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Economia Circular: O mais recente de arquitetura e notícia

A reciclagem de concreto já é uma realidade

Cortesia de Sika
Cortesia de Sika

Muito tem se falado sobre a circularidade na construção civil. Inspirando-se na natureza, a economia circular trabalha em um processo contínuo de produção, reabsorção e reciclagem, auto gerindo e regulando-se naturalmente, onde os resíduos podem ser insumos para a produção de novos produtos. Trata-se de um conceito interessantíssimo, mas que enfrenta algumas dificuldades práticas no cotidiano, seja no processo de demolição / desmontagem, na destinação correta dos materiais e resíduos, mas, muitas vezes, na carência por tecnologias para reciclar ou dar um novo uso aos materiais de construção. Cerca de 40% de todos os resíduos gerados no Planeta Terra provém da construção civil, e boa parte deles poderiam ser reciclados. Especificamente o concreto é um material chave, seja por conta de sua grande pegada de carbono na produção, sua onipresença e uso massivo, mas também devido à dificuldade de reciclá-lo ou reutilizá-lo.

Valentino Gareri Atelier projeta protótipo para vila de economia circular na Austrália

Valentino Gareri Atelier foi selecionado para projetar o projeto-piloto de um modelo de comunidade de economia circular, que visa redefinir a expansão urbana através da sustentabilidade e um programa diversificado. Compreendendo oito vilarejos residenciais com espaços de coworking e entretenimento, a Vila Espiral será criada utilizando métodos emergentes de impressão 3D e promoverá a circularidade através de um centro de desperdício de recursos, um sistema agrícola regenerativo diversificado, um sistema de gestão sustentável da água e da energia renovável.

© Valentino Gareri Atelier© Valentino Gareri Atelier© Valentino Gareri Atelier© Valentino Gareri Atelier+ 8

O potencial do bambu e da madeira engenheirada para a indústria da construção: entrevista com Pablo van der Lugt

© Woodify
© Woodify

Pablo van der Lugt é arquiteto, autor de livros e palestrante. Sua pesquisa enfoca o potencial de materiais como bambu e madeira engenheirada para o setor da construção civil e seus impactos positivos no mundo. “Ao longo de minha carreira profissional na universidade (incluindo minha pesquisa de doutorado sobre a pegada de carbono de bambu e madeira engenheirada) e na indústria, nos últimos 15 anos, descobri que há muitos conceitos errôneos sobre esses materiais que dificultam sua adoção em larga escala. Por esta razão, eu ‘traduzi’ minhas descobertas de pesquisa em dois livros contemporâneos para designers e arquitetos sobre o potencial do bambu: Booming Bamboo e madeira projetada: Tomorrow’s Timber. Eles visam dissipar esses mitos e mostrar o incrível potencial da última geração de materiais de construção de base biológica na necessária transição para um ambiente de construção circular, saudável e neutro em carbono. ” Recentemente, tivemos a oportunidade de conversar com ele sobre esses temas. Leia mais abaixo.

Equipe brasileira projeta fazenda vertical com estrutura de madeira para concurso na China

O Cora Coletivo, um grupo brasileiro transdisciplinar, desenvolveu um projeto na cidade de Dongguan/China, para o concurso Urban Greenhouse Challenge II (UGC2). A proposta de uma fazenda vertical icônica em madeira abriga cultura, lazer e toda a cadeia de produção e distribuição alimentar. Além disso, a área também conta com projeto paisagístico nos espaços livres, e Sistema Agroflorestal (SAF) de produção alimentar.

Cortesia de Cora ColetivoCortesia de Cora ColetivoCortesia de Cora ColetivoCortesia de Cora Coletivo+ 35

Pavilhão da Finlândia na Expo 2020 Dubai evoca conexão do país com a natureza

© Marc Goodwin
© Marc Goodwin

O Pavilhão Finlandês para a Expo 2020 de Dubai procura evidenciar a profunda conexão do país escandinavo com a natureza e a sustentabilidade—algo que contribui e muito para com a alta qualidade de vida de seus habitantes. Intitulado “Snow Cape”, o pavilhão projetado pela JKMM Architects evoca sutilmente os cenários naturais finlandeses através de sua materialidade e atmosfera, ao mesmo tempo que incorpora muitos dos princípios de economia circular defendidos pelo país nórdico. A estrutura de acesso, onde os visitantes são recebidos, assume a forma de uma tenda, criando um importante espaço de encontro e socialização entre os povos, lembrando a herança nômade do povo Finlandês— conectando ainda com o título do pavilhão escrito em árabe.

