
Ludwig Mies van der Rohe (1886 -1969) o conhecido arquitecto, autor, entre muitos outros, do Edifício Seagram em Nova York, usou e divulgou a frase “o menos é mais” para se referir a uma certa linguagem de clareza e depuração, de quase ausência ornamental, traduzida nas formas geométricas elementares, mas também de sofisticação e cosmopolitismo próprios dos seus edifícios de aço e vidro.
Na arquitectura como noutras artes, o minimalismo conseguia, assim, um conjunto de virtudes estéticas e éticas, aliando a simplicidade ao despojamento, a sobriedade ou a austeridade, contra o rebuscado, o floreado, o desperdício e o excesso. Mobilizando apenas o estritamente necessário, a clareza estrutural e formal do minimalismo seriam significado de eficiência e de equilíbrio – a justa medida plasmada num regime estético aparentemente claro (para uns, completamente opaco e pretensioso, para outros).
