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Modernismo: O mais recente de arquitetura e notícia

Ícones modernistas gaúchos são retratados em nova série documental no YouTube

Homenagear e reafirmar a importância de ícones modernistas de Porto Alegre: a nova série que a AsBEA-RS lança em seu YouTube convida o público para visitar, na companhia de arquitetos, especialistas de mercado e usuários, seis edifícios dos mais importantes construídos entre as décadas de 50 e 60 na capital gaúcha.

Faial, Santa Tecla, Santa Cruz, Palácio da Justiça, Centro Administrativo Fernando Ferrari e Grêmio Náutico União: seis projetos que marcam o horizonte e reafirmam a qualidade construtiva de obras cinquentenárias agora retomam o legado e as lições de grandes arquitetos gaúchos para o desenvolvimento urbano contemporâneo. 

Edifício Santa Cruz. Imagem cortesia de AsBEA-RSGrêmio Náutico União. Imagem cortesia de AsBEA-RSCentro Administrativo Fernando Ferrari. Imagem cortesia de AsBEA-RSEdifício Santa Tecla. Imagem cortesia de AsBEA-RS+ 12

O nascimento dos movimentos arquitetônicos: onde estamos agora?

A arquitetura, e todos os aspectos do mundo do design, experimentou vários movimentos ao longo do tempo que definiram a maneira como nos expressamos por meio de edifícios, artes e outros meios. Criadas a partir de uma insatisfação com o status quo ou do surgimento de novas tecnologias, houve mudanças arquitetônicas particularmente notáveis e ideologias emergentes nos últimos 100 anos. Isso nos deixa com a pergunta - em que momento estamos agora e o que o caracteriza? Como iremos refletir retroativamente sobre este momento arquitetônico, e a pandemia de COVID-19 irá acelerar a inovação para nos levar à nossa próxima era de projeto?

Palácio do Itamaraty de Oscar Niemeyer, pelas lentes de Paul Clemence

Em homenagem ao aniversário de Oscar Niemeyer, celebrado no dia 15 de dezembro, o fotógrafo Paul Clemence compartilhou imagens do icônico Palácio do Itamaraty. Abrigando a Sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a estrutura também é conhecida como Palácio dos Arcos.

© Paul Clemence© Paul Clemence© Paul Clemence© Paul Clemence+ 26

Repensando o manifesto de Le Corbusier: 6 explorações que rompem os ideais modernistas

Uma maquete de Corbusier é a única imagem que me traz à mente a ideia de um suicídio imediato. - Ivan Chtcheglov

Apesar de suas brincadeiras, os situacionistas podem estar certos, afinal. A angústia dos estudantes de arquitetura pode não ser resultado de um trabalho excessivo no estúdio, mas sim da repetição infinita dos ideais modernistas que continuam a ser ensinados. Em seu manifesto Vers une Architecture (Por uma arquitetura), Le Corbusier defende a adoção da arquitetura moderna como a solução para as crises globais do século XX, de uma forma que agora parece bastante limitadora.

Courtesy of Joanna E. Grant© Plamen PetkovCourtesy of Sarah Wigglesworth ArchitectsCourtesy of MVRDV+ 19

Oscar Niemeyer, o arquiteto da "curva livre e sensual"

Hoje, 15 de dezembro, celebramos o nascimento de Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho, ou simplesmente Oscar Niemeyer. Símbolo máximo da expressividade e produção da arquitetura moderna brasileira, o arquiteto nascido na cidade do Rio de Janeiro – terra em que poetizou as curvas encontradas na natureza à origem de muitos de seus trabalhos – é responsável por uma vasta produção que envolve variadas tipologias, escalas, e territórios, atualmente organizada pela Fundação que leva seu nome.

Edifício Copan, São Paulo. Foto de Sergio Souza, via UnsplashCentro Niemeyer, Avilés, Espanha. Foto de Juan Gomez, via UnsplashEdifício Niemeyer em Belo Horizonte. Foto de  Luiz Felipe Silva Carmo, via UnsplashCongresso Nacional em Brasília. Foto de Gustavo Leighton, via Unsplash+ 5

Propostas, colagens, contexto urbano e o edifício sede da A.B.I.

