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Meio Ambiente: O mais recente de arquitetura e notícia

O que são as “perdas e danos” das mudanças climáticas?

O planeta já está 1,1°C mais quente devido a alterações climáticas induzidas pelos humanos, e milhões de pessoas já enfrentam consequências reais do aumento das temperaturas, da elevação do nível dos oceanos, de tempestades mais severas e de chuvas que escapam às previsões meteorológicas. Uma redução rápida das emissões é essencial para conter o aumento da temperatura e garantir um futuro mais seguro para todos. Também são essenciais investimentos capazes de proteger as comunidades dos impactos cada vez mais severos que continuarão piorando com o tempo.

Projeto SOLAR leva à periferia de Curitiba energia de fontes renováveis para iluminação pública

A vila 29 de Março, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), foi uma das duas regiões brasileiras contempladas pelo fundo da Action Fund Brazil para receber investimentos de combate à desigualdade climática. A Ambiens Sociedade Cooperativa, uma cooperativa local, ficou a cargo do projeto — um trabalho de um ano e três meses neste que é um dos bairros mais vulneráveis da cidade. O outro projeto foi implementado em Porto Alegre (RS).

Brasil está longe de cumprir metas de saneamento

Ao mesmo tempo em que a tecnologia 5G está prestes a ser inaugurada nas grandes cidades, inserindo o Brasil em um seleto grupo de países com tecnologia avançada instalada, 35 milhões de pessoas ainda não têm acesso a água potável de qualidade e cem milhões sequer possuem o esgoto coletado em suas residências. Além disso, diariamente, um volume de esgoto equivalente a 5,3 mil piscinas olímpicas é despejado na natureza sem qualquer tratamento no país.

As melhores cidades do mundo para viver em 2022: conheça o top 20

O ranking das melhores cidades do mundo para se viver em 2022 produzido pela Global Finance acaba de ser divulgado. Realizado a partir de oito parâmetros diferentes que calculam e comparam a qualidade de vida das pessoas que vivem em áreas urbanas, como economia, cultura, população, meio ambiente etc., a edição deste ano também levou em consideração o número de mortes por Covid-19 para cada mil habitantes nos diferentes países. Com dados do Global City Power index, Johns Hopkins University, Statista e Macrotrends, a lista busca oferecer uma visão completa, unindo métricas tradicionais a novos fatores.

O primeiro lugar ficou com Londres, no Reino Unido, uma cidade que, embora não tenha obtido classificações altas em suas métricas de Covid-19, ainda lidera a lista devido às pontuações em cultura, acessibilidade e crescimento populacional. Tóquio ficou com a segunda posição, mostrando pontuação baixa no parâmetro população, decaindo em número de habitantes na última década. Xangai vem em seguida, na terceira posição, devido aos números relativamente baixos de mortes por Covid-19 e ao forte crescimento populacional. Singapura e Melbourne ficaram em 4º e 5º lugares.

Tokyo. Image via Shutterstock/ By ESB ProfessionalSydney. Image via Shutterstock/ By Irina SokolovskayaParis. Image © Rodrigo Kugnharski via UnsplashSingapore. Image via Shutterstock/ by anek.soowannaphoom+ 21

6 Conclusões do relatório do IPCC de 2022 sobre mitigação das mudanças climáticas

A cada fração de grau no aquecimento global, os impactos das mudanças climáticas se tornam mais intensos. No Sexto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), 278 cientistas de 65 países mostram que, para que tenhamos a chance de manter ao alcance o limite de 1,5°C estabelecido pelo Acordo de Paris, o mundo deve atingir o pico de emissões de gases do efeito estufa (GEE) dentro dos próximos três anos.

Programa Novo Rio Pinheiros anuncia resultados

O Programa Novo Rio Pinheiros anunciou os resultados das ações que o Governo do Estado de São Paulo está realizando para despoluir o rio, desde 2019. De acordo dados de janeiro da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, houve uma melhora importante na oxigenação e a redução da matéria orgânica nas águas. Em junho de 2019, o governador João Dória prometeu despoluir o rio até 2022.

