Nos últimos anos, muita atenção tem sido dada ao debate de gênero na arquitetura e muitos se perguntam por que, em pleno século XXI, nossa profissão se mostra ainda tão desafiadora para as mulheres. De muitas maneiras, o foco lançado sobre o tema "mulheres na arquitetura" parece bem sucedido: em 2014, Julia Morgan se tornou a primeira mulher a ser premiada com a AIA Gold Medal e embora Denise Scott-Brown possa (ainda) não ter sido retroativamente premiada com o Prêmio Pritzker, a decisão do AIA de abrir sua premiação para mais de uma pessoa por vez finalmente permitiu que Scott-Brown se juntasse a Morgan na (pequeníssima) lista de mulheres premiadas. No Reino Unido, Zaha Hadid foi condecorada com a RIBA Gold Medal este ano, fazendo dela a primeira mulher na história a receber o prêmio sem dividi-lo com um sócio homem. No entanto, apesar destes aparentes avanços por igualdade na arquitetura, ainda vemos notícias como a recente pesquisa elaborada pelo AR, que mostra que as desigualdades entre gêneros estão, de fato, aumentando.
Hoje, no Dia Internacional da Mulher, queremos abrir a discussão entre nossos leitores para saber o que pode ser feito. O que os escritórios, as instituições e a mídia podem fazer para diminuir a desigualdade entre os gêneros em nossa profissão? Deixe suas opiniões na seção de comentários a seguir; as melhores respostas farão parte de um próximo artigo relacionado.
Após um concurso público e uma avaliação de duas etapas, Mehmet Kütükçüoğlu, Ertuğ Uçar, e Feride Çiçekoğlu com o auxílio de Namık Erkal e Cemal Emden, foram selecionados como co-curadores do Pavilhão Turco na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2016, dirigida pelo arquiteto chileno Alejandro Aravena sob o tema "Reporting from the Front". Comissionado pela Fundação de Cultura e Artes de Istanbul (İKSV), o título do projeto - 'Darzanà' - reflete sobre os importantes "portos gêmeos do Mediterrâneo": Istambul e Veneza.
A página The Architectural Review anunciou as vencedoras do 2016 Women in Architecture Awards, que reconheceu este ano a arquiteta mexicana Gabriela Etchegaray com o Moira Gemmill Prize for Emerging Architecture e Jeanne Gang com o Architect of the Year Award. Ao premiar Gang e Etchegaray, o AR nota que ambas "demonstraram excelência em projeto e comprometimento em trabalhar de forma sustentável e democrática com as comunidades locais".
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou recentemente o Plano de Acessibilidade Pedonal, uma iniciativa que prevê a aplicação de 100 medidas até 2017 que facilitarão a mobilidade na capital do país. Algumas destas medidas consistem na criação de mais calçadas, ciclovias e o rebaixamento de alguns passeios, no entanto, uma das estratégias tem gerado polêmica: a retirada da calçada portuguesa.
O Plano de acessibilidade agora aprovado prevê que seja retirada a calçada portuguesa da cidade de Lisboa nos “locais onde represente um perigo”, já que esta dificulta o deslocamento das pessoas mais idosas e ou com problemas de locomoção em geral.
Em 2000, em um julgamento realizado em Londres, David Irving, britânico notório por negar o Holocausto, processou, por calúnia, uma historiadora americana e seu artigo. Ele afirmou que o Holocausto na verdade não aconteceu -- teria sido o planejado e sistemático assassinato de seis milhões de judeus europeus uma farsa? A luta pelo valor de evidências arquitetônicas se torna relevante. Em última instância, análises forenses de plantas e remanescentes arquitetônicos de Auschwitz se tornaram crucial na derrota de Irving naquela que continua sendo a mais decisiva vitória contra a negação do Holocausto.
Cortesia de Instituto Lina Bo e P.M. Bardi. Autor desconhecido
Oito de março, Dia Internacional da Mulher. A data transmite muito mais do que uma reflexão acerca do universo feminino, pois traz a compreensão da importância do papel da mulher na sociedade e lembra sua luta política em prol de direitos. Para refletir sobre esta temática, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) faz uma homenagem às mulheres, relembrando a obra da arquiteta ítalo-brasileira, Lina Bo Bardi, marcada por ideias revolucionárias e humanistas.
Episódio de "Arquitetos Brasileiros" com Marcelo Ferraz. Image via Canal Arte 1
Lançada recentemente, a série “Arquitetos Brasileiros” – uma coprodução do Arte 1 com a Aiuê Produtora – traz o perfil profissionais consagrados da arquitetura nacional. A produção intercala artistas de diferentes gerações, narrando um pouco de sua trajetória profissional e suas principais referências, e conta com depoimentos dos próprios profissionais, além de entrevistas com especialistas que detalham algumas obras e comentam o processo criativo dos arquitetos.
