Biblioteca de Livros Raros de Beinecke, Universidade de Yale, Gordon Bunshaft, 1963. Imagem de Barry Winiker / Getty Images
Alguns anos acabam se tornando marcos de mudanças culturais. O ano de 2021 foi um desses, com a pandemia do Covid-19 sendo a primeira ameaça real à nossa cultura desde a Segunda Guerra Mundial. Como consequência, a arquitetura irá mudar e pode evoluir passando a valorizar as motivações individuais como um fator para entendê-la, em oposição à valorização de sua forma como justificativa estética.
As alterações climáticas, a alta dos combustíveis, crise financeira, importância das atividades físicas e os congestionamentos nos grandes centros urbanos, são alguns dos motivos que têm levado as pessoas a repensarem hábitos e gastos mensais, sendo o transporte um custo relevante nesta composição.
O estúdio espanhol Nagami usou equipamentos médicos descartados para criar um banheiro portátil. O material era de plástico e foi fundido para ser impresso em 3D. Em larga escala, o projeto poderia ser uma alternativa para espalhar banheiros públicos onde fosse necessário.
Foram necessários apenas três dias para o banheiro ficar pronto. O espaço é composto basicamente por três partes: a estrutura em si (em formato oval), uma porta de correr e o vaso. Além da tecnologia, chama atenção o design do projeto. Ao contrário dos banheiros químicos comuns, este é “esteticamente agradável”.
Após serem selecionados pela Universidade da Califórnia São Francisco (UCSF) para projetar o novo hospital do Helen Diller Medical Center em Parnassus Heights em 2020, Herzog & de Meuron e HDR revelaram novas imagens de seu projeto, com uma estrutura de 15 andares revestida com peças de terracota em um terreno de 84.000 m². O projeto proposto visa mudar o conceito tradicional de hospitais e fornecer aos membros da comunidade um espaço de cura que implementa "um ambiente de saúde holístico que promove o bem-estar e a recuperação, combinando instalações eficientes com experiências humanas, conectadas à natureza e à comunidade" .
Mais um ano chega ao fim e com ele mais uma lista que ajuda a revisar o que aconteceu de mais marcante nos últimos doze meses. Dessa vez, analisamos as fotografias que tiveram maior número de interação (curtidas, comentários, compartilhamentos, salvas) no Instagram do ArchDaily Brasil.
https://www.archdaily.com.br/br/974046/retrospectiva-2021-as-fotos-do-ano-no-instagram-do-archdaily-brasilEquipe ArchDaily Brasil
O grau em que um edifício se envolve com a cultura ou a paisagem de um lugar é controlado principalmente pela intenção do projeto, ou seja, o conceito arquitetônico e o sucesso de sua implementação. A fotografia revela relações, mas não as constrói em primeiro lugar. Mesmo no caso extremo em que uma estrutura é conscientemente projetada para se diferenciar e se separar de qualquer tipo de ambiente, cultural ou natural, ela ainda é inevitavelmente situada em um contexto e percebida como parte dele.
Ricardo Bofill, arquiteto espanhol fundador do Taller de Arquitectura (RBTA), autor do icônico projeto Muralha Vermelha e mais de mil obras construídas em quarenta países, faleceu hoje, 14 de janeiro, aos 82 anos em Barcelona, segundo informações oficiais de seu escritório.
Estacionamento na cidade do Rio de Janeiro. Imagem: ITDP
A evolução da mobilidade nas cidades ao longo das décadas vem impactando diretamente não só na qualidade dos deslocamentos mas também na qualidade de vida de todos que vivem em áreas urbanas — em especial das pessoas mais vulneráveis em termos socioeconômicos. Na busca por alternativas que possam tornar a circulação mais confortável, segura e ágil, o controle dos automóveis associado a melhores condições de acesso ao transporte público, a pé e por bicicleta é fundamental. Mas como a oferta de vagas de estacionamento para automóveis pode influenciar de forma negativa na mobilidade?
https://www.archdaily.com.br/br/974864/como-os-estacionamentos-afetam-a-mobilidade-urbanaITDP Brasil
A primeira etapa do projeto 1,000 Trees do Heatherick Studio em Xangai foi recentemente inaugurada, mostrando uma volumetria em forma de montanha. O projeto destaca os pilares estruturais, cada um sustentando uma enorme porção de terra, similar a uma floreira com vegetação. Equilibrando as exigências por um empreendimento denso mas com escala humana, o Heatherick Studio abordou o projeto como "uma extensão visual" do parque adjacente, propondo uma nova topografia definida por sua vegetação integrada.