Em 1936, a Academia Brasileira de Imprensa instituiu um concurso para o projeto de sua nova sede no Rio de Janeiro. Hebert Moses, presidente da Associação estava, segundo Cláudio Pereira (2002), sincronizado com as correntes vanguardísticas internacionais, tendo mesmo sido intérprete de Frank Lloyd Right na ocasião de suas conferências no Rio de Janeiro em 1931. Ele quem escolheu os integrantes do júri, o qual era composto por associados à A.B.I., arquitetos e membros de órgãos especializados.

Afinal, por que ainda falamos sobre o modernismo?

O modernismo deixou de existir como movimento da arquitetura e urbanismo desde, pelo menos, os anos 1980. Na arquitetura, movimentos como o metabolismo japonês e o desconstrutivismo ajudaram a superar os resquícios da arquitetura moderna. No urbanismo, nomes como Jane Jacobs e Christopher Alexander, ainda na década de 1960, contribuíram para sepultar as premissas do urbanismo moderno.

Explicando 12 estilos da arquitetura moderna

O modernismo pode ser descrito como um dos momentos mais otimistas da história da arquitetura, um estilo inovador inspirado por pensamento e idéias utópicas que finalmente reinventou nossos espaços de vida e trabalho, assim como a maneira como as pessoas se relacionavam entre si e com o ambiente construído. Conforme expusemos em nosso artigo AD Essentials Guide to Modernism, a filosofia moderna ainda permanece vigente no discurso arquitetônico contemporâneo, mesmo que as condições específicas que deram origem ao movimento moderno na arquitetura no início do século passado, já não tenham mais nada que ver com o mundo em que vivemos hoje.

Ao nos despedirmos do ano que marcou o centenário da Bauhaus, compilamos uma lista dos principais estilos arquitetônicos que definiram o modernismo na arquitetura. Como uma ferramenta para entender o desenvolvimento da arquitetura ao longo do século 20, esta lista tem como principal objetivo apresentar um panorama completo sobre os desdobramentos do modernismo para além de seu contexto teórico.

Café L’Aubette/ Theo van Doesburg. Image Courtesy of Wikimedia user Claude Truong-NgocBarcelona Pavilion / Mies van der Rohe. Image © Gili MerinVilla Savoye / Le CorbusierVitra Design Museum / Gehry Partners. Image © Liao Yusheng+ 13

O que a neurociência diz sobre a arquitetura moderna

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge como "The Mental Disorders that Gave Us Modern Architecture".

Como surgiu a arquitetura moderna? Como evoluímos tão rapidamente de uma arquitetura que tinha ornamentos e detalhes para edifícios que muitas vezes eram vazios e desprovidos de detalhes? Por que a aparência dos edifícios mudou tão drasticamente no início do século XX? A história afirma que o modernismo foi o impulso idealista que emergiu dos destroços físicos, morais e espirituais da Primeira Guerra Mundial. Embora também houvesse outros fatores em ação, essa explicação, embora sem dúvida verdadeira, mostra um quadro incompleto.

Os 5 pontos da arquitetura moderna e suas aplicações em projetos contemporâneos

Em 1926, Le Corbusier formula os cinco pontos que se tornariam os fundamentos para a arquitetura moderna. Concretizados em 1929 no emblemático projeto da Villa Savoye, os atributos apresentados por Corbusier — pilotis, planta livre, fachada livre, janelas em fita e terraço jardim — foram muito explorados na produção arquitetônica modernista e até hoje estão presentes nos mais variados projetos de arquitetura contemporâneos.

Os cinco pontos se tornaram uma espécie de diretriz para a “nova arquitetura”, como anunciava Corbusier. Com o passar das décadas, as novas tecnologias, materiais e necessidades da sociedade continuaram e continuam a atualizar aquelas soluções arquitetônicas prenunciadas há quase um século como rumos para uma nova arquitetura.

Unisociesc Bloco H / Metroquadrado. Imagem: © Pablo TeixeiraCasa Torreão / Bloco Arquitetos. Imagem: © Haruo MikamiÁgora Tech Park / Estúdio Módulo. Imagem: © Nelson KonCasa Jardim / Hayhurst and Co. Imagem: © Kilian O'Sulivan+ 41

Brasília: uma cidade que não faríamos de novo

Juscelino Kubitschek, embora lembrado por ter executado o projeto de Brasília, não foi seu idealizador. A vontade política para a construção de uma nova capital no interior do país vem desde 1808, com a ideia de elevação do status do Brasil como país e a simbolização do desenvolvimento pós-independência. O caráter desenvolvimentista, ou então da busca pelo novo, foi base da argumentação da maioria dos defensores da mudança, cada um com uma vertente diferente.

