
Em uma época em que o impacto negativo da humanidade sobre o meio ambiente tem se tornado cada vez mais evidente, o conceito de rewilding (renaturalização) está surgindo como uma abordagem poderosa para a conservação e a restauração ecológica. Em consonância com a crescente atenção dada à arquitetura paisagística nos últimos anos, a ideia de remover a intervenção humana de nossos ambientes naturais para restaurar um equilíbrio estável parece oferecer uma maneira relativamente simples de corrigir erros climáticos fundamentais. Mas será que a ausência de interferência na natureza é realmente tudo o que prega o rewilding? Como ele se relaciona com a arquitetura e o design? Neste artigo, analisamos seus principais conceitos, aplicações e exemplos.
Em sua essência, o rewilding visa reverter os efeitos da perda de habitat, do declínio das espécies e da degradação dos ecossistemas, permitindo que a natureza recupere os seus espaços e processos inerentes. O movimento representa uma mudança ousada das práticas tradicionais de conservação sistêmica e, em vez disso, adota uma ideia restauracionista de coexistência com paisagens naturais prósperas. Estimulados pelos esforços em torno da Década de Restauração de Ecossistemas da ONU, que vai de 2021 a 2030, Irlanda, Suécia, Nigéria, Austrália, Índia, Chile, EUA e Indonésia são apenas alguns dos países que já estão realizando projetos de rewilding, de acordo com um mapa da Global Rewilding Alliance.








