
O Dia Internacional da Mulher é celebrado em todo o mundo desde sua oficialização pela ONU na década de 70. Em linhas gerais, esta é uma data que simboliza a luta histórica de nós mulheres para termos nossas condições equiparadas as dos homens.
No embalo das comemorações deste dia, como mulher e arquiteta, decidi trazer aqui um panorama sobre trajeto profissional das mulheres na arquitetura – principalmente, no nosso país -, denunciando a discrepância que ainda existe no meio como forma de fortalecer a luta que o dia internacional da mulher simboliza. É um alerta, um desabafo e também um pedido de cooperação para que cada um reconheça o seu lugar e, sobretudo, reconheça o nosso lugar, como mulheres, na criação do cenário arquitetônico do nosso país.
Em 2019 o CAU/BR fez um levantamento completo sobre a presença da mulher na arquitetura e no urbanismo. De acordo com esses dados, dos profissionais ativos e registrados no conselho, 63,10% são mulheres. O mesmo ocorre dentro das universidades, com 67% das alunas sendo mulheres. Entretanto, quando se fala em produção arquitetônica, dentre os principais serviços prestados pelas mulheres e registrados na plataforma do CAU, 55,7% são enquadrados dentro de projeto enquanto apenas pequenas porcentagens – 7%, 2,3%, 1,3% – estão relacionadas a outros serviços como execução, engenharia de segurança do trabalho e planejamento territorial, respectivamente. Nos quesitos de premiação e representatividade, os números também se invertem, apenas 17% dos prêmios nacionais de projeto foram concedidos a equipes lideradas por mulheres assim como apenas 17% dos membros do conselho diretor federal são mulheres, 24% no conselho estadual, e por aí vai.





