotos, mais de 850 edifícios e 49 artigos expressamente dedicados a teorizar a arquitetura africana em seus aspectos sociais, econômicos, históricos e contexto cultural. Entrevistei dois dos editores — Adil Dalbai, pesquisador e arquiteto praticante especializado na África subsaariana, e Livingstone Mukasa, um arquiteto nativo de Uganda interessado nas interseções entre a história da arquitetura e a antropologia cultural — sobre os desafios de criar o guia, algumas de suas revelações sobre a arquitetura da África e seu impacto potencial.

Arquitetura em animações: explorando os mundos de Hayao Miyazaki

Roteiristas de cinema e animações, especificamente nos animes, procuram incorporar cenários com uma arquitetura diversa como artifício para ajudá-los a contar suas histórias. Suas influências vão desde vilarejos medievais até metrópoles futuristas. A arquitetura como área do conhecimento abrange uma ampla gama de elementos a serem estudados, com cada período da arquitetura comunicando e realçando seu contexto histórico através de seu design. No entanto, em filmes e animes, todos os contextos por trás do design de um edifício podem ser condensados em um único frame, poderoso o suficiente para contar mil histórias.

O Castelo animado (2004). Imagem cortesia de Studio GhibliA Viagem de Chiriro (2001). Imagem cortesia de Studio GhibliO Castelo animado (2004). Imagem cortesia de Studio GhibliMeu Amigo Totoro (1988). Imagem cortesia de Studio Ghibli+ 13

Taxa de permeabilidade: respeitando a legislação e protegendo o meio ambiente

Como uma das primeiras etapas na elaboração de um projeto arquitetônico, o estudo da legislação vigente no terreno é de suma importância para o êxito da proposta. Por meio de cálculos e restrições, as leis de zoneamento apresentam limites a serem considerados no projeto que, consequentemente, instigam os arquitetos a pensarem em soluções inteligentes, lidando de maneira prática e criativa com tais limitações.

Esses parâmetros são ditados pelo poder público e têm como objetivo frear, manter ou acelerar o crescimento urbano de determinada porção da cidade. São normas que estabelecem diretrizes para a ocupação do solo delimitando a porcentagem de área construída, recuos, afastamentos, permeabilidade do terreno, entre outros.

Casa MJA / Pereira Miguel Arquitectos. © Fernando Guerra | FG+SGResidência Pátio / Arquitetura Gui Mattos. © Carolina LacazResidência FL / Anastasia Arquitetos. © Bruno PinheiroCasa MJA / Pereira Miguel Arquitectos. © Fernando Guerra | FG+SG+ 19

Remoção das vias expressas: restaurando o tecido urbano e abrindo novas oportunidades de desenvolvimento

Foto de <a href="https://unsplash.com/@sendun?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">Sandi Benedicta</a> on <a href="https://unsplash.com/s/photos/cheonggyecheon?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">Unsplash</a>   . ImageCheonggyecheon area
Foto de Sandi Benedicta on Unsplash . ImageCheonggyecheon area

Nas últimas duas décadas, as ramificações sociais e econômicas das vias urbanas foram destacadas à medida que uma grande parte dessa infraestrutura de meados do século chega ao fim de sua vida útil, suscitando conversas sobre seu papel no planejamento urbano contemporâneo. A remoção das vias expressas implica na substituição da infra-estrutura de transporte por novos desenvolvimentos urbanos, amenidades verdes e redes viárias alternativas para promover um ambiente urbano mais saudável e um crescimento inteligente. Em alguns casos, a ideia de remoção é recebida com preocupação sobre o potencial aumento do tráfego e a gentrificação das áreas adjacentes à via, mas a pandemia exacerbou ainda mais a necessidade de espaços públicos de qualidade e colocou em questão, mais uma vez, a hegemonia do carro. A seguir, destacam-se vários projetos de remoção de vias expressas, discutindo como essas intervenções restauram o tecido urbano, reordenam comunidades e recuperam espaços urbanos para os habitantes da cidade.

