Os círculos, como uma forma geométrica fundamental, possuem uma qualidade cativante e harmoniosa que foi integrada perfeitamente à arquitetura e ao design ao longo de várias épocas e estilos. De detalhes sutis a pontos focais ousados, o uso de curvas no design de interiores transcende a mera ornamentação, muitas vezes simbolizando continuidade, conexão e um ritmo visual relaxante. Com suas curvas infinitas e contínuas, eles oferecem uma sensação de unidade, movimento e equilíbrio que pode transformar espaços em ambientes convidativos e esteticamente agradáveis — um efeito especialmente útil para os projetos de interiores. A seguir, reunimos 27 projetos que empregam formas circulares em interiores ao redor do mundo.
Detalhe - Pavilhão para Casa de Chá / Grau Architects
O desenho exerce um papel fundamental no projeto arquitetônico. Principal condutor para a materialização das ideias, é através dele que se explica o que foi pensado para o espaço. Nas arquiteturas de madeira, são diversos os tipos de encaixes, junções, modos de compor com as texturas e conectar o material com outras estruturas. Ao desenhar, mais do que expressar os detalhes com precisão, é possível criar manuais didáticos sobre a montagem e construção da obra, que facilitam a compreensão da mão-de-obra e sua execução. Por isso, reunimos diferentes projetos que em demonstram distintas formas de representar o uso do material e suas possibilidades.
Subúrbios de Mumbai, na Índia, com telhados de metal nas casas. Uma análise do WRI Índia mostra que, embora a vegetação possa amenizar as temperaturas de superfície nas cidades, uma ampla parcela das residências de Mumbai possui telhados de metal, contribuindo para uma temperatura de superfície mais alta. Foto: KishoreJ/Shutterstock
O atual verão no Hemisfério Norte tem sido tão quente, com as temperaturas atingindo recordes – inclusive no mar –, que as discussões já giram em torno dos limites da sobrevivência humana. Mesmo na Antártida, o gelo marinho não tem conseguido se reconstituir, um desvio drástico em relação aos padrões normais para o inverno. Não é apenas impressão que eventos de calor extremo têm acontecido cada vez mais. Como resultado das mudanças climáticas, o número desses eventos aumentou – e deve piorar.
De fato, na maioria dos anos, o calor é o fenômeno mais letal, matando em média 490 mil pessoas no mundo e causando problemas graves de saúde para muitas outras. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as mortes em decorrência do calor devem aumentar em 50% até 2050. Mas esse impacto não é distribuído de forma equilibrada, tanto ao redor do mundo quanto dentro das comunidades: populações que já vivem em condições mais vulneráveis são as que enfrentam os maiores riscos.
https://www.archdaily.com.br/br/1006087/como-resfriar-as-cidades-com-o-planeta-cada-vez-mais-quenteEric Mackres, Gorka Zubicaray e Bina Shetty
Stockholm Wood City. Courtesy of Atrium Ljungberg | White Arkitekter
Diante de estudos que estimam que até 2050 quase 70% da população mundial será urbana, pensar num desenvolvimento mais sustentável e equilibrado das cidades torna-se um imperativo para as próximas décadas. Essa discussão perpassa, invariavelmente, uma escolha mais assertiva de materiais de construção que tragam melhores benefícios urbanos e ambientais. Nesse cenário, um material que vem ressurgindo como uma escolha mais sustentável para a infraestrutura urbana é a madeira, sobretudo quando aliada a novos recursos tecnológicos, que vem se reintroduzido nas paisagens das cidades devido às suas características versáteis e à sua capacidade de se alinhar às construções do amanhã.
Todos os dias, governos, instituições financeiras e corporações têm uma decisão a tomar: investir em ativos físicos que emitem gases do efeito estufa e prejudicam a natureza ou priorizar o desenvolvimento de soluções verdes que fomentam uma economia estável, resiliente e equitativa. À medida que as comunidades enfrentam os impactos severos das mudanças climáticas, a decisão de construir um futuro sustentável fica mais evidente.
https://www.archdaily.com.br/br/1006690/6-mudancas-necessarias-para-o-sistema-financeiro-ajudar-a-promover-um-futuro-sustentavelAnderson Lee
Em 2018, as firmas Archi-Tectonics NYC e !Melk foram anunciadas como vencedoras de uma competição para desenvolver um masterplan para o Parque dos Jogos Asiáticos de Hangzhou 2022. Com uma área de 47 hectares, o projeto agora concluído inclui um amplo Eco Parque e sete edifícios. Embora seu propósito inicial fosse servir de sede para os Jogos Asiáticos de Hangzhou 2022, a equipe ampliou sua proposta para muito além do evento, traçando um novo caminho para o futuro ambiental da cidade.
Pelo quarto ano consecutivo, o ArchDaily promove uma iniciativa global para identificar e destacar os profissionais que estão conduzindo a arquitetura em uma nova direção: o programa Novas Práticas ArchDaily 2024. Nossa equipe realiza uma pesquisa anual que engloba centenas de práticas de todo o mundo, de todos os tipos e escalas: arquitetas e arquitetos autônomos, escritórios, designers, startups de tecnologia da construção, curadores, designers de exposições, coletivos, designers de interiores, desenvolvedores de software, cientistas de materiais, plataformas de novas mídias, think tanks, empreendedores, críticos, ativistas, artistas, designers de mídia, arquitetos paisagistas e qualquer profissional cujo trabalho, em estágio inicial ou avançado de desenvolvimento, esteja no caminho para reformular a prática da arquitetura. Para esta chamada, "novo" não significa apenas jovem, mas inovador e orientado para o futuro.
Convidamos você colaborar com nossa iniciativa global indicando, pelo formulário a seguir, profissionais que tenham o potencial de fazer parte do programa Novas Práticas ArchDaily 2024. E não deixe de conferir os vencedores nas edições de 2020, 2021 e 2023.
No vasto e implacável Deserto de Black Rock, em Nevada, uma cidade é reconstruída uma vez por ano. Milhares de pessoas se reúnem para criar uma metrópole temporária com um espírito coletivo. Em 2023, o Burning Man suprimiu todas as restrições à expressão, permitindo que formas surpreendentes fossem construídas. O tema deste ano, ANIMALIA, fez do Deserto de Black Rock uma tela em branco para a criatividade, um campo de jogos para a autoexploração e um refúgio para a expressão radical das individualidades.
“ANIMALIA” incentiva os participantes a embarcarem em uma jornada que borra a linha entre realidade e fantasia, e homenageia a diversidade do reino animal, desde os animais que habitam as áreas de transição do deserto até criaturas míticas e fictícias que aparecem em nossos sonhos. As instalações e pavilhões deste ano foram inspirados pelo mar, areia, céu e imaginação, variando de uma instalação de peixe representando águas doces a um pavilhão de tricô vivo que toma forma com tecidos, além de uma estrutura geométrica que explora o potencial de um cubo.
Anji Culture and Art Center . Imagem Cortesia de MAD Architects
Liderado por Ma Yansong, o escritório MAD Architects divulgou o projeto para o Centro de Cultura e Arte de Anji, na província de Zhejiang, sudeste da China. O novo centro, que ocupa uma área de cerca de 149 mil metros quadrados, terá seis espaços para eventos: um Grande Teatro, um Centro de Conferências, um Centro de Lazer, um Centro Esportivo, um Centro de Atividades Juvenis e um Centro de Educação Artística. Todas as funções estão distribuídas sob coberturas cujas formas são inspiradas em folhas de bambu, fazendo referência à região de Anji, conhecida como a cidade do 'bambu e das plantações de chá branco". A construção do centro já começou e tem conclusão prevista para 2025.
O planejamento urbanístico da cidade deve andar junto com a natureza. Foto: Daniel Costa, via Unsplash
A capacidade das árvores de climatizar naturalmente as cidades é um dos benefícios de promover os plantios em áreas urbanas. No Distrito Federal, a questão da arborização tem sido objeto de estudo para promover o uso sustentável dos recursos naturais como políticas públicas. Estudante de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Júlia Almeida mensurou as influências da microclimática da vegetação na escala residencial de Brasília, comprovando o poder da vegetação na qualidade de vida.
A firma global Foster + Partners divulgou recentemente seu primeiro projeto em Qingdao, um importante porto e centro financeiro na província de Shandong, na China. Chamado de 1 Nanjing Road, o projeto consiste em um empreendimento de uso misto localizado no distrito sul da cidade que reúne espaços de escritórios a apartamentos de luxo e pretende integrar-se ao tecido urbano existente.