DIZIA um velho ditado que “quem fez a casa na praça / a muito se arriscou / para uns, pequena de mais / para outros, de alta passou”. Fazer a casa na praça significa expor ao julgamento público aquilo que podia não passar de um recato privado quase invisível atrás dos muros e portões. Pois…, o problema é que a própria privacidade só existe por contraste com essa sua suposta incompatibilidade pública.
Ontem, pela primeira vez na história da Bienal, a conferência de imprensa aconteceu no Hemisfério Sul do planeta. De sua cidade natal, Santiago, Alejandro Aravena, na companhia do presidente da Bienal e do presidente do Chile, compartilhou mais detalhes sobre a próxima mostra de arquitetura em um evento no palácio presidencial La Moneda.
A Foundation for Art and Preservation in Embassies (FAPE) anunciou que premiará Frank Gehry com o Prêmio Leonore e Walter Annenberg 2016 por Diplomacia através das Artes "em reconhecimento às suas extraordinárias contribuições à rica tradição artística de nosso país."
"Estamos entusiasmados em premiar o Sr. Gehry, um dos maiores arquitetos vivos, com o oitavo Prêmio Annenberg. Por mais de cinco décadas, suas inovações, visão e ousadia de espirito no campo da arquitetura tem sido uma profunda inspiração. Suas contribuições arquitetônicas tiveram um impacto significativo, não apenas no mundo da arquitetura, mas na cultura em escala global", comentou o presidente da FAPE, Jo Carole Lauder.
REBOOT, proposta do Uruguai para a Bienal de Veneza 2016. Cortesia de Facundo Romero Pío
O júri do concurso para o Pavilhão do Uruguai na Bienal de Veneza 2016, composto por Bernardo Martín, Emilio Nissivocia e Patricia Bentancur, selecionou recentemente como proposta vencedora o projeto REBOOT . "A proposta incorpora o desafio que significa ampliar os limites do pensamento", explicaram os jurados sobre sua decisão.
A proposta que representará o Uruguai na Bienal de Veneza é liderada por Marcelo Danza, curador responsável juntamente com Antar Kuri, Borja Fermoselle Allué, José de los Santos, Diego Cataldo, Facundo Romero, Mateo Vidal e Marcelo Staricco. Miguel Fascioli assumirá o posto de comissário do projeto.
O Los Angeles County Museum of Art (LACMA) anunciou que a famosa James Goldstein House em Los Angeles, projetada por John Lautner, foi prometida ao museu por seu atual proprietário, James Goldstein. A doação inclui a casa, um skyspace de James Turrell, que se localiza na propriedade, e maquetes da casa. A residência será a primeira aquisição arquitetônica do museu.
A participação de artistas portugueses em exposições internacionais, entre outros conteúdos, vai ser divulgada no Google nos próximos quatro anos como parte de um acordo assinado pela Direcção-Geral das Artes. De acordo com a DGArtes, o acordo foi assinado no final da semana passada com o Google Cultural Institute para divulgação de conteúdos daquele organismo responsável pela promoção e divulgação da criação artística nacional. O acordo inclui os programas Art Project e o World Wonders Project para o mesmo período.
A primeira das exposições internacionais portuguesas a ser divulgada no Google será a presença na Bienal de Arte de Veneza, com início em maio, em que Portugal estará representada com: Neighbourhood - Where Álvaro meets Aldo, sobre a obra de Álvaro Siza, com curadoria dos arquitetos Nuno Grande e Roberto Cremascoli.
A Itália e a UNESCO firmaram no dia 16 de fevereiro deste ano, em Roma, um acordo para criar uma força especial italiana e um centro em Turim para treinar especialistas na proteção do patrimônio em áreas marcadas por conflitos armados ao redor do mundo. O acordo foi proposto a partir de uma emenda sugerida pela Itália à UNESCO em outubro do ano passado, que contou com o apoio de 53 países e o Conselho de Segurança da ONU.
Idealizado como um desdobramento cultural dos Capacetes Azuis - as forças pacificadoras da ONU - este contingente será composto, inicialmente, por 30 investigadores policiais especializados em casos de roubo de obras de arte e também por 30 arqueólogos, restauradores e historiadores de arte que "já estão preparados para ir onde a UNESCO os enviar", se acordo com o Ministro da Cultura da Itália, Dario Franceschini.