CAU/DF cria selo para celebrar a arquitetura não monumental do Plano Piloto de Brasília

No ano em que a capital do país completa 60 anos, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal – CAU/DF lança o Selo CAU/DF - Arquitetura de Brasília. A iniciativa celebra a arquitetura moderna do Conjunto Urbanístico do Plano Piloto, valorizando a arquitetura não monumental da cidade. O objetivo é reconhecer o valor histórico dessas edificações e de seus autores – pouco conhecidos pelo público geral –, bem como divulgar as boas práticas de conservação e manutenção predial que preservaram a linguagem arquitetônica do movimento moderno.

A capital colonial

Ao comemorar 60 anos, Brasília tem a oportunidade de se inspirar nos movimentos antirracistas e anticoloniais que, mundo afora, têm contestado a monumentalidade da história oficial, para se confrontar com a memorialização do colonialismo em sua própria paisagem urbana. Ao invés de eventos comemorativos que reiteram histórias oficiais, celebrando a cidade como marco bandeirante da modernidade nacional, deveríamos fazer uma pausa – ademais imposta pela pandemia – para refletir sobre como certas memórias são eternizadas, enquanto outras são apagadas, e, então, traçar novas cartografias memoriais no tecido urbano da capital.

Praça do Cruzeiro, Eixo Monumental, Brasília, 9 de abril de 2020. Reprodução Instagram @minhacapitalVictor Meirelles, Primeira missa no Brasil, 1861. Museu Nacional de Belas Artes/ Google Arts and CulturePrimeira Missa em Brasília, 3 de maio de 1957. Luiz Lemos/ Arquivo Público do Distrito Federal – ArpDFPainel da exposição Reintegração de posse: narrativas da presença negra na história do Distrito Federal, Museu Nacional de Brasília, 2019 (Montagem de Diego Soares com fotografias de autores desconhecidos/ Arquivo Público do Distrito Federal – ArpDF)+ 15

A construção da paisagem: uma crônica brasiliense

A umidade do ar é famosa, atingindo percentuais inclementes para quem nunca visitou um deserto. Árvores de troncos retorcidos, de cascas grossas e de folhas peludas saem do solo tentando vencer a gravidade, mas se contorcem de tal forma que é como se o calor as empurrasse novamente em direção ao chão. O vermelho da terra é onipresente, acrescentando uma dose de drama por todo o canto, como se a temperatura fustigasse a terra a ponto de ela sangrar. Aqui, no cerrado, não há a densidade da mata úmida, escura, como uma floresta de ameaçadora saída de um romance de Jack London, ou como uma testemunha em transe imemorial, como vista numa novela de Joseph Conrad. 

Modernidade e tradição em Lucio Costa: debate com Ana Luiza Nobre, Guilherme Wisnik e Arquicast

A cidade brasileira está no centro dos debates atuais sobre qualidade de vida e justiça social em função do quadro pandêmico generalizado em que se encontram nossos núcleos urbanos. Há muito tempo, tanto a relevância do planejamento urbano, quanto o valor do bom projeto habitacional, não tinham o protagonismo que estão tendo hoje, para além dos ambientes sociais e técnicos onde atua o arquiteto. É como se tivéssemos esquecido que a cidade em que vivemos é de nossa responsabilidade e que o descaso é também uma forma de projeto. Agora a realidade cobra o seu preço. 

Documentário "O Corpo e a Cidade Modernista" é disponibilizado gratuitamente online

Em celebração ao 60º aniversário de Brasília, o cineasta Pedro Rodolpho disponibilizou gratuitamente ao público seu documentário O Corpo e a Cidade Modernista, que participou de alguns dos mais prestigiados festivais de cinema da Europa em 2018, ano de seu lançamento.

Brasília, 60 anos: a urbanidade e o caminhar na capital brasileira

Aos 60 anos, Brasília continua chamando a atenção. Ninguém parece ficar indiferente aos defeitos e qualidades da primeira cidade contemporânea a se tornar Patrimônio Cultural da Humanidade. No aniversário da capital brasileira, escolhemos falar da caminhabilidade, para mostrar que as polêmicas sobre a falta de urbanidade têm razão de ser.