1. ArchDaily
  2. Acessibilidade

Acessibilidade: O mais recente de arquitetura e notícia

Como projetar banheiros seguros para idosos?

São frequentes os relatos de acidentes em banheiros, por geralmente serem locais apertados e, muitas vezes, escorregadios. Ainda que ninguém esteja imune a um escorregão após o banho, são os idosos que sofrem mais com as quedas, ocasionando ferimentos graves, sequelas e limitações funcionais. Com a redução natural dos reflexos e da massa muscular, quanto mais alta a faixa etária mais propensos a quedas nos tornamos.

Para proporcionar condições de vida mais confortáveis com o passar dos anos, o ambiente deve se adaptar às novas capacidades físicas de seus ocupantes. Tornar os banheiros mais seguros é fundamental para diminuir os riscos de acidentes ou reduzir o tempo de resposta no caso de uma queda. Apresentamos abaixo alguns pontos para se levar em conta ao desenhar banheiros para pessoas com idades avançadas:

Residencia para Mayores en Mota del Cuervo (Cuenca) / GEED Arquitectos. Image © Alfredo Prados CovarrubiasResidencia geriàtrica Mas Piteu / Estudi PSP Arquitectura. Image © Francisco UrrutiaResidencia para Mayores en Mota del Cuervo (Cuenca) / GEED Arquitectos. Image © Alfredo Prados CovarrubiasHousing for Elderly People in Huningue / Dominique Coulon & associés. Image © Eugene Pons+ 11

Como projetar para a terceira idade

O fenômeno do aumento do envelhecimento da população é algo que ocorre no mundo todo. Falamos em fenômeno porque todas as pirâmides etárias estão se invertendo. Ou seja, a taxa de natalidade tem reduzido constantemente ao longo dos anos e ao mesmo tempo a expectativa de vida tem aumentado. A conseqüência disto é que o número de pessoas idosas está ficando maior que o número de crianças, por exemplo.

De acordo com o IBGE, em 2017, este número chega a mais de 30 milhões de pessoas acima do 60 anos no Brasil, correspondendo a 14,6% da população. Para termos uma noção do montante deste volume basta comparar com a população total do México que está em torno de 28 milhões, assim como da Austrália e Nova Zelândia juntas. Ou mesmo com as populações do Peru e da Venezuela que está em torno dos 31 milhões de habitantes. Estamos falando de uma população idosa no Brasil do tamanho de um país.

Lar de Idosos Peter Rosegger / Dietger Wissounig Architekten. Image © Paul OttCentro de Tratamento de Câncer / Foster + Partners. Image © Nigel Young  Foster + PartnerCentro Maggie de Oldham / dRMM. Image © Jasmin SohiResidential Care Home Andritz / Dietger Wissounig Architekten. Foto © Paul Ott+ 12

Casa para cliente com deficiência visual / So & So Studio

© Stefano Calgaro© Stefano Calgaro© Stefano Calgaro© Stefano Calgaro+ 15

  • Arquitetos: So & So Studio
  • Área Área deste projeto de arquitetura Área:  232
  • Ano Ano de conclusão deste projeto de arquitetura Ano:  2018
  • Fabricantes Marcas com produtos usados neste projeto de arquitetura
    Fabricantes: FRANKE, Falmec, Florim, Kardamov, LARIO, +1

Não existe arquitetura neutra: uma conversa sobre acessibilidade

A acessibilidade é frequentemente abordada como um campo relacionado à deficiência, física ou mental. Quando se trata de projetos arquitetônicos, ela sempre surge como uma consideração periférica e não como algo fundamental. No entanto, existem outras barreiras.

Nesta edição do Editor's Talk, os editores do ArchDaily Brasil compartilham seus pensamentos sobre o que entendem como acessibilidade e se é possível criar uma arquitetura neutra.

10 Dicas para projetar edificações mais saudáveis

Os seres humanos passam a maior parte de suas vidas no interior de uma edificação, seja para morar, trabalhar ou lazer. A COVID-19 evidenciou ainda mais esta questão durante o período de isolamento mostrando a necessidade de pensarmos projetos de edificações mais saudáveis e confortáveis.

Neste artigo são apresentadas algumas dicas para pensar projetos mais saudáveis, ressaltando a importância de ter um pensamento sistêmico que considere diferentes disciplinas, como a própria arquitetura, engenharia, ciência dos materiais, mecânica, fisiologia, psicologia, entre outros. 