Uma arquitetura neutra em carbono vai além dos materiais construtivos: planejamento, logística e contexto

Discutir neutralidade em carbono na arquitetura não deveria pautar somente materiais locais e novas tecnologias, já que muitos são os aspectos que impactam na cadeia produtiva da construção civil. Desde o projeto até a obra, sem perder de vista o contexto e o sistema econômico da nossa sociedade, a indústria da construção é responsável por parte considerável da energia consumida mundialmente. Para interferir em tal realidade é necessário expandir as frentes de atuação, questionando qual o lugar da construção civil em nossa sociedade.

Hotel Xiangshawan Desert Lotus / PLaT Architects. Image Cortesia de PLaT ArchitectsEdifício 78 Corlett Drive / Daffonchio and Associates . Image © Adam LetchJardim Botânico VanDusen / Perkins+Will . Image Cortesia de Perkins & WillColapso da represa de minério de ferro de Brumadinho, Janeiro de 2019. Imagem via Daily Overview. . Image © Maxar Technologies – Westminster, Colorado+ 5

Ainda é possível controlar o aquecimento global, diz IPCC

Estamos muito longe da meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais e evitar os piores riscos das mudanças climáticas. Mas essa meta ainda é possível, de acordo com o mais recente relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC) – e essa esperança deve orientar as decisões político-econômicas desta década, segundo o WWF-Brasil.

50 Tons de verde: as contradições do "greenwashing" na arquitetura

Hoje em dia tudo é “pintado” de verde. São embalagens verdes, tecnologias verdes, materiais verdes, automóveis verdes e, claro, arquitetura verde. Uma “onda verde” estimulada pela crise ambiental e energética que estamos enfrentando, com destaque para as mudanças climáticas e todas as consequências atreladas ao aquecimento do planeta. Situação calamitosa confirmada pela segunda parte do relatório intitulado Mudanças Climáticas 2022: Impactos, Adaptação e Vulnerabilidade elaborado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) eapresentado nas últimas semanas. Nele revela-se que, embora os esforços de adaptação estejam sendo observados em todos os setores, o progresso implementado até agora é muito baixo, pois as ações tomadas não são suficientes.

Novo relatório do IPCC destaca impactos e vulnerabilidades ligados às mudanças climáticas. favela em Bangladesh. Imagem cortesia de UN HabitatFoto de <a href="https://unsplash.com/@brian_yuri?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">Brian Yurasits</a> via <a href="https://unsplash.com/?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">Unsplash</a>   Foto de <a href="https://unsplash.com/@chuttersnap?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">CHUTTERSNAP</a> via <a href="https://unsplash.com/?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">Unsplash</a>   Foto de <a href="https://unsplash.com/@thinkwynn?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">Siân Wynn-Jones</a> via <a href="https://unsplash.com/?utm_source=unsplash&utm_medium=referral&utm_content=creditCopyText">Unsplash</a>   + 7

Impacto das mudanças climáticas: 6 descobertas do relatório do IPCC de 2022 sobre adaptação

O novo relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) traça um cenário preocupante: as mudanças climáticas já afetam todas as partes do mundo, e impactos muito mais severos podem estar nos esperando se não reduzirmos as emissões de gases do efeito estufa pela metade ainda nesta década e não começarmos imediatamente a ampliar as medidas de adaptação.

Compromissos, ambição e frustração: o progresso da América Latina nas questões climáticas

No alto da Cordilheira dos Andes, as geleiras recuaram e diminuíram sob os efeitos das mudanças climáticas. Em torno de quatro milhões de pessoas dependem das geleiras para obter água, mas elas perderam quase um metro de espessura nos últimos 20 anos.

