Habitar residências projetadas por consagrados nomes da arquitetura moderna é um sonho almejado por muitos. Projetos que se tornaram icônicos são grandes atrativos para novos moradores que valorizam tanto a assinatura autoral e a história do edifício como as soluções arquitetônicas inovadoras que contribuíram para que tais projetos tenham ganhado destaque.
No caso das obras de Oscar Niemeyer, fluidez e flexibilidade são as palavras-chave que melhor definem suas plantas e soluções tipológicas. Essas características oferecem um enorme potencial para arquitetos que realizam reformas nessas unidades. O Edifício Copan, no centro de São Paulo, é um exemplo emblemático: suas 1.160 unidades, distribuídas em seis blocos, variam de estúdios de 25 m² a apartamentos que ultrapassam os 150 m². A vasta produção do arquiteto inclui ainda outros edifícios residenciais na capital paulista — como o Montreal, o Califórnia e o Eiffel —, em cidades como Belo Horizonte e Brasília, e ultrapassa as fronteiras nacionais com o Bloco de Apartamentos da Interbau, em Berlim.
A paisagem do centro paulista não seria a mesma sem a presença do Copan. O edifício insere as curvas de Niemeyer na densa verticalização de São Paulo e cria um distinto ritmo, tornando-se um marco para todos que o cruzam. Além de abrigar em torno de cinco mil habitantes, o edifício apresenta usos diversos, assim como diferentes tipologias para seus programas residenciais, variando as áreas dos apartamentos com o desejo primordial de priorizar a diversidade entre seus inquilinos. As diferenças também podem ser vistas quando analisamos como cada pessoa habita uma planta tipo, as reformas que propõem revestimentos distintos, assim como novos layouts, denotam não apenas o caráter de cada morador, mas a inventividade dos arquitetos que intervém neste clássico. Desta forma, reunimos aqui projetos que foram realizados neste ícone para demonstrar como cada lar é único, mesmo quando eles são criados em série.
A Semana Growarq é um evento dedicado a arquitetos, engenheiros, designers e estudantes que queiram revolucionar a sua forma de projetar, através de uma metodologia que alia dois softwares: o Revit e o Lumion. Ela acontece dos dias 12/12 a 14/12/2023, sempre às 19 horas, e totalmente online.
Vamos mostrar como o Revit, o mais poderoso software BIM da atualidade, pode revolucionar a produtividade, seja em projetos de arquitetura ou interiores. Vamos botar a mão na massa e ver tudo o que esse método tem pra entregar!
Também vamos mostrar como encaixar uma renderização de extrema qualidade na rotina de trabalho através
Sede da ONU em Nova York. Foto de the blowup, via Unsplash
Era um momento de grande euforia. Com a declaração do final da Segunda Guerra Mundial, um otimismo invadia as ruas e oferecia a certeza de dias melhores. Neste mesmo ano, 1945, embalada pelo contexto, foi fundada a Organização das Nações Unidas (ONU). O lugar escolhido para a sede foi a vibrante cidade de Nova York e o projeto seria concebido por um grupo internacional composto por arquitetos especialmente selecionados e convidados.
Para essa empreitada multicultural e multiarquitetônica, onze gigantes da arquitetura foram chamados de todos os cantos do mundo. Com seus egos inflados, característica da profissão ainda mais ressaltada naquela geração, os arquitetos que, até então eram acostumados a reinar soberanos sobre sua arquitetura e países, se viram compartilhando não apenas uma sala, mas também um projeto. O evento por si só, se executado com sucesso, já seria um tremendo exemplo de que a paz mundial era possível.
Siza e Oscar: Para além do mar, exposição de fotografia de José Roberto Bassul que abre portas no dia 7 de setembro no Espaço Ferreira Alves, na Casa da Arquitectura, consiste em um diálogo visual abstrato entre a arquitetura de Siza Vieira no Brasil e a de Oscar Niemeyer em Portugal. Com curadoria de Ângela Berlinde, a mostra compreende 28 imagens que rendem uma homenagem fotográfica a dois ícones da arquitetura modernista.
O Clube dos 500 foi idealizado pelo banqueiro Orozimbo Roxo Loureiro no início dos anos 1950 aos moldes do antigo Clube dos 200, fundado pelo presidente Washington Luís para reunir influentes políticos e empresários longe dos holofotes das capitais. Embora a ideia inicial de um clube social não tenha prosperado, Orozimbo decidiu desenvolver no local um empreendimento comercial e de turismo oportunamente bem posicionado entre as duas maiores cidades brasileiras.
No terreno designado para a Feira Internacional Rashid Karami em Trípoli, segunda maior cidade do Líbano, encontram-se os restos de um vislumbre arquitetônico. Estruturas desenhadas por Oscar Niemeyer em 1963 para a feira, o projeto foi brutalmente interrompido devido à guerra civil que irrompeu no país em 1975. O conjunto foi inscrito nas listas de Patrimônio Mundial e Patrimônio Ameaçado da UNESCO em 25 de janeiro de 2023.
