Gatos simplesmente não se importam. Eles não se importam se você comprou comida gourmet, se seu mobiliário é feito sob medida ou se você tem caixas de papelão espalhadas pela casa, e eles definitivamente não se importam se estão invadindo sua sessão de fotos.
A seguir, reunimos uma série de fotografias de arquitetura em que os gatos, mais uma vez, não se importaram de roubar a cena.
Em Yucatan, arquitetos estão revivendo uma antiga técnica de estuque maia para edifícios contemporâneos, combinando arquitetura moderna com história e cultura regional. A técnica é chamada de “chukum”, um termo derivado do nome popular da árvore Havardia albicans nativa do México. Feito com a casca dessa árvore de chukum, o material tem várias qualidades definidoras que o separam do estuque tradicional, incluindo propriedades impermeáveis e uma cor natural terrosa. Embora o chukum inicialmente tenha caído em desuso após a conquista espanhola da civilização maia, foi redescoberto e reempregado por Salvador Reyes Rios do escritório de arquitetura Reyes Rios + Larrain Arquitectos no final dos anos 1990, iniciando um ressurgimento do uso na área.
https://www.archdaily.com.br/br/946352/a-beleza-rustica-do-chukum-na-arquitetura-mexicana-modernaLilly Cao
Um bom projeto de arquitetura deve ser acessível a todas as pessoas, independente de suas capacidades físicas e cognitivas. Para aumentar a conscientização sobre esses problemas e ajudá-lo no processo projetual, compilamos algumas operações básicas que devem ser concluídas para que as pessoas possam habitar espaços residenciais confortavelmente e sem obstáculos.
É importante lembrar que cada país tem suas próprias normas em relação ao desenho universal, portanto, as dimensões específicas apresentadas abaixo - baseados no Guia de Acessibilidade Universalda Ciudad Accesible– são conceituais e podem variar em cada projeto. Antes de projetar uma casa acessível, reveja as normas locais e aprofunde as necessidades e exigências de seus usuários, garantindo assim uma boa qualidade de vida para eles a longo prazo.
Esta semana, apresentamos uma seleção de algumas das melhores fotografias de casas de tijolo publicadas em nossos sites. Estes 11 projetos mexicanos revelam a inventividade dos arquitetos no uso deste que é um dos materiais construtivos mais utilizados na América Latina. Veja a seguir uma série de fotos feitas por nomes como Carlos Berdejo Mandujano, Onnis Luque e Patrick Lopez.
O Valle de Bravo é uma região do Estado de México localizada poucos quilômetros à sudoeste da capital do país. Caracterizada pela presença de um grande lago artificial criado em 1947 com a construção da barragem Miguel Alemán, o Valle de Bravo é hoje responsável pelo abastecimento de água para boa parte da população da Cidade do México e Toluca. Por sua proximidade à capital, a represa é um importante destino de viagens de final de semana, o que acabou despertando o interesse de muitos arquitetos e arquitetas, responsáveis por projetos de arquitetura que encontram ressonância na paisagem oferecendo uma experiência única junto à natureza exuberante de um dos principais vales da planície central mexicana.
Dentro do conjunto de debates no campo da arquitetura, a relação entre o desenvolvimento projetual e a educação – especialmente infantil – tem ganhado destaque. A relação entre o campo da arquitetura junto à sociologia e filosofia, por exemplo, é notória. Muitas vezes, ao desenvolver um projeto, discussões entre estes campos são imbuídas projetualmente como instrumento potencializante das relações entre espaço e usuário. Quando pensamos especificamente na tipologia educacional dedicada a crianças, tomamos mecanismos que vão muito além de questões físicas de ergonomia, mas pensamos na arquitetura como ferramenta educacional.
Mind the Step - Jardim Nakamura, São Paulo, Brazil. Image Cortesia de UN-Habitat
A ONU-Habitat ou Agência das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos e Desenvolvimento Urbano Sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios da rápida urbanização, tem desenvolvido abordagens inovadoras no campo do desenho urbano, centrado na participação ativa da comunidade.
Descubra neste artigo a primeira lição a ser aprendida com a ONU-Habitat, sobre como projetar com e para as pessoas. Para criar espaços públicos melhores, o único segredo é ouvir a comunidade. Refletindo sobre “como podemos projetar juntos”, este artigo apresenta casos em Gana, Brasil e Índia, com foco em projetos de implantação de ruas, mercados e espaços públicos abertos.
