O Prêmio Pritzker é o reconhecimento mais importante que um arquiteto(a) pode receber em vida. A honraria é outorgada todos os anos a arquitetos e arquitetas cuja obra construída "tenha produzido significativas contribuições para a humanidade ao longo dos anos", segundo explica a própria organização responsável pela premiação. Por esta razão, o júri presta homenagem a pessoas e não a escritórios, como já aconteceu em 2000 (Rem Koolhaas ao invés do OMA), 2001 (Herzog & de Meuron), 2010 (SANAA), 2016 (Elemental) e 2017 (RCR Arquitectes), premiando seus fundadores (como no caso do SANAA), o então, um deles (Elemental).
Após a Segunda Guerra Mundial, a falta de moradia se espalhou por grande parte da Europa e Milão não foi uma exceção. Vários planos e soluções foram concebidos para enfrentar essa crise, e comunidades satélites para acomodar entre 50.000 e 130.000 residentes foram erguidas. A primeira dessas comunidades começou a ser construída em 1946, apenas um ano após o fim da guerra: o projeto Gallaratese.
No final de 1967, o renomado Studio Ayde, liderado por Carlo Aymonino, foi escolhido para projetar o Gallaratese 2. Aymonino convidou Aldo Rossi para contribuir com suas visões singulares para uma comunidade microcósmica ideal. Juntos, os dois arquitetos italianos começaram uma jornada para moldar um ícone habitacional inovador e historicamente significativo para Milão. Registrada pelas lentes de Kane Hulse, a obra e sua importância para a arquitetura são revisitadas nesta série de fotografias.
Cemitério de San Cataldo. Foto de Trevor Patt, via Flickr. Licença CC BY-NC-SA 2.0
Cemitérios estão entre os programas arquitetônicos com maior carga simbólica. Sugerem rituais, rigor e solenidade, ao mesmo tempo que devem oferecer algum tipo de conforto ou acolhimento, senão para aqueles que se despedem de seus entes queridos, pelo menos para “garantir" um pós-morte digno para aqueles que se foram. O Cemitério de San Cataldo, de Aldo Rossi e Gianni Braghieri, à primeira vista, cumpre com a primeira parte da afirmação anterior. Em parte porque o projeto não foi inteiramente construído, a austeridade e vazios predominam. Mas ao se considerar o projeto proposto, talvez a aridez se mantivesse, e a dureza fosse sentida com mais ênfase. Composto de edifícios de formas puras quase abstratas, sem detalhes ou revestimentos nobres, o projeto do cemitério é um bom exemplo da produção de Aldo Rossi à época de sua concepção, por volta de 1970.
Através da exposição “Search History” (Histórico de busca) no Museu MAXXI em Roma, Lara Lesmes e Fredrik Hellberg, diretores do estúdio de arquitetura e arte Space Popular, se propuseram a explorar a obra de Also Rossi e traduzir suas noções de “fato urbano” e “ cidade análoga” ao mundo virtual. A instalação é uma reflexão sobre a proliferação de plataformas do metaverso e o conceito de urbanismo virtual. A exposição está na quinta edição da Studio Visit, uma parceria entre a Alcantara e o MAXXI Museo nazionale delle arti del XXI secolo, que desafia os designers a propor uma reinterpretação pessoal das obras dos mestres das MAXXI Architecture Collections.
Preparamos uma lista abrangente com 125 livros de arquitetura e temas relacionados que consideramos interessantes para ampliar seus conhecimentos sobre a disciplina.
Buscamos títulos de diferentes partes do mundo com o objetivo de apresentar visões que dizem respeito a contextos culturais distintos. De compilações de ensaios e teorias sobre o crescimento das cidades a romances que flertam com a arquitetura e séries de ilustrações e gravuras.
