O papel da arquitetura em um centro de acolhimento para crianças ultrapassa a simples construção de um espaço físico; trata-se de conceber refúgios que promovam cura, proteção e oportunidades de desenvolvimento. Em meio a vulnerabilidade de seus pequenos usuários, o ambiente arquitetônico torna-se um elemento crucial para sua recuperação emocional. Cada detalhe do espaço – desde a iluminação natural até a disposição dos ambientes – contribui para criar uma atmosfera de segurança e acolhimento, favorecendo não apenas o bem-estar físico, mas também o fortalecimento psicológico e social das crianças.
Centro Comunitário na Índia: Criando um futuro melhor
Nova Competição Humanitária
A Archstorming, em parceria com a ONG Fundación Vicente Ferrer (FVF) e seu parceiro local Rural Development Trust (RDT), está lançando uma competição para criar um protótipo de Centro Comunitário versátil para comunidades rurais nos estados indianos de Andhra Pradesh e Telangana. Desde 1969, essas ONGs têm dedicado esforços para transformar as regiões empobrecidas do sul da Índia. Esta competição foca em uma parte chave da missão FVF-RDT: a construção de centros comunitários para melhorar a coesão comunitária e facilitar a tomada de decisões coletivas. O primeiro Centro Comunitário, resultante desta competição, será
Tecer não é apenas uma habilidade técnica, mas também uma forma de projetar experiências materiais. O envolvimento no processo da tecelagem nos permite estruturar, comunicar, refletir e conectar nossos desenhos. Ao experimentar diferentes estruturas de tecido, temos insights sobre como os materiais se comportam sob tensão e compressão. Esse entendimento nos ajuda a ultrapassar os limites dos materiais, resultando em estruturas que ampliam e testam as propriedades dos elementos.
Na arquitetura, o tecer como mecanismo de construção centraliza o abrigo no processo construtivo. Nesse sentido, ele se torna uma manifestação direta da produção material. Além disso, a tecelagem oferece inúmeros benefícios ambientais e sociais ao criar abrigos que interagem ativamente com materiais, ferramentas, tecnologias e potenciais criativos, apoiando assim o placemaking.
Uma das instâncias mais radicais de transformação do espaço público aconteceu recentemente. Durante os primeiros meses da pandemia de Covid-19, o espaço público se transformou em "um recurso médico, centro de distribuição, espaço de transbordamento, local de protesto e resistência, academia, centro para idosos, centro comunitário, creche, pátio escolar, boate, via de transporte, restaurante ao ar livre, shopping center, parquinho infantil, teatro aberto, espaço de música, refugio natural e um lugar de pertencimento, de 'sentir-se em casa'".
https://www.archdaily.com.br/br/1010274/espacos-publicos-socialmente-justos-sao-cruciais-para-sociedades-prosperasGrace Mitchell Tada
São Paulo, 2023 – O Laboratório Arq.Futuro de Cidades do Insper realizará no próximo dia 25 de julho, das 16h às 18h, o debate “A implementação de programas de primeira infância e urbanismo social: casos de sucesso”.
Mediado por Tomas Alvim, coordenador-geral do Laboratório Arq. Futuro de Cidades, o evento contará com a presença de Teresa Surita, ex-prefeita de Boa Vista (RO), onde implementou o Programa Braços Abertos, uma ouvidoria ao vivo e presencial com os cidadãos; Ricardo Balestreri, ex-secretário de Cidadania do Pará – função na qual liderou a elaboração e a implementação dos projetos Terpaz/Usinas da
Organizado pelo Laboratório Arq.Futuro de Cidades, o evento, que ocorrerá no dia 25 de julho, trará exemplos de projetos arquitetônicos com foco em urbanismo social
São Paulo, 2023 – O Laboratório Arq.Futuro de Cidades do Insper realizará no próximo dia 25 de julho, das 16h às 18h, o debate “A implementação de programas de primeira infância e urbanismo social: casos de sucesso”.
