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Artigos

Serie Eroded / I M Lab

A série Eroded (erodida) é uma série de objetos criados por Alessandro Isola y Supriya Mankad do estúdio de design I M Lab, que foram inspirados pelo processo natural de erosão - onde um material sólido como a pedra fica como que devorado por um processo exógeno como o fluxo do vento ou o fluxo de água. Este acontecimento não somente resulta na mudança da qualdiade do objeto sólido (como sua suavidade ou a exposição da qualdiade interna do elemento), mas também conduz para a formação de superfícies e cavidades que se convertem em diferentes tipos de habitabilidades.

Arte e Arquitetura: Exploração Urbana / Jared Lim

Tudo muda a partir do ponto de vista do observador. Esqueceram de dizer que tudo muda também com a escala em que um ser humano é obrigado a observar. O mundo visto a partir de um ponto externo pode ser entendido como um organismo vivo. Um formigueiro de dentro, uma metrópole fantástica.

Educar um olho observador para abstrair as regras visuais criadas estabelecidas cria mundos inteiros à nossa frente, escondidos por trás do véu do hábito e da preguiça de olhar, procurando interpretar e expressar o nosso meio ambiente de forma diferente.

Hoje, em Arte e Arquitetura, trazemos os devaneios de Jared Lim, capturados com sua câmera e seu louco amor por padrões, fruto da descontextualização, da confusão da escala e de seu ponto de vista pessoal da arquitetura das grandes cidades .

Mais imagens ao fim do texto.

Art Villas, Bloco D: Kengo Kuma projeta casas com coberturas de rocha vulcânica na Coréia do Sul

O projeto Lotte Jeju Resort, na Coréia do Sul, é um novo bairro de luxo composto por cinco quadras residenciais, cada uma projetada por um diferente arquiteto. Kengo Kuma trouxe a sua visão única para o Bloco D do conjunto, através de uma série de casas com telhados curvos cobertos com pedra vulcânica de origem local, fazendo referência aos 368 vulcões espalhados pelas ilhas Jeju.

Mais informações e imagens na sequência.

© Kengo Kuma & Associates © Kengo Kuma & Associates © Kengo Kuma & Associates © Kengo Kuma & Associates + 8

Prateleira Romboidale / Pietro Russo

A profissão de designer de interiores levou o italiano Pietro Russo a projetar diversas soluções de mobiliário, normalmente produzidos em pouca quantidade. No caso, "Romboidale" foi concebida com a intenção de criar uma separação simples e leve entre dois espaços.

Concreto de baixa emissão de carbono busca reduzir a emissão de CO2 de edifícios

Atualmente, o concreto é o material de construção mais utilizado no mundo e, por este motivo, duas empresas canadenses desenvolveram um concreto de baixa emissão de carbono que reduz significativamente a pegada de CO2 dos edifícios em que são aplicados. O novo material já foi confirmado na construção de várias das novas instalações esportivas dos Jogos Panamericanos Toronto 2015 - projetados pelos arquitetos do B+H Architects - e espera revolucionar a indústria da construção sustentável através esta nova tecnologia.

Mais informação a seguir.

O Capim / Carlos M. Teixeira

Aurélio
Plantas invasoras, ervas más, plantas daninhas, plantas silvestres, plantas ruderais, inços, mato, e juquira são alguns dos sinônimos das chamadas “ervas daninhas”, as quais incluem os capins. Capim, por sua vez, é a designação genérica das gramíneas silvestres e palavra que tem origem no tupi (ka+píi, ou “folha delgada”). São eles vários: capim barba-de-bode, capim-açu, capim-agreste, capim-amonjeaba, capim-amargoso, capim-azul, capim-balça, capim-bambu, capimpuba, capim-bobó, capim-branco, capim-catingueiro, capim-cheiroso, capim-de-burro, capim-de-cheiro, capim-do-pará, capim-elefante, capim-flecha, capim-gordura, capim-guiné, capim-jaraguá, capim-limão, capim-marmelada, capim-membeca, capim-mimoso, capim-sapé, capim-trapoeraba, etc. A maioria dessas espécies tem a inflorescência em espigas, as folhas lineares, agudas e recurvadas, a haste filiforme, e a ddfsdfsdf sdf sdf sdf sdf . Os capins são indesejados, invasores, forrageiros e provavelmente constituem a maior parte da área verde das cidades. São arrancados por jardineiros, coletados por lixeiros, queimados por incendiários e odiados por paisagistas.

