O Palácio Gustavo Capanema, localizado no Rio de Janeiro (RJ) e reconhecido como referência para a arquitetura e as artes brasileiras, tem previsão de ser entregue à população em 2024. No dia 15 deste mês, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) apresentou uma nova proposta para a ocupação do edifício. Do térreo ao terraço, o prédio será transformado em um conjunto de espaços dedicados a exposições sobre temas relacionados à arte e à formação da sociedade brasileira, além de abrigar atividades administrativas dos órgãos ligados ao Ministério da Cultura.
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O escritório Kengo Kuma & Associates venceu um concurso de projeto para o novo centro de visitantes do Parque Nacional de Butrint, um Patrimônio Mundial da UNESCO na costa do Mar Jônico da Albânia. O projeto busca estabelecer uma nova conexão entre as comunidades locais e os visitantes esperados do sítio arqueológico, melhorando assim a acessibilidade do local, que é reconhecido como uma das principais atrações culturais do país. O centro de visitantes, projetado em parceria com os arquitetos albaneses do CHwB Albania, deverá abrir ao público em 2025.
Como parte do consórcio Circlewood, o OMA, encabeçado por David Gianotten e Michel den Otter, desenvolveu um sistema modular para construir escolas que podem se adaptar e transformar ao longo de sua vida útil. O sistema foi escolhido pela cidade de Amsterdã para ser usado na construção de várias escolas nos próximos dez anos, como parte do programa Innovation Partnership School Buildings. A iniciativa visa construir escolas "de alta qualidade, flexíveis e sustentáveis" como forma de contribuir para a meta da cidade de se basear totalmente na economia circular até 2050.
Ao longo da última década a civilização humana tornou-se tão consciente que foi criado até mesmo um novo termo em inglês para ela, "woke" (desperta). E embora esse despertar recém-descoberto derive da busca por destacar o inerente anteriormente ignorado por muitas injustiças e comportamentos raciais, sociais e políticos em nossas vidas, durante o movimento inicial #blacklivesmatter e em tempos mais recentes passou a representar a convocação de todas as formas de injustiça.
O propósito da arquitetura, como afirma o livro The ArchDaily Guide to Good Architecture [O Guia ArchDaily para uma Boa Arquitetura] é 'dar forma aos lugares onde vivemos'. O primeiro capítulo do livro, 'Boa arquitetura é atenciosa' sugere que, para melhorar a qualidade de vida proporcionada por espaços projetados pelo homem, precisamos empregar uma abordagem humana e empática.
Para a 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia, o pavilhão nacional da Letônia será transformado em um supermercado que reúne ideias arquitetônicas e produtos de diferentes origens. Comissionada por Jānis Dripe e pelo Ministério da Cultura da República da Letônia, a exposição tem curadoria de Uldis Jaunzems-Pētersons e foi concebida por uma equipe composta por Ernests Cerbulis, Ints Menģelis, Toms Kampars e Karola Rubene. O Pavilhão ficará aberto de 20 de maio a 26 de novembro de 2023.
O Reino do Bahrain anunciou sua participação na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia com uma exposição intitulada Sweating Assets. Com curadoria das arquitetas Latifa Alkhayat e Maryam Aljomairi, a exposição destaca a relação entre o calor extremo e a umidade que caracteriza o Bahrain e a necessidade inerente de conforto térmico. As curadoras pretendem mostrar como a infraestrutura necessária de resfriamento pode ser maximizada através de meios adaptativos e gerenciamento de recursos, reduzindo seu impacto negativo no meio ambiente.
Fundadora e diretora do African Futures Institute (AFI) com sede em Accra, Gana, Lesley Lokko é uma arquiteta, educadora e romancista ganesa-escocesa. Com uma carreira que abrange Joanesburgo, Londres, Accra e Edimburgo, ela ocupou vários cargos como professora e é amplamente reconhecida em seu campo. A professora Lokko foi nomeada curadora da 18ª Exposição Internacional de Arquitetura, La Biennale di Venezia, em dezembro de 2021, depois de ter atuado como membro do júri do Golden Lions Awards da edição anterior da Bienal de Veneza. Em sua primeira entrevista ao ArchDaily, após ser nomeada curadora da Bienal de Arquitetura de 2023, Lesley Lokko compartilha ideias sobre os preparativos, o tema e esta 18ª edição.
Éda: mobiliário urbano como estratégia de educação ambiental. Image Cortesia de Instituto Tomie Ohtake
Na noite da última terça-feira, dia 16 de maio, durante a inauguração da exposição dos cinco projetos selecionados, foram revelados os dois premiados do 5º Prêmio Design Tomie Ohtake que receberam troféus e publicações do Instituto Tomie Ohtake. Conheça os projetos a seguir:
https://www.archdaily.com.br/br/1001016/conheca-os-vencedores-do-5o-premio-design-tomie-ohtakeArchDaily Team
O Prêmio de Diversidade em Arquitetura (DIVIA) foi concedido à arquiteta italiana Marta Maccaglia, fundadora do Semillas, por seu compromisso com a construção educativa no Peru. Este reconhecimento internacional, junto do prêmio de 20.000 euros, tem como objetivo promover a visibilidade das mulheres na indústria da arquitetura. Entre as cinco finalistas desta edição estavam Tosin Oshinowo (Nigéria), May al-Ibrashy (Egito), Noella Nibakuze (Ruanda) e Katherine Clarke e Liza Fior (Reino Unido).