A Arquitetura é frequentemente atribuida à ideia de abrigo, desde as construções primórdias. No entanto, o memorial é um dos poucos tipos de arquitetura cuja função fundamental não é abrigar, mas sim, lembrar. Espaço que respeitosamente tem como objetivo dar memória àqueles que se foram em atos heróicos ou lamentavelmente vítimas de cruéis eventos históricos, que pode então ser entendido como um monumento ou edifício cujo propósito é fundamentado em materializar a emoção do intangível, criando uma memória coletiva e lembrada através do tempo.
As interfaces que estabelecem a relação entre dentro e fora nos projetos de arquitetura têm um papel fundamental para reiterar ou negar os graus possíveis dessa conexão. Nesse sentido, um dos fatores centrais na concepção das fachadas é o nível de opacidade dos materiais que as compõem, já que a partir disso criam-se situações absolutamente diversas em relação à luz, vistas e efeitos na atmosfera dos ambientes. Os materiais ou elementos translúcidos representam uma estratégia interessante para uma mediação entre interno e externo que sugere um efeito diáfano, etéreo, com certo mistério promovido por um tipo de superfície que deixa a luz entrar mas, ao mesmo tempo, não conforma uma imagem nítida sobre as superfícies para quem vê.
A desigualdade que marca a nossa sociedade é refletida no espaço urbano. Assim, a vivência plena da cidade é uma realidade para apenas uma parcela da população, questionando a ideia do espaço público como um local plenamente democrático.
Essa reflexão traz consigo a urgência de serem estabelecidas propostas que possibilitem cidades mais acolhedoras nos debates da arquitetura e do urbanismo contemporâneo.
Na cúpula do Panteão em Roma, diversos artifícios foram usados para permitir que uma construção tão ousada se mantivesse de pé. Um deles diz respeito à composição do concreto (nesse caso, um concreto não-armado) com densidades distintas no decorrer da estrutura. Quanto mais próximo do topo, pedras mais leves foram utilizadas na mistura, diminuindo o peso próprio da cúpula, mas mantendo-a sólida na base. Outro artifício foi a inclusão dos “cofres”, que nada mais são que subtrações no concreto, permitindo a construção da abóbada mantendo uma seção transversal suficientemente robusta para suportar o seu próprio peso. Construído há quase 1.900 anos, esse edifício ainda continua surpreendendo-nos pela genialidade das soluções. Utilizar a quantidade dos materiais somente onde cumprem suas função primordial, criando estruturas inteligentes, é apenas uma das lições que esse edifício proporciona.
As lâmpadas LED tornaram-se massificadas devido ao seu baixo consumo de energia, durabilidade e preços cada vez mais acessíveis. Mas a necessidade de iluminar pode jogar contra nós se não soubermos os efeitos deste tipo de luz no corpo.
Se em outras ocasiões temos tratado de temperaturas da luz, luzes quentes e frias e os perigos da luz azul, em termos de ciclos de sono e cansaço visual, adicionamos agora a fototoxicidade da luz azul.
Na arquitetura, para a concepção dos espaços físicos e tangíveis, os aspectos efêmeros e intangíveis são considerações essenciais a serem analisadas no processo projetual. Um dos elementos mais importantes neste sentido é a iluminação natural, responsável por proporcionar conforto, qualidade de vida e saúde àqueles que habitam ou habitarão o espaço.
Para comemorar o Dia Mundial da Fotografia, reunimos uma lista de 10 fotógrafas e fotógrafos de arquitetura que merecem ser conhecidos – e seguidos no Instagram.
Os nomes a seguir também estão presentes em duas listas abertas que estão em constante atualização a fim de promover a diversidade na indústria da fotografia: Diversify Photo e BIPOC STUDIOS. A ideia por trás dessas plataformas é permitir que profissionais da arquitetura, design e áreas criativas e consumidores de arte em geral descubram profissionais da fotografia que se identificam como negros, indígenas, ou pessoas de cor, disponíveis para trabalhos comissionados.
Até 2050, estima-se que a população mundial atingirá 9,7 bilhões de pessoas, o que significa um crescimento de 2 bilhões de habitantes nos próximos 30 anos.
