Há indícios de que palha e junco foram utilizados na construção há mais de 10 mil anos. Desde então, a revolução industrial mudou completamente as práticas de construção, introduzindo a produção em massa de aço, vidro e, não menos importante, de concreto.
A casa é constantemente associada a um espaço sagrado, um lugar que acolhe e respeita diferentes sentimentos e sensações. Assim como Bachelard afirma, ela é o nosso refúgio no mundo, nosso primeiro universo, um cosmos real em cada acepção da palavra. Uma simbologia complexa a qual faz dela um espaço que não pode ser definido apenas pelos aspectos funcionais, como número de quartos ou tamanho dos banheiros. Nas entrelinhas das suas paredes, universos inteiros são acomodados.
As interseções entre arte e arquitetura são muitas: a fruição estética, a composição de elementos formais, a relação com o lugar, a abstração, entre outras inúmeras. As combinações possíveis entre aspectos desses dois campos do conhecimento faz com que cada escritório de arquitetura (ou artista) destaque-se em sua prática e linguagem. O Diogo Aguiar Studio é um dos escritórios de arquitetura que explora esses cruzamentos entre arte e arquitetura, e distende os contornos que separam um campo do outro.
Essa atuação entre arquitetura e arte informa e move cada projeto, resultando em um trabalho que não apenas busca atender as necessidades funcionais, mas também explora novas fronteiras no que diz respeito à pesquisa espacial. Destacam-se especialmente a pesquisa material e sensorial de espaços arquitetônicos e artísticos imersivos.
Neuroarquitetura é uma disciplina que tem ganhado destaque nos círculos de arquitetura e design de interiores nos últimos anos. Ela busca unir os campos da arquitetura e neurociência, com o objetivo de criar espaços que impactam positivamente nosso bem-estar e comportamento. O Arquicast convidou dois especialistas na área, Nicole Ferrer e Lori Crizel, para discutir o conceito da neuroarquitetura, suas tendências na formação de profissionais, a base científica que a sustenta e as implicações éticas e futuras dessa abordagem.
Por mais trágicas que sejam, crises costumam fomentar adaptabilidade e resiliência. Na arquitetura, desafiam profissionais a adequar sua produção a encomendas menores e menos frequentes. Esse é o caso do Diogo Aguiar Studio, ateliê português com sede no Porto fundado em 2016, na recuperação de uma profunda crise econômica, que, desde seu surgimento, se viu obrigado a reinventar modos de operar dentro do campo da arquitetura.
Com interesse em escalas e tipologias variadas, o estúdio trabalha entre os campos da arquitetura e da arte, realizando projetos arquitetônicos de pequena envergadura e instalações espaciais, temporária ou não, para o espaço público. Formado por Diogo Aguiar, Daniel Mudrák, Adalgisa Lopes, João Teixeira, Cláudia Ricciuti e Marta Bednarczyk, o estúdio fundamente sua prática na crença de que "não existem projetos pequenos e, sobretudo, que não existem projetos menores". A habilidade de responder inventivamente a demandas e contextos diversos garantiu ao estúdio um lugar na lista de Melhores Novas Práticas de Arquitetura do ArchDaily 2023.
A terra compactada é um dos métodos mais antigos de construção de paredes e ainda possui um grande potencial na construção moderna com terra. Um aspecto desse potencial são suas cores e camadas, que se tornam visíveis à medida que as fôrmas são removidas. Como um processo que envolve a compressão camada por camada de cascalho, areia, silte e argila, sua aparência resultante é uma estratificação horizontal de tons de terra, conteúdo material e procedimentos de cura. Essa aparência colorida das paredes de terra compactada pode ser controlada e explorada por meio de padrões, textura, pigmentação e cores naturais da argila, oferecendo uma oportunidade para ampliar seus limites na arquitetura.
Como criar edifícios que usem a energia de forma eficiente? Tradicionalmente, os esforços para tornar o ambiente construído mais sustentável têm se concentrado na infraestrutura física, muitas vezes negligenciando as relações entre as pessoas e o espaço. O surgimento da era tecnológica trouxe os "Smart Buildings", que utilizam aprendizado automatizado. Essas estruturas são projetadas para operar com uma eficiência energética impressionante, no entanto, estão amplamente desconectadas de seus ocupantes. E se os prédios pudessem ser mais inteligentes e sustentáveis ao interagir com seus usuários?
Em todo o mundo, vemos que a sustentabilidade e a inovação na construção estão em constante evolução, e as estruturas de madeira são apresentadas como uma opção promissora. O ArchDaily apresentou o tema O Futuro da Madeira e não quis perder a oportunidade de abrir a discussão com um convite para explorar junto com vocês, nossos queridos leitores, e ouvir suas previsões e pensamentos relacionados ao futuro desse material na arquitetura e no urbanismo. A madeira é a chave para um futuro urbano mais sustentável e habitável? Ou há desafios que precisamos enfrentar antes de adotar essa tendência? Quais são as implicações para a arquitetura, as cidades, a economia e o meio ambiente?
