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Do quarto do meu hotel era possível ver os telhados da Cidade Proibida, embora apenas um vulto em meio à névoa que cobria a paisagem. Pequim (ou Beijing, dependendo da língua ou grafia) é uma das cidades com o ar mais poluído do mundo, com uma névoa constante produzida não apenas por automóveis — que respondem por 70% da poluição da cidade —, como também por fábricas, usinas de carvão e tempestades de areia de regiões próximas. A impressão visual era de que o dia estava nublado, mas na realidade não havia uma única nuvem no céu. Pequim foi uma das primeiras cidades que tentaram ordenar o seu espaço urbano, criando um xadrez viário de superquadras alinhadas com a Cidade Proibida, a residência e figura central do império. Dentro de cada superquadra, o desenvolvimento urbano tradicional de Pequim foi no formato de hutongs, pequenas comunidades de casas tradicionais com ruas estreitas ocupando parte ou toda área de uma superquadra. Visitando o Beijing Planning Exhibition, o Pavilhão de Planejamento Urbano de Pequim, aprendi que hutong significa “fonte”, relacionando seu surgimento com as fontes de água em cada comunidade. De acordo com o pesquisador Qingqing Yang a palavra significa uma “faixa” ou “ruela” com pátios tradicionais em ambos lados. Hoje a palavra hutong é basicamente usada para descrever uma rua antiga em uma área residencial. Veja mais Veja a descrição completa
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