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Acessibilidade: O mais recente de arquitetura e notícia

Sinalização de desenho universal: o primeiro passo para cidades mais acessíveis

De todas as ações que uma cidade pode realizar para melhorar de forma rápida a orientação de pedestres, uma das opções mais pertinentes poderia ser o desenvolvimento de um sistema de sinalização integral - evidência implícita nos casos de Legible London, WalkNYC em Nova Iorque ou o Rio a Pé no Rio de Janeiro.

Agosto no ArchDaily: Acessibilidade

Na arquitetura, "acessibilidade" denota mais frequentemente o usuário final e o ato imperativo de desenhar os espaços, edificios e cidades de acordo com os princípios de desenho universal. Um aspecto cada vez mais central da arquitetura, o ethos da arquitetura acessível foi bem captado pelo arquiteto Ronald Mace, que questiona: “se não estamos projetando para seres humanos, para quem estamos projetando? Vamos projetar todas as coisas, o tempo todo, para todos. É para onde estamos indo."

Cidades e o equilíbrio entre oportunidades e deslocamentos

Emmanuel sai de casa com as duas filhas às 5h todas as manhãs. Eles pegam um mini ônibus da sua casa em Awoshie, um bairro residencial de Accra, em Gana, até a região de negócios onde Emmanuel trabalha. A viagem de ida e volta geralmente custa US$0,90, o que equivale a cerca de 20% do salário médio diário em Accra, e leva bem mais de uma hora. Quando o tráfego está pesado, o custo dobra. Para economizar uma passagem de ônibus, Emmanuel às vezes coloca uma filha no colo da outra.

Trecho do BRT de Belo Horizonte mostra a importância da acessibilidade

Melhorar o transporte público requer um olhar atento não apenas para os veículos e as linhas, mas para como as pessoas entram e saem deles. Com frequência se vê o planejamento urbano não levar em conta todos os tipos de pessoas e como elas usam um sistema de transporte.

Decreto estabelece que novos empreendimentos residenciais deverão prever acessibilidade

Novos empreendimentos residenciais no país deverão incorporar recursos de acessibilidade em todas as áreas de uso comum, já as unidades habitacionais devem ser adaptadas de acordo com a demanda do compradores. Os condomínios terão prazo de 18 meses para se adaptar às novas regras estabelecidas pelo Decreto 9.451, cujas diretrizes regulamentam a Lei Brasileira de Inclusão.

Como projetar para a terceira idade

O fenômeno do aumento do envelhecimento da população é algo que ocorre no mundo todo. Falamos em fenômeno porque todas as pirâmides etárias estão se invertendo. Ou seja, a taxa de natalidade tem reduzido constantemente ao longo dos anos e ao mesmo tempo a expectativa de vida tem aumentado. A conseqüência disto é que o número de pessoas idosas está ficando maior que o número de crianças, por exemplo.

De acordo com o IBGE, em 2017, este número chega a mais de 30 milhões de pessoas acima do 60 anos no Brasil, correspondendo a 14,6% da população. Para termos uma noção do montante deste volume basta comparar com a população total do México que está em torno de 28 milhões, assim como da Austrália e Nova Zelândia juntas. Ou mesmo com as populações do Peru e da Venezuela que está em torno dos 31 milhões de habitantes. Estamos falando de uma população idosa no Brasil do tamanho de um país.

Calçada Certa: Prefeitura de Florianópolis disponibiliza manual ilustrado sobre desenho de calçadas

Sabendo que calçadas bem projetadas e qualificadas estimulam os deslocamentos a pé na cidade, a Prefeitura de Florianópolis lançou o programa Calçada Certa, que tem como objetivo garantir que as diretrizes legais para o desenho das calçadas sejam seguidas e orientar os cidadãos no projeto e execução dos passeios públicos.

O programa é acompanhado de um manual ilustrado que apresenta as recentes atualizações das normas ABNT NBR 9050/2015 e ABNT NBR 16537/2016, que tratam, respectivamente, da acessibilidade em edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, e do projeto de sinalização tátil no piso.

Falta de acessibilidade é um problema, mas espraiamento urbano não é solução

Muitas famílias que trabalham por longas horas gastam mais do que podem pagar em habitação e transporte, ficando com poucos recursos disponíveis para outros bens essenciais, como alimentação e cuidados com a saúde. Isso é um problema sério. Consequência, em parte, de políticas públicas que favorecem opções caras de habitação e transporte em relação a alternativas mais acessíveis.

Como projetar banheiros acessíveis segundo a NBR 9050

Sobretudo quando falamos de edificações públicas, é imprescindível que os espaços sejam pensados de forma que permitam o acesso de todos os indivíduos com autonomia, independente de suas dificuldades motoras. Entretanto, na hora de projetar, sabemos que “adequar” o projeto às normas pode se tornar uma enorme dor de cabeça, ainda mais quando cada centímetro importa para darmos conta do programa de necessidades pretendido.

Para normatizar essa questão, a NBR 9050, de 2015, estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados em projeto, construção, instalação e adaptação de edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos às condições de acessibilidade.

Manuais de acessibilidade e desenho universal da Espanha e América Latina

Com o objetivo de difundir e facilitar o acesso ao material relacionado à acessibilidade e desenho universal, compilamos uma série de manuais que podem te ajudar a incorporar esses importantes conceitos em seu próximo projeto. Por mais que todos estejam em espanhol e se apliquem a outros contextos, sempre conseguimos aproveitar e aprender alguma coisa. 