Rua cheia de gente é melhor que rua cheia de carro

Após alguns dias de manifestações por todo o Brasil, em meio a indignações difusas e protestos bastante heterogêneos, ninguém consegue compreender ao certo o que está acontecendo e muito menos cravar uma previsão para o que virá daqui pra frente. No entanto começa a ficar clara a crescente relevância da pauta da Mobilidade Urbana e a importância de discutir o tema não apenas pelo viés técnico, mas também pelo viés político. Em São Paulo, a principal pauta dos protestos veio do Movimento Passe Livre (MPL) que luta, a curto prazo, pela revogação ao aumento das passagens dos transportes públicos e, a longo prazo, pela tarifa zero. Esta ideia que há pouco tempo parecia uma utopia ou um exagero, hoje começa a ser discutida como uma possibilidade inovadora. O movimento propõe deixarmos de pensar o transporte público como um produto para transformá-lo em um direito básico. Transporte público gratuito e de qualidade traz avanços enormes para o direito à cidade, facilitando o acesso a todas as partes da cidade, contribuindo para torná-la menos segregada.

Imagens fotorealistas são ruins para a Arquitetura?

Em seu mais recente artigo para o The Guardian, Olly Wainwright observou uma série de projetos e teses produzidos pelos melhores e mais brilhantes estudantes do Reino Unido. Wainwright se surpreendeu - e não foi pela exibição de habilidades técnicas ou imaginação destes estudantes - mas pela pura falta de conexão desses projetos com a arquitetura real, construída e imperfeita: "Uma e outra vez, os projetos pareciam fugir do mundo real de pessoas e de lugares, de escala e de contexto; se parecem mais com reinos de fantasias de formas complicadas, sem nenhum propósito aparente."

É uma armadilha que muitas escolas de arquitetura têm caído, no Reino Unido e ao redor do mundo, mas não é apenas um sintoma da natureza equivocada do ensino de arquitetura, também é sintoma da obsessão da Arquitetura com a imagem de arquitetura, uma imagem completamente distante da realidade.

Mais informações na sequência...

The Mapdwell Project: determinando a energia solar ideal nas coberturas

The Mapdwell Projecté um grupo colaborativo de pesquisadores, acadêmicos e profissionais do MIT oriundos de diversos campos - design, tecnologia de edificações, engenharia, ciências ambientais, economia e ciência da computação - que busca desenvolver uma fonte comunitária de informações precisas voltadas à pesquisa sobre práticas sustentáveis. O Sustainable Design Lab do MIT atuou em colaboração com o estúdio de design MoDE (Modern Development Studio), que elaborou a interface online. O objetivo fundamental do Mapdwell é fornecer uma ferramenta que permita que comunidades tomem decisões embasadas quanto à incorporação de práticas sustentáveis em seus cotidianos através de conscientização e acesso a informações sobre eficiência energética e desenvolvimento inteligente.

Mais informações sobre a ferramenta a seguir.

No início de maio, Mapdwell revelou seu primeiro protótipo de "Solar System" - uma plataforma informática de mapeamento. O trunfo da Solar System é a quantidade de dados reunidos, acessíveis através da interface convidativa. O Solar System gera as informações necessárias para a instalação de painéis fotovoltáicos, comparando simultaneamente os efeitos ambientais obtidos. Permite que os cidadãos definam inclinação, formato e orientação das águas dos telhados; simula a radiação solar com base em dados climáticos históricos; considera obstruções físicas como vegetação e construções vizinhas; computa a geração potencial de energia solar; apresenta programas de incentivo e taxas especiais a nível nacional, estadual e local; e apresenta dados precisos e imparciais.. Os cidadãos podem acessá-las para qualquer edifício em uma cidade, embasando as escolhas da comunidade em relação ao desenvolvimento sustentável.

