O ArchDaily tem o prazer de apresentar os vencedores da 5ª edição do Next Practices, que reconheceu 20 práticas de arquitetura inovadoras de diferentes partes do mundo. Estes profissionais desenvolvem trabalhos marcados pela criatividade, inovação, abordagem interdisciplinar e responsabilidade social — qualidades que estão redefinindo o futuro da arquitetura e ampliando seus horizontes.
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20 Práticas que estão redefinindo o futuro da arquitetura: os vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards
Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025 — Extremos: Arquitetura para um Mundo Quente

Entre 18 de setembro e 19 de outubro de 2025, a 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, organizada pelo IABsp, ocupará o Pavilhão da Oca, no Parque Ibirapuera, para discutir como a arquitetura, o urbanismo, o design e o paisagismo podem enfrentar as mudanças climáticas e os eventos extremos.
O conceito curatorial parte do entendimento que vivemos em tempos de extremos, exigindo soluções radicais e inovadoras. Nos quatro pisos da Oca, os curadores propõem reunir ciência e inovação, saberes tradicionais, práticas cotidianas, propostas de mercado e ações do Estado, afirmando que o desafio climático deve ser enfrentado por toda a sociedade.
Do BIM à IA, o salto para a construção verdadeiramente inteligente

O setor de Arquitetura, Engenharia, Construção e Operação (AECO) vem atravessando, nas últimas décadas, um processo de transformação digital sem precedentes. Desde os tempos em que os projetos eram representados exclusivamente em papel, uma realidade que perdurou até o início dos anos 1980, a área já passou por marcos importantes com a adoção do CAD (Desenho Assistido por Computador) e, mais recentemente, do BIM (Modelagem da Informação da Construção). Agora, uma nova transição se impõe, e promete ser ainda mais profunda. A Inteligência Artificial (IA), que até pouco tempo parecia restrita a laboratórios ou conceitos futuristas, começa a ocupar um lugar prático e estratégico na forma como projetamos, construímos e gerenciamos nossos edifícios e cidades.
Laboratório rural: o campo como espaço de experimentação na América Latina

E se o futuro da arquitetura não estiver nas cidades, mas além delas? Há décadas, a urbanização domina discursos e estatísticas. Somos constantemente bombardeados por dados que confirmam a ubiquidade da condição urbana, mas raramente nos perguntamos o inverso: o que aqueles que se mudaram para a cidade deixaram para trás? O que permanece vivo e em transformação longe dos centros urbanos?
O campo — historicamente subestimado — tem emergido como um território fértil de possibilidades. Mais do que um "espaço marginalizado", o rural latino-americano se afirma hoje como um verdadeiro laboratório de experimentação arquitetônica, social e ecológica. De comunidades agroecológicas a tecnologias de baixo impacto, das relações entre humanos, máquinas e outros seres vivos às soluções locais para desafios globais como a crise climática, a segurança alimentar e a migração — o campo está redesenhando, com autonomia e inventividade, seu próprio futuro.
Da extração à regeneração: como a arquitetura pode contribuir para a mudança no desenvolvimento rural da América Latina

O meio rural sempre exerceu um papel fundamental no desenvolvimento social e econômico dos países. Até o século XVIII, era o principal espaço de produção e de organização da vida. Com a Revolução Industrial, no entanto, ocorreram profundas transformações estruturais que redefiniram essa dinâmica. A indústria passou a ocupar uma posição central, vinculando-se ao meio urbano e dando origem a uma visão dicotômica e hierarquizada entre rural e urbano, agricultura e indústria. Nesse contexto, duas visões opostas ganharam destaque: uma previa o desaparecimento do rural diante da urbanização e do avanço econômico; a outra apostava na sua permanência e renascimento. Hoje sabemos claramente qual das hipóteses se tornou verdadeira.
Contraste como estratégia projetual na arquitetura

O contraste pode ser amplamente utilizado na arquitetura como recurso para destacar aquilo que desejamos evidenciar. Queremos destacar uma entrada? Que o projeto se sobressaia em relação ao entorno? Que nossa arquitetura se torne um marco na paisagem urbana — ou rural? Precisamos criar simbolismos? Garantir legibilidade? Como fazer isso? Como "colocar luz" em algo?
Tudo aquilo que queremos destacar se amplifica pela comparação — por meio de um contraste exagerado, antagônico. Propositalmente, podemos intensificar o uso da escuridão para evidenciar uma única fonte de luz, marcando uma escada de maneira dramática e teatral. Ou então inserir paredes robustas e opacas para fazer sobressair uma entrada leve e transparente.
Mapa de Iniciativas Urbanas: inscrições abertas

O Mapa de Iniciativas Urbanas, criado pela OSPA Place em parceria com o Instituto Cidades Responsivas, se trata de um mapeamento gratuito e colaborativo, que reúne projetos de transformação urbana por meio da inovação, da tecnologia e da participação cidadã. A iniciativa tem como objetivos principais identificar, valorizar e dar visibilidade a experiências urbanas transformadoras, inspirar outras cidades com modelos de inovação aberta, fortalecer redes de colaboração entre agentes públicos, privados, da academia e da sociedade civil, além de compartilhar soluções com impacto real para a população.
Nada se perde, tudo se transforma: O futuro reutilizável das estruturas da Bienal

