As notas editoriais sobre a Case Study House #11 da Arts & Architecture estabelecem os “princípios básicos da arquitetura moderna”: uma ênfase em “ordem, adequação e simplicidade”. Ahabitabilidade e a praticidade são fundamentais, e a “farsa” não é aceita. Tal como acontece com outras casas da série, este projeto de JR Davidson alcança esses objetivos com linhas horizontais limpas,uma planta aberta e com a integração com o exterior.
É uma casa modesta e compacta, com um conceito menos rebuscadoque algumas outras casas do programa —sem jardins internos ou espelhos d'água; e nenhuma história complicada para os clientes imaginários (pense nas próximas duas,a #12 e especialmente a #13) —mas sem dúvida mais bem-sucedida em fornecer um modelo para o lar americano médio. Seu valor não depende de um paisagismo dramático ou da vista, mas de um projeto inteligente e da atenção para resolver os problemas cotidianos. Andar pelo modelo 3D da Archilogic revela a elegância da abordagem de Davidson.
2018 promete ser o ano no qual a realidade virtual irá transformar para sempre a maneira com que apresentamos os nossos projetos. Com as principais empresas de tecnologia investindo no desenvolvimento de ferramentas colaborativas para múltiplos usuários, esta nova experiência interativa será responsável por uma surpreendente mudança na maneira com que utilizamos a realidade virtual atualmente, não apenas induzindo novos modos de experiências virtuais, mas permitindo a criação de novas e poderosas ferramentas de projeto.
Atualmente, a RV é utilizada essencialmente para que projetistas e clientes possam operar modelos dinâmicos em ambientes virtuais. Um por um, cada indivíduo espera a sua vez para colocar os óculos (VR goggles) e então, imergir em uma experiência espacial que só existe no mundo virtual. Ainda assim, a ferramenta já operou significativos avanços nos processos de projeto, potencializando a comunicação entre as partes interessadas ao longo do seu desenvolvimento, minimizando riscos e fazendo com que os clientes se sintam mais seguros em relação ao produto final.
Mesmo com tecnologias como a realidade virtual, realidade aumentada, impressão 3D, design computacional e robótica já reformulando a prática de arquitetura, a comunidade de projeto está apenas riscando a superfície do potencial dekas. Projetistas que reconhecem isso e investem na construção de habilidades e experiência para maximizar o uso dessas ferramentas no futuro se tornarão inerentemente melhores arquitetos e posicionando-se aos novos caminhos da carreira à medida que nossa profissão evolui. Mesmo há apenas uma década atrás, os projetistas com interesses em arquitetura e tecnologia eram essencialmente obrigados a prosseguir em um ou outro campo. Agora, com a arquitetura começando a aproveitar o poder das tecnologias de ponta, esses campos não são mais mutuamente exclusivos.
O nome de Oscar Niemeyer será pra sempre associado a arquitetura de formas sinuosas. Sejam linhas ondulantes, cúpulas ou estruturas delicadas que se repetem em um ritmo perfeito, seus projetos rejeitam "a linha reta, dura e inflexível, criada pelo homem" em favor do "Universo curvo de Einstein", como ele mesmo descreveu em seu livro de memórias, As curvas do tempo, no ano 2000. De fato, em uma entrevista tardia realizada pelo Independent, Niemeyer recebe título de "o arquiteto que erradicou a linha reta".
Mas o que acontece com estes artistas devotos a uma só filosofia a qual perseguem ininterruptamente por décadas e décadas; seria algum tipo de obsessão? Pergunto-me se Niemeyer chegou um dia a questionar sua dedicação exclusiva as linhas curvas. Talvez uma certa inquietação o tenha conduzido a desenvolver o inusitado projeto da casa de Tel Aviv, encomendada pelo magnata da hotelaria, Yekutiel Federmann - ou talvez simplesmente fosse um reflexo da agitação política e pessoal daquele momento.
"Como devemos talhar o sol / Dividi-lo e fazer blocos / Para construir um palácio rubro?", Wallace Stevens se perguntava em seu poema de 1918 Architecture for the Adoration of Beauty. Inspirado por estes versos, em seu ensaio The Room, the Street and Human Agreement, Louis Kahn escreveu da seguinte maneira: "Que pedaço do sol entra no seu quarto?". Este grande arquiteto passou toda sua carreira experimentando esses dois protagonistas: luz e sombra. A obsessão de Kahn com a luz, e em particular o controle dela, acabou por influenciar inúmeros arquitetos, inclusive a Peter Zumthor e Tadao Ando.
