1. ArchDaily
  2. Comunidades

Comunidades: O mais recente de arquitetura e notícia

Pátios comunitários em escolas públicas: uma oportunidade de mudança para o futuro

Um recente relatório publicado pela The Trust for Public Land (TPL), apresenta dados bastante convincentes, os quais poderão incentivar a transformação de muitos pátios de escolas públicas em áreas de uso comum abertas às comunidades locais. A TPL reitera que abrir e disponibilizar os pátios e infraestruturas públicas das escolas para os moradores locais após o horário escolar e também nos finais de semana, pode ser uma poderosa ferramenta para fortalecer e engajar comunidades. Se todas as 90.000 escolas públicas dos Estados Unidos disponibilizassem seus pátios às comunidades onde se encontram, mais pessoas teriam acesso a espaços públicos e infra-estruturas esportivas a um passo de suas casas. A TPL argumenta ainda que a abertura de todos os pátios de escolas públicas do país, essencialmente transformando-os em centros comunitários de acesso irrestrito em horários específicos, “disponibilizaria de imediato um novo parque a uma distancia de apenas 10 minutos de casa para quase 20 milhões de pessoas— resolvendo a dificuldade de acesso a espaços públicos de qualidade para um quinto das mais de 100 milhões de pessoas que atualmente não contam com um parque nas proximidades de sua casa.”

UNStudio publica guia sobre como construir comunidades no mundo pós-pandemia

Em relatório recentemente publicado e disponibilizado de forma pública e gratuita, o UNStudio procura documentar e esclarecer o processo de construção de comunidades desenvolvidos pelo estúdio neste primeiro momento de retomada pós-pandemia. Por meio de exemplos práticos, o UNStudio busca pôr em evidencia algumas das várias estratégias projetuais utilizadas tanto em projetos de arquitetura quanto de planejamento urbano que procuram favorecer e potencializar a interação humana e os processos de trocas entre as pessoas em uma era de tantos medos e incertezas. Além disso, o relatório enfatiza a importância dos chamados “terceiros lugares” e da incessante busca do estúdio por uma escala mais humana na arquitetura e no planejamento urbano, assim como a influência das novas formas e modalidades de trabalho e socialização que emergiram ao longos dos últimos anos.

Courtesy of UNStudio. Imagem FOUR FrankfurtImage Courtesy of UNStudio / Cox Architecture. Imagem Green Spine by UNStudio + Cox ArchitectureJetBrains Office. Imagem Cortesia de ZOA StudioBrainport Smart District Master Plan. Imagem Cortesia de UNSense+ 6

Arquitetura participativa: quando a comunidade se faz presente no processo projetual

Centro Comunitário de Naidi / CAUKIN Studio. Foto: © Katie EdwardsKindergarten Zimbabwe / Studio Anna Heringer. Foto: © Margarethe HolzerNave Multiprograma - sistema vertical de plataformas esportiva e culturais / Alejandro Haiek / LAB PRO FAB. Fotografia: © Julio Cesar MesaUVA El Paraíso / EDU - Empresa de Desarrollo Urbano de Medellín. Foto: © Alejandro Arango+ 39

A experiência do usuário facilmente pode se contrapor aos ideais de um projeto, principalmente quando espaços devem ser pensados para comunidades. Sendo assim, recorrer a uma arquitetura na qual os futuros usuários possuem poder de decisão representa um movimento no qual distintos pontos de vistas podem se aliar ao olhar do arquiteto para gerar um partido inovador.

Lehrer Architects projeta micro-moradias para pessoas em situação de rua em Los Angeles

A Lehrer Architects converteu uma série de terrenos baldios de Los Angeles em espaços para micro-moradias voltadas a acolher pessoas em situação de rua—um modelo experimental concebido para combater a falta de moradia na cidade. Trabalhando em parceira com o Departamento de Obras e Engenharia da cidade de Los Angeles, a Lehrer Architects desenvolveu um projeto bastante simples porém eficiente. Casas construídas com estruturas de paletes reutilizados foram pintadas em cores vibrantes para promover o sentido de comunidade e restaurar a dignidade da população em situação de rua através da arquitetura.

Alexandria Park Tiny Home Village. Image Cortesia de Lehrer ArchitectsAlexandria Park Tiny Home Village. Image Cortesia de Lehrer ArchitectsChandler Boulevard Bridge Home Village. Imagem Cortesia de Lehrer ArchitectsChandler Boulevard Bridge Home Village. Imagem Cortesia de Lehrer Architects+ 40

Cidades policêntricas: um velho novo conceito como futuro urbano pós-pandemia

O ano de 2020 trouxe consigo um turbilhão de desafios, colocando em xeque muitos aspectos da vida cotidiana. Marcados pela pandemia todos nós precisamos, de alguma forma, nos reinventar para resistir a esse momento único. Com a cidade, não foi diferente. A Covid-19, assim como outras doenças infecciosas (peste negra, gripe espanhola, etc.) escancarou a relação entre a sua proliferação e a urbanização. Uma análise fácil de ser feita quando os dados mostram que a propagação do vírus tem sido muito maior em grandes centros urbanos.

Nesse sentido, a crise sanitária tem trazido à tona discussões sobre o modelo de urbanização ao qual nossas cidades são submetidas, um modelo de aglomerações dispersas que prioriza a mobilidade através de veículos automotores. Wilson Ribeiro dos Santos, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PUC-Campinas, em artigo elaborado em parceria com Sidney Piocchi Bernardini e Gabriela Celani, afirma que esse modelo de urbanização no qual o comércio e os serviços se concentram no centro da cidade, enquanto áreas estritamente residenciais e os condomínios fechados se situam na periferia, acabou acelerando a dispersão do vírus, pois pessoas de todas as partes da cidade precisam circular diariamente pelo mesmo local, onde trabalham, estudam, vão ao médico, fazem compras etc.

Ko Panyi: uma aldeia flutuando no mar tailandês

Quando se fala em cidade ou suas variações menores, – aldeia, vila, comunidade – somos habituados a evocar cenários estereotipados que correspondem a ruas, carros, construções e, muitas vezes, acabamos esquecendo que sempre podemos nos surpreender com outras formas dotadas de originalidade.

Muito se especula sobre momento exato no qual as cidades foram inventadas, sendo obras abertas, inacabadas e objeto dos mais variados estudos desde então. Há quem pressupõe que sua natureza se deu pela necessidade de proteção, o que fez com que o homem deixasse a vida nômade e se agrupasse em um determinado território a fim de aumentar suas chances de sobrevivência.  

Licensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International license. Imagem wikimdeia commons @Ken EckertLicensed under the Creative Commons Attribution 3.0 Unported license. Imagem wikimdeia commons @Александр ПопрыгинLicensed under the Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Unported, 2.5 Generic, 2.0 Generic and 1.0 Generic license. Imagem wikimdeia commons @Deror Avi Drone photo courtesy of @jordhammond. + 8

Criando governanças na cidade informal: o caso do Jardim Colombo

O cenário das cidades brasileiras se alterna em duas realidades marcantes: de um lado temos a cidade formal, onde a lei é vigente, onde o direito à cidade é exercido, onde existem infra-estruturas de qualidade e investimentos públicos e privados. É também a realidade usada como base para a formulação de leis e diretrizes de planejamento urbano, e onde podemos ver a presença do Estado.

Por outro, temos a cidade informal. Aquela que ocupa as periferias e favelas, com uma identidade marcada por blocos cerâmicos e um adensamento descomedido. Nela, o que domina são as autoconstruções, independentes da propriedade do terreno, a ocupação ilegal e a falta de políticas públicas e infra-estruturas básicas. Faltam espaços de lazer, de cultura e áreas verdes.

Parque Sitiê – Morro do Vidigal, RJ, idealizado e realizado por Mauro Quintanilha. Image © Movimento FazendinhandoII Festival de Artes do Jardim Colombo, realizado em jul/2019. Image © Movimento FazendinhandoEquipe Fazendinhando distribuindo marmitas para a comunidade em meio à crise da COVID-19. Image © Movimento FazendinhandoEquipe Fazendinhando. Image © Movimento Fazendinhando+ 11

Torre de LEGO mais alta do mundo é construída em Tel Aviv

via Instagram
via Instagram

Milhares de pessoas em Tel Aviv, Israel, utilizaram mais de 500.000 blocos para construir a estrutura de LEGO mais alta do mundo. O projeto foi desenvolvido em homenagem a Omer Sayag, um garoto de oito anos apaixonado pelos famosos blocos de montar que faleceu devido ao câncer em 2014.

