A arquitetura costuma ser avaliada a partir de formas concluídas. No entanto, algumas práticas operam em outro registro — um em que o projeto se desenvolve por meio de relações, do tempo e do uso, e não a partir de um resultado único e definitivo. Para a CatalyticAction, a participação não é uma atividade social paralela, mas o próprio meio pelo qual os espaços são concebidos, construídos e sustentados ao longo do tempo.
Com atuação entre Beirute e Londres, o escritório desenvolveu projetos no Oriente Médio e na Europa, criando espaços públicos, escolas, playgrounds e infraestruturas urbanas cotidianas por meio de colaborações de longo prazo com comunidades locais. Fundamentada em pesquisa participativa e tomada de decisão coletiva, essa abordagem foi reconhecida pelo ArchDaily Next Practices Awards 2025, destacando um modo de atuação em que a arquitetura é entendida como um processo compartilhado e em constante transformação, e não como um objeto fixo. Nesse contexto, o valor arquitetônico é medido pela continuidade, pelo uso e pelo senso de pertencimento coletivo, mais do que pela forma em si.
Imagens divulgadas pelo BIG mostram o One High Line próximo da conclusão. Localizado na "Architecture Row", em Nova York, o conjunto de torres torcidas marca o horizonte do Rio Hudson junto de vizinhos como o edifício IAC de Frank Gehry, o Museu de Arte Americana de Renzo Piano e The Chelsea Nouvel ("100 Eleventh Avenue") de Jean Nouvel, juntamente com futuros projetos de Thomas Heatherwick e outros arquitetos renomados. As duas torres projetadas pelo BIG criam um pátio central que ativa o espaço público com instalações comerciais e de varejo. A parte externa das torres e boa parte dos interiores estão concluídos, e o pátio deverá ser finalizado no início de 2024.
Quando as ruas estão vazias, as calçadas intocadas e as cortinas fechadas, a cidade parece sem vida. Quando as empresas fecham, os escritórios se tornam remotos e a atividade econômica diminui, os mecanismos que operam uma cidade ficam ociosos. Espaços e terrenos vagos são muitas vezes percebidos como “fracassados”, refletindo o declínio urbano e a deterioração econômica. O vazio, no entanto, mantém a esperança de possibilidades e mudanças. Quando os vazios urbanos estão à beira da transformação, o que acontece nesse meio tempo?
Elaborado inicialmente por Renzo Piano e desenvolvido pela RPBW e OBR, o Waterfront di Levante é um projeto que visa transformar o que antes era o fundo de um porto em uma nova fachada urbana para o mar. O projeto está previsto para se tornar um novo marco na frente marítima de Gênova, Itália, trazendo novas funções urbanas e portuárias, tanto públicas quanto privadas, para uma área subutilizada. Ao controlar a relação entre a área construída e aberta, o complexo procura também melhorar a conexão entre a cidade e o mar. O projeto introduz funções como o novo Parque Urbano, uma nova doca, residências, escritórios, alojamentos estudantis, instalações comerciais, apart-hotéis e um novo pavilhão esportivo.
Alinhada com a agenda de neutralidade climática até 2050 das Nações Unidas, a Câmara Municipal de Roma anunciou a criação de um laboratório intitulado “Laboratorio Roma050 – il Futuro della Metropoli Mondo”, um projeto proposto e liderado pelo arquiteto italiano Stefano Boeri, que visa desenvolver uma visão ecológica para Roma até 2050. O projeto de regeneração urbana é composto por 12 jovens arquitetos e urbanistas com menos de 35 anos, juntos de 4 arquitetos renomados, como mentores, que têm experiência com estudos e pesquisas sobre a capital italiana.
Enquanto a cidade continua a evoluir e se transformar, cantos mortos na paisagem urbana começam a emergir, reduzindo, em consequência, os níveis de atividades no nosso ambiente construído. Essas "zonas mortas" se referem a áreas onde falta engajamento ativo, elas permanecem vazias e privadas de pessoas, já que não se mostram mais úteis ou atraentes. Enquanto a pandemia de Covid-19 se aproxima do fim, a primeira questão que podemos enfrentar após a pandemia é a retomada do nosso ambiente urbano. Um sopro de vida em uma paisagem urbana cansada e desatualizada...
O elemento focal na criação de um ambiente urbano ativo e saudável é o aumentar a vitalidade através da ocupação e criação de espaços. Criar lugares diversos e interessantes para morar, florescer, e trabalhar. Aqui estão cinco estratégias regenerativas que animam a paisagem urbana e produzem ambientes resilientes, atraentes e flexíveis.
“As novas ideias devem usar edifícios antigos”, disse Jane Jacobs em seu livro seminal Morte e vida de grandes cidades, defendendo a reutilização de edifícios existentes como um meio de catalisar mudanças positivas e promover diversos ambientes urbanos.
A inserção de novas atividades em uma estrutura existente está se tornando cada vez mais um aspecto definidor da arquitetura contemporânea, à medida que a necessidade de alternativas sustentáveis para construir se torna mais urgente. De uma perspectiva urbana, a reutilização adaptativa é uma estratégia valiosa para revitalizar cidades pós-industriais, criando densidade e mitigando a expansão urbana, ou ajudando cidades em encolhimento a redefinir seu tecido urbano.