Ao final de cada Bienal de Arquitetura, longe dos olhos dos visitantes, toneladas de materiais das exposições são transportadas por Veneza em carrinhos de mão e barcos. Apenas uma fração desses materiais é reutilizada. A principal razão é a escassez de espaços de armazenamento na cidade e os altos custos logísticos — desafios recorrentes da arquitetura circular. Como resultado, a maior parte dos resíduos acaba sendo destinada a aterros sanitários ou centros de reciclagem próximos. Mas essa realidade está prestes a mudar. Diante das crescentes preocupações ambientais, arquitetos têm se empenhado em desenvolver estratégias que viabilizem a reutilização desses materiais. Processos que envolvem não apenas as decisões arquitetônicas e construtivas, mas também abarcam questões de logística e comércio internacional.
PLACE lança mapa interativo com todos os projetos do ArchDaily Brasil

Mapas são ferramentas fundamentais para compreender o espaço construído. Mais do que representar localizações, eles permitem visualizar relações espaciais, reconhecer padrões urbanos, sobrepor camadas de informação e produzir novas formas de leitura do território. Na arquitetura, podem ajudar a revelar como os projetos se distribuem nas cidades, quais áreas concentram investimentos ou permanecem à margem deles. Além disso, os mapas nunca são neutros: toda representação cartográfica envolve escolhas — como a seleção de dados, os recortes espaciais e as projeções utilizadas — que podem carregar intenções políticas, reforçando ou questionando estruturas de poder e visões de mundo.
Em parceria com a plataforma PLACE, desenvolvida pelo escritório OSPA, o ArchDaily Brasil apresenta um mapa interativo com a maioria dos projetos publicados no site nos últimos anos. Cada ponto traz informações como imagens, localização e dados técnicos das obras. A iniciativa utiliza exclusivamente dados públicos disponíveis na plataforma e contempla projetos em quase todos os estados brasileiros.
Do objeto à cidade, em busca de poéticas possíveis: entrevista com [entre escalas]
![Do objeto à cidade, em busca de poéticas possíveis: entrevista com [entre escalas] - Imagem de Destaque](https://snoopy.archdaily.com/images/archdaily/media/images/686d/58dd/c677/407c/837f/55e8/slideshow/do-objeto-a-cidade-em-busca-de-poeticas-possiveis-entrevista-com-entre-escalas_1.jpg?1751996647&format=webp&width=640&height=580)
O escritório [entre escalas], fundado pela arquiteta Marina Canhadas em 2018, nasce da interseção entre prática profissional, pesquisa acadêmica e experiências internacionais. Com uma trajetória marcada por concursos, colaborações e passagens por escritórios no Brasil e no México, Marina consolidou uma abordagem que valoriza a atenção ao contexto e à história das edificações, especialmente em projetos que lidam com preexistências, uma das principais frentes do escritório.
A atuação do [entre escalas] se destaca pela sensibilidade com que lida com o tempo e a memória dos edifícios. Reformas em sobrados antigos, como a Casa Saracura e a Casa Apiacás, revelam uma espécie de arqueologia arquitetônica que busca resgatar técnicas, materiais e até mesmo fluxos naturais originais, reinterpretando tais elementos a partir de novas possibilidades de uso e conexão com o entorno. O gesto de remover camadas — físicas e simbólicas — é visto como uma forma de revelar histórias ocultas e conectar passado e futuro.
Bienal de Arquitetura de São Paulo 2025 aborda crise climática

Entre os dias 18 de setembro e 19 de outubro de 2025, a cidade de São Paulo será palco da 14ª edição da Bienal Internacional de Arquitetura (BIAsp), que volta a ocupar o Pavilhão da Oca, no Parque Ibirapuera, após quase uma década de edições descentralizadas. Organizada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo (IABsp), a mostra propõe uma reflexão urgente: qual o papel da arquitetura diante das mudanças climáticas e dos eventos extremos que já impactam o cotidiano urbano e ambiental?
ONU-Habitat abre inscrições de eventos para o Circuito Urbano 2025

Quais são as principais soluções aplicadas nas cidades para enfrentar os desafios urbanos e construir comunidades mais sustentáveis? É com essa motivação que o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) lança, nesta quarta-feira (25), as inscrições para o Circuito Urbano 2025. Com apoio institucional do Ministério das Cidades, a iniciativa tem como objetivo apoiar e dar visibilidade a eventos que debatam os temas relacionados ao Outubro Urbano — mês dedicado ao debate sobre como tornar as cidades mais justas, inclusivas e sustentáveis. A chamada para submissão de propostas de eventos está aberta até o dia 18 de julho e contempla atividades a serem realizadas entre os dias 1º e 31 de outubro de 2025.
12ª Edição do Arquiteturas Film Festival propõe reflexão sobre fronteiras físicas e simbólicas

