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Ludwig Mies Van Der Rohe: O mais recente de arquitetura e notícia

Fundação Mies van der Rohe lança bolsa Lilly Reich pela igualdade na arquitetura

A Fundação Mies van der Rohe lançou a segunda edição da bolsa Lilly Reich pela igualdade na arquitetura. Marcando o 135º aniversário do nascimento do arquiteto alemão, a bolsa oferece apoio específico para estudantes do ensino médio para aprimorar projetos de pesquisa curricular. O financiamento visa aprofundar o conhecimento e a disseminação de Reich e seu impacto na história da arquitetura moderna.

© Pepo Segura© Pepo Segura© Pepo Segura© Pepo Segura+ 9

Enchentes colocam Casa Farnsworth em risco – de novo

Construída em uma planície alagável próxima ao Rio Fox, a Casa Farnsworth, projetada por Ludwig Mies van der Rohe, está novamente em perigo. As águas estão ameaçando a emblemática residência mais uma vez – recentemente, o nível atingiu as colunas metálicas e cobriu o platô externo da casa.

Em foco: Mies van der Rohe

Neue National Gallery. © Dan Gamboa Bohurquez
Neue National Gallery. © Dan Gamboa Bohurquez

"(...) Pessoalmente, gosto de ter limites. Penso que para os que têm poucas habilidades seria muita liberdade. Quando se tem menos limites deve-se tomar mais cuidado. (...)"

9 Arquitetos famosos que não possuíam um diploma de arquitetura

Teve a pior banca possível? Falhou nas provas finais? Não se preocupe! Antes de cair em sua cama e chorar até dormir, veja essa lista de nove célebres arquitetos que compartilhem uma característica em comum. Você pode pensar que um diploma de arquitetura brilhante é um requisito para ser um arquiteto de sucesso; por que mais você estaria há tantos anos na escola de arquitetura? Bem, embora o título de "arquiteto" possa ser protegido em muitos países, isso não significa que você não pode projetar arquitetura incrível - como demonstrado por esses nove arquitetos, que jogaram as convenções fora e tomaram a estrada menos percorrida para a fama.

Como pronunciar corretamente o nome destes 22 arquitetos famosos

Não há dúvida de que uma das melhores coisas da arquitetura é a sua universalidade. De onde quer que você venha, o que quer que você faça, arquitetura de algum modo tocou sua vida. No entanto, quando inesperadamente temos que pronunciar o nome de um arquiteto estrangeiro ... as coisas podem ficar um pouco complicadas. Esta é uma situação que a pronúncia errada pode fazer você parecer menos profissional do que você é. (Se você for realmente azarado, isso poderia acabar fazendo você parecer estúpido na frente de seus filhos e do mundo inteiro.)

Para lhe ajudar, compilamos uma lista de 22 arquitetos cujos nomes são um pouco difícil de pronunciar, acompanhada de gravações em que seus nomes são pronunciados impecavelmente. Ouça e repita quantas vezes for necessário até acertar e você estará preparado para qualquer situação potencialmente embaraçosa.

A torre de Mies van der Rohe em Londres que nunca foi construída

Na década de 1960, James Stirling perguntou a Ludwig Mies van der Rohe por que não ele ainda não havia concebido visões utópicas para novas sociedades, como a Broadacre City de Frank Lloyd Wright ou Cité Radieuse de Le Corbusier. Mies respondeu que não estava interessado em fantasias, mas apenas em "tornar bela a cidade existente". Quando Stirling contou esta conversa, várias décadas depois, foi na ocasião de um inquérito público convocado em Londres - ele estava tentando desesperadamente salvar o único projeto de Mies van der Rohe no Reino Unido -- que estava prestes a ser negado pelos órgãos municipais de planejamento.

Sem sucesso: a proposta não foi construída; os desenhos foram enterrados em um arquivo privado. Agora, pela primeira vez em mais de trinta anos, a Mansion House Square de Mies será apresentada ao público em uma exposição no Royal Institute of British Architects (RIBA) - intitulada Mies van der Rohe e James Stirling: Circling the Square - e, se conseguir financiamento, em um livro, cuja proposta está atualmente no Kickstarter,

Cortesia de Drawing Matter, REAL foundation. Imagem © John DonatCortesia de Drawing Matter, REAL foundation. Imagem © John DonatCortesia de Drawing Matter, REAL foundation. Imagem © John DonatCortesia de Drawing Matter, REAL foundation. Imagem © John Donat+ 5

Menos é mais / Álvaro Domingues

Ludwig Mies van der Rohe (1886 -1969) o conhecido arquitecto, autor, entre muitos outros, do Edifício Seagram em Nova York, usou e divulgou a frase “o menos é mais” para se referir a uma certa linguagem de clareza e depuração, de quase ausência ornamental, traduzida nas formas geométricas elementares, mas também de sofisticação e cosmopolitismo próprios dos seus edifícios de aço e vidro.