Apesar da Mapdwell insistir que os proprietários executem uma análise in loco dos edifícios para definir a melhor implantação de painéis e seu porte, a Solar System deve chegar a estimativas muito precisas. Para criar o mapa, a Mapdwell combina imagens aéreas da área com LiDAR (Detecção e Espectro de Luz, na sigla em inglês) para criar um mapeamento topográfico. São determinados, assim, ângulos das coberturas e anteparos físicos que afetam a intensidade de sol em uma área determinada.

Arte e Arquitetura: Cityscapes / Tim Jarosz

Há cidades que contaminam nossos sonhos. Retalhos de memórias de infância; breves cenas em um piscar de olhos no dia-a-dia, como um haiku, durante a rotina mais densa; desejos de permanecer para sempre entre seus meandros, ou de voar longe deles, deixando para trás suas valas metálicas, seus edifícios fissurados, seus muros e ruas que se transformam desde que nasceram. Cenas que te perseguem, esteja onde estiver, invadindo o subconsciente, lembrando-te de onde é.

A cidade natal, com todos seus significados, está enlaçada ao indivíduo tanto que seu perfil, seus cheiros, seus crepúsculos, são parte da nossa mais profunda percepção daquilo que nos rodeia, fazendo com que vejamos o mundo através dela; através de como a sentimos, como a lembramos, a sonhamos; a ela, nossa cidade.

Lê-se este sentimento na obra do americano Tim Jarosz, que cria fantásticas paisagens urbanas com fotografia, colagem e modificação digital das cores e texturas. Este fotógrafo e digner gráfico procedente de Chicago expressa em suas imagens uma inexistente e nova Chicago, viva só em seu imaginário.

Tecnologia e Arquitetura: Andrés Batlle

Essa semana na nossa série Tecnologia e Arquitetura apresentamos o chileno Andrés Battle.

Andrés começou a trabalhar com representação e visualização em sua época de estudante na Faculdade de Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica do Chile. Apesar de ser ainda bastante jovem, já se fez notar, conseguindo trabalhos com muitos dos grandes arquitetos chilenos contemporâneos, como HLPS Arquitectos, Cecilia Puga, Cristián Fernandez Arquitectos, Smiljan Radic, entre muitos outros.

A seguir uma entrevista exclusiva e uma seleção de suas melhores imagens.

O edifício não importa

«Sou quem não é, quem fez secessão, o separado, ou inclusive, como se diz, aquele em quem o ser é questionado. Os homens afirmam-se pelo poder de não ser: assim atuam, falam, compreendem, sempre distintos de por quê são, escapando do ser por um desafio, um risco, uma luta que chega até a morte e que é a história. É isto o que Hegel mostrou. “Com a morte começa a vida do espírito.” Quando a morte se torna poder, o homem começa, e este começo diz que para que haja mundo, para que haja seres, é necessário que o ser falte.» —M. Blanchot, 1955.

ArchDaily Innovation Challenge - Ambientes de Trabalho Inovadores

Um ambiente de trabalho melhor pode promover boas dinâmicas sociais, mais criatividade, um aumento na produção e, claro, melhorar a qualidade de vida daqueles que o utilizam diariamente.

Fizemos uma parceria com a HP para reconhecer os projetos que estão indo além do limites neste campo, criando notáveis espaços ​​de trabalho, e também para promover a experimentação entre os alunos, buscando pensar sobre o local de trabalho do futuro.

Dividimos a competição em duas categorias: profissionais e estudantes.

