A estrutura foi originalmente construída para sediar partidas internacionais e domésticas de críquete. Na década de 1950, o Clube de Críquete de Ahmedabad recebeu um terreno de 67.000 metros quadrados para construir um Estádio de Críquete. Ele foi o primeiro campo de grama do país e testemunhou a realização da primeira partida de críquete na Índia. O SVP é um lugar significativo para a comunidade do críquete no país, pois tem sido um berço de talentos e tem contribuído para o desenvolvimento de jovens jogadores de críquete. Vários jogadores lendários da Índia também jogaram no estádio.
A Lei Local 18 da cidade de Nova York, também conhecida como Lei de Registro de Aluguel de Curta Duração, entrou em vigor em 5 de setembro, alterando a forma como os aluguéis de apartamentos de curto prazo operam na cidade. A nova legislação local determinou que, a partir de agora, os proprietários deverão se registrar no Office of Special Enforcement (OSE) para obter uma licença, e os aluguéis só serão permitidos se o anfitrião morar no local e estiver presente durante a estadia do hóspede. O número de hóspedes também é limitado a apenas dois, e a duração é limitada a 30 dias. A legislação não é uma proibição explícita de plataformas como o Airbnb, mas as regulamentações rigorosas tornam quase impossível que o serviço continue sua atividade.
Médio Tejo, por Guida Marques. Cortesia de Fertile Futures
Fertile Futures é o título da representação de Portugal na 18ª Exposição Internacional de Arquitetura - La Biennale di Venezia 2023. Com curadoria de Andreia Garcia e dos curadores adjuntos Ana Neiva e Diogo Aguiar. O projeto tem como objetivo abordar questões de recursos hídricos em sete hidrogeografias portuguesas e incentivar a reflexão sobre a construção de um futuro sustentável, equitativo e fértil. Para isso, convidou sete equipes de projeto — Corpo Atelier, Dulcineia Santos Studio, Guida Marques, Ilhéu Atelier, Pedrêz, Ponto Atelier e Space Transcribers — para reimaginar possibilidades distintas para esses territórios.
Num esforço para ampliar o acesso ao conteúdo exposto em Veneza, apresentamos aqui os textos e imagens da exposição portuguesa, bem como algumas fotografias do espaço expositivo. O ArchDaily agradece à equipe de curadoria e comunicação de Fertile Futures que generosamente cedeu o material para esta publicação.
https://www.archdaily.com.br/br/1005846/fertile-futures-a-participacao-de-portugal-na-bienal-de-arquitetura-de-veneza-2023Andreia Garcia, Ana Neiva e Diogo Aguiar
A discriminação das mulheres dentro da profissão na arquitetura é um tema que vem sendo abordado com cada vez mais frequência. Inúmeras situações listadas e ilustradas vão desde a discrepância salarial em comparação com os homens, a falta de respeito no gerenciamento de obras e equipes por parte dos funcionários do sexo masculino, a histórica invisibilidade e consequente falta de reconhecimento das mulheres na carreira, entre muitas outras. Diferentes desmotivações as quais fazem com que, mesmo sendo maioria dentro dos cursos de arquitetura pelo mundo, muito poucas são as mulheres que conseguem se consolidar e ganhar destaque dentro da profissão.
Entretanto, o sexismo não para por aí. Além da discriminação sofrida em termos profissionais, é possível perceber a objetificação da mulher também na imagem e nos conceitos arquitetônicos.
Em uma época em que o impacto negativo da humanidade sobre o meio ambiente tem se tornado cada vez mais evidente, o conceito de rewilding (renaturalização) está surgindo como uma abordagem poderosa para a conservação e a restauração ecológica. Em consonância com a crescente atenção dada à arquitetura paisagística nos últimos anos, a ideia de remover a intervenção humana de nossos ambientes naturais para restaurar um equilíbrio estável parece oferecer uma maneira relativamente simples de corrigir erros climáticos fundamentais. Mas será que a ausência de interferência na natureza é realmente tudo o que prega o rewilding? Como ele se relaciona com a arquitetura e o design? Neste artigo, analisamos seus principais conceitos, aplicações e exemplos.
Se hoje já compreendemos que construir com concreto é prejudicial ao meio ambiente, uma das possibilidades de adotá-lo sem danos está na reforma de edifícios que podem expor sua estrutura e trazer o material à tona. Se sua aparência pode ser lida como austera ou extremamente fria para abrigar um lar, a madeira surge como alternativa para amenizar essa sensação e transformar uma possível estética industrial num ambiente residencial aconchegante. Desta forma, concreto e madeira conseguem brindar diferentes qualidades para um mesmo espaço a partir do contraste de suas texturas e cores que geram distintas sensações ao corpo. São várias as formas de pensar em como esses materiais podem dialogar e, aqui, apresentamos algumas delas a partir de seis apartamentos brasileiros.