© Marc Goodwin© Marc Goodwin© Marc Goodwin© Marc Goodwin+ 14

Carlo Ratti Associati e Italo Rota exploram economia circular no Pavilhão da Itália na Expo 2020 Dubai

CRA-Carlo Ratti Associati e Italo Rota Building Office, junto com Matteo Gatto e F&M Ingegneria projetaram o Pavilhão Italiano na Expo Dubai 2020 com foco na arquitetura re-configurável e circularidade. Os arquitetos usaram casca de laranja, pó de café, algas e areia como materiais de construção, juntamente com plástico reciclado para as cordas da fachada e cascos de barco para o telhado. O projeto arquitetônico do pavilhão e os materiais usados criam um sistema natural de mitigação do clima que substitui o ar-condicionado.

© Michele Nastasi© Michele Nastasi© Michele Nastasi© Michele Nastasi+ 23

Passaportes de materiais: como dados incorporados podem transformar a arquitetura e o design

Muitas vezes, os edifícios acabam como lixo no final de seu ciclo de vida. Como o ambiente construído pode se mover em direção a uma economia circular e, por sua vez, re-imaginar como os materiais valiosos são rastreados e reciclados? Procurando resolver este problema, os "passaportes de materiais" são uma ideia que envolve repensar como os materiais são recuperados, durante a reforma e demolição, para reutilização. O resultado é que, quando um prédio está pronto para ser demolido, ele se torna um banco de armazenamento de materiais úteis.

BlueCity. Imagem © Frank HanswijkAlliander HQ / RAU architects. Imagem © Marcel van der BurgTriodos Bank / RAU Architects. Imagem © Bert RietbergTriodos Bank / RAU Architects. Imagem © Bert Rietberg+ 7

Repensando os ciclos de produção e uso dos materiais na arquitetura

Já ouviu falar em agrowaste design ou “design com agroresíduos”? É assim a arquiteta filipina-ganesa Mae-Ling Lokko intitula o seu trabalho, uma pesquisa pioneira sobre o uso dos biomateriais na arquitetura. Junto com a crescente demanda por produção de alimentos e habitação no século XXI, há um fluxo de recursos materiais de crescimento igualmente rápido na forma de subprodutos de agrotóxicos. Isso tem o potencial não apenas de fechar as lacunas do ciclo de vida de produtos, mas também de impulsionar formas de cidadania generativa por meio do upcycling.

Ling procura repensar os ciclos e uso dos produtos na construção civil através da economia circular, ou seja, nada é desperdiçado, tudo pode ser reutilizado, mesmo depois de obsoleto.

Bairro flutuante em Amsterdã oferece uma nova perspectiva sobre circularidade e resiliência

Schoonschip é um inovador bairro circular de Amsterdã, um projeto comunitário definido para se tornar um protótipo para empreendimentos urbanos flutuantes. Com um masterplan elaborado pelo escritório de arquitetura holandês Space & Matter, o projeto compreende 46 residências em 30 lotes de água conectados por um cais e que emprega recursos descentralizados e sustentáveis de energia, água e sistemas de esgoto. Com o último de seus edifícios concluído este ano, o empreendimento apresenta uma estratégia de adaptação importante de ser considerada, em face das mudanças climáticas e da elevação do nível do mar.

© Jan Willem Sieburgh© Alan Jensen© Alan Jensen© Isabel Nabuurs+ 21

Caçando relíquias: elementos arquitetônicos e materiais reutilizados em novas obras

Alguns pesquisadores definem que o início do Antropoceno se deu com a Revolução Industrial, outros com a explosão da bomba nuclear ou até no advento da agricultura. Isso ainda não é um consenso científico. Mas a noção de que as atividades humanas vêm gerando alterações com repercussão planetária, seja na temperatura da Terra, nos biomas e ecossistemas, é algo cada vez mais disseminado. O antropoceno seria uma nova era geológica marcada pelo impacto da ação humana no planeta Terra. Isso é particularmente perturbador se considerarmos que se toda a história da Terra fosse condensada em 24 horas, os humanos só apareceriam nos últimos 20 segundos. Seja na extração massiva de recursos naturais, liberação de carbono dos veículos e indústrias, é sabido que boa parte da culpa é da construção civil, sobretudo na produção de resíduos sólidos, por conta de desperdícios e demolições. No Brasil, por exemplo, os Resíduos da Construção Civil podem representar entre 50% e 70% da massa dos resíduos sólidos urbanos [1]. Muitos acabarão descartados irregularmente ou utilizados como aterros soterrados por tempo indeterminado.