Profissionais

Arquitetos de todo o mundo são convidados a apresentar seus projetos de espaços de trabalho recém-concluídos. O júri irá avaliar àqueles que são capazes de demonstrar as inovações nesta área, na forma de desenhos ou diagramas.

Use o seu poder de síntese para nos mostrar por que seu projeto apresenta inovações para o ambiente de trabalho!

Estudantes                         

Estudantes de todo o mundo são convidados a criar um ambiente de trabalho inovador dentro de um determinado andar genérico de um edifício de escritórios. Esta restrição forçará os alunos a operarem em condições reais de mercado.

Porque skatistas precisam do Southbank Centre

Dentro do amplo debate sobre o projeto de Feilden Clegg Bradley para redesenhar o Southbank Centre em Londres, uma questão que por vezes tem sido ignorada pela mídia de arquitetura é a proposta de relocar a pista de skate da galeria subterrânea do Queen Elizabeth Hall em um espaço nas proximidades da ponte Hungerford.

Como era de se esperar, essa decisão provocou uma petição que acabou coletando cerca de 40.000 assinaturas para salvar um dos pontos de skate mais famosos do Reino Unido. Nós já falamos sobre como skatistas podem ensinar arquitetos sobre a compreensão do espaço; entretanto, neste caso, eu gostaria de examinar como skatistas, enquanto uma entidade (sub)cultural, interagem com a cidade, e como a cidade pode atender suas necessidades. Apesar de muitos arquitetos já serem a favor da aceitação dos skatistas nos espaços públicos, espero explorar por que a comunidade em geral tende a vê-los como um problema a ser resolvido, e o que isso pode revelar sobre a proposta para o Southbank Centre.

Continue lendo para saber mais sobre a maneira peculiar como os skatistas experienciam a cidade.

Os incríveis ninhos de Jayson Fann: inspirados nas aves, construídos para as pessoas

O artista californiano Jayson Fann projetou e construiu ninhos na escala humana com o uso de madeira colhida de forma sustentável. Seus ninhos são suficientemente grandes para abrigar até oito pessoas em seu interior.

Mais imagens e o método de construção dos ninhos a seguir.

© Jayson Fann © Jayson Fann © Jayson Fann © Jayson Fann + 12

Arte e Arquitetura: Horizonte Vertical / Romain Jacquet-Lagrèze

A série Vertical Horizon, do artista Romain Jacquet-Lagrèze, está além de um simples registro urbano. Neste caso, nos apresenta a super-povoada cidade de Hong Kong e seus altíssimos edifícios com foco no horizonte artificial que geram suas silhuetas desde o ponto de vista de um transeunte. Elementos repetitivos e aleatórios, formas, luzes e contrastes de cor determinam as diferentes atmosferas que aparecem "entre" os edifícios de uma cidade que não se cansa de crescer.

Na continuação: As fotografias e um texto descritivo do artista.

© Romain Jacquet-Lagrèze © Romain Jacquet-Lagrèze © Romain Jacquet-Lagrèze © Romain Jacquet-Lagrèze + 8

Strawscaper: Arranha-céu na Suécia propõe "colher" energia eólica através de uma fachada cinética

O projeto Strawscraper, dos arquitetos do Belatchew Architecture Lab, é um arranha-céu revestido por "fios" que busca aproveitar a energia do vento para produzir energia. Com a ideia de levar os parques eólicos à cidade - sem necessidade de grandes turbinas - o edifício propõe a utilização de uma fachada cinética que transforma o movimento do vento em eletricidade.

Mais informações e imagens a seguir.

Porque o LEED não funciona na África Rural e o que funcionará

Originalmente publicado no site Intercon, o arquiteto norte-americano residente na África Charles Newman, credenciado pela LEED discute os percalços da cerificação nas regiões rurais da África. Newman que atualmente trabalha para o International Rescue Comitte em Bukavu e na República Democrática do Congo como Gestor de Reconstrução Comunitária, se dedica à integração da sustentabilidade em comunidades ao redor do mundo. Pira saber mais sobre seu trabalho e suas viagens, acesse seu blog Afritekt.

