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Common Edge: O mais recente de arquitetura e notícia

Se o plano A é mitigar as mudanças climáticas, qual é o plano B?

Cem anos de inundações. Calor antártico recorde. Incêndios florestais e seca. As histórias se repetem com regularidade entorpecente. E, embora as particularidades sejam diferentes, todas apontam para a mesma conclusão sombria, somos incapazes de lidar com as mudanças climáticas. Com as emissões de carbono aumentando, o que antes era descartado como pior cenário, agora parece o melhor que podemos esperar.

Se o Plano A deveria impedir, ou pelo menos mitigar, os impactos mais graves das mudanças climáticas, qual é o Plano B?

Por que o incêndio da Notre Dame provocou pouca comoção na África

No final de 2019, as mídias iniciaram seu ritual anual de fazer um balanço, compilar listas e olhar para trás. No mundo da arquitetura, a maior notícia do ano foi, sem dúvida, o incêndio da Notre-Dame. A imagem do telhado em chamas da catedral - uma visão devastadora - encheu as telas de TV e computadores ao redor do mundo e ocasionou uma onda de tristeza, especialmente na França, onde a edificação ocupa um lugar central na consciência coletiva do país.

Foi uma tragédia arquitetônica e cultural. Sem dúvida: o inferno de abril atingiu o coração da França.

Avaliando resiliência e risco: não podemos salvar todos

Este artigo foi publicado originalmente no Commom Edge.

Discussões sobre resiliência, hoje, sugerem que arquitetos e urbanistas podem ser capazes de - e, de fato, espera-se isso deles - salvar todos os edifícios e espaços públicos em risco. No entanto, a triste verdade é que não podemos, e provavelmente não devemos. As mudanças climáticas e o aumento do nível do mar irão redesenhar radicalmente as margens urbanas, forçando-nos a tomar decisões difíceis. Mesmo se tivéssemos todo o dinheiro necessário para proteger o precário cenário atual, isso ainda não seria suficiente para evitar o inevitável.

Então: quais são as nossas prioridades? Como definir o que salvar? Como traçar de forma responsável esse futuro incerto? Acredito que as respostas para essas e outras perguntas semelhantes devam começar com uma avaliação honesta de três considerações essenciais:

Os heróis da arquitetura não estão apenas no passado

Este artigo foi originalmente publicado pelo Common Edge.

Toda disciplina tem seus heróis. Na arquitetura, não são poucos os personagens que costumam ser celebrados e exaltados como figuras ilustres. Frank Lloyd Wright e Louis Kahn podem ser considerados uns dos maiores ícones da arquitetura do século XX. Mais recentemente, Zaha Hadid chegou a ser tão exaltada quanto suas próprias criações, ela se tornou uma “stararchitect” (para usar um termo bem específico e tão em voga atualmente) e sua morte prematura apenas colaborou para elevar ainda mais o seu status. Mas os nossos heróis são feitos de carne e osso, isso significa que após à morte, nem todos tem um lugar garantido em nosso panteão. Embora nossos heróis sejam todos mortais, suas contribuições tendem a perdurar ao logo dos séculos.

Estamos matando nosso planeta com o ar condicionado?

Este artigo foi originalmente publicado na Common Edge.

Neste verão, o governo federal americano divulgou uma estatística surpreendente: 87% dos lares americanos agora estão equipados com ar condicionado. Como o mundo está ficando inegavelmente mais quente, suponho que isso não seja tão surpreendente, mas lembre-se de que um grande número dessas casas refrigeradas mecanicamente localizam-se em climas razoavelmente temperados. Portanto, minha pergunta é simples: quando o ar condicionado nos Estados Unidos se tornou um requisito, e não um complemento?

Reconstruindo a Nigéria: arquitetura como ferramenta de transformação cultural

Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

Ao longo da última década, a Nigéria viveu sobre o espectro sombrio e a constante ameaça do grupo terrorista Boko Haram. De Maiduguri a Abuja, o conflito dilacerou o país, matando centenas de milhares de pessoas, destruindo milhões de casas e causando consideráveis impactos à já precária infraestrutura pública do país. Felizmente a situação está começando a mudar, isso porque ao longo dos últimos anos, grupos militares nigerianos conseguiram libertar várias das cidades ocupadas, dando início a um amplo trabalho de reconstrução do país. Entretanto, os efeitos da guerra deixaram uma marca indelével que transformou para sempre os espaços urbanos destas cidades. A Nigéria viu seu país ser completamente destruído, não apenas vidas foram perdidas mas também os espaços públicos e a infraestrutura básica, forçando a população a reconstruir o país do zero.

