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Modernismo: O mais recente de arquitetura e notícia

Reitoria da UFMG: uma expressão do modernismo em Minas Gerais

O modernismo arquitetônico nasceu na esteira das vanguardas europeias no início do século XX. O movimento estava embalado pelo capitalismo industrial e pelo empolgante avanço tecnológico que ocorria diante dos olhos de todas as pessoas. A ruptura com o passado foi deliberadamente franqueada pelos movimentos intelectuais, artísticos e técnicos desde meados do século XIX. O Palácio de Cristal, por exemplo, projetado por Sir Joseph Paxton, foi construído em Londres para abrigar as grandes exposições de 1851 e representou uma revolução construtiva quanto às possibilidades de uso de materiais leves como o ferro e o vidro.

8 Casas que definem a arquitetura moderna na Argentina

O Movimento Moderno teve um papel inquestionável na renovação dos ideais arquitetônicos, aportando uma nova atitude frente ao entendimento dos modos de habitar, da técnica e da estética, marcando profundas mudanças na percepção geral do mundo. Em relação à Argentina, apesar de ser complexa a localização periódica da produção arquitetônica moderna, é possível mencionar alguns dos arquitetos que começaram, a partir dos anos 20, a vincular-se com estas ideias. As contribuições intelectuais e de criação arquitetônica de Alejandro Virasoro, Alberto Prebisch, Ernesto Vautier, Fermín Beretervide, Wladimiro Acosta, Alejo Martinez, Antonio e Carlos Vilar, Juan Kurchan, Jorge Ferrari Hardoy, Antonio Bonet, Abel López Chas, Eduardo Catalano, Eduardo Sacriste e Amancio Williams, entre outros, incluiram, em muitos casos, abordagens originais associadas a novos modos de pensar, manifestando uma arquitetura resultante da análise das condições locais e regionais de seus cidadãos.

Arquitetura ou revolução: as casas de Frida Kahlo e os 90 anos do movimento funcionalista

Formas geométricas, paredes de concreto armado aparente, instalações elétricas à vista, grandes janelas que priorizam luz e ventilação naturais, jardins que prezam por plantas autóctones. As primeiras construções do arquiteto mexicano Juan O’Gorman, construídas entre 1929 e 1932, trazem uma estética que pode ser vista nos dias atuais, mas na realidade são a pura expressão de uma das correntes do movimento modernista do século 20, o funcionalismo.

Guia de arquitetura de Brasília: 16 projetos para entender as escalas da capital brasileira

Museu Nacional. Imagem: © Joana França
Museu Nacional. Imagem: © Joana França

A partir do século XIX, com sua Revolução Industrial e emergência dos novos tempos da máquina, a crescente população e as demandas pelo espaço urbano cada vez mais pungentes, na Europa, emergem as primeiras reflexões sobre a cidade e, mais do que isso, inicia-se o processo de estruturação disciplinar do urbanismo como teoria e prática inerentes ao novo momento histórico que se consolidava, e que teria seu produto, em relação às cidades, como apanágio do século XX. Dentro dessa lógica disciplinar que se configurava a partir de uma demanda social, ou muitas vezes, uma demanda política vinculada a pretensões militaristas de ordem e controle urbano, o século XX foi palco de todo o desenrolar dessa sociedade industrial, que tinha a cidade como seu horizonte. 

Uma pista de testes na cobertura: a arquitetura industrial da Fábrica da Fiat em Lingotto

O projeto para a fábrica da Fiat no bairro de Lingotto, em Turim (Itália), foi realizado pelo engenheiro Giacomo Mattè-Trucco em 1915. A construção começou no ano seguinte e foi feita em etapas, até a sua conclusão em 1923. Inspirada no fordismo, modelo de fabricação surgido nos Estados Unidos nos anos 1910, a fábrica foi projetada de forma que a linha de montagem dos automóveis fosse ascendente. Ao chegar à cobertura, os automóveis estavam prontos para serem testados numa pista com extensão de aproximadamente 1km.

Brasília, leitores e leituras da cidade

Brasília é sempre objeto de interesse de arquitetos de todo o mundo. A prova disto é a quantidade volumosa de publicações feitas sobre a nova capital do Brasil ao longo dessas quase seis décadas de inauguração.

Sobre a cidade de Brasília, ficam as perguntas[1]: Quem falou sobre a cidade? Quem criticou sua construção? Como os brasileiros interpretaram a ideia de uma nova capital? O levantamento de seus debatedores possui o objetivo de compreender melhor o ‘Estado da Arte’ das interpretações sobre a arquitetura no Brasil. Em um horizonte futuro, este tipo de olhar historiográfico versa levantar perguntas e a elaboração de um olhar crítico para as formas mais usuais de leitura sobre a arquitetura moderna no Brasil.

Quando fomos modernos: Arquitetura e design no Brasil

O legado do moderno brasileiro é hoje matéria de um intenso revisionismo e constitui uma referência central para muitas produções contemporâneas, incluindo aquelas que negam seus preceitos. O curso procura definir historicamente a categoria do moderno no campo da arquitetura e do design no Brasil, entendendo sua emergência no contexto da formação de uma identidade nacional.