Quando em uma pequena cidade do sual da República Democrática do Congo em meados de 2012, um colega me abordou pedindo orientações para uma proposta ampla na área da saúde que ele estava elaborando. Uma porção do financiamento seria destinada à construção de centenas de clínicas através do Congo e ele mencionou que o doador estaria muito interessado em qualificações de edificação "verde". Sabendo que eu era um Profissional Credenciado do LEED, ele indagou como poderíamos incorporar tais critérios no design dos projetos a serem feitos. Lancei algumas diretrizes gerais, como o emprego de materiais locais - reciclados, se possível - agregando infraestruturas existentes, ventilação natural, etc. Ele apontou algumas questões, e então começou a esquadrinhar um pouco mais. "E quanto ao sistema de pontuação da LEED? Seria possível aplicá-lo à nossa estratégia"?

Minha resposta foi franca: "Na verdade, não. O LEED não funciona aqui na África rural".

LEED significa Leadership in Energy and Environmental Design (em português algo como Liderança em Energia e Design Ecológico), e se tornou o mais padrão mais reconhecido para edificação "verde" em por volta de 30 países pelo mundo. O LEED funciona como uma pontuação que avalia edifícios em termos de design, construção e performance. Cem pontos é o máximo possível. 40 pontos garantem o título de "Certificado"; 50 o grau Prata; 60, Ouro; e 80, Platina. O sistema de avaliação é dividido em sete categorias, tais como Implantação Ecológica, Eficiência Hídrica e Qualidade Ambiental Interna. A maior parte dos pontos funciona quantitativamente, enquanto outros, como os créditos por Inovação em Design, compreendem explanação e interpretação. O LEED se tornou amplamente empregado no mundo por bons motivos: a construção dentro dos padrões LEED fundamentalmente reduz a pegada de carbono de uma edificação, criando um produto potencialmente lucrativo financeiramente (e de modo responsável).

Cinema e Arquitetura: "A Roma de Fellini"

Além do construído - o objetivo -, as cidades são uma soma de imagens, experiências, cores, luzes, atmosferas, situações, pessoas, cheiros, gostos...cada pessoa percebe a cidade de acordo com sua experiência pessoal e subjetiva...Como é a Roma de Fellini?

Essa semana, Cinema e Arquitetura volta com o filme "Roma" (1972) do reconhecido diretor italiano Federico Fellini. Também conhecida como "A Roma de Fellini", é um filme semi autobiográfico que transita entre a comédia, a nostalgia, a sátira e o drama, relatando a juventude do diretor a partir de sua chegada à estação de Termini, pouco antes da Segunda Guerra Mundial.

Sem uma trama definida ou facilmente compreendida, o filme é um retrato enérgico de Roma e sua carga histórica, o caos da concentração excessiva de obras de arte, escavações e ruínas. O filme se apresenta como uma soma de histórias, realidades, fantasias, sonhos, memórias...A cidade mostrada através de resquícios que aparecem sem transições e que expressam a visão pessoal que Fellini tinha da Cidade Eterna, derrubando seus mitos imperiais e adiantando-se ao futuro.

Mais informações a seguir.

Pode a arquitetura nos tornar mais criativos? Parte III: Ambientes acadêmicos

August Kekulé descobriu a estrutura do anel de benzeno depois de ter um sonho com um Ouroboros, uma famosa serpente mitológica retratada mordendo a própria cauda. Francis Crick descobriu o sistema de replicação complementar do DNA quando se lembrou do processo de reprodução de esculturas através de uma cópia em gesso, utilizada como molde. Johannes Keppler atribui suas leis do movimento planetário a uma inspiração pela religião: o sol, as estrelas e o espaço negro ao redor delas representam Pai, Filho e Espirito Santo respectivamente

Qual é o sentido? De acordo com Arthur Koestler, "todos os eventos decisivos na história do pensamento científico podem ser descritos como 'fertilização cruzada' mental entre disciplinas diferentes." Grandes descobertas surgem não do trabalho eremita  isolado, sem interferência, mas de trabalhos incansáveis, esclarecidos por colisões involuntárias com um assunto não familiar. Para Kekulé foi mitologia antiga, para Crick, escultura, e para Keppler, religião.