“Os materiais estão sendo produzidos de acordo com uma demanda fictícia”: uma conversa com Irene Roca

O projeto “Appropriating the grid”, de Irene Roca, nasce das ruínas contemporâneas de nossos processos de construção atuais. A exploração dos resíduos gerados e das complexidades jurídicas da sua eliminação despertou na arquiteta um sentido de urgência e criatividade, resultando numa recolha que molda e reformula os resíduos da construção em objetos versáteis de design de interiores.

Fim do desperdício: dez maneiras de incorporar a economia circular em um projeto arquitetônico

Uma economia circular é um sistema econômico que visa eliminar o desperdício e o uso contínuo de recursos. Olhando para além do atual modelo industrial extrativo de coleta e descarte, uma economia circular visa redefinir o crescimento, com foco em benefícios positivos para toda a sociedade. Implica desvincular gradualmente a atividade econômica do consumo de recursos finitos e projetar os resíduos para fora do sistema. Apoiado por uma transição para fontes de energia renováveis, o modelo circular constrói capital econômico, natural e social.

É baseado em três princípios:

  • Eliminar o desperdício e a poluição.
  • Manter os produtos e materiais em uso.
  • Regenerar sistemas naturais.

Projeto baseado em economia circular transforma cascas de sururu em cobogó em Alagoas

Considerado patrimônio imaterial pelo Conselho Estadual de Cultura (CEC) de Alagoas, o sururu é um molusco cuja pesca constitui a principal fonte de renda para diversas comunidades do estado. Apenas em torno do lago Mundaú, em Maceió, cinco favelas que vivem abaixo da linha de pobreza produzem anualmente cerca de 300 toneladas de cascas de sururu – uma enorme quantidade de um material que, até então, não apresentava nenhuma utilidade e acabava sendo destinado a aterros sanitários da capital alagoana.

Enxergando nisso grande potencial econômico e de engajamento social, os designers Marcelo Rosenbaum, Adriana Benguela, e Rodrigo Ambrósio desenvolveram o projerto Cobogó da Mundaú, que incorpora os resíduos da pesca do sururu na fabricação de elementos vazados para arquitetura.

Foto: Via @mrosenbaumFoto: Via @mrosenbaumFoto: Via @mrosenbaumFoto: Via @mrosenbaum+ 10

Economia circular + gestão das águas = sistema cerâmico de drenagem urbana

© Milena Villalba© Milena Villalba© Milena Villalba© Milena Villalba+ 34

O LIFE CERSUDS (da sigla em inglês Ceramic Sustainable Urban Drainage System) é um projeto financiado pela União Europeia através do programa LIFE, um instrumento legal criado para incentivar o desenvolvimento de soluções práticas para lidar com os desafios impostos pelas mudanças climáticas no continente. O CERSUDS é um sistema de drenagem urbana sustentável (SUDS) composto por componentes cerâmicos de baixo valor comercial, resultando em elementos de pavimentação urbana com alto índice de permeabilidade. O objetivo do sistema é ampliar a capacidade de absorção de água da chuva em centros urbanos.

O sistema foi utilizado por primeira no projeto piloto implantado no centro da pequena localidade de Benicàssim, na Espanha, pelos arquitetos Eduardo de Miguel e Enrique Fernández-Vivancos—professores da Cátedra Cerâmica de Valencia—em colaboração com a Escola Técnica Superior de Arquitetura da Universidade de Valencia.

Guia de arquitetura para projetos desmontáveis

O conceito de Design for Disassembly (DfD) ou “projetar para desmontar”, é uma prática que vem ganhando força ao longo dos últimos anos entre arquitetos do mundo todo. Tal abordagem revela uma crescente preocupação com o excessivo consumo de recursos naturais, o desperdício e a baixa taxa de reciclagem na indústria da construção civil. O artigo a seguir pretende analizar em detalhe esta nova tendência na arquitetura, apresentando algumas diretrizes de projeto que contemplam a possibilidade de desmontagem e reciclagem de edifícios no futuro, oferecendo uma melhor compreensão desse conceito e seu impacto na prática profissional da arquitetura e na economia circular.

The Circular Building by Arup was designed for disassembly and reuse. Image © Simon KennedyLendager Group’s Wasteland exhibition. Image © Rasmus Hjortshøjthe aluminium facade of Østre Havn Parking House G2 by SANGBERG Architects was designed to be easily dismantled and recycled. Image © Rasmus HjortshøjDetails of Nest We Grow / Kengo Kuma & Associates + College of Environmental Design UC Berkele. Image © Shinkenchiku Sha+ 11