Kynthia Chamilothori compartilha desse fascínio. Formada em Engenharia e Arquitetura em 2014 pela Universidade Técnica de Creta, onde recebeu o Prêmio Limmat Stiftung Excellence, e atualmente cursando PhD no Laboratório de Desempenho Integrado em Design (LIPID) na EPFL, o projeto de pesquisa de Chamilothori investiga como os padrões de luz e sombra se refletem na forma como percebemos os espaços construídos. Enquanto Kahn e outros arquitetos ao longo da história confiaram basicamente em sua intuição, Chamilothori utiliza métodos muito mais científicos, trabalhando com uma ferramenta que naquele tempo não estava disponível para os grandes mestres: a realidade virtual.
https://www.archdaily.com.br/br/879879/como-a-realidade-virtual-pode-ajudar-a-compreender-a-fenomenologia-da-luz-na-arquiteturaAD Editorial Team
Este artigo foi originalmente publicado por Archipreneur.
As ferramentas de realidade virtual (RV) e de realidade aumentada (RA) voltadas à indústria da arquitetura, engenharia e construção (AEC), estão ficando cada vez melhores e otimizadas. À medida que os preços tendem a diminuir, há menos razões pelas quais cada arquiteto, engenheiro, cliente e proprietário não devam usar alguma forma de RV / RA para dar vida a seus projetos.
Consideradas uma novidade há alguns anos, as ferramentas de realidade virtual (RV) e realidade aumentada (RA) estão lentamente se consolidando como um meio que está transformando a forma como os profissionais de arquitetura, engenharia e construção se comunicam, criam e produzem conteúdo. Oferecendo uma experiência mais imersiva para os projetos de arquitetura, aplicam-se também a produtos e áreas relacionadas à construção civil. As ferramentas de RV e RA estão se tornando um padrão na industria da construção, oferecendo interações rápidas e oportunidades para refinar projetos em colaboração com clientes e colegas.
https://www.archdaily.com.br/br/878548/os-5-melhores-aplicativos-de-realidade-virtual-e-realidade-aumentada-para-arquitetosLidija Grozdanic for Archipreneur.com
As viagens de elevador podem oferecer uma experiência inspiradora, mas mesmo sendo indispensáveis nos edifícios modernos, os usuários enfrentam espaços extremamente compactos, os quais são projetados para se adequarem apenas aos edifícios. Os estranhos olhares para o chão ou para o rosto de outras pessoas revelam nosso desconforto com a multidão anonima dos elevadores. Não seria possível uma experiência espacial mais emocionante? As telas e projeções estão começando a ser utilizadas em elevadores, mas representam apenas o início de uma revolução na atmosfera criada durante o transporte vertical.
Alguns projetos não construídos - as esperanças que eles revelam e os motivos que os impediram de ser construídos - contam histórias intensas. Esse é o caso da residência projetada por Frank Lloyd Wright para Marilyn Monroe e Arthur Miller. Ou será que é aquilo que supomos saber sobre Marilyn, que o torna tão pungente?
A união entre um intelectual de vida pacata e o maior símbolo sexual do século passado foi desconcertante para o público, e o conflito entre suas aspirações e personalidades parece interferido em seus planos para esta casa, localizada no estado de Connecticut. Após se mudarem para a residência de campo de Miller, Monroe pediu a Wright que criasse uma nova casa para eles naqueles arredores.
O Starbucks de Sanjo Karasuma em Kyoto foi reformado e reaberto em Setembro de 2016. The latest coffee flavors are presented within an aesthetic incorporating the concept of “beauty in simplicity” espoused by tea master Enshu Kobori. Imagem Cortesia de Starbucks Japão
Já faz mais de 20 anos desde que o Japão inaugurou seu primeiro Starbucks, trazendo um novo paradigma para a cultura do café daquele país - e criando uma terceira opção entre o binômio casa-trabalho/escola.
Notavelmente, quase todas as 1.245 lojas espalhadas em 47 cidades são diretamente administradas pela empresa. E como tal, são planejadas por projetistas que ao invés de estabelecerem projetos padronizados para todas as locações, trabalharam com dedicação para incorporar características que expressam contextos regionais, históricos e estilos de vida dos locais - em resumo, para atrair especificamente o mercado japonês.
A segunda casa no programa Case Study Houses da revista Arts & Architecture mostra as principais características da famosa série de projetos: a ênfase nas áreas de estar banhadas por luz natural, áreas de estar internas e externas, fortes linhas horizontais e cobertura plana. Contudo, esta casa se distingue por detalhes particularmente criativos que conectam as áreas interna e externa e por uma forte consciência em relação à funcionalidade.
A última casa projetada por Frank Lloyd Wright nunca foi construída, com seu projeto sendo entregue ao cliente apenas alguns dias após o funeral de Wright. No entanto, a realização de sua visão é tentadora, pois essas plantas, e o terreno para qual foi projetada, ainda são mantidos pela mesma família - e estão à venda, juntamente com o terreno adjacente e uma casa existente de Wright.