A história da arquitetura está repleta de manifestações e linguagens diversas, que respondem diretamente ao contexto em que se inserem. Dentro da História existem muitas histórias, o que significa dizer que existem muitas tradições. A ideia de uma tradição universal é desmontada numa olhadela rápida em qualquer livro de história da arquitetura.
É claro que os movimentos vigentes apresentam preceitos comuns, mas isso está longe de significar uniformidade formal. Contudo, ao se encarar a multiplicidade histórica e, por conseguinte, de tradições, é possível afirmar que determinadas regiões possuem determinadas arquiteturas. Portugal é definitivamente um país com uma tradição arquitetônica, e Carlos Castanheira é um de seus representantes.
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Gent Waste Brick. Image Cortesia de Carmody Groarke
Há certos símbolos que transcendem barreiras linguísticas e são prontamente reconhecidos e compreendidos por pessoas de diversas culturas. Exemplos incluem os ícones de banheiro masculino e feminino, a cruz que simboliza saúde e, mais recentemente, o símbolo universal do Wi-Fi. Entre esses ícones universais está o da reciclagem, concebido em 1971 por Gary Anderson, arquiteto e designer que, na época, era um estudante na Universidade do Sul da Califórnia. Como um ciclo contínuo, trata-se de um triângulo com três setas dispostas no sentido horário, cada qual representando a indústria, o consumidor e a reciclagem, respectivamente.
Reintegrar o que normalmente é considerado resíduo no ciclo produtivo é um princípio central da economia circular. Esse conceito é particularmente marcante na indústria da construção, que historicamente dependeu da destruição e extração de recursos para existir. E nada mais simbólico do que os tijolos, que também representam a construção de novas coisas, para aplicar os conceitos da circularidade. Mentes criativas têm abraçado este desafio, concebendo soluções que transformar materiais descartados em recursos de elevado valor, gerando uma ampla gama de produtos, abrangendo matérias-primas residuais que vão desde algas marinhas e plásticos até cabelos humanos. Tais inovações não apenas abordam questões ambientais prementes, mas redefinem essencialmente a maneira pela qual construímos e habitamos nossos espaços. Neste artigo, destacamos 7 iniciativas que têm transformado resíduos em tijolos.
Como os municípios brasileiros estão se preparando para enfrentar as mudanças climáticas? Que leis estão sendo criadas? Como os recursos estão sendo investidos? Para aumentar a transparência sobre as políticas públicas voltadas ao clima e ao meio ambiente foi criado o Diário do Clima.
Uma das coisas que mais me chamam a atenção quando visito grandes cidades em outros países, sejam elas capitais europeias ou vizinhas aqui da América do Sul, é a ocupação dos espaços públicos pelas pessoas.
E não me refiro apenas a parques ou praças. Seja em Buenos Aires, Santiago, Paris ou Amsterdã, por exemplo, ao menos nos dias de sol, quase qualquer gramado é ocupado pelas pessoas, por crianças correndo e brincando, amigos fazendo piquenique, jovens lendo estirados ao sol.
https://www.archdaily.com.br/br/1005804/em-sao-paulo-a-praca-e-nossaVitor Meira França
Ao contrário do que muitos acreditam, as ilhas artificiais têm uma longa história em muitas regiões do mundo, como as ilhas recuperadas no Antigo Egito, as centenas de crannogs de palafitas encontradas em lagos e cursos de água escoceses e irlandeses e as ilhas cerimoniais construídas durante o Império Asteca. Por definição, uma ilha artificial é uma ilha que foi construída por seres humanos, em vez de ser formada por processos naturais. Ilhas artificiais podem ser construídas por muitas razões diferentes, e essas razões estão aumentando à medida que o mundo enfrenta o iminente problema da escassez de espaço.
No passado, essas ilhas tinham fins cerimoniais ou agrícolas, e às vezes eram usadas como espaço urbano. Mais recentemente, as ilhas foram construídas para mitigar a superlotação, recuperar terras, proporcionar expansões urbanas e atender às necessidades de infraestrutura da indústria. Ilhas artificiais também possuem certas vantagens estratégicas e benefícios econômicos, e podem trazer benefícios geopolíticos. No entanto, esses tipos de projetos têm um custo significativo para nosso ecossistema, causando danos graves e extensos ao meio ambiente.
Nos últimos anos, a busca por abordagens mais sustentáveis e ecologicamente responsáveis tem se tornado uma tendência crescente em diversas áreas, o que inclui os projetos de arquitetura de interiores. Dentre muitos elementos, o bambu tem ganhado destaque por sua versatilidade, sobretudo quando comparado a outros materiais, ao oferecer inúmeras possibilidades criativas de uso e manipulação para a elaboração de espaços elegantes e ecologicamente mais conscientes.
Hoje, quando imaginamos um espaço coberto, provavelmente um teto estruturado por uma laje de concreto é a imagem que nos vem na cabeça. Também hoje, quando pensamos em concreto, surge um leve desconforto na possibilidade de utilizá-lo em construções, visto os levantamentos que apontam como ele contribui para a crise climática e danos ao meio ambiente. Ampliar nosso repertório para técnicas vernaculares e tradicionais pode ser uma boa alternativa neste cenário. E, neste sentido, as coberturas naturais surgem como uma ótima solução. Utilizadas por muito mais tempo que o concreto para abrigar os humanos, elas ainda são pouco atribuídas a edificações contemporâneas, apesar de estarem alinhadas com muitas das qualidades que buscamos num projeto: materiais biodegradáveis, portanto, mais sustentáveis, apelo estético e conforto térmico.
https://www.archdaily.com.br/br/1006191/palha-piacava-santa-fe-e-algas-saiba-o-que-sao-e-quais-as-diferencas-entre-estas-coberturas-naturaisArchDaily Team
A medida que o mundo reconhece cada vez mais a importância de adotar práticas de construção sustentáveis, a versatilidade, resistência e qualidades renováveis do bambu têm gerado um impulso significativo na transição para uma economia circular em relação aos materiais. Desde a ideia inicial até a conclusão, este artigo fornecerá informações valiosas para começar seu projeto de construção com bambu, a partir da perspectiva de Bamboo U.
via Shutterstock | mariakray, Vista aérea de Boca Raton
O Center for Arts and Innovation selecionou o arquiteto Renzo Piano, vencedor do Prêmio Pritzker de 1998, para projetar seu novo campus criativo em Boca Raton, na Flórida. A instituição pretende fazer do novo equipamento um centro global de excelência nas disiplinas criativas, transformando Boca Raton em um destino internacional para cultura, artes, inovação e tecnologia.
Em Nieuw Delft, uma área da cidade recentemente desenvolvida ao lado do centro histórico de Delft, Países Baixos, e em proximidade com a estação central de trem, a Common City está desenvolvendo o projeto vencedor LeeuwenPart em colaboração com a Space&Matter. O projeto inclui um edifício residencial localizado no limite do futuro Parque Van Leeuwenhoek. Ele foi desenvolvido por meio de um método de co-criação no qual os futuros moradores são incluídos no processo de desenho, resultando em um prédio bem adaptado e uma comunidade unida.
Na sua quinta edição, o Prêmio Obel, focado na área de Adaptação, foi entregue ao projeto Living Breakwaters em Nova York. Este projeto consiste em uma infraestrutura verde localizada ao longo da costa de Staten Island. O prêmio foi concedido à SCAPE Landscape Architecture e sua fundadora, Kate Orff, a mente por trás do 'Living Breakwaters'. A premiação reconhece contribuições arquitetônicas que têm um impacto positivo tanto nas pessoas quanto no planeta.
O Prêmio Obel é uma distinção internacional concedida anualmente pela Fundação Henrik Frode Obel em reconhecimento a realizações notáveis na arquitetura. A cada ano, um foco específico é estabelecido pelo júri, e um prêmio é concedido à solução mais destacada. No ano anterior, em 2022, o prêmio foi para a Seratech, uma solução de concreto neutro em carbono,. Em 2021, por sua vez, o conceito da "cidade de 15 minutos" foi premiado por sua contribuição na criação de ambientes urbanos sustentáveis e centrados nas pessoas. A cerimônia de premiação será na Sydney Opera House em 21 de outubro de 2023. O vencedor receberá um prêmio de 100.000 Euros e uma obra de arte do artista Tomás Saraceno como troféu.
O UNStudio foi selecionado o vencedor do concurso internacional para o projeto de um empreendimento de uso misto em Düsseldorf, Alemanha, superando outros escritórios participantes reconhecidos internacionalmente, incluindo 3XN, BIG, David Chipperfield Architect e os finalistas Hadi Teherani Architects, HPP Architekten e Ingenhoven. A proposta do UNStudio é composta por duas torres de uso misto de quase 120 metros de altura e um embasamento de uso semi-público. Além dos espaços residenciais e de escritórios, o projeto também inclui usos e serviços multifuncionais, como esportes, academia, instalações médicas, espaços gastronômicos, um hub de transporte, uma creche e espaços para eventos culturais.