© Grupo Bjarke Ingels. Proposta de imagem para cobrir a Brooklyn Highway com um parque© HR&A Advisors. ImageKlyde Warren Park, DallasLos Angeles, Califórnia. Criado por @dailyoverview, imagens de origem: @nearmap<a title="Peter Haas" href="https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Paris_Plages_2013_DSC_0822w.jpg"><img width="512" alt="Paris Plages 2013 DSC 0822w" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/bf/Paris_Plages_2013_DSC_0822w.jpg/512px-Paris_Plages_2013_DSC_0822w.jpg"></a>. Imagem Praia de Paris+ 5

As melhores cidades do mundo para viver em 2022: conheça o top 20

O ranking das melhores cidades do mundo para se viver em 2022 produzido pela Global Finance acaba de ser divulgado. Realizado a partir de oito parâmetros diferentes que calculam e comparam a qualidade de vida das pessoas que vivem em áreas urbanas, como economia, cultura, população, meio ambiente etc., a edição deste ano também levou em consideração o número de mortes por Covid-19 para cada mil habitantes nos diferentes países. Com dados do Global City Power index, Johns Hopkins University, Statista e Macrotrends, a lista busca oferecer uma visão completa, unindo métricas tradicionais a novos fatores.

O primeiro lugar ficou com Londres, no Reino Unido, uma cidade que, embora não tenha obtido classificações altas em suas métricas de Covid-19, ainda lidera a lista devido às pontuações em cultura, acessibilidade e crescimento populacional. Tóquio ficou com a segunda posição, mostrando pontuação baixa no parâmetro população, decaindo em número de habitantes na última década. Xangai vem em seguida, na terceira posição, devido aos números relativamente baixos de mortes por Covid-19 e ao forte crescimento populacional. Singapura e Melbourne ficaram em 4º e 5º lugares.

Tokyo. Image via Shutterstock/ By ESB ProfessionalSydney. Image via Shutterstock/ By Irina SokolovskayaParis. Image © Rodrigo Kugnharski via UnsplashSingapore. Image via Shutterstock/ by anek.soowannaphoom+ 21

CAU e outras entidades da arquitetura lançam carta aberta aos candidatos nas eleições de 2022

Congresso Nacional em Brasília. Foto de P - A - S, via Flickr. Licença CC BY-SA 2.0
Congresso Nacional em Brasília. Foto de P - A - S, via Flickr. Licença CC BY-SA 2.0

As sete principais entidades representativas de arquitetos e urbanistas brasileiros, componentes do Colegiado de Entidades de Arquitetura e Urbanismo (CEAU), lançaram a Carta Aberta aos Candidatos e Candidatas nas eleições de 2022. Com 20 propostas, o documento objetiva impactar as questões estruturais e as políticas de desenvolvimento econômico, social e o ordenamento territorial do país.

A periferia da cidade: subúrbios e habitação de baixo custo

No urbanismo, os subúrbios podem ser um tópico controverso. Isso em parte porque o termo possui definições nebulosas e em constante mudança. Em sua forma mais simples, os subúrbios são comunidades residenciais a uma distância que se afasta um pouco do coração das áreas metropolitanas. O contexto americano vê os subúrbios com alguma hostilidade, com práticas racistas como o "redlining", um legado sombrio para determinados locais do país. Num sentido mais superficial, os subúrbios americanos têm sido frequentemente criticados por sua uniformidade visual — retratados como moradias sem alma, ausentes de um senso de comunidade.

Subúrbio em Colônia, Alemanha. Imagem © usuário da Wikimedia Cekay sob a licença Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 InternationalHabitação Aranya - Indore, Índia. Imagem © Aga Khan Development NetworkHabitação Aranya - Indore, Índia. Imagem © Aga Khan Development NetworkHabitação Dar Lamane - Casablanca, Marrocos. Imagem © Aziz Lazrak+ 14

Crise climática: um alerta para os assentamentos latino-americanos

O IPCC divulgou seu último relatório sobre a crise ambiental, "Mudança Climática 2022: impactos, adaptação e vulnerabilidade". As novas observações advertem que medidas prioritárias urgentes devem ser tomadas sobre a adaptabilidade do ambiente construído, indicando que globalmente o crescimento mais rápido da vulnerabilidade urbana tem sido em assentamentos informais e não planejados, e em centros urbanos de pequeno e médio porte em países onde a capacidade adaptativa é limitada devido a sua renda - uma situação recorrente na América Latina.