No País dos Arquitectos é um podcast criado por Sara Nunes, responsável também pela produtora de filmes de arquitetura Building Pictures, que tem como objetivo conhecer os profissionais, os projetos e as histórias por trás da arquitetura portuguesa contemporânea de referência. Com pouco mais de 10 milhões de habitantes, Portugal é um país muito instigante em relação a este campo profissional, e sua produção arquitetônica não faz jus à escala populacional ou territorial.
Neste episódio da sexta temporada, Sara conversa com o arquiteto Fernando Coelho, do escritório FCC Arquitectura, sobre o projeto do Hotel Rural Monverde localizado em Quinta da Lixa. Ouça a conversa e leia parte da entrevista a seguir.
São Caetano do Sul - SP. Foto via Diário do Transporte. Divulgação
No dia 1 deste mês, São Caetano do Sul (SP) implementou a gratuidade nos ônibus municipais por meio do "Programa Tarifa Zero". Mais do que uma ação isolada, a iniciativa visa incentivar o uso do transporte público, proporcionando economia direta aos moradores e contribuindo para a qualidade do ar.
O escritório norueguês Powerhouse, em colaboração com KIMA arkitektur, venceu um concurso para a transformação e expansão de um dos edifícios históricos mais emblemáticos no coração do Landbrukskvartalet. Conhecida como o distrito agrícola, a antiga área de cultivo e indústria no centro de Oslo está prestes a passar por um processo de requalificação urbana para se tornar um bairro dinâmico e vibrante.
Fortaleza, Ceará. Foto de Vitor Paladini, via Unsplash
Foram anunciadas as dez cidades selecionadas para concorrer a US$ 9 milhões no Sustainable Cities Challenge, desafio global de mobilidade da Toyota Mobility Foundation, em parceria com a Challenge Works e o World Resources Institute. A lista de selecionadas inclui Fortaleza, no Brasil, além de cidades da Colômbia, Índia, Itália, Malásia, México, Reino Unido e Estados Unidos.
https://www.archdaily.com.br/br/1009632/fortaleza-entre-as-dez-cidades-selecionadas-pelo-sustainable-cities-challengeWRI Brasil
O prefeito de Nova York, Eric Adams, juntamente com o Departamento de Design e Construção da cidade, anunciou o início da construção do Centro de Recreação Shirley Chisholm, projetado pelo Studio Gang. Localizado no Parque Nostrand, em East Flatbush, Brooklyn, o centro tem como objetivo trazer novas comodidades para os moradores de East Flatbush, ao mesmo tempo em que honra a história e o patrimônio da comunidade. O novo centro recebe o nome de Shirley Chisholm, a primeira mulher afro-americana a servir no Congresso e a primeira a buscar a candidatura para a presidência dos Estados Unidos.
Sameer Makarius nasceu no Cairo em 1924. Em 1933, emigrou com sua família para Berlim. Aos dez anos, seu pai lhe deu uma câmera com a qual ele iniciou sua história na fotografia. Após o início da Segunda Guerra Mundial, em 1940, eles se mudaram para Budapeste, onde ele completou seus estudos secundários, começou sua formação artística e estabeleceu uma relação com os protagonistas da vanguarda local. Em 1946, ele retornou ao Egito, passando por Zurique. Lá, ele organizou uma exposição de arte moderna húngara com o apoio de Max Bill. De volta ao Cairo, trabalhou com arte para publicidade e também para um escritório de arquitetura e construção.
Sua obra plástica chegou ao Rio da Prata alguns anos antes dele, por meio de sua companheira Eva Reiner, que já vivia na Argentina com sua família. Em 1948, ela emprestou uma de suas obras para a exposição de arte MADI, organizada no estúdio do escultor alemão Martin Blaszko. Depois de se casar com Eva no Egito, em 1952, eles viajaram juntos para Paris, onde trabalharam como designers de estampas. Finalmente chegaram a Buenos Aires em abril de 1953, a cidade que se tornaria seu local de residência permanente. Sua jornada migratória foi marcada pelo drama da guerra e, ao mesmo tempo, durante esses deslocamentos, Makarius construiu uma rede de relacionamentos em torno da fotografia, das artes visuais e da arquitetura, o que lhe permitiu projetar seu trabalho em diferentes territórios e formatos.
Como um dos quatro elementos essenciais que sustentam a vida neste planeta, a água é crucial para a sobrevivência de todas as espécies. Assim como os animais selvagens têm uma afinidade pelos corpos d'água, nós, humanos, também nos atraímos por eles.
Embora nossos portos, lagos e vias navegáveis não desempenhem mais o papel de centros internacionais de transporte e áreas de alimentação como no passado, a melhoria na qualidade do ar, o clima mais ameno e o aumento no relaxamento e na atenção plena proporcionados pela presença de água fresca ou corrente significam que espaços como bares na orla de um rio, hotéis à beira-mar e casas diante de lagos estão entre os mais populares de suas categorias.
As residências a seguir demonstram como corpos d'água próximos podem ser mais bem aproveitados com uma arquitetura e design excepcionais.