Estilo e beleza: as duas palavras mais perigosas na arquitetura

Este artigo foi originalmente publicado na Common Edge.

"Eu odeio essa coisa toda de 'beleza' ", diz um amigo arquiteto e professor profundamente talentoso, reagindo a uma onda emergente da época.Ele não está sozinho. Palavras são perigosas. Desde a Segunda Guerra Mundial, tem havido um consenso geral na arquitetura: o cânone modernista. Mas a mudança está chegando na profissão — e em nossa cultura.

Os verdadeiros crentes se encolerizam com a palavra “beleza” como critério de projeto.Eles também descartam a palavra “estilo”. Como todas as ortodoxias, há simplesmente "certo" e "errado". As realidades do "errado" estão na ortodoxia arquitetônica: "errado" é qualquer coisa que se refere a qualquer coisa que não seja o próprio cânon. Uma racionalização que se retroalimenta dá conforto aos condenados.

Notre-Dame levanta questões sobre espaços religiosos e sagrados

© Flickr user la_bretagne_a_paris licensed under CC BY-SA 2.0
© Flickr user la_bretagne_a_paris licensed under CC BY-SA 2.0

Este artigo foi originalmente publicado pelo CommonEdge como "Notre-Dame and the Questions It Raises About Sacred Space."

O que é a beleza na arquitetura hoje - e porque temos medo dela?

Este artigo foi originalmente publicado na CommonEdge como "A Palavra com 'B': como um Conceito mais Universal de Beleza pode Remodelar a Arquitetura".

O que as cidades africanas podem aprender com a experiência de Dubai?

Ao longo das últimas três décadas, Dubai floresceu em meio a um deserto desabitado para transformar-se em um centro urbano estratégico para o mundo dos negócios e do turismo. Como uma das diversas reações decorrentes deste novo fenômeno, várias cidades ao redor do mundo passaram a replicar esse modelo de desenvolvimento urbano - um urbanismo amplamente baseado no automóvel, arranha-céus luxuosos, centros comerciais gigantescos e tecnologias e sistemas "inteligentes" e "sustentáveis", tudo isso, à partir do zero. Surpreendentemente, estes novos empreendimentos tem se espalhado rapidamente pelo continente africano, assumindo nomes como Eko Atlantic City Nigéria, Vision City em Ruanda, Ebene Cyber City nas Ilhas Maurício; Konza Technology City no Quênia; Safari City na Tanzânia; Le Cite du Fleuve na República Democrática do Congo, entre vários outros. Ao que tudo indica, todas estas cidades parecem apenas meras tentativas de imitação daquilo que representa a cidade de Dubai.

Por que o reuso de edifícios existentes pode (e deve) ser o principal foco dos arquitetos

Certificados e prêmios de sustentabilidade são outorgados todos os dias à novos edifícios que prometem um futuro livre de carbono e impacto zero. Entretanto, a maioria dos esforços que empreendemos para construir edifícios cada vez mais "sustentáveis", acaba no dia de suas inaugurações. O custo energético global da arquitetura tem muito mais a ver com a vida útil de um edifício do que com a sua construção. Embora pareça não haver saída para este atual modelo de sucesso, cabe a nós arquitetos, repensar o significado de arquitetura sustentável nos dias de hoje. Talvez devemos parar de aplaudir e exaltar cegamente os novos edifícios e voltar a nossa atenção para os edifícios que já existem. Este artigo foi originalmente publicado no <em

Durante a primeira conferencia mundial do meio ambiente, realizada na cidade do Rio de Janeiro e chamada de Eco-1992, três alarmantes fatos vieram à tona: a temperatura da Terra está aumentando continuamente; a utilização de combustíveis fósseis é a principal causa deste fenômeno; precisamos, com urgência, adaptar o nosso ambiente construído considerando esta nova realidade. Naquele ano, publiquei um ensaio no Journal of Architectural Education intitulado “Architecture for a Contingent Environment”, sugerindo que arquitetos, naturalistas e preservacionistas deveriam se unir para discutir e enfrentar essa nova realidade.

Como a arquitetura afeta seu cérebro: A ligação entre a neurociência e o ambiente construído

Este artigo foi originalmente publicado pela Common Edge como "Sarah Williams Goldhagen on How the Brain Works and What It Means for Architecture."