Clássicos da Arquitetura: Chicago Federal Center / Mies van der Rohe

O Chicago Federal Center, projetado por Ludwig Mies van der Rohe e finalizado em 1974, é composto por três edifícios dispostos ao redor e definindo a Chicago Federal Plaza. No lado leste da rua South Dearborn implanta-se o Tribunal de Justiça Everett M. Dirksen, de 30 andares. No lado oeste estão o Edifício John C. Kluczynski de 42 pavimentos e a Agência dos Correios, térrea, que definem a praça.

Cortesia de Samuel LudwigCortesia de Samuel LudwigCortesia de Samuel LudwigCortesia de Samuel Ludwig+ 11

Manipulando espaços reais em escala real

No começo de 2016, apresentamos o Vardehaugen, um escritório norueguês que criou uma série de desenhos em escala real dos seus projetos em seu próprio pátio posterior. Após publicar este exercício no nosso local, desde a Espanha, o arquiteto e acadêmico Alberto T. Estévez nos contou que é o mesmo exercício que desenvolve na ESARQ (UIC Barcelona) há 10 anos, com alunos de segundo e terceiro ano de Arquitetura. Segundo Estévez, o exercício 'supõe algo insubstituível: aproximar-se da moradia dos espaços de escala real desde obras de arquitetura paradigmáticas' desde a casa Farnsworth até a Casa da Marina de José Antonio Coderch.

Há aproximadamente 10 anos, comecei a realizar uma atividade docente especial. O que me pareceu interessante e instrutiva. Assim, comecei a ministrar aulas práticas como se comenta com alunos de segundo e terceiro ano de Arquitetura, na ESARQ (UIC Barcelona): a Escola de Arquitetura fundada há 20 anos como primeiro Diretor na Universidade Internacional da Catalunha. 

Desde então, fazemos este trabalho todo o ano nas disciplinas de Composição Arquitetônica que ministro e que aborda a teoria e a história da arquitetura.

Edificio Coderch. Imagem © Alberto T. EstévezEdificio Coderch. Imagem © Alberto T. EstévezEdificio Coderch. Imagem © Alberto T. EstévezEdificio Coderch. Imagem © Alberto T. Estévez+ 25

Atelier 2B repensa o modernismo na era da colaboração e do compartilhamento

Em seu livro We Have Never Been Modern, o filósofo Bruno Latour conclui que a incapacidade de separar inerentemente a humanidade da natureza é uma das alegorias mais equivocadas do modernismo. Assim, designers contemporâneos que esperam citar ou ter uma continuidade com o modernismo devem compreender que arquitetura, mesmo quando estetizada, não está hermeticamente separada do mundo externo - e que, portanto, o modernismo não é um platô de projeto, mas outro acampamento na estrada do refinamento contínuo.

Em Chicago, a cidade onde o modernismo atingiu seu ápice tanto metafórico como físico, o Atelier 2B, uma equipe composta por Yewon Ji, Nicolas Lee e yan Otterson, foi recentemente premiada no concurso ChiDesign Competition, promovido pela Chicago Architecture Foundation, pelo seu projeto Soft in the Middle: The Collaborative Core. Em dívida com o legado de Mies e do Estilo Internacional, o Atelier 2B propôs uma Modernist-tower-redux composta por três volumes retangulares empilhados bisseccionados com terraços e afastados da rua por uma grande praça pública.

Cortesia de Atelier 2BCortesia de Atelier 2BDesign and Allied Arts High School. Cortesia de Atelier 2BOut-of-School-Time Youth Program. Cortesia de Atelier 2B+ 8

25 Livros de Arquitetura Grátis para Ler Online

Se você não tem acesso a uma biblioteca de arquitetura (ou mesmo se você tiver), vasculhar prateleiras pode levar horas. Comprar livros pode ser ainda mais doloroso - para a sua carteira, pelo menos. Em vez disso, por que não dar uma olhada nesta lista de 25 livros* que estão todos online gratuitamente e de fácil acesso? Alguns são clássicos bem conhecidos da literatura arquitetônica, mas nós esperamos que você encontre algumas surpresas também.