Com o aumento populacional no planeta, é esperado que além do agravamento de questões já enfrentadas hoje, surgirão novos desafios a serem enfrentados. Como viveremos juntos?, tema da Bienal de Arquitetura de Veneza postergada para 2021, busca instigar discussões e propostas em torno do papel da arquitetura em momentos de acirramento das diferenças políticas, da intolerância e do crescimento da desigualdade econômica.
Ruínas do campo de concentração em Senador Pompeu marcam a luta contra a fome e a seca de 1932. Foto: Gustavo Gomes/EBC. Image via Haus
O ano de 1932 é um marco na história do Ceará. Uma das piores secas já vistas assolou o sertão e levou a uma cena já descrita em clássicos da literatura brasileira — tais como Vidas Secas, de Graciliano Ramos, e O Quinze, de Rachel de Queiroz: retirantes que se veem obrigados a deixar suas casas para fugir da fome e da miséria.
Visualização da fazenda urbana em Paris. Imagem de divulgação
As metrópoles verticalizaram nosso modo de viver, mas com criatividade vamos encontrando soluções e abrindo espaços. Já usamos as coberturas de prédios para festas, como área de lazer e, agora, é cada vez mais comum também o cultivo de plantas e alimentos. Em Paris, capital da França, acaba de ser inaugurada uma enorme fazenda urbana de 14 mil m² sobre a cobertura de um edifício. O plantio ainda não cobre toda esta área, mas quando isso acontecer ela poderá ser considerada a maior da Europa e, talvez, do mundo.
"O paisagismo é a única expressão artística em que participam os cinco sentidos do ser humano", afirma Benedito Abbud em seu livro Criando Paisagens – guia de Trabalho em Arquitetura paisagística. Enquanto a arquitetura lida, sobretudo com os sentidos da visão e tato, o paisagismo envolve também o olfato, a audição, o paladar, "o que proporciona uma rica vivência sensorial, ao somar as mais diversas e completas experiências perceptivas. Quanto mais um jardim consegue aguçar todos os sentidos, melhor cumpre seu papel."
A inércia da política e da governança em um momento no qual grandes mudanças sociais estão ocorrendo em um ritmo cada vez mais rápido - sem falar na insatisfação com o processo de tomada de decisão - abre espaço para ações de baixo para cima, ativismo e esforços ousados. Diante de tantos exemplos de ativismo social, os arquitetos têm ferramentas para construir suas próprias posições? A arquitetura tem o poder de alterar o status quo?
Os apartamentos de cobertura mostram como a forma segue o poder aquisitivo. Como seu próprio setor do mercado imobiliário de luxo, esses espaços costumam ser reservados aos clientes e investidores mais ricos. Da icônica mansão de 54 quartos, da herdeira Marjorie Merriweather Post, a unidades de cobertura em empreendimentos imobiliários, esse tipo de projeto foi continuamente reinventado para levar a arquitetura e o design de interiores a novos patamares.
Desde, pelo menos, a época da Roma Antiga, os seres humanos reconhecem o valor do que agora é conhecido como "agricultura em ambiente controlado", permitindo aos agricultores cultivar plantas durante todo o ano, e não somente em determinadas estações. Embora tenham sido inventadas há centenas de anos, as estufas continuam a ser o meio mais popular de agricultura em ambientes controlados atualmente, com inovações em tecnologia e design que melhoraram a beleza e a eficiência dessa tipologia. Abaixo, exploraremos em detalhes a história e a estrutura das estufas, bem como vários exemplos de projetos de estufas inovadores e experimentais.
https://www.archdaily.com.br/br/945951/estrutura-e-revestimentos-translucidos-como-projetar-uma-estufaLilly Cao
Ciclistas em rua de metrópole. Foto de Adrian Williams, via Unsplash
O urbanismo do século XXI será marcado pelo aumento da quantidade e escala das megacidades globais - aglomerações urbanas com mais de 10 milhões de habitantes, segundo a ONU - além de um deslocamento geográfico. Até 2100, há previsões de metrópoles africanas com mais de 80 milhões de habitantes, como Lagos (Nigéria) e Kinshasa (República Democrática do Congo). O advento dessas novas e maiores metrópoles, sobretudo na África e na Ásia, somado à necessidade de enfrentamento da grave crise climática em curso, demandam mudanças urgentes no debate da mobilidade urbana.