Sarah Williams Goldhagen deu um grande passo. Seu novo livro, Bem-vindo ao seu mundo: como o ambiente construído tem moldado nossa vida, é nada menos que um argumento meticulosamente construído para repensar completamente nossa maneira de ver a arquitetura. Crítica de longa data da The New Republic e ex-professora da Harvard Graduate School of Design, Goldhagen mergulhou profundamente no campo da ciência cognitiva em rápida evolução, na tentativa de vinculá-la a uma nova abordagem centrada no ser humano da ciência construída no mundo. O livro é tanto um exame da ciência por trás da cognição (e sua relevância para a arquitetura) quanto uma polêmica contra o status estupidificante. Recentemente conversei com a autora, que estava ocupada preparando uma viagem de um ano pelo mundo, sobre o livro, a ciência e o estado da educação arquitetônica.

Arquitetura sem arquitetos: a tipologia "copy-paste" que tomou os Estados Unidos

Este artigo foi originalmente publicado no CommonEdge como "When Buildings Are Shaped More by Code than by Architects."

As decisões que um arquiteto toma ao longo de um projeto são freqüentemente orientadas por questões que vão muito além de suas inclinações estéticas ou até mesmo os anseios e desejos de seus clientes. Em um determinado grau, somos reféns das ferramentas e materiais disponíveis assim como das infinitas limitações legais impostas à cada contexto específico. Atualmente, os Estados Unidos estão encarando uma dura realidade no campo prático da arquitetura devido à difusão de um novo código bastante restritivo ao que se refere à liberdade criativa dos arquitetos.

Como um croqui diário melhorará sua arquitetura

Este artigo foi publicado originalmente na Common Edge com o título "How the Quick Daily Drawing Puts Humanity Back Into Architecture."

O arquiteto Frank Harmon tem um compromisso diário: ele tenta fazer um desenho à mão livre todos os dias. Ele não gasta muito tempo com cada um. Cerca de cinco minutos. Esses gestos rápidos de representação são como capturar relâmpagos em uma garrafa ou, como Virginia Woolf disse uma vez sobre a importância de escrever todos os dias, “bater a rede para capturar a borboleta do momento”. Para capturar esses momentos, você deve ser rápido. O minuto se move. Os desenhos de Harmon parecem soltos, confusos nas bordas. Você sente sua duração de cinco minutos.

Como a teoria da arquitetura tem afastado o público da prática profissional

Este artigo foi originalmente publicado na Common Edge com o título "How Architectural 'Theory' Disconnects the Profession from the Public".

Seja qual for a forma - pessoal, teórica, erudita -, arquitetos freqüentemente buscam respaldo em conceitos filosóficos quando precisam defender certas decisões subjetivas de projeto. Pelo lado pessoal, isso até se justifica. Mas, profissionalmente, essa dependência de conceitos filosóficos é um dos principais motivos pelos quais a arquitetura difere fundamentalmente de outras disciplinas práticas da sociedade, como o direito, a economia ou a medicina. Essas disciplinas baseiam-se em estruturas de conhecimento (em códigos, sistemas econômicos e na ciência, respectivamente) que fazem a mediação entre as decisões profissionais e o julgamento subjetivo.

Palavras na rua: Arte, Arquitetura e Protestos Públicos

Este artigo foi originalmente publicado como "What Marchers Today Can Learn from the May 1968 Protests in Paris" no CommonEdge em maio de 2018. Nos 50 anos desde os protestos históricos e mundiais de 1968, muita coisa mudou. Mas o clima político de hoje parece igualmente volátil, com mudanças sísmicas que ameaçam as instituições sociais e políticas em todo o mundo. Lições do passado são, para emprestar a frase do momento, mais relevantes do que nunca.

Recentemente, amigos americanos enviaram um e-mail: “O que está acontecendo com o sistema político francês? Por que tantas greves? E as infinitas marchas de protesto? Gostaríamos de visitá-lo em Paris, mas estamos um pouco desconfiados”.

Esqueça os críticos: A arquitetura tradicional ainda pode criar espaços contemporâneos

Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge como "Contrary to Architecture's Critical Establishment, Robert A.M. Stern's Yale Colleges Are a Triumph of Placemaking."

No final de janeiro, participei de um comovente funeral na Capela de Battell, em Yale, para Vincent Scully, o homem que me mostrou a arquitetura como uma carreira, e que continua a me inspirar como escritor e historiador. Lá, aproveitei a oportunidade para fazer uma visita a Benjamin Franklin e Pauli Murray Colleges, as primeiras novas residências na universidade de Yale em meio século. Fui embora maravilhado com a qualidade da arquitetura e agradecendo minha alma mater pela visão e compromisso em melhorar a cidade e o campus.