*Os livros estão disponíveis em inglês.

Um passeio virtual pelo Pavilhão de Barcelona de Mies van der Rohe

O Pavilhão de Barcelona foi utilizado oficialmente apenas uma vez e foi no dia 27 de maio de 1929, quando o rei da Espanha, Alfonso XIII, participou de uma cerimônia para a sua abertura. O seu papel, de acordo com uma declaração oficial do presidente Paul von Hindenburg, era "apresentar o espírito da nova Alemanha: simplicidade e clareza de meios e intenções, tudo é aberto, nada está oculto". Como a primeira participação oficial da Alemanha em um evento internacional desde o fim catastrófico da Primeira Guerra Mundial, foi um dia de enorme importância simbólica, com a presença de diplomatas, aristocratas e outras personalidades. Dentro de alguns anos, a paz entraria em colapso, tanto em Barcelona quanto em Berlim mas, por um momento, em maio, a modernidade foi recebida com otimismo.

O Pavilhão de Barcelona tinha a intenção de incorporar esse momento. Livre de ornamento externo, a edificação foi feita com materiais luxuosos. Paredes foram formadas com placas finas de pedra semi-preciosa luminosa, de mármore polido verde para ônix dourada. Segundo o relato influente de Philip Johnson, elas não limitavam fisicamente espaço mas sim, sugeriam um movimento fluído, e não dividiam, conectavam; trazendo o interior para o exterior, continuando para além da linha da cobertura ao jardim. Enquanto as colunas forneciam uma espécie de grade cartesiana de pontos que amarravam o telhado, as paredes foram posicionadas livremente. No pátio há uma escultura de bronze, de braços no ar em um gesto que poderia ser uma dança ou uma expressão de dor, refletida na piscina. Com as paredes assimétricas, a pedra de luxo, a luz brilhante, o pódio em que a edificação foi assentada; O pavilhão foi, ao mesmo tempo um edifício hiper-modernista e uma ruína clássica.

Novas imagens do projeto do Mecanoo para a modernização da MLK Memorial Library

Os escritórios Mecanoo e Martinez + Johnson Architecture divulgaram imagens de seu projeto preliminar para a modernização da Martin Luther King Jr. Memorial Library - única biblioteca projetada por Mies van der Rohe. A proposta da equipe busca "melhorar Mies de um modo 'miesianamente' contemporâneo".

"Embora não sejam conclusivas, essas imagens demonstram as incríveis possibilidades de transformação desse edifício histórico em um centro de aprendizagem, inovação e engajamento para a região", comentou a assessoria de imprensa da biblioteca. Veja algumas imagens e mais informações sobre o projeto, a seguir.

Luftwerk propõe uma instalação luminosa na Casa Farnsworth

Semana passada a dupla de artistas Petra Bachmaier e Sean Gallero, do estúdio Luftwerk de Chicago, iniciou a transformação da Casa Farnsworth de Mies van der Rohe em uma "tela de luz e som" através da instalação INsite. "Uma exploração da filosofia de Mies através da luz", INsite oferece uma experiência noturna inteiramente nova da casa, destacando os aspectos formais da arquitetura através de uma apresentação de luzes interativas.

Assista ao vídeo da instalação, a seguir.

David Chipperfield inagura exposição na Neue Nationalgalerie em Berlim

© Gili Merin
© Gili Merin

A Neue Nationalgalerie de Mies van der Rohe, em Berlim, entrou recentemente em uma nova fase com a abertura da intervenção de David Chipperfield - um prólogo ao iminente restauro da obra de Mies que o renomado arquiteto britânico está prestes a realizar. Concluída em 1968, a galeria foi o último projeto de Mies e sua obra prima final; por quase cinquenta anos ninguém ousou tocá-la - até agora. Para marcar esse acontecimento, uma grande instalação site-specific foi criada por Chipperfield numa tentativa de envolver Mies numa experiência espacial (ou talvez um último e apologético tributo ao mestre do século XX) momentos antes de embarcar numa missão que, em última instância, transformará o legado do arquiteto modernista.