O modernismo brasileiro deriva do Movimento Moderno europeu, que estabelece-se como conceito nos anos 1930. O curso revisita os principais fatos e obras do período entre os anos 1930 e 1970, tendo como marco inicial o projeto do Ministério da Educação e Saúde Pública no

Os jardins de Mina Klabin Warchavchik: modernidade pública e privada

A história de vida da paisagista paulistana Mina Klabin Warchavchik se confunde com a história da arte e arquitetura modernas no Brasil, sobretudo em São Paulo. Seu pai, Maurício Freeman Klabin, imigrante lituano, saíra da Rússia por um decreto que proibia os judeus de serem donos de terra no país. Recém chegado ao Brasil no fim do século XIX, passa a trabalhar em uma oficina que produzia livros em branco para o mercado tipográfico, da qual passa a ser proprietário em poucos anos.

Amey Kandalgaonkar reimagina os tradicionais pagodes chineses a partir da linguagem moderna

Amey Kandalgaonkar compartilhou conosco um projeto que reimagina o tradicional pagode chinês a partir de uma visão modernista. O designer reinterpreta a tipologia como uma homenagem a uma forma de construção que praticamente não sofreu influência do modernismo; seus novos pagodes são imaginados em concreto aparente, sem ornamentação e com grandes balanços que exprimem virtuosismo estrutural.

Ocupação no Itaú Cultural homenageia o arquiteto Gregori Warchavchik

A 44ª edição do programa Ocupação Itaú Cultural homenageia o arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik. Naturalizado brasileiro, foi o responsável pela construção da primeira obra modernista no Brasil, a Casa Modernista, localizada na Rua Santa Cruz, no bairro paulistano da Vila Mariana.

Lançamento do livro Rubens Meister: projeto e obra

Este livro sobre o engenheiro Rubens Meister (1922-2009) objetiva contribuir para a preservação da memória do patrimônio cultural brasileiro. Particularmente, com o estudo da arquitetura moderna em Curitiba. As pesquisas que o embasam iniciaram-se em 2016, a partir de um edital da Fundação Cultural de Curitiba – incentivado pela Caixa Econômica Federal. 

Restauração do Palácio Gustavo Capanema chega à última etapa

Hoje se inicia mais uma etapa de obras no edifício que é símbolo do modernismo no Brasil, o Palácio Gustavo Capanema, no Centro do Rio de Janeiro (RJ). Essa será a última parte de uma série de intervenções promovidas no prédio pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), garantindo sua completa restauração e a valorização de sua importância enquanto ícone arquitetônico.

Projeto de Oscar Niemeyer no Líbano está desmoronando após anos de negligência

O Líbano é lar de uma variedade de obras impressionantes de arquitetura, influenciadas por milênios de história. Tendo em vista este amplo contexto temporal, um dos projetos recentes mais intrigantes do país fica na cidade de Trípoli - um lugar de rica cultura histórica habitado, em outros tempos, por romanos, fenícios e otomanos - e foi projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer. O Centro Internacional de Exposições Rachid Karami reflete, de maneira bastante visível, o lento declínio do país após a guerra.

© Dima Stouhi© Dima Stouhi© Dima Stouhi© Dima Stouhi+ 15

Ornamento, crime e preconceito: como o manifesto de Loos fracassou em compreender as sociedades

Este artigo foi originalmente publicado na CommonEdge como "African Architecture: Ornament, Crime & Prejudice."

Repensando o Manifesto de Le Corbusier: 6 explorações que rompem os ideais modernistas

The Society of the Spectacle / Guy Debord
The Society of the Spectacle / Guy Debord

“Uma maquete de Corbusier é a única imagem que me traz à mente a ideia de um suicídio imediato.” - Ivan Chtcheglov

Apesar de suas brincadeiras, os situacionistas podem estar certos, afinal. A angústia dos estudantes de arquitetura pode não ser resultado de um trabalho excessivo no estúdio, mas sim da repetição sermonizante dos ideais modernistas que continuam a ser ensinados. No manifesto de Le Corbusier, Vers une Architecture (Por uma arquitetura), ele defende a adoção da arquitetura moderna como a solução para as crises globais do século XX, de uma forma que agora parece bastante limitadora.

Se a disciplina não ultrapassar as fotografias em preto-e-branco do Pavilhão de Barcelona ou os projetos da Bauhaus, os alunos continuarão a produzir o que pode estar incorretamente associado à “arquitetura correta”. A partir desses estereótipos do que a arquitetura deveria ser, aqui estão seis explorações de construções, curadoria e escrita que resistem a essas noções:

via MVRDVCourtesy of Joanna E. Grant© Plamen PetkovCourtesy of Sarah Wigglesworth Architects+ 19

"Registro de uma vivência": autobiografia de Lucio Costa é relançada pela Editora 34

Publicada originalmente em 1995, Registro de uma vivência é uma autobiografia de Lucio Costa (1902-1998) formada de textos críticos e memorialísticos, planos, projetos, fotografias e desenhos especialmente escolhidos e compostos pelo autor.

Esgotada há quase 20 anos, a publicação foi reeditada pela Editora 34 em parceria com Edições Sesc SP, respeitando integralmente o projeto gráfico original, acrescida de uma apresentação de Maria Elisa Costa, filha de Lucio, de um índice onomástico, e de um ensaio de Sophia da Silva Telles, que procura decifrar o sentido da obra deste grande arquiteto e urbanista que foi também um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século XX.