Criatividade e inovação, portanto, prosperam onde disciplinas se chocam. E isso é verdadeiro não apenas para a ciência, mas para todos os assuntos. Todos temos algo a aprender com o outro, e que lugar melhor para incentivar esse enriquecimento mútuo do que a escola?

Continue lendo para saber mais sobre como arquitetura interdisciplinar pode alimentar criatividade e colaboração nas escolas.

História do Corredor / Carlos M. Teixeira

O corredor, espaço que serve para comunicar ambientes, é o pesadelo dos arquitetos. Uma planta que tem corredores longos é pouco eficiente. Um prédio de escritório com muita área de circulação é um prédio mal resolvido. Um corredor comprido, escuro e deserto é causa de um horror vacui, um espaço claustrofóbico, anônimo, desconcertante. Mas um apartamento de muitos quartos e sem corredores é um apartamento de aproveitamento máximo e sem desperdício de área ou, num mundo onde o espaço sempre é mercantilizado, um “bom” apartamento.

O Projeto Construtivista / Natalia Melikova

Na Rússia, centenas e centenas de edifícios estão em risco, e trabalho de assegurar que eles não sejam extintos está nas mãos de poucos interessados.

Um desses guerreiros é Natalia Melikova, autora do The Constructivist Project, um website que busca preservar a memória - e, com esperança, inspirar a proteção - da arquitetura russa de vanguarda. Embora tenha origem em seu projeto de tese, está progressivamente se tornando uma de suas paixões. Nas palavras de Melikova, "Ao compartilhar fotografias (minhas próprias e outras), artigos, eventos, exposições, e outros recursos sobre a vanguarda, The Constructivist Project une interesses em comum e apreciação da arte e história da Rússia, e as torna acessíveis em inglês a um público internacional. Este é um modo de iniciar o debate não só sobre a situação perigosa da arquitetura de vanguarda russa mas também sobre preservação cultural e desenvolvimento urbano em geral."

Veja 10 das imagens de Melikova, fotos instantâneas de uma parte da história da Rússia sendo rapidamente esquecida, com as descrições dela, a seguir.

Surimi / Natascha Harra-Frischkorn

Este objeto para se sentar, que recebe o nome de "Surimi", é uma opção de assento baixo criado pela designer Natascha Harra-Frischkorn que consiste em almofadas de espuma, uma estrutura de espuma e tecido de estofaria. O espaço normalmente indesejado entre as partes estofadas é agora um espaço útil para guardar livros e outros objetos.

Reconectanto o Metrô ao Céu

Nos primeiros anos do sistema de metrô da cidade de Nova York, a luz natural tinha um papel dominante na iluminação de espaços subterrâneos. A arquitetura enfatizava uma conexão com o céu, frequetemente através de aberturas zenitais implantadas nos canteiros centrais das avenidas.

Entretanto, provou-se extremamente difícil mantê-las limpas, e a luz eventualmente parou penetrar nos espaços subterrâneos. Com isso, a iluminação dos metrôs ficou exclusivamente a cargo da energia elétrica. Enquanto isso possibilitou grande flexibilidade nos projetos das estações, permitindo a construção em qualquer local e profundidade, também criou uma sensação de desorientação e alienação para alguns passageiros.

Para o projeto do Lower Manhattan's Fulton Center, a Arup, em conjunto com o arquiteto Grimshaw, procurou reconectar o sistema de metrô centenário ao mundo acima.

Saiba mais sobre o projeto na sequência...

© Arup © Arup © Arup Cortesia de  MTA-CC/NYCT Arup + 16

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