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Council On Tall Buildings And Urban Habitat: O mais recente de arquitetura e notícia

2016 é um ano recorde para edifícios altos

Em seu relatório anual, o Tall Building Year in Review de 2016, o Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) anunciou que o ano de 2016 teve a conclusão de 128 edifícios de 200 metros ou mais. Esse número supera o recorde anterior de 114 obras completas estabelecido em 2015. Dezoito desses edifícios tornaram-se os mais altos em suas cidades, país ou região, e dez ganharam a designação de super altos, com mais de 300 metros de altura.

Guangzhou CTF Finance Centre. Cortesia de K11 New World Development Ningbo Bank of China. Cortesia de Ningbo Eastern New City Development Warsaw Spire. Cortesia de UNK Ghelamco Shenzhen CFC Changfu. Image © Cheng Chen + 13

CTBUH divulga os vencedores do Tall Building Awards 2016

O Council on Tall Building and Urban Habitat anunciou os vencedores da 15ª edição do CTBUH Tall Building Awards. Com mais de 100 inscrições, os melhores edifícios de quatro regiões – Américas, Ásia & Australásia, Europa e Oriente Médio & África – foram selecionados, em conjunto com vencedores do Urban Habitat Award, o Innovation Award, o Performance Award e o 10 Year Award. O CTBUH irá escolher um vencedor global dentre as seleções regionais ainda este ano.

As torres foram escolhidas por um júri de arquitetos de escritórios renomados pelo mundo e foram julgados em todos os aspectos de performance, em especial "aqueles que tiveram os maiores impactos positivos aos indivíduos que utilizam o edifício e as cidades as quais habitam".

Veja a seguir a lista de vencedores.

Shanghai Tower é concluída e se torna o segundo edifício mais alto do mundo

O escritório Gensler concluiu recentemente e construção da Shanghai Tower, segundo arranha-céu mais alto do mundo e o maior da China, segundo o The Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH). Com 632 metros de altura, este é o terceiro edifício no mundo a ultrapassar os 600 metros de altura.

Gráficos interativos mostram a evolução dos arranha-céus de Nova Iorque

O Council on Tall Buildings and Urban Habitat divulgou uma nova pesquisa intitulada New York: The Ultimate Skyscraper Laboratory, que utiliza dados para "gerar gráficos que mostram a progressão dos edifícios em altura em Nova Iorque".

A linha do tempo dos arranha-céus de Nova Iorque entre 1906 e 2018 ilustra "como a construção de arranha-céus está alinhada com eventos sociais e políticos na história", por exemplo, a inatividade da construção civil durante a Segunda Guerra Mundial.

Turning Torso de Santiago Calatrava vence o "10 Year Award" promovido pelo CTBUH

Composto por nove seções pentagonais que completam 90° de rotação, edifício "Turning Torso" de Satiago Calatrava foi considerado o primeiro arranha-céu torcido do mundo quando foi concluído em 2005. Torre mais alta da Escandinávia, o edifício de 190 metros de altura, localizado em Malmö, Suécia, recebeu o 10 Year Award pelo Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) por continuar valorizando seu entorno e por apresentar um bom desempenho em vários aspectos, como impacto ambiental, engenharia, transporte vertical, iconografia, entre outros.

"O Twisting Torso é um destes excelentes exemplos que vão além da criação de uma torre icônica e ajudam a formar um tecido urbano completamente novo e revigorante", disse Timothy Johnson, vice-presidente do CTBUH e sócio do escritório NBBJ.

Vídeo: O que podemos aprender com os edifícios em altura

O que você acha que as comunidades de edifícios em altura da América do Norte, Ásia e Europa Ocidental devem aprender umas com as outras? Foi isso que o Center on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) perguntou a cinco renomados arquitetos, cujas respostas compuseram um panorama eclético e significativo sobre o estado dos edifícios em altura em todo o mundo. Como disse Rem Koolhaas, cada região apresenta seu próprio caminho que vale a pena ser compreendido, como por exemplo a transição do mundo Árabe da "extravagância à racionalidade" ou o foco da Ásia da realização de projetos. Mas, como James Goettsch aponta, "nem todo edifício tem que ser algo extraordinário". Está ótimo se alguns edifícios não forem nada além de "bons cidadãos".

The Indicator: o que sobe não desce

Todos nós sabemos o que o crítico de arquitetura Banksy pensa sobre 1 World Trade Center. Ele vergonhosamente o chamou de "shyscraper" em um artigo que o New York Times se recusou a publicar. Mas isso não impediu o artigo de circular e irritar moradores de Nova York. É possível encontrá-lo em seu site, ridicularizado para aparecer como uma manchete de primeira página.

Nele, ele escreve "Lembra uma criança muito alta em uma festa, deslocando desajeitadamente os ombros tentando não se destacar na multidão. É a primeira vez que vejo um arranha-céu tímido." É claro, isso não impediu o Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH) de celebrá-lo recentemente como o edifício mais alto nos Estados Unidos da América. Uhull!

Mas quem se importa? Nova York tem muitas outras coisas acontecendo urbanisticamente e arquitetonicamente, que fazem a altura ser menos importante do que costumava ser, se não totalmente inútil. Intervenções de infraestrutura do tipo mais horizontal, como o High Line por exemplo, parecem mais significativas. Diante da complexidade urbana real e desenvolvimento desigual, buscar altura é simplista, enquanto os problemas reais permanecem pelas ruas, sem relação com direitos aéreos, vistas, ângulos de acesso a luz solar, e horizontes bloqueados. 

E ainda assim, muitas cidades do mundo continuam a privilegiar torres altas como ícones de poder econômico e político.