Cortesia de interplay+komy | Pavilhão da Polônia Expo 2025
O escritório Interplay divulgou sua proposta para o Pavilhão da Polônia na Expo Mundial em Osaka, Kansai. Encomendado pela Agência de Investimento e Comércio da Polônia, o projeto responde ao tema da próxima Expo: A sociedade do futuro. O Pavilhão da Polônia nasceu da fascinação do escritório pelas espirais, especificamente o uso da forma em diferentes escalas, desde "moléculas de proteína até a estrutura das galáxias". Servindo como um símbolo da engenhosidade polonesa, o pavilhão com padrões geométricos pretende estender sua influência para além das fronteiras nacionais.
São Paulo. Foto de D A V I D S O N L U N A , via Unsplash
Muitas cidades ao redor do mundo têm sérios problemas de acesso à moradia. Um dos motivos são regulações de zoneamento muito restritivas. O zoneamento — as regras que determinam o que pode ser construído em cada lote — foi inicialmente projetado para controlar problemas urbanos, como congestionamento, poluição e sombreamento.
Com o tempo, no entanto, os planejadores entraram em acordo com os proprietários de imóveis para endurecer as regras. Os planejadores não gostavam da densidade urbana e ficaram muito felizes em reduzi-la. Os proprietários perceberam que códigos mais rígidos poderiam preservar o valor de suas propriedades e excluir os pobres e as minorias de seus bairros.
Dentro do espaço de uma semana, dois desastres naturais atingiram nações do norte da África. Na segunda-feira, 11 de setembro, dias após um grande terremoto atingir as Montanhas do Alto Atlas do Marrocos, a tempestade Daniel atingiu o noroeste da Líbia, levando ao colapso de duas barragens, que liberaram torrentes de lama e água na costa do país, matando milhares de pessoas e destruindo grandes partes da cidade portuária de Derna, além de outras cidades e vilarejos como Benghazi, Bayda e al-Marj. Com mais de 10.000 residentes ainda desaparecidos e milhares de deslocados, a magnitude do desastre ainda está sendo avaliada. Bairros inteiros de Derna, uma cidade atravessada pelo rio Wadi Derna, foram varridos.
Quilombo Conceição do Igarapé do Lago do Maracá - Amapá 17/09/2017 - Espaço para reuniões e refeições da Comunidade. Foto: Anderson Menezes/Amazônia Real. Via Flickr. Licença CC BY 2.0
Estão abertas as inscrições para o edital de Projetos de Educação Patrimonial lançado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O edital vai disponibilizar R$ 2 milhões para o estabelecimento de parcerias entre o Iphan, organizações da sociedade civil e entidades públicas de todas as esferas, que poderão submeter propostas no valor mínimo de R$ 200 mil e máximo de R$ 250 mil. As inscrições estão abertas até 25 de setembro.
https://www.archdaily.com.br/br/1007011/iphan-abre-edital-de-reais-2-milhoes-para-projetos-de-educacao-em-patrimonio-culturalArchDaily Team
Zofia Chomötowska, esforço de remoção de escombros no local do Blank Palace na Praça do Teatro, 1945. Imagem cortesia do Museu de Varsóvia
A exposição "Warsaw 1945-1949: Rising from Rubble" ocorreu este ano no Museu de Varsóvia, explorando o processo de reconstrução da cidade que ocorreu após a Segunda Guerra Mundial. Neste período, toda a estrutura urbana, arquitetura, status social e econômico de Varsóvia tiveram de ser reconstruídos do zero. Com curadoria de Adam Przywara, a exposição "ofereceu uma nova perspectiva sobre o mito da reconstrução pós-guerra da capital polonesa e uma das páginas mais interessantes de sua história".
A estrutura foi originalmente construída para sediar partidas internacionais e domésticas de críquete. Na década de 1950, o Clube de Críquete de Ahmedabad recebeu um terreno de 67.000 metros quadrados para construir um Estádio de Críquete. Ele foi o primeiro campo de grama do país e testemunhou a realização da primeira partida de críquete na Índia. O SVP é um lugar significativo para a comunidade do críquete no país, pois tem sido um berço de talentos e tem contribuído para o desenvolvimento de jovens jogadores de críquete. Vários jogadores lendários da Índia também jogaram no estádio.