Vídeo aéreo mostra a construção de um dos maiores complexos habitacionais de Nova Iorque

O projeto da ODA New York para o Bushwick II, um complexo residencial localizado no terreno da antiga cervejaria Rheingold, está ganhando forma em Bushwick, um bairro em rápido processo de desenvolvimento em Nova Iorque. Administrado pela All Year Management, as unidades do 123 Melrose já estão sendo comercializadas. Enquanto isso, a construção do 10 Monthieth, projetado pelo Rabksy Group, acaba de ser inaugurada.

Juntos, os projetos ocupam três quarteirões inteiros da cidade, um total de mais de 125 mil metros quadrados brutos. Bushwick II será o maior complexo habitacional que este bairro de Brooklyn já viu.

Vídeo aéreo mostra a construção de um dos maiores complexos habitacionais de Nova IorqueCortesia de ODA New YorkCortesia de ODA New YorkCortesia de ODA New York+ 24

10 Exemplos de organização arquitetônica de projetos comunitários

O projeto de um espaço que reivindique a ação humana conjunta, que deixe de lado os interesses individuais para poder tratar das questões de interesse comum, evidencia a necessidade de responder às considerações da ação do encontro.

Contar com lugares compartilhados de diversos tipos é fundamental para o desenvolvimento social das comunidades, no entanto, diversas foram as experimentações ao redor do espaço de reunião e dos espaços de serviço que os alimentam. O desenvolvimento desse tipo de encontro é uma tarefa inerente ao arquiteto em seu papel ativo, social e contemporâneo no melhoramento da qualidade de vida.

A seguir, explore uma série de projetos que exemplificam tipos de organização arquitetônica em projetos comunitários.

Como usar sacos de terra e garrafas de vidro para 'construir' uma comunidade

O projeto de C-re-a.i.d. para um povoado Maasai, no norte da Tanzânia, é uma resposta morfológica à necessidade imposta de assentar-se, utilizando materiais sustentáveis, locais e acessíveis, para redefinir sua cultura de construção.

O projeto é construído através de uma série de sacos de terra e garrafas de vidro que, além de conformar espaços privados e confortáveis, permitem uma construção rápida e fácil.

"Cidade Dormitório" em Lima: Módulo habitável para assentamentos informais

Os arquitetos equatorianos José Fernando Gómez e Fausto Quiroz, do escritório Natura Futura Arquitectura, foram convidados a ir a Lima para intervir em um espaço na região de Lomas de Collique, por ocasião do Encuentro Nacional de Estudiantes de Arquitectura del Perú CNEA, realizado entre os dias 15 e 23 de janeiro deste ano.

O exercício foi realizado junto ao professor Lucio Torres e uma equipe de 35 estudantes de arquitetura, e resultou em um módulo mínimo habitável construído a partir de materiais básicos disponíveis na região. 

Cortesía de Natura Futura ArquitecturaCortesía de Natura Futura ArquitecturaCortesía de Natura Futura ArquitecturaCortesía de Natura Futura Arquitectura+ 35

Embarq Brasil e IAB-RJ lançam manual para incentivar o uso de bicicletas em comunidades

Apostar na bicicleta como meio sustentável de transporte em comunidades menos desenvolvidas economicamente é incentivar um modelo acessível, saudável e viável. Esta é uma das conclusões do Manual de Projetos e Programas para Incentivar o Uso de Bicicletas em Comunidades, lançado recentemente na sede do Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ). O estudo foi desenvolvido pela EMBARQ Brasil em parceria com o IAB-RJ e as secretarias municipais de Habitação e Meio Ambiente do Rio.

O evento de lançamento contou com a presença do presidente do IAB-RJ, Pedro da Luz Moreira; da diretora de Relações Estratégicas e Desenvolvimento da EMBARQ Brasil, Rejane Fernandes; da gerente de Projetos da Secretaria de Habitação, Reanne Vianna; e da gerente do Plano Cicloviário da Secretaria de Meio Ambiente, Maria Lucia Navarro Maranhão. O especialista em mobilidade sustentável, arquiteto Ricardo Montezuma, também participou da cerimônia, e ministrou palestra sobre o panorama favorável a este modal no mundo.