Mediado por Tomas Alvim, coordenador-geral do Laboratório Arq. Futuro de Cidades, o evento contará com a presença de Teresa Surita, ex-prefeita de Boa Vista (RO), onde implementou o Programa Braços Abertos, uma ouvidoria ao vivo e presencial
Courtesy of David Butler | Marmalade Lane Cohousing development
O Dia Internacional das Cooperativas é uma celebração do movimento cooperativista, que ocorre anualmente no primeiro sábado de julho. Em 1992, a Assembleia Geral das Nações Unidas estabeleceu a data que celebra o movimento cooperativista em todo o mundo com temas anuais. O movimento cooperativista é uma associação focada em alcançar objetivos comuns e atender às necessidades coletivas das comunidades. As cooperativas acreditam no desenvolvimento comunitário em sua essência, priorizando as pessoas e apoiando as comunidades locais para melhorar seu bem-estar. Além disso, os modelos de coabitação adaptados a partir dele têm sido um enorme sucesso nas últimas décadas, oferecendo uma forma de habitação social econômica. A estrutura cooperativa redefine a forma como as pessoas vivem, trabalham, se divertem e colaboram. O tema deste ano é "Cooperativas: parceiras para o desenvolvimento sustentável acelerado".
À medida que os princípios cooperativos continuam a ser aplicados no ambiente construído hoje em dia, o conceito tem criado diferentes modelos de habitação cooperativa, levando à coabitação. Nos últimos anos, prêmios internacionais prestigiados têm celebrado a coabitação, e escritórios de arquitetura de todo o mundo têm projetado diferentes modelos dessa tipologia.
O estudo-piloto foi feito no Residencial Baltimore, em Uberlândia, Minas Gerais. Foto: Flávia Almeida
Segundo dados recentes, o déficit habitacional no Brasil é de 5,876 milhões de domicílios: 5,044 milhões, em área urbana; e 832 mil, em área rural. Em termos percentuais, esse número corresponde a 8,1% do estoque total de domicílios particulares, permanentes e improvisados, do país. Com o objetivo de saldar, total ou parcialmente, essa enorme dívida social, o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), lançado em 2009, passou a oferecer moradias acessíveis a famílias de baixa renda.
Courtesy of the South African Pavilion at Biennale Architettura 2023
Na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia, o Pavilhão da África do Sul explora a representação arquitetônica de estruturas sociais por meio de uma exposição intitulada The Structure of a People. Antes da exposição, os curadores do pavilhão, Sr. Stephen Steyn, Dr. Emmanuel Nkambule e Dr. Sechaba Maape, realizaram uma chamada nacional intitulada Political Animals, com o objetivo de reunir artefatos criados por professores e estudantes de arquitetura para representar as estruturas de suas escolas ou universidades. Os modelos arquitetônicos resultantes, produzidos pela ModelArt, serão exibidos no pavilhão.
A arquitetura tem sido criticada por ser uma indulgência elitista primária. A maioria dos projetos arquitetônicos é financiada pelos ricos e vista como um meio de trazer beleza ao ambiente circundante. A arquitetura, no entanto, é uma moeda de dois lados com a funcionalidade equilibrando a estética. Com a capacidade de criar estratégias para soluções radicais, os arquitetos encontram-se igualmente na vanguarda da resolução de questões complexas. O contexto do sudeste asiático oferece um grande desafio com vários problemas sociais, dando aos arquitetos a chance de "salvar o mundo" com design humanitário.
A nova plataforma do metaverso pax.world, com lançamento previsto para o início de 2023, anunciou sua colaboração com os escritórios internacionais de arquitetura Grimshaw, HWKN, Farshid Moussavi, e WHY para criar o "Metaserai", um amplo centro social e cultural concebido como o núcleo da nova comunidade virtual. Os centros são projetados para sediar eventos culturais, sociais e educacionais virtuais, tais como concertos, espetáculos de teatro, galerias de arte digital, mercados, palestras e festivais.
A plataforma pax.world visa evoluir para uma sociedade plenamente funcional governada por uma Organização Autônoma Descentralizada, também conhecida como DAO. O espaço virtual será dividido em lotes de propriedade privada pontuados por centros comunitários Metaserai. Estes se inspiram nos Caravanserai da antiga Rota da Seda, que se tornou um centro de comércio e intercâmbio cultural. Cada um dos arquitetos está projetando sua própria interpretação do Metaserai.