Cultivando territórios: novos espaços alimentares

Pela primeira vez na história a população urbana superou a rural. Hoje 55% das pessoas vivem em centros urbanos e as projeções mostram que esse número deve chegar a quase 70% em 2050. Isso representa um aumento de 2.5 bilhões de pessoas vivendo em áreas urbanas. Dessa forma nos perguntamos, qual é o modelo de urbanização que queremos para as próximas décadas? A resposta a essa pergunta depende da compreensão do aumento nos índices de urbanização como um desafio não só para as áreas urbanas mas também para as áreas rurais e periurbanas – sejam elas produtivas ou naturais.

Paisagem periurbana nas proximidades da ferrovia de acesso a cidade de Gênova, Itália. Image © Julia ReisA Fazenda Cubo, de produção indoor, iniciou suas atividades em 2019 em São Paulo. Image © Julia ReisEstação de energia solar e linha de distribuição localizada de energia na estrada que liga as cidades de Nampula e Meconta, em Moçambique. Image © Julia ReisA Fazenda Cubo, de produção indoor, iniciou suas atividades em 2019 em São Paulo. Image © Julia Reis+ 8

Biodiversidade e inserção da arquitetura na paisagem: entrevista com João Maria Trindade

No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.

Neste episódio Sara conversa com o arquiteto João Maria Trindade sobre a Estação Biológica do Garducho e a importância na preservação da biodiversidade. Ouça a entrevista completa e leia parte da transcrição da conversa, a seguir:

ONU lança guia que ensina como “refrescar” as cidades

Um estudo recente revelou que, desde 2014, ondas de calor em ecossistemas marinhos se tornaram “o novo normal”. A crise climática não é mais conversa para o futuro. Eventos extremos são cada vez mais comuns, basta acompanhar o noticiário. Pode até parecer que gestores públicos estão sendo pegos de surpresa, porém cientistas já alertam há muito tempo sobre a necessidade de mirar em um desenvolvimento sustentável.

Os bons exemplos ainda são poucos, mas existem. Na COP26, foi lançado um guia abrangente com estratégias comprovadas para alcançar o resfriamento urbano.

O que é urbanismo ecológico?

Segundo a arquiteta e pesquisadora Patrícia Akinaga, o urbanismo ecológico surgiu no final do século XX como estratégia para criar uma mudança de paradigma no que diz respeito ao desenho das cidades. Com isso, os projetos urbanos deveriam ser pensados a partir das potencialidades e limitações dos recursos naturais existentes. Ao contrário de outros movimentos anteriores, no urbanismo ecológico a arquitetura não é o elemento estruturador da cidade — a própria paisagem o é. Ou seja, as áreas verdes não devem existir apenas para servir ao embelezamento dos espaços, mas como verdadeiros artefatos de engenharia com potencial de amortecimento, retenção e tratamento das águas pluviais, por exemplo. Com o urbanismo ecológico, o desenho urbano passa a ser definido pelos elementos naturais intrínsecos ao seu tecido.

Parque Manancial de Águas Pluviais / Turenscape. Imagem cortesia de TurenscapeCidade colombiana transformou 18 ruas e 12 hidrovias em paraísos verdes. Imagem cortesia de CicloVivoParque Urbano da Orla do Guaíba / Jaime Lerner Arquitetos Associados. © Arthur CordeiroProjeto de Reutilização da Água do Sydney Park / Turf Design Studio, Environmental Partnership, Alluvium, Turpin+Crawford, Dragonfly and Partridge. © Ethan Rohloff Photography+ 8

Estudantes criam recife de coral com impressão 3D para despoluir rios

Alunos da Universidade de Tunghai, em Taiwan, projetaram uma espécie de recife de coral artificial. A proposta é que a estrutura seja feita com cerâmica ecológica e impressa em 3D que pode ajudar a revitalizar rios urbanos. 

Os corais são essenciais para garantir a saúde e a vida nos oceanos, portanto são insubstituíveis. Entretanto, a estrutura impressa tem como missão cumprir uma função específica: servir de abrigo para organismos aquáticos. Isso por si só já pode contribuir para a manutenção de várias espécies.