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Arte: O mais recente de arquitetura e notícia

"A transdisciplinaridade é essencial à arquitetura": entrevista com Vão

Formado por Anna Juni, Enk te Winkel e Gustavo Delonero, Vão é um escritório transdiciplinar de arquitetura fundado em 2013 com sede em São Paulo. Explorando temáticas e escalas tão diversas quanto instalações artísticas e arquiteturas residenciais, passando equipamentos culturais, estabelecimentos comerciais e escritórios, Vão trabalha num território entre campos, buscando diluir, ou tensionar, as fronteiras disciplinares com o intuito de enriquecer a reflexão e a prática arquitetônica.

Tivemos, recentemente, a oportunidades de conversar com os sócios sobre alguns dos temas que estruturam a abordagem do escritório e, também, aprofundar em alguns dos projetos mais conhecidos do grupo. Leia a entrevista a seguir.

Subsolanus | LIGA, Espacio para arquitectura, Cidade do México, 2016. Foto © Luis GallardoSede para uma Fábrica de Blocos | Avaré, 2016. Foto © Rafaela NettoCasa s/ d nº01 | Avaré, 2016. Foto © Pedro KokProcesso de montagem Lastro | Exposição Deslocal, Olhão Barra Funda, 2019. Foto © Marina Lima+ 16

Curso - Projeto expográfico: do plano à prática / com Helena Cavalheiro e convidados

Quais são as questões conceituais e técnicas que dão forma a um projeto expográfico? Quais são xs agentes envolvidos no processo ? Quais são as ferramentas e etapas de trabalho mais utilizadas? Embora inscrita no universo da arquitetura, a tarefa de transpor para o espaço uma narrativa artística possui suas particularidades. Voltado para estudantes e profissionais interessadxs em atuar na elaboração de projetos de arquitetura de exposições, o curso oferece uma panorama da prática e de suas especificidades, apresentados através de aulas expositivas e realização de exercícios de projeto baseados em situações reais. Ao final do curso os participantes terão

III Encontro Arte, Cidade e Urbanidades

O terceiro encontro bienal Arte, Cidade e Urbanidades pretende refletir sobre as disputas e redimensionamentos sociais, políticos e imaginários das urbanidades no atual cenário do Brasil e da América Latina, para estimular uma discussão de ações que surgem na interação entre corpos, territórios e experiências em espaços públicos. Em um momento de sobreposição de diferentes crises, desejamos pensar as reformulações e caminhos das estratégias artísticas em espaços urbanos na busca de proposições crítico-reflexivas que lidam com os desafios e as fronteiras da arte no contexto urbano. Nesse sentido, pretende-se refletir sobre as atuais urgências e emergências do espaço

Arquitetura no mar: pavilhões flutuantes e a beleza da impermanência

Frequentemente, a arquitetura é definida por sua capacidade de permanência. Embora os trabalhos mais celebrados de nossa disciplina sejam usualmente aqueles construídos para durar, há uma certa beleza e valor inerente à impermanência. Mais além do que apenas edifícios convencionais e considerando os impactos ambientais e sociais da construção civil, estruturas temporárias têm o potencial de transcender os limites da própria arquitetura, sendo considerados, muitas vezes, obras de arte.

Cortesia de Bulot+Collins© Wolfgang Volz© Studio Tom Emerson© Ahmad El Mad+ 10

Estúdio Mangava projeta instalação de tijolos que explora a subjetividade do futuro

“ONDE SE ENCONTRA?” é o título da instalação produzida pelo Estúdio Mangava para o feverestival 2020 (Festival Internacional de Teatro de Campinas) e ficou exposta na segunda semana de fevereiro, cerca de um mês antes do entrarmos em quarentena. O desafio proposto pela organização do festival ao Estúdio foi o de representar através de uma instalação interativa a temática da edição, que trouxe a proposta de reafirmar seu presente, revisitar o passado e projetar o futuro: o que queremos construir a partir daqui? O que desejamos reinventar? Qual projeto de mundo estamos buscando? Quais são os nossos futuros desejáveis?

Evento do Feverestival 2020 no Sesi Amoreiras, Campinas, 2020. Image © Nina PiresEvento do Feverestival 2020 no Sesi Amoreiras, Campinas, 2020. Image © Gabriella ZanardiEvento do Feverestival 2020 no Sesi Amoreiras, Campinas, 2020. Image © Nina PiresEvento do Feverestival 2020 no Sesi Amoreiras, Campinas, 2020. Image © Nina Pires+ 8

Mural em Varsóvia feito com tinta especial purifica o ar como 720 árvores

Varsóvia, na Polônia, se tornou a segunda cidade a receber projetos públicos de arte que, além de deixarem a paisagem mais bonita, deixam o ar mais limpo. Pintado por artistas locais, o enorme mural usa pigmentos especiais, ativados pelo sol, que têm a capacidade de filtrar o ar.

O mural foi produzido com dióxido de titânio, que atrai poluentes e os transforma em nitratos inofensivos, graças a um processo químico ativado pelo sol. Com este processo a obra de arte é capaz de purificar o ar no seu entorno, uma ação que equivale ao que fariam 720 árvores.