Em um momento de profundas mudanças sociais, espaciais e culturais, a 12ª edição do Arquiteturas Film Festival convida a refletir sobre como as fronteiras — físicas e simbólicas — moldam o ambiente construído, influenciam o cotidiano e as dinâmicas coletivas. Que papel têm a arquitetura e o pensamento urbano para entender esse mundo em transformação?
Desde que passou a ser organizado pelo centro cultural INSTITUTO em 2021, o festival se firmou como uma plataforma crítica que une cinema, arquitetura e práticas espaciais para discutir temas urgentes. Nos últimos anos, abordou migração, crise ecológica, descolonização e novos modos de habitar. Em 2025, o foco é a 'fronteira' em suas múltiplas dimensões.
Reabilitar como gesto de escuta: uma casa no Porto

No coração de um tecido urbano histórico e comprimido, onde o tempo parece sedimentar-se nas paredes de granito, nas coberturas de cerâmica e nos mosaicos que pintam as fachadas com memória, uma casa estreita e profunda ressurge com um novo fôlego. A Casa do Carriçal, uma reabilitação implantada num típico lote geminado do Porto do século XIX, propõe mais do que uma simples atualização espacial: é um exercício de escuta, uma tentativa de conciliar passado e presente sem hierarquias rígidas, revelando a potência transformadora da arquitetura cotidiana.
Pensando globalmente, construindo localmente: glocalização e o uso ético de materiais

“The times they are a-changin’” (os tempos estão mudando), cantava um jovem Bob Dylan em 1964, capturando um país tomado por protestos por direitos civis e pelas tensões da Guerra Fria. Quase uma década depois, David Bowie voltou o olhar para dentro de si com “Ch-ch-ch-ch-changes” (mudanças, mudanças, mudanças), uma abordagem pessoal sobre identidade e reinvenção, em meio ao colapso das promessas da contracultura e à aceleração da globalização. Já nos anos 1990, Tupac Shakur trouxe a conversa de volta para as ruas, escancarando as realidades da injustiça racial e da violência sistêmica com um lembrete direto: “That’s just the way it is, things are never gonna change” (é assim que as coisas são, elas nunca vão mudar).
Três vozes, três décadas, três maneiras de confrontar a mudança. Se a arte — aqui, por meio da música — tem historicamente funcionado tanto como espelho quanto como grito em tempos de turbulência, é legítimo perguntar: como a indústria da construção tem respondido a um mundo em constante transformação, um mundo que clama, com urgência, por novas direções? A arquitetura tem, de fato, se engajado com as necessidades da sociedade ou apenas reforçado a lógica dos sistemas econômicos vigentes? Hoje, enfrentamos uma confluência entre crise planetária e fragmentação social: o planeta aquece, as desigualdades persistem e se aprofundam, os dados se multiplicam, as identidades se fraturam. Nesse contexto, a arquitetura já não pode se dar ao luxo de se limitar à experimentação formal ou aos imperativos do mercado. É chamada a repensar — com clareza, responsabilidade e imaginação — o que construímos, com o quê construímos, como construímos e, sobretudo, para quem.
Entre algoritmos e saberes ancestrais: expandindo o conceito de inteligência arquitetônica

A presença da inteligência artificial (IA) na arquitetura não é mais uma promessa futurista, mas uma realidade concreta que transforma radicalmente o modo de projetar. Em questão de segundos, sistemas computacionais são capazes de processar e validar múltiplas variáveis — formais, programáticas, contextuais, normativas — conduzindo arquitetos a soluções altamente otimizadas. Contudo, enquanto celebramos essa revolução algorítmica, emerge uma inquietação crítica: será que a inteligência arquitetônica pode ser limitada a uma operação lógica de dados? Em resposta, ganham força abordagens que revalorizam modos de construir baseados na experiência sensível, na adaptação ao território e na transmissão intergeracional de conhecimento. Nesse diálogo entre inteligências artificiais e ancestrais, emerge uma compreensão mais profunda. A verdadeira inteligência não reside nas ferramentas em si, mas na intencionalidade e na sensibilidade com que as utilizamos para responder às complexidades do contexto.
Yasmeen Lari vence o Prémio Carreira Trienal de Lisboa Millennium bcp

A Trienal de Arquitetura de Lisboa anunciou Yasmeen Lari como vencedora do Prêmio Carreira Millennium bcp 2025. Com uma trajetória que ultrapassa seis décadas, a arquiteta paquistanesa tem demonstrado, ao longo de sua carreira, como a arquitetura pode ser uma ferramenta para a justiça social, a resiliência ambiental e o desenvolvimento inclusivo.
Da Tailândia ao México: conheça os 5 finalistas do Prêmio Début da Trienal de Lisboa 2025

A Trienal de Arquitetura de Lisboa revelou os cinco finalistas do Prêmio Début Millennium bcp 2025, que celebra práticas emergentes que estão redefinindo o papel da arquitetura em diferentes geografias e realidades. Distribuídos por três continentes, os escritórios finalistas apresentarão seus trabalhos durante os dias de abertura da Trienal (2 a 4 de outubro de 2025), em um evento público no qual será anunciado o vencedor.




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