O recente encerramento da Bienal de Arquitetura de Veneza deixou muitos arquitetos e arquitetas refletindo sobre os possíveis caminhos e desdobramentos da arquitetura para os próximos anos, e mais do que isso, sobre o que é que está para acontecer no ano que vem. Acontece que a pandemia representou uma importante ruptura no calendário dos principais eventos de arquitetura do planeta, pois a maioria dos eventos de 2020 e até mesmo alguns de 2021 tiveram de ser adiados por razões já bastante óbvias. Ainda assim—e como em todo processo de retomada—, a expectativa é que no próximo ano teremos um calendário recheado de muitas novidades. Pensando nisso, listamos à seguir alguns dos principais eventos de arquitetura que estão planejados para acontecer ao longo do próximo ano.
O deslizamento de uma encosta no Morro da Forca atingiu hoje pela manhã dois casarões no centro histórico de Ouro Preto-MG, destruindo-os completamente. As edificações eram tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Minutos antes da tragédia, a área havia sido evacuada e não houve vítimas.
https://www.archdaily.com.br/br/975109/casaroes-historicos-sao-destruidos-por-deslizamento-de-terra-em-ouro-pretoEquipe ArchDaily Brasil
Quando decidimos unir forças ao Architonic, vimos uma grande oportunidade em combinar nossas experiências em projetos e produtos, enriquecendo a qualidade do conteúdo que oferecermos a milhões de profissionais e entusiastas de todo o mundo, com uma visão unificada: ajudar todos os atores da arquitetura a fazerem um trabalho melhor, impactando positivamente em nosso ambiente.
Enquanto plataformas complementares, encaramos este grande desafio a partir de nossos pontos de vistas distintos: inspiração projetual, conhecimento material, pesquisa e especificação de produtos.
Quando criamos o ArchDaily, há 14 anos, queríamos representar a marca através de uma imagem arquetípica de um edifício em vista isométrica e tons de azul. Após um rápido croqui, tínhamos a primeira versão de nosso logo que, refinado ao longo dos anos, foi adaptado a diversos usos, de troféus de madeia a adesivos, tornando-se uma marca reconhecida entre arquitetos.
À medida que adentramos este novo momento, iniciado em 2020 junto com o Architonic, e que se desdobra hoje com o anúncio do nosso novo grupo DAAily Platforms, pensamos que já era hora de atualizar nossa imagem e começamos a explorar ideias para um novo logo que simbolizasse nossa missão e visão sobre a arquitetura.
O Memorial Brumadinho, projetado pelo escritório GPA&A, liderado pelo arquiteto Gustavo Penna, já está em fase de construção. Desenvolvido em homenagem às vítimas do rompimento de uma barragem em 25 de janeiro de 2019, o projeto envolveu a participação de toda a comunidade local para tornar-se um lugar de pertencimento, identificação e interesse coletivo.
As obras estão em andamento e os trabalhos de terraplanagem já foram concluídos. O memorial deverá ser inaugurado em janeiro de 2023.
https://www.archdaily.com.br/br/975048/memorial-em-homenagem-as-vitimas-de-brumadinho-ja-esta-em-fase-de-construcaoEquipe ArchDaily Brasil
Após vencer um concurso internacional em 2018, o escritório norueguês Snøhetta e a ECADI foram contratados para projetar uma nova biblioteca em Pequim. Apelidado de "floresta do conhecimento", o equipamento define novos padrões para projetos de biblioteca tradicionais, empregando tecnologia de ponta e materiais de origem local.
Depois de ler e compilar todas as mensagens recebidas, tanto de profissionais da construção, quanto estudantes e interessados em arquitetura, é hora de apresentar as principais posições. Muito obrigado por suas opiniões!