Centro de tratamento de câncer – Reino Unido. Imagem © Nigel Young / Foster + PartnersUso de madeira e vegetação. Imagem © Dilanka BandaraA importância da acessibilidade. Imagem © Hiroyuki OkiHospital Sarah Kubitschek Salvador. Imagem © Nelson Kon+ 14

Recomendações básicas (e necessárias) para projetar habitações acessíveis

Imagem esquemática com medidas recomendadas. As normas locais devem ser revisadas antes de projetar. Imagem © José Tomás Franco
Imagem esquemática com medidas recomendadas. As normas locais devem ser revisadas antes de projetar. Imagem © José Tomás Franco

Um bom projeto de arquitetura deve ser acessível a todas as pessoas, independente de suas capacidades físicas e cognitivas. Para aumentar a conscientização sobre esses problemas e ajudá-lo no processo projetual, compilamos algumas operações básicas que devem ser concluídas para que as pessoas possam habitar espaços residenciais confortavelmente e sem obstáculos.

É importante lembrar que cada país tem suas próprias normas em relação ao desenho universal, portanto, as dimensões específicas apresentadas abaixo - baseados no Guia de Acessibilidade Universal da Ciudad Accesible– são conceituais e podem variar em cada projeto. Antes de projetar uma casa acessível, reveja as normas locais e aprofunde as necessidades e exigências de seus usuários, garantindo assim uma boa qualidade de vida para eles a longo prazo.

III Seminário "Acessibilidade: Limites e Possibilidades", online

O III Seminário (online) Acessibilidade: Limites e Possibilidades é um evento organizado pelo Projeto de Extensão “Acessibilidade no espaço interior”, vinculado aos Grupos INTRA e LEAUD, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Juiz de Fora (FAU UFJF), bem como ao Programa de Pós-Graduação em Ambiente Construído (PROAC), que acontecerá nos dias 24 e 25 de agosto de 2020, das 19h às 21h.

Como projetar banheiros acessíveis segundo a NBR 9050

Sobretudo quando falamos de edificações públicas, é imprescindível que os espaços sejam pensados de forma que permitam o acesso de todos os indivíduos com autonomia, independente de suas dificuldades motoras. Entretanto, na hora de projetar, sabemos que “adequar” o projeto às normas pode se tornar uma enorme dor de cabeça, ainda mais quando cada centímetro importa para darmos conta do programa de necessidades pretendido.

Para normatizar essa questão, a NBR 9050, de 2015, estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados em projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.

O que é acessibilidade na mobilidade e nos transportes urbanos

Nas aulas de matemática do ensino médio aprendemos que a velocidade média pode ser calculada a partir da razão entre a distância percorrida e o tempo gasto. Durante muitas décadas, o pensamento que impulsionou as políticas de transporte esteve ancorado nesta equação: acreditava-se que objetivo das ações era aumentar a eficiência dos sistemas e que, para isso, bastava diminuir os tempos de viagem através do aumento da velocidade média. Desta forma, a variável distância era considerada menos importante, já que a construção de sistemas de transporte livres de interferências como linhas de metrô, corredores de BRT ou avenidas expressas seriam capazes de manter ou reduzir o tempo de viagem em percursos cada vez maiores.

Corredor de BRT em Guanghzhou, China. Ações de prioridade ao transporte coletivo podem aumentar a acessibilidade nas cidades. Image © Thiago BenicchioA cidade de Amsterdã (Holanda) possui boa densidade populacional, boa rede de transporte público, uso do solo misto e boa distribuição de oportunidades. Image © Thiago BenicchioSão Paulo (Brasil), cidade espraiada, com grandes distâncias e baixo índice de acessibilidade. Image © Thiago BenicchioVia preferencial para bicicletas em Amsterdã (Holanda). Cidades com bons índices de acessibilidade garantem a proximidade de origens e destinos, facilitando o uso de transportes ativos como a bicicleta e a caminhada.. Image © Thiago Benicchio+ 5

ONU lança publicação online sobre parques urbanos com perspectiva de gênero

Desenvolvido pelo Instituto Semeia e pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS), Parques para Todas e Todos é uma ferramenta para inspirar a construção de espaços mais diversos a partir da inserção da perspectiva de gênero em parques urbanos em sua implantação ou gestão. Nele podem ser encontradas diretrizes, sugestões e ideias para começar a pensar em parques que considerem as necessidades de todas e todos.