Estes documentos, publicados em formato PDF, foram desenvolvidos por instituições, empresas e outras organizações locais, e referem-se à realidade de cada país segundo suas leis e normas. A partir de semana que vem o ArchDaily Brasil começará a publicar posts com as normas NBR, para facilitar a vida dos estudantes e arquitetos.

O descaso com a acessibilidade nas cidades africanas (e o que os arquitetos podem fazer à respeito)

Este artigo foi originalmente publicado pelo Common Edge como "Africa’s Undeclared War on the Disabled."

Recentemente passei uma semana em companhia de um grupo multidisciplinar composto por pesquisadores da Europa, dos EUA e da África, em um workshop intitulado “The Practice and Politics of DIY Urbanism in Africa” (Práticas e Políticas do Urbanismo "Do It Yourself" na África). Jonathan Makuwira, professor da Malawi University of Technology, apresentou um artigo convincente sobre "Urbanismo e Acessibilidade em Malawi", destacando os inúmeros desafios que as pessoas com deficiência enfrentam durante a sua vida no continente, utilizando essa cidade como um estudo de caso.

Durante a sua conferência, reafirmei a minha percepção de que os espaços públicos urbanos acessíveis são insuficientes. Este é o tema central da proposta que apresentei em meu projeto de 2016 para a Bolsa Richard Rogers Fellowship da Harvard Graduate School of Design (GSD), onde eu me propus a desenvolver um projeto de design acessível adaptável para espaços públicos da cidade de Abuja .

5 intervenções exemplares de acessibilidade em centros históricos na Espanha

Nos dias 19 e 20 de outubro deste ano aconteceu em Cuenca (Espanha), o Congresso Internacional "Cuenca [ON], Novas formas para uma nova sociedade" no qual arquitetos como Guillermo Vázquez Consuegra, Víctor López Cotelo e o grupo n`UNDO discutiram sobre os modelos de acessibilidade aos centros históricos urbanos de nossas cidades e de sua necessidade de melhoria a partir de uma perspectiva sustentável, econômica, social e ambiental.

No evento foram apresentadas várias propostas arquitetônicas para resolver e melhorar a acessibilidade ao centro histórico de Cuenca. Em uma cidade marcada por seu contexto geográfico e topográfico, estas intervenções mostram-se mais do que essenciais e fundamentais do que nunca no sentido de contribuir com a renovação e revitalização social, cultural e econômica do conjunto urbano.

Na Espanha existem numerosas cidades que, assim como Cuenca, precisam os precisaram de uma intervenção arquitetônica para resolver problemas de conexão de seus centros históricos. A seguir, apresentamos cinco intervenções exemplares em centros históricos espanhóis que conseguem conectar e diminuir as descontinuidades urbanas existentes entre o centro urbano e seu entorno mais imediato.

Silent Rain [Flickr], sob licença  CC BY-NC-ND 2.0. Imagem © Silent Rain Melhoria da acessibilidade ao Centro Histórico de Vitoria-Gasteiz.. Imagem © Javier García Librero Jose.Madrid [Flickr], sob licença  CC BY-NC-ND 2.0. Imagem © Jose.Madrid Acesso ao centro histórico de Gironella.. Imagem © Adrià Goula + 8

Projeto de Lei quer tornar obrigatória a acessibilidade universal em moradias populares

Um recente Projeto de Lei (PL 6950/17) que está em tramitação na Câmara dos Deputados busca tornar obrigatório o cumprimento do desenho universal em todos os programas habitacionais públicos. O projeto propõe que os espaços possam ser utilizados pelo maior número possível de pessoas, inclusive crianças, idosos e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

CREA lança cartilha de acessibilidade 2017

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina lançou recentemente uma cartilha de acessibilidade em por objetivo "facilitar o entendimento dos conceitos, das regras e prazos estabelecidos no Decreto nº 5.296/04, direcionado às atividades de planejamento e construção das cidades e das edificações."

De acordo com a cartilha, "a escala humana utilizada em projetos arquitetônicos e urbanísticos a partir do 'homem padrão', não atende plenamente a diversidade humana, gerando barreiras para muitas pessoas que possuem características diversas ou extremas", assim, o CREA afirma que "mais importante do que aplicar à risca os instrumentos legais vigentes é compreender as mudanças necessárias nos procedimentos, atitudes, compor­tamento e na produção dos espaços das cidades, sejam eles de qualquer natu­reza, que deverão ser concebidos, edificados ou reformados tendo como foco as pessoas que são diferentes umas das outras."

Estatuto do pedestre é aprovado pela câmara dos vereadores de São Paulo

A Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou no último dia 7 de junho o Estatuto do Pedestres, que pretende garantir a segurança e a acessibilidade do principal modo de conhecer e experienciar a cidade: a caminhada. De autoria do vereador José Police Neto, a nova lei precisa ainda ser sancionada pela prefeitura da cidade.

Entre os objetivos do Estatuto, estão o desenvolvimento de ações voltadas à melhoria da infraestrutura que dá suporte à mobilidade a pé, garantindo sua abordagem como uma rede à semelhança das demais redes de transporte; a criação de uma cultura favorável à caminhada, como modalidade de deslocamento eficiente e saudável; a melhoria das condições de mobilidade a pé da população, com conforto, segurança e modicidade, incluindo os grupos de mobilidade reduzida; e a melhoria das condições de calçadas e travessias na cidade de São Paulo.