© Gili Merin© David von Becker© David von Becker© David von Becker+ 13

Luftwerk lança campanha no Kickstarter para transformar a Casa Farnsworth em uma instalação de luz

A dupla por trás do estúdio Luftwerk lançou uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter para transformar a Casa Farnsworth de Mies van der Rohe em uma enorme instalação luminosa. Similar à instalação que realizaram na Casa da Cascata, de Frank Lloyd Wright em 2011, Petra Bachmaier e Sean Gallero planejam iluminar o "minimalismo estrutural e a transparência" da casa de modo a oferecer uma nova perspectiva da obra moderna.

Veja o vídeo da instalação na Casa da Cascata a seguir...

Light Matters: Richard Kelly, um mestre anônimo por trás das maiores obras modernas

Richard Kelly iluminou alguns dos edifícios mais icônicos do século XX: a Casa de Vidro, o Edifício Seagram e o Museu de Arte Kimbell, para citar alguns. Sua estratégia de projeto foi surpreendentemente simples, mas extremamente bem sucedida.

Iluminação para a arquitetura tem sido, e muitas vezes ainda é, dominada por um ponto de vista de engenharia, com a determinação dos níveis de iluminância suficientes para um ambiente de trabalho seguro e eficiente. Com experiência em iluminação de palco, Kelly apresentou uma perspectiva cenográfica para a iluminação arquitetônica. Seu ponto de vista pode parecer auto-evidente para a comunidade arquitetônica de hoje, mas foi revolucionário para o seu tempo e influenciou fortemente a arquitetura moderna.

Leia mais sobre a notável e anônima contribuição de Richard Kelly para a arquitetura, abaixo.

Entrada, Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Ezra Stoller/EstoEdifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Thomas SchielkeEntrada, Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Ezra Stoller/EstoBar, Restaurante Four Seasons, Edifício Seagram, Nova Iorque. Imagem © Hagen Stier+ 11

Mies, o homem modernista das palavras

Esta resenha do livro de Detlef Mertins, "Mies" - por Thomas de Monchaux - aparece originalmente em Metropolis Magazine como "Mies Reconsidered". De acordo com de Monchaux, Mertins revela o mestre modernista como um leitor voraz que interpretou uma ampla variedade de influências para chegar a seu estilo conciso.

A página essencial das 528 que formam a nova monografia monumental de Detlef Mertins sobre Ludwig Mies van der Rohe—intitulada simplesmente Mies (Phaidon, 2014)—é a 155. Nela você encontrará uma reprodução, uma página dentro de outra, da página 64 do livro de 1927 de Romano Guardini, Letters from Lake Como— um livro sobre modernidade e subjetividade humana - com as anotações do próprio Mies nas margens, em uma letra surpreendentemente delicada e ornamentada.

E lá encontrará as observações de Mertins sobre as anotações de Mies sobre Guardini: “De todos os livros na biblioteca de Mies, Letters, de Guardini, é o mais marcado. Mies destacou passagem atrás de passagem com traços rápidos e ousados nas margens, e escreveu palavras chave na diagonal sobre as primeiras páginas de muitos dos capítulos: Haltung (postura), Erkenntnis (conhecimento), Macht (poder).” A marginalidade viva de Mertins, sua atenção aos detalhes divinos ao longo dos limites remetem à experiência de ler Talmud, o comentário sobre a lei e as escrituras judaicas em que, ao marcar e corrigir as marcas e correções de leitores prévios, gerações de rabinos construíram um diálogo íntimo através do tempo e do espaço.

Continue lendo para mais informações sobre as influências de Mies.

Mies van der Rohe, 860–880 Lake Shore Drive Apartment Buildings, Chicago, 1948–51; em construção, 1950–1. Imagem Cortesia de Chicago History MuseumMies van der Rohe, Westmount Square, Montreal, 1965–8; plaza. Imagem Cortesia de Chicago History MuseumMies van der Rohe, projeto Friedrichstrasse Skyscraper; Berlim, 1921-2, versão opaca da fotomontagem. Imagem Cortesia de Bauhaus-Archiv Berlin, Photo: Markus HawlikMies, usando óculos e lendo, com modelo do novo edifício IBM ao fundo. 1969–71. Imagem Cortesia de Chicago History Museum+ 10