Veja, a seguir, nossas sugestões acompanhadas por uma breve descrição.
https://www.archdaily.com.br/br/901773/os-116-melhores-livros-de-arquitetura-para-profissionais-e-estudantesArchDaily Team
Alexis Christodoulou, da Cidade do Cabo, é enólogo, mas também se interessa pela arte da visualização 3D. Seu Instagram reúne uma série impressionante de espaços complexos, ricos em cor, luz e texturas. Criados a partir do zero, cada um dos mundos digitais de Christodoulou parece ser influenciado pelos mestres da arquitetura moderna; o artista cita Aldo Rossi, David Chipperfield e Le Corbusier como suas maiores inspirações.
Muito já foi dito sobre a "estética do Instagram". Junta-se a isso o papel emergente desta e outras plataformas sociais no processo de design, e o resultado é um novo tipo de forma de arte digital.
Veja, a seguir, alguns dos mundos imaginários de Alexis Christodoulou.
Embora os cemitérios tenham servido por muito tempo como um lugar no qual podemos honrar e recordar nossos entes queridos, eles historicamente também atuaram como epicentros da arte, arquitetura e paisagismo. No final do século XIX, os cemitérios evoluíram a partir de espaços urbanos superlotados e insalubres, para centros sociais e semelhantes a parques. Nas cidades carentes de parques públicos, os cemitérios tornaram-se destinos populares para piqueniques, lazer e outras reuniões familiares.
Como resposta ao desafio lançado pelo curador geral da 15.ª Bienal de Arquitetura de Veneza, Alejandro Aravena – Reporting from the Front –, Portugal apresentou, em 2016, um pavilhão site-specific construído numa frente urbana em plena regeneração física e social, dentro da cidade de Veneza, e mais especificamente da ilha de Giudecca. Na verdade, a ideia de instalar o pavilhão português in situ despoletou a conclusão do projeto de regeneração do Campo di Marte, proposto pelo arquiteto Álvaro Siza, há mais de 30 anos. Após a “ocupação” deste local em construção, a exposição deu lugar a um novo habitat arquitetônico destinado aos residentes da Giudecca.
À medida que a poeira abaixava após a Segunda Guerra Mundial, grande parte da Europa permaneceu com uma escassez habitacional. Em Milão, uma série de planos foram elaborados em resposta à crise, estabelecendo comunidades satélites para a cidade do norte da Itália, onde cada uma seria habitada por entre 50.000 e 130.000 pessoas. A construção da primeira dessas comunidades começou em 1946, um ano após o fim do conflito. Dez anos mais tarde, em 1956, a adoção do Il Piano Regolatore Generale -um novo plano diretor- preparou o cenário para o desenvolvimento da segunda, conhecida como "Gallaratese". O terreno da nova comunidade foi dividido em partes 1 e 2, sendo esta última propriedade do Monte Amiata Società Mineraria per Azioni. Quando o plano permitiu o desenvolvimento privado de Gallaratese 2 no final de 1967, a comissão para o projeto foi dada ao Studio Ayde e, em particular, seu sócio Carlo Aymonino. Dois meses depois, Aymonino convidaria Aldo Rossi para projetar um edifício para o complexo e os dois italianos começaram a realizar suas respectivas visões para a comunidade microcósmica ideal. [1]
Situado em um antigo bairro industrial da cidade holandesa de Maastricht, o Bonnefantenmuseum, com sua planta em forma de 'E' e suas torres abobadadas, é um dos ícones proeminentes ao longo do rio Meuse que corre ao redor do centro da cidade. A rica história cultural da Europa foi o ímpeto chave para o projeto do arquiteto Aldo Rossi, que empregou diversos gestos arquitetônicos históricos para inserir o Bonnefantenmuseum dentro de um cânone europeu colapsado.
A Direcção-Geral das Artes (DGArtes), dirigida por Carlos Moura Carvalho, anunciou hoje que a participação portuguesa na Bienal de Arquitetura de Veneza deste ano será representada pelo projeto "NEIGHBOURHOOD - Where Alvaro meets Aldo", que, segundo o Ministro da Cultura, João Soares, é resultado de um esforço de continuidade transmitida pela antiga gestão. A proposta tem como curadores Nuno Grande e Roberto Cremascoli e envolve o trabalho dos arquitetos Álvaro Siza e Aldo Rossi.