Arquitetura para pessoas com deficiência auditiva: 6 dicas de projeto

Ao contrário do que podemos acreditar, a perda de audição nem sempre é congênita. Mais cedo ou mais tarde isso pode acontecer com todos nós. Segundo a OMS, quase um terço das pessoas com mais de 65 anos sofrem de perda auditiva incapacitante. A perda auditiva é mais uma "diferença" do que uma "deficiência". Embora as demandas espaciais das pessoas com impedimentos auditivos não sejam tão marcadas como espaços para cegos ou para aqueles com mobilidade reduzida, a redução da capacidade auditiva implica uma maneira específica de experenciar o ambiente. É possível aprimorar essa experiência através do projeto de interiores?

 Microsoft New England Research & Development Center / Sasaki . Image © John HornerMcDonald’s HQ Workplace / Studio O+A + IA Interior Architects. Image © Garrett RowlandArtek HQ Helsinki / SevilPeach. Image © Tuomas Uusheimo PhotographyLocomobile Lofts / Studio IDE. Image © Renae Lillie+ 7

Onde as crianças brincarão? Como projetar cidades estimulantes e seguras para a infância

Cities for Play é um projeto cujo objetivo principal é de inspirar arquitetos, urbanistas e planejadores urbanos a criarem cidades estimulantes, respeitosas e acessíveis às crianças.

Natalia Krysiak é uma arquiteta australiana que acredita que as necessidades das crianças devem ser colocadas como ponto central no desenho urbano para assegurar comunidades resilientes e sustentáveis. Em 2017, criou Cities for Play que estuda exemplos de cidades que se preocupam em proporcionar ambientes que são capazes de promover a saúde e o bem-estar (físico e emocional) das crianças com foco nas brincadeiras e na "mobilidade ativa" de espaços públicos. 

Desigualdades socioespaciais e o acesso a oportunidades nas cidades brasileiras

Quantos postos de trabalho alguém consegue acessar em menos de uma hora usando transporte público? Quanto tempo se leva para chegar até o posto de saúde ou escola mais próxima da sua casa? As respostas a essas perguntas dependem diretamente das políticas de transporte e de desenvolvimento urbano das cidades. Essas políticas determinam, em larga medida, a acessibilidade urbana, isto é, a facilidade com a qual pessoas de diferentes grupos sociais e níveis de renda diversos conseguem acessar oportunidades de emprego, serviços de saúde e educação, atividades culturais e de lazer. No entanto, o tema da acessibilidade urbana tem recebido pouca atenção dos gestores públicos no Brasil, e a pesquisa sobre o tema ainda se encontra restrita a estudos de casos de algumas poucas cidades. Isso se deve em parte a dificuldades de disponibilidade de dados.

Como estimular a autonomia das crianças através da arquitetura e o método Montessori

Maria Montessori começou a desenvolver seu método no início do século XX: trata-se de uma pedagogia científica com o principal objetivo de promover uma educação que contribua positivamente ao desenvolvimento do cérebro da criança, respeitando a individualidade de cada uma delas, estimulando sua autonomia, autoestima e autoconfiança.

Apesar do método ter sido criado no século passado, é agora que a ciência começa a comprovar muitas informações deixadas por Montessori em seu legado. Cada vez mais fala-se sobre aplicá-lo na arquitetura de espaços para as crianças e muito tem-se falado sobre "quartos montessorianos" e sobre a tendência: cama casinha! 

Cadeira Cubo. Image Cortesia de Cuchi Móveis InfantisPrateleira Pega Pega. Image Cortesia de Cuchi Móveis InfantisMontessori Kindergarten / ArkA. Image © Chiara YePreescolar Beelieve / 3Arquitectura. Image © Leonardo Finotti+ 26

Prefeitura de Salvador vai melhorar calçadas e cobrar os donos dos imóveis

A Prefeitura de Salvador está lançando a segunda fase do programa "Eu Curto Meu Passeio", que tem o objetivo de promover a reforma das calçadas mal mantidas e que ofereçam risco à população.

Quais são as cidades brasileiras com moradia mais acessível?

No livro “Order Without Design”, Alain Bertaud menciona que indicadores são importantes na gestão urbana para que a cidade tenha uma visualização em tempo real do que está acontecendo com a cidade. Um indicador interessante relacionado à acessibilidade da moradia é o chamado “Price/Income Ratio”, ou “Razão Preço/Renda”. É, basicamente, a divisão entre o preço médio de um imóvel na cidade e a renda média de um morador. Ele é um indicador bastante genérico, não levando em consideração as diferenças entre imóveis, como a sua localização, nem aborda imóveis de aluguel (ainda uma minoria no Brasil), mas dá uma noção geral sobre a acessibilidade à moradia em uma cidade.