Após um período prolongado de escassez cultural e intelectual conhecido como Idade das Trevas, a Europa precisava urgentemente de um renascimento. Um desejo crescente de estudar e imitar a própria natureza começou a surgir, com uma vontade descobrir e explorar o mundo. Entre 1400-1600, a Europa testemunhou um renascimento das belas artes, da pintura, da escultura e da arquitetura.
Antes do alvorecer do Renascimento, a Europa era dominada pela arquitetura gótica, ornamentada e assimétrica. O período inaugurou uma nova era da arquitetura após uma fase da arte gótica, com o surgimento do “Humanismo”: a ideia de dar muita importância à essência do individualismo e minimizar os temas religiosos. O efeito do Humanismo incluiu o surgimento da figura individual, maior realismo e atenção aos detalhes.
A escolha de Kéré não é apenas simbólica em um momento de demandas identitárias, onde as instituições que compõem o mainstream enfim começam a representar mais fielmente as realidades sociais, culturais e sexuais que compõem nossas sociedades, mas também confirma a abordagem mais recente do júri do Prêmio Pritzker.
Após décadas de crises socioculturais e econômicas em todo o mundo, a comunidade arquitetônica percebeu que é hora de "projetar como se ela se importasse". E com isso, abraçou um movimento que viu arquitetos e designers usarem suas habilidades a fim de desenvolver soluções para crises humanitárias, desde a construção de habitações modulares e mapeamento de paisagens, até o desenvolvimento de aplicativos ou documentários, tudo de um ponto de vista altruísta. Mas, já que, o trabalho pro bono ainda não está enraizado no ethos da arquitetura, como os arquitetos romperam com o modelo tradicional de arquitetura “corporativa” e estabeleceram uma forma de garantir a responsabilidade ética pelo bem-estar humano?
ESTRATÉGIAS PARA DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS DE INTERESSE SOCIAL
O curso pretende abordar questões importantes para auxiliar arquitetos, engenheiros, construtores e demais interessados em projetos arquitetônicos e urbanísticos em locais de vulnerabilidade socioespacial.
O curso Estratégias para Desenvolvimento de Projetos de Interesse Social será ministrado pelos arquitetos e urbanistas Marcos Boldarini e Lucas Nobre, do escritório Boldarini Arquitetos Associados. O curso será dividido em 2 encontros (12 e 19 de março) e contemplará 4 módulos, com o objetivo de apresentar os processos para a concepção de uma arquitetura e urbanismo de interesse social em contextos de vulnerabilidade socioespacial.
As experiências selecionadas são uma pequena amostra das várias possibilidades colocadas no campo
O curso de Capacitação para Assessoria Técnica na Regularização Fundiária de Interesse Social, com parceria de fomento do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP), é um curso gratuito que cumpre as regras do edital de Chamamento Público 006/2020, entre elas, ofertar o curso para 300 profissionais com CAU ativo.
O objetivo é introduzir formas de atuação em assentamentos precários, processos e métodos de regularização fundiária de interesse social, inserção no debate atual sobre o desenvolvimento de políticas públicas e aplicação de novos instrumentos previstos em lei. Para essa troca de saberes, serão convidados advogados, arquitetos e urbanistas atuantes;
Melhorias habitacionais e qualificação de áreas de baixa renda do DF são tema de livro lançado por arquitetos no Sol Nascente
O trabalho de melhorias habitacionais e de qualificação de espaços urbanos de periferias, fruto da implementação da assistência técnica pública e gratuita para a população de baixa renda do DF, é o tema de livro que será lançado neste sábado (14) na Comunidade do Sol Nascente, em comemoração ao Dia Nacional do Arquiteto e Urbanista. A publicação, editada pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil e patrocinada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal, reúne textos de diversos autores sobre a experiência realizada pela Codhab entre 2015 e 2018, além de entrevistas e artigos de professores que também trabalham