O conceito de sustentabilidade surgiu na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (UNCHE), realizada em Estocolmo em 1972, e foi cunhado pela norueguesa Gro Brundtland no Relatório “Nosso Futuro Comum” (1987). De acordo com essa definição, o uso sustentável dos recursos naturais deveria “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a possibilidade das gerações futuras de suprir as suas”. Entretanto, apesar da urgência do conceito e da constante evolução que ele tem sofrido ao longo do tempo, sua aplicação ainda se limita muitas vezes ao uso controlado dos recursos naturais e à preservação da vida selvagem. Ou seja, está baseada em relações e ações que abordam a situação sob a perspectiva do “homem versus natureza”, como um entendimento dicotômico em detrimento de uma visão holística.
Deslizamento de terra no Morro da Oficina, em Petrópolis, em fevereiro de 2022. Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil
Eventos relacionados ao clima podem levar de 800 mil a 3 milhões de brasileiros à pobreza extrema a partir de 2030. Os dados são do Relatório sobre Clima e Desenvolvimento para o Brasil (CCDR), divulgado no início de maio pelo Banco Mundial. Segundo o estudo – que avalia políticas e opções para que o país cumpra seus objetivos climáticos e de desenvolvimento –, secas, enchentes e inundações nas cidades causam perdas de R$ 13 bilhões (0,1% do PIB de 2022) ao ano.
O Pavilhão Nacional da Irlanda apresentará uma exposição intitulada Em busca de Hy-Brasil na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal de Veneza. O pavilhão tem como objetivo explorar diversas culturas, comunidades e experiências das ilhas remotas da Irlanda em busca de novas formas de habitar o mundo. Uma equipe de cinco arquitetos foi selecionada como curadores da exposição: Peter Carroll, Peter Cody, Elizabeth Hatz, Mary Laheen e Joseph Mackey. O pavilhão estará aberto ao público de 20 de maio a 26 de novembro de 2023. Posteriormente, a instalação percorrerá a Irlanda em 2024, trazendo vozes de locais periféricos para conversas sobre nosso futuro global.
Um edifício residencial de 15 pavimentos será o primeiro projeto do MVRDV no Uruguai. Chamado de "Ziel", o projeto, que já foi aprovado pelas autoridades, é composto por unidades residenciais individuais que buscam criar um ambiente aberto e permeável, permitindo que a luz e o ar fluam através da estrutura, criando amplos espaços verdes abertos para o desfrute e convivência dos moradores.
A arquitetura é capaz de reconciliar o sentido de pertencimento e dignidade espacial. Além de projetar equipamentos habitacionais ou de cultura, abordar o espaço público em comunidades que habitam espaços vulneráveis também é urgente e necessário para brindar uma infraestrutura digna que traga qualidade de vida à população. Por isso, reunimos sete intervenções em territórios marginalizados que demonstram o potencial de transformação que pode surgir a partir do espaço.
“Qual é o melhor lugar para se viver em São Paulo? ”, perguntou um amigo que vai se mudar para a capital paulista e que, apesar de economista (como eu), não aceitou “depende” como resposta.
É claro que não existe uma resposta objetiva para a questão, já que a avaliação depende (sim, depende…) não só de inúmeras variáveis, muitas não disponíveis para análise, como também das próprias preferências do morador.
https://www.archdaily.com.br/br/1000025/qual-e-o-melhor-lugar-para-se-viver-em-sao-pauloVitor Meira França
Seja para estabelecer uma maior fluidez entre os ambientes, para integrar elementos distintos de um projeto arquitetônico ou para criar uma atmosfera mais lúdica, o uso de estruturas suspensas em habitações é capaz de produzir e proporcionar uma série de experiências variadas nos espaços.
Os espaços desocupados dentro da cidade normalmente são encarados como situações entre o problema e o potencial. Cabe em parte à arquitetura e ao urbanismo mobilizar esses espaços de maneira qualificada no contexto citadino. Com essas questões em mente, o escritório Vazio S/A propõe a ativação de espaços tidos como residuais na paisagem urbana ou em contextos particulares, apoiando-se na potência que espaços vagos oferecem.
Espera-se que as cidades africanas tenham um aumento significativo da população nos próximos 30 anos. De acordo com as projeções das Nações Unidas, essas cidades receberão mais 900 milhões de habitantes até 2050. Essa mudança demográfica criará oportunidades e desafios que remodelarão a natureza e a estrutura dessas cidades. Esses desafios incluem a necessidade de crescimento econômico, aumento da demanda por habitação e infraestrutura e o desenvolvimento de sistemas de transporte complementares. Até agora, a maioria das cidades africanas respondeu a esse rápido crescimento populacional com padrões de crescimento horizontal que expandem as periferias da cidade, aumentam a fragmentação social e, por fim, levam a uma maior dependência do carro.