Poucos lugares no mundo possuem uma sobreposição de complexidades tão intensa quanto Brasília. Ainda assim, sua arquitetura simboliza a República e a democracia do Brasil e qualquer ato de ataque a estes símbolos carrega significados e consequências à memória e ao patrimônio cultural do país. Os atos terroristas de janeiro de 2023 destruíram parte do nosso patrimônio mas também levantam questões que vão além dos objetos e da arquitetura, tangendo educação, cultura e capital político nacional.
Em homenagem a Oscar Niemeyer, o fotógrafo Paul Clemence compartilhou imagens do icônico Palácio do Itamaraty. Abrigando a Sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a estrutura também é conhecida como Palácio dos Arcos.
Localizado no topo do plano piloto de Lúcio Costa, e como o único edifício sobre o canteiro central da asa leste do Eixo Monumental, o palácio do Congresso Nacional conta com uma localização privilegiada entre os edifícios públicos de Oscar Niemeyer em Brasília. O mais sóbrio dos palácios da Praça dos Três Poderes, o Congresso Nacional reflete a forte influência de Le Corbusier, ao mesmo tempo que insinua as formas mais românticas e caprichosas que caracterizam o modernismo brasileiro de Niemeyer.
Há mais de 60 anos, Brasília surgiu do interior do Brasil. Desenvolvida em um cerrado deserto entre 1956 e 1960, a cidade que substituiu o Rio de Janeiro como capital do país foi um empreendimento conjunto do urbanista Lúcio Costa e do arquiteto Oscar Niemeyer.
Com sua forma alada, Brasília tornou-se um poderoso símbolo, pois representa uma das mais puras encarnações da esperança, do esplendor e da ingenuidade da arquitetura do século 20.
“Se eu dissesse que Brasília é bonita, veriam imediatamente que gostei da cidade. Mas se digo que Brasília é a imagem de minha insônia, veem nisso uma acusação; mas a minha insônia não é bonita nem feia — minha insônia sou eu, é vivida, é o meu espanto.” — Clarice Lispector
Em 2020, Brasília completou 60 anos. O aniversário quase me escapou, mas, em tempos de isolamento, lembrei-me das caminhadas que tive oportunidade de fazer por lá no ano passado e que me despertaram para o belo, o não belo, e também para o “não óbvio” da famosa cidade modernista. Dito isso, compartilho aqui o meu espanto ao percorrer a pé a cidade-máquina.
Divididos entre a admiração pela arquitetura moderna de Brasília, cidade onde estão sediados, e o respeito pelo bioma do Cerrado, onde estão inseridos, os arquitetos Daniel Mangabeira, Henrique Coutinho e Matheus Seco, sócios do escritório BLOCO Arquitetos, têm desenvolvido uma prática fundada na racionalização de recursos, simplicidade formal e atenção ao contexto natural ou urbano. Seus projetos variam da pequena à grande escala, compreendendo interiores comerciais, casas, edifícios residenciais, clubes e propostas urbanísticas.
Grande parte da produção da arquitetura moderna no continente americano foi baseada no modelo dos arquitetos europeus que, com suas obras, lançaram as premissas e ideias fundamentais para a vida moderna. Estes pilares da arquitetura foram transferidos, e consequentemente adaptados, ao território americano, introduzindo, ao mesmo tempo, suas próprias características de acordo com o contexto territorial, sócio-cultural e econômico.
Entendemos que uma boa arquitetura é aquela que serve como modelo para resolver problemas inerentes ao campo em geral. É por isso que certas referências que consideramos hoje como "clássicos" são exemplos de boas práticas arquitetônicas que foram apropriadas por outros arquitetos, a partir da adoção de elementos pertinentes e necessários para alcançar um resultado de acordo com cada contexto particular.
Espaços fluviais urbanos, Jhenaidah. Imagem Cortesia do Prêmio Aga Khan Award de Arquitetura
O Prêmio Aga Khan de Arquitetura (AKAA) anunciou os vencedores da edição de 2022. Entre 463 projetos indicados ao 15º Ciclo de Prêmios (2020-2022), os seis vencedores apresentam exemplos de excelência arquitetônica nas áreas de design contemporâneo, habitação social, melhoria e desenvolvimento comunitário, preservação histórica, reutilização e conservação de áreas, bem como paisagismo e melhoria do meio ambiente. Dois projetos de Bangladesh e um da Indonésia, Irã, Líbano e Senegal dividirão o prêmio de 1 milhão de dólares, um dos maiores da arquitetura.
O Château La Coste acaba de inaugurar um pavilhão projetado por Oscar Niemeyer, a última obra concebida pelo arquiteto antes de falecer em 2012. Localizado em meio a um vinhedo, a estrutura curva conta com um espaço de galeria envidraçada, acompanhado por um auditório de 80 lugares dentro de um volume cilíndrico. Destacando a conexão do pavilhão com a paisagem, um espelho d'água traz uma nova dimensão ao projeto através da interação da luz e reflexos.