A arquitetura cresce do contexto. No planejamento de seu campus, uma instituição ou organização estabelece uma estratégia para o uso do terreno em longo prazo e no contexto imediato. Como a SCUP resume, o projeto de um campus pode ser acolhedor, convidativo e estimulante. "Pode ser a manifestação física da missão de uma instituição, um lembrete da promessa e um potencial esperando ser libertado". Hoje, o design de campi engloba abordagens integradas juntando espaços abertos, prédios, circulação e equipamentos.
O escritório holandês MVRDV divulgou seus planos de renovação de um complexo de edifícios ao sul de Munique, Alemanha. Mantendo seis dos nove blocos existentes, o projeto expande o programa atual e cria um novo marco para o bairro ao implementar uma praça no centro do empreendimento.
Os mais de 5000 novos projetos publicados ao longo de 2021 fazem do ArchDaily a maior bilioteca online de arquitetura do mundo. A equipe curatorial do ArchDaily pesquisa, contata escritórios, prepara e apresenta projetos construídos em todo o mundo diariamente com o objetivo de oferecer inspiração, conhecimento e ferramentas aos nossos leitores que contribuem na criação de melhores ambientes construídos.
https://www.archdaily.com.br/br/974045/os-melhores-projetos-de-arquitetura-de-2021Clara Ott
Nesta segunda edição das entrevistas em vídeo dos profissionais do ArchDaily, Christele Harrouk, editora-chefe do ArchDaily, reuniu-se com Mat Cash, coordenador do estúdio Heatherwick Studio, Signe Nielsen, diretor fundador da MNLA, e David Farnsworth, diretor da Arup, para discutir o projeto colaborativo em uma das mais recentes áreas verdes da cidade de Nova Iorque, o Parque Little Island no Pier 55.
À medida que 2021 chega ao fim, olhamos para trás e vemos como este ano introduziu novos padrões, e assim levantamos questões sobre como poderia ser o futuro do ambiente construído. Em retrospectiva, o local onde as pessoas estão passando a maior parte de seu tempo não sofreu grandes alterações. Após as constantes mudanças nas restrições de deslocamento e o desenvolvimento da pandemia, as pessoas reconheceram que a maior parte do tempo será gasto em ambientes fechados, por isso adaptaram suas casas e ambientes de trabalho.
Estas mudanças repentinas no estilo de vida forçaram as pessoas a tomar consciência de que o espaço que habitam tem grande influência em seu bem-estar físico e mental. Por isso, começaram a optar por recursos que promovem a sensibilidade, calma, otimismo e alegria, emoções que contrariam os eventos inconsistentes e problemáticos do mundo exterior e oferecem uma sensação implícita de escape.
A ética abrange todas as práticas da arquitetura. Da interseccionalidade e projetos à crise climática, um arquiteto deve trabalhar com uma gama de condições e contextos que informam o ambiente construído e o processo de sua criação. Em todas as culturas, políticas e climas, a arquitetura é tão funcional e estética quanto política, social, econômica e ecológica. Ao abordar a ética da prática, os arquitetos e urbanistas podem reimaginar o impacto da disciplina e a quem ela serve.
Sem solucionar os desafios das cidades, não resolveremos a crise climática. O papel central das cidades é inegável: elas contribuem com 75% das emissões de gases de efeito estufa relacionadas à energia. As escolhas das cidades influenciam e podem gerar mudanças em todos os sistemas que precisam ser descarbonizados e tornados resilientes, desde transporte até produção de alimentos e energia. Como mostrou o relatório de 2018 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, as cidades – com sua concentração de pessoas, atividade econômica e infraestrutura – estão entre as alavancas mais poderosas que temos para impulsionar a descarbonização e construir resiliência com rapidez suficiente para cumprir as metas do Acordo de Paris.
https://www.archdaily.com.br/br/974558/5-prioridades-para-as-cidades-apos-a-cop26Rogier van den Berg e Leo Horn-Phathanothai
Pantone revelou sua Cor do Ano para 2022;17-3938 Very Peri, uma cor totalmente nova "cuja presença corajosa estimula a inventividade e a criatividade pessoais". O tom origina na família da cor azul, mas com toques de vermelho e violeta, ilustrando a fusão dos nossos tempos modernos e como o mundo digital transformou o nosso mundo físico. Na arquitetura, os tons de azul pervinca e lavanda são usados há muito tempo em instalações, espaços comerciais e iluminação, incutindo um efeito geral tranquilizador, otimista e positivo na mente humana.