Imagem © Good Looking StudioImagem © Good Looking StudioImagem © Studio RoosegaardeImagem © Studio Roosegaarde+ 5

Vozes Contra o Racismo: outras narrativas sobre o território paulista

CCJ © Coletivo Coletores Cohab © Coletivo ColetoresCasa de Cultura Tremembé © Coletivo Coletores"Brasil Terra Indígena" de Denilson Baniwa no Monumento das Bandeiras © Coletivo Coletores+ 46

Outros corpos, espaços e linguagens, que são invisibilizados ou simplesmente parecem não caber na atual cidade de São Paulo, estão sendo projetados em sua paisagem. "Vozes Contra o Racismo" é uma mostra e proposição que insere novos imaginários para a cidade que está em constante disputa de narrativas. Através do evento, até o dia 24 de agosto, a rua deixará de ser apenas um espaço de trânsito para abrigar também obras de arte, os edifícios se tornarão telas e monumentos serão apagados para servir de suporte a expressões artísticas que apresentam rumos que normalmente são invisibilizados pela história.

Interseções entre arte e arquitetura: uma entrevista com Gru.a Arquitetos

Com sete anos de atuação no mercado e sediados na cidade do Rio de Janeiro, o Gru.a Arquitetos contabiliza obras e intervenções em diferentes partes do mundo. São projetos arquitetônicos, urbanos e de instalações artísticas que, em conjunto, qualificam o trabalho do grupo de forma bastante distinta do tradicional.

Exposição digital conecta os pontos entre performance e arquitetura

Seis meses após o lançamento do livro Bodybuilding, durante a última edição da bienal, a organização PERFORMA lança a exposição homônima, que apresenta 35 estúdios de arquitetura, que colaboram com a performatividade.

A arquitetura é um ponto ou uma vírgula? As formas construídas são corpos herméticos ou catalisadores de ação? O curador da PERFORMA, Charles Aubin, e o arquiteto Carlos Mínguez Carrascor, publicaram o livro Bodybuilding: Architecture and Performance, durante a edição mais recente da bienal PERFORMA 19, em novembro, na cidade de Nova York. A falta de uma pesquisa abrangente e globalizada sobre o assunto, despertou o interesse da dupla em investigar a maneira como os arquitetos fazem uso das performances, retomando um simpósio, que eles co-organizaram no Performa 17 Hub, em 2017. O livro, que apresenta ensaios de Mabel O. Wilson e Bryony Roberts, Lluís Alexandre Casanovas Blanco e Victoria Bugge Øye, baseou as abordagens fundamentais, agora profundamente enraizadas da exposição on-line: o impacto do movimento na urbanização sistemática, a relação do corpo com os edifícios e monumentos, e o papel da arquitetura em ação, de forma física ou sociopolítica.

BodybuildingBodybuilding, OMA, Prada Transformer, Seoul, 2009Bodybuilding, Alex Schweder e Ward Shelley, ReActor, 2016. Fotografia de Richard BarnesBodybuilding, Bryony Roberts e Mabel O. Wilson, Marching On, Dancers, Marcus Garvey Park, 2017. Fotografia de Jenica Heintzelman+ 14

Guilherme Wisnik e Bruno Dunley falam sobre arte na periferia de São Paulo

Guilherme Wisnik conversa com Bruno Dunley, artista plástico, professor e um dos idealizadores e integrantes do projeto ali: arte livre itinerante, escola nômade de arte que estabelece trânsitos entre centros e periferias que atua no distrito de Cidade Tiradentes, extremo leste de São Paulo.

Famoso por embrulhar edifícios, Christo morre aos 84 anos

Christo Vladimirov Javacheff, mais conhecido como Christo, faleceu de causas naturais aos 84 anos de idade. O artista búlgaro, conhecido, entre outras obras, por embalar o Pont Neuf em Paris e o Reichstag em Berlim, desenvolveu ao longo dos anos, junto com sua falecida esposa Jeanne-Claude, intervenções arquitetônicas de larga escala em espaços urbanos e rurais.

Indivisível: quadrinho narra a história negra e oriental do bairro da Liberdade em São Paulo

Indivisível é o título da história em quadrinhos elaborada por Marília Marz como Trabalho de Conclusão na Escola da Cidade – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. O trabalho tem como objetivo identificar e analisar as possibilidades narrativas intrínsecas a elementos arquitetônicos e urbanísticos do bairro da Liberdade, em São Paulo, em dois períodos históricos distintos.

Arquitetura de espaços expositivos: 23 galerias de arte ao redor do mundo

De modo geral, existem determinados fatores em projetos de espaços expositivos que contribuem para uma eficaz apresentação das obras: iluminação difusa, distribuição espacial e pé-direito altos são alguns deles. A combinação destas características com a capacidade de transformação dos ambientes (com a presença de elementos que possam ser perfurados, repintados e adaptados de acordo com cada exposição), são recorrentes em muitas galerias de arte e expressam o diálogo entre arte e arquitetura.

Artista celebra os pilares mais icônicos da arquitetura brasileira na Art Miami

A artista Patrícia Golombek celebra alguns dos mais emblemáticos pilares da arquitetura moderna brasileira em sua série de pinturas em acrílico sobre tela intitulada Brazilian Columns of the 20th Century, em exposição na galeria Espace Meyer-Zafra, como parte do evento Art Miami.

As esculturas públicas de tijolo de Per Kirkeby: monumentos ao nada

A entrevista de Per Kirkeby: "construímos sobre ruínas", publicada no Louisiana Channel, não apenas apresenta as telas coloridas do pintor, escultor, cineasta e escritor dinamarquês, mas também, como o título sugere, reflete sobre a importância de observar o ambiente e o contexto. Pensamento que parece consolidado em seus pavilhões públicos de tijolo, onde algo simples e, às vezes, útil, deixa de lado conceitos inacessíveis para render homenagem ao lugar onde se inserem.