O escritório James Corner Field Operations concluiu uma cobertura jardim de aproximadamente 520 m² no Brooklyn, em Nova Iorque. O jardim se localiza no topo de um complexo residencial de dezessete pavimentos projetado pelo escritório Leeser Architecture e idealizado pela Two Trees Management. O novo terraço oferece aos moradores uma vista panorâmica para a Ponte do Brooklyn, para a Ponte de Manhattan, para o East River e para o skyline de Manhattan.
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A organização Detroit Resists divulgou um comunicado questionando a ambição da exposição “The Architectural Imagination”, organizada pelo Pavilhão dos EUA na Bienal de Veneza 2016. A exposição consiste em doze equipes de arquitetos e designers que apresentarão novos projetos especulativos que podem ser aplicados a vários terrenos de Detroit, mas também outras cidades do mundo. Embora a mostra busque compreender o contexto político, social, econômico e ambiental de Detroit para que o "poder da arquitetura" possa estar a serviço da comunidade, a declaração de Detroit Resists afirma que no passado, este "poder da arquitetura" foi indiferente ao contexto político.
"Este poder da arquitetura tem estado manifestamente aparente em recrutamentos da arquitetura contra comunidades indígenas, pobres, marginalizadas ou precárias ao redor do mundo, frequentemente com o nome de 'empreendimento' ou 'modernização', na segunda metade do século XX", diz o comunicado.
O projeto da Estação Antártica Comandante Ferraz foi oficialmente lançado hoje em um evento que aconteceu no continente antártico com a presença do Ministro da Defesa do Brasil, Aldo Rebelo. O projeto foi desenvolvido pelo escritório de arquitetura curitibano Estúdio 41, vencedor de concurso nacional promovido pelo IAB.
Pensado como um abrigo para os cientistas frente ao clima antártico, os edifícios propostos serão implantados de acordo com a topografia da Península Keller e as necessidades de preservação das áreas de vida animal e vegetal do entorno, entre outros fatores, e de modo a minimizar os impactos na natureza.
Nos últimos 25 anos, a crescente economia chinesa proporcionou aos arquitetos uma necessidade quase interminável de oportunidades de construção. Empréstimos facilitados permitiram um aumento crescente em projetos de infraestrutura: a China consumiu mais concreto em três anos que os todo Estados Unidos utilizou no século XX. Mas em um país onde o número de cidades com mais de um milhão de habitantes passou de 19 em 1970 para 106 em 2015, a velocidade de desenvolvimento permitiu alguns experimentos de alto padrão juntamente com os muitos projetos necessários. Talvez não exista exemplo melhor deste fenômeno que a cidade de Ordos. A metrópole do Interior da Mongólia – lar de mais de 100.000 pessoas – que surgiu no deserto do norte em meados dos anos 2000 foi projetada para mais de um milhão de habitantes. A realidade veio à tona do grande público quando o grupo Al Jazeera escreveu sobre as incertezas do mercado imobiliário chinês.
Após ter vivido na China por vários anos, o fotógrafo Raphael Olivier finalmente cedeu ao impulso de ver Ordos com seus próprios olhos. Ao visitar a cidade no ano passado, encontrou uma cidade bem conservada que ainda é em grande parte desabitada. Entrevistei Olivier sobre o projeto, suas impressões sobre Ordos, a prosperidade chinesa, e o que isso significa para arquitetura fotográfica.
Londres é a última cidade a acolher uma das impressionantes esculturas de rede de Janet Echelman. Suspensa a 180 pés (55 metros aproximadamente) sobre Oxford Circus, o cruzamento mais movimentado da cidade, a colorida forma flutuante foi inspirada em 1,8 - "a quantidade de tempo em microsegundos que o dia na terra foi encurtado" como consequência do devastador terremoto e tsunami de 2011 do Japão.
"A forma da escultura foi inspirada nos dados das alturas da onda do tsunami que ressonaram em todo o Oceano Pacífico", diz o estúdio. "A obra de arte investiga o conteúdo relacionado às nossas interdependências complexas com maiores ciclos de tempo e nosso mundo físico. A rede da escultura é uma manifestação física da interconexão - quando algum elemento se move, todos os outros são afetados".
Em construção à margem do rio Tejo, o novo Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) tem inauguração prevista para o segundo semestre deste ano. Projeto da Fundação EDP, o museu funcionará em um edifício projetado pela arquiteta britânica Amanda Levete.
A Argentina estará presenta na 15ª Bienal de Arquitetura de Veneza com "experimentAR, poéticas desde la frontera", tema de seu pavilhão nacional que tem curadoria de Atilio Pentimallie cuja direção artística está a cargo de Alejandro Vaca Bononato.