Na maioria dos projetos de arquitetura, a entrada do usuário no espaço final é uma consideração importante; mas e se esses usuários não estiverem mais vivos? Os memoriais para os mortos são um tipo exclusivamente emocional de arquitetura e frequentemente revelam muito sobre uma determinada cultura ou grupo de pessoas. Especialmente no caso de túmulos antigos, os arqueólogos podem aprender sobre costumes e crenças das sociedades passadas examinando seus espaços de sepultamento. A natureza pessoal dos espaços funerários e monumentos transmite um sentido de importância e gravidade para os espectadores e visitantes, mesmo séculos após sua construção.
Esta lista de modelos 3D, fornecida por nossos parceiros do Sketchfab, explora memoriais e artefatos de diferentes lugares e épocas, de uma variedade de culturas e civilizações.
A casa Bailey - um dos quatro projetos de Richard Neutra para as Case Study Houses - é uma das cinco casas Bluff, construídas bem acima do oceano. O programa era para uma casa de baixo orçamento para uma família jovem, com apenas dois quartos, mas oferecendo a possibilidade de expansão com o passar do tempo (que de fato aconteceu, outras alas projetadas por Neutra foram construídas posteriormente).
Neutra empregou a mesma filosofia interno-externo vista em suas casas Alpha Omega (não construídas), usando grandes portas de vidro deslizantes para potencializar a luz e criar um sentido visual do espaço.
Com a tecnologia de câmeras que registram em 360°, a capacidade de transportar as pessoas a um espaço através do vídeo se tornou ainda mais imersiva. Os espectadores podem rotacionar a tela em todas as direções para ver a cena inteira, ou, idealmente, usar um óculos específico para ver a cena de modo mais natural e orgânico. Naturalmente, isso tem implicações importantes para a visualização da arquitetura, que muitos acreditam ter se tornado muito dependente de imagens e, portanto, bidimensional. Vídeos 360° não escondem cantos e defeitos, como um vídeo tradicional ou uma fotografia, oferecendo, talvez, uma representação mais completa e franca da arquitetura. Poderia isso oferecer abertura para uma compreensão mais humana do espaço?
O New York Times tem oferecido ao seus leitores possibilidades de imersão em diferentes lugares do mundo com seus Daily 360. Estes vídeos incluem desde uma visita ao Museu Guggenheim de Nova Iorque até uma vista aérea de La Paz, Bolívia. Viaje o mundo com os vídeos em 360° a seguir:
O erotismo tentador do apartamento de Christian Grey tem sequência no filme recém-lançado Cinquenta Tons Mais Escuros. No primeiro filme, o luxuoso apartamento de Gray desempenhou um papel fundamental na descoberta das personagens Anastasia Steele, que se liberta de sua existência casta, e Christian, que expõe seu fetichismo por trás de seu charme e beleza.
O apartamento de Grey se transforma no segundo filme. Há uma ambiência quente no apartamento, no entanto, o alto nível de sofisticação prevalece em sua propensão para gostos singulares e objetos cuidadosamente selecionados, permanecendo descaradamente luxuoso.
Durante anos, as pessoas tentaram prever as mudanças da realidade virtual aplicada ao campo da arquitetura. Equipamentos como o Oculus Rift, Hololens e outros podem enganar o seu corpo e mente, fazendo você pensar que está em outro lugar - à beira de um penhasco, em uma montanha-russa ou entrando em um edifício que ainda não foi construído.
https://www.archdaily.com.br/br/868786/chamada-de-videos-360-degrees-e-percursos-virtuais-envie-o-seuAD Editorial Team
Se um escritório de arquitetura tiver sorte, ele pode atingir dois coelhos numa cajadada só em um único projeto - por exemplo, priorizando tanto a preservação histórica como a eficiência energética. Mas uma equipe da KieranTimberlake, com sede na Filadélfia, está buscando quatro objetivos ambiciosos com seu projeto Mars City Facility Ops Challenge.
Os arquitetos Fátima Olivieri, Efrie Friedlander e Rolando Lopez fizeram uma parceria com o Instituto Nacional de Ciências da Construção (NIBS), a NASA e o Total Learning Research Institute (TLRI) para criar uma cidade operária virtual em Marte - uma proposta que pode gerar recompensas múltiplas.
https://www.archdaily.com.br/br/867675/kierantimberlake-esta-usando-realidade-virtual-para-projetar-uma-casa-em-marteKim A. O'Connell
Com este modelo da Archilogic do pavimento principal da Millennium Falcon, os fãs de Star Wars podem ter uma ideia do que é estar junto com Luke, