
Os espaços desocupados dentro da cidade normalmente são encarados como situações entre o problema e o potencial. Cabe em parte à arquitetura e ao urbanismo mobilizar esses espaços de maneira qualificada no contexto citadino. Com essas questões em mente, o escritório Vazio S/A propõe a ativação de espaços tidos como residuais na paisagem urbana ou em contextos particulares, apoiando-se na potência que espaços vagos oferecem.
Numa cidade relativamente jovem como Belo Horizonte, as marcas de crescimento e ampliação se fazem perceber pelo mercado imobiliário, com os imensos esqueletos prediais que surgem na paisagem. Esse era o contexto no fim dos anos 1990, quando Carlos M. Teixeira publicou História do Vazio em Belo Horizonte, em que registrava esses espaços e sugeria novas propostas com base na informalidade, impermanência e mutação cotidianos.






