O projeto de uso misto do OMA para o Morden Wharf, em Londres, recebeu autorização do Comitê de Planejamento do Royal Borough of Greenwich. Criado para a incorporadora U+I, o projeto está localizado em uma antiga zona industrial de 2,4 hectares na Península de Greenwich, de frente para a Arena O2.
Letreiro de hotel no Centro da Cidade de São Paulo. Image via Acervo de Giovana Martino
Criado informalmente em uma campanha de marketing, o dia do sexo é comemorado no Brasil no dia 6 de setembro e coloca em pauta um dos grandes tabus da sociedade moderna: a sexualidade. Dentro das perspectivas da arquitetura e da cidade, a imoralidade vinculada à prática sexual, principalmente remunerada, impacta amplamente na nossa sociedade, refletindo em questões territoriais.
Se por um lado é moralmente pecaminoso, proibido e impuro, por outro, o sexo, a sexualidade e o prazer fazem parte da fisiologia humana. A prostituição é a pratica profissional mais antiga de que se tem registro na sociedade, desempenhando um papel fundamental nas nossas sociedades e também no território, na organização espacial e na dinâmica das cidades. Assim como na sociedade moderna a sexualidade foi marginalizada, nas cidades suas atividades acabaram por ocupar espaços segregados.
A Foster + Partners acaba de apresentar novas vizualizações do seu projeto para o plano diretor de La Fabrica, em pleno coração de Santiago, Chile. Concebido para revitalizar a estrutura da antiga fábrica e o seu contexto imediato, o plano diretor pretende desencadear um amplo processo de transformação da região central da capital chilena, promovendo uma maior diversidade de usos e programas assim como novas iniciativas de regeneração urbana e reuso adaptativo. Como o primeiro projeto do escritório no Chile, além do plano diretor para a área e a reforma propriamente dita do edifício existente da fábrica, a Foster + Partners será responsável ainda pelo projeto de um amplo complexo residencial nas proximidades do local, o qual deverá ser construído a partir de estruturas de madeira laminada colada de origem certificada.
O governador do estado de Nova Iorque, Andrew Cuomo, anunciou recentemente que a Adjaye Associates e o Studio Zewde serão os escritórios de arquitetura responsáveis pelo projeto de reurbanização de parte do Campus do Centro Psiquiátrico de Kingsboro no East Flatbush, Brooklyn. O projeto, orçado em US$ 400 milhões, está sendo desenvolvido no contexto da Vital Brooklyn, uma iniciativa que pretende investir mais de 1,4 bilhão de dólares na transformação de uma área subutilizada de aproximadamente 3 hectares em pleno centro do Brooklyn em um novo e vibrante bairro sustentável.
As pessoas são o propósito e a escala da cidade, então, como seria uma cidade projetada para as pessoas? Em abril desde ano aconteceu o primeiro "Prêmio Cidade pela Humanidade", que teve sua cerimônia realizada em Chengdu, China. Com o tema "reconstruindo conexões", a premiação busca promover uma discussão sobre os valores sociais e o cuidado humanístico nas cidades chinesas através de uma abordagem profissional e comunicativa.
https://www.archdaily.com.br/br/960711/precisamos-dar-continuidade-a-nossa-cultura-uma-entrevista-com-wang-shu韩双羽 - HAN Shuangyu
Masterplan educacional projetado pelo OMA em Dubai. Cortesia de OMA
Em qualquer processo de planejamento, existe uma série de documentos — entre materiais gráficos e textuais — que irão estabelecer um direcionamento para algo que irá se concretizar no futuro. No planejamento urbano, o master planse configura como um dos instrumentos mais frequentes nesse sentido.
Cortesia de DILLER SCOFIDIO + RENFRO E STEFANO BOERI ARCHITETTI
Diller Scofidio + Renfro (DS + R) e Stefano Boeri Architetti venceram o concurso internacional de arquitetura para a reforma da Pirelli 39 em Milão. Lançado em 25 de novembro de 2019, o concurso organizado pela COIMA SGR e a prefeitura de Milão, reuniu 70 inscrições compostas por 359 escritórios de 15 países.
O Prêmio da União Europeia para a Arquitetura Contemporânea, Prêmio Mies van der Rohe, acaba de anunciar as primeiras 449 obras para concorrer na sua edição de 2022. Selecionados em 279 cidades de 41 países, os projetos foram nomeados por especialistas europeus independentes, associações nacionais de arquitetura e pelo Comitê Consultivo do Prêmio.
O MAD acaba de revelar seu mais novo projeto, ao qual eles se referiram como “uma estação de trens em meio à floresta”. Já em processo de construção e com conclusão prevista para o próximo dia 1º de julho, o projeto encontra-se localizado em pleno centro da cidade de Jiaxing, nos arredores de Xangai, sudeste da China. Cobrindo uma área total de mais de 35 hectares, o projeto inclui a completa reformulação da antiga estação de trens de Jiaxing e a criação de um novo terminal anexo subterrâneo. Além disso, a proposta desenvolvida pela MAD contempla ainda a criação de duas novas praças, uma ao norte e outra ao sul, além da revitalização do adjacente Parque do Povo.
O escritório Zaha Hadid Architects divulgou um projeto para o futuro da área portuária de Huanggang, que se tornará um hub para pesquisas científicas e colaborações na indústria. O plano diretor proposto estabelece “um importante nó do Corredor de Ciência e Tecnologia Guangzhou-Shenzhen”, por meio da requalificação do edifício portuário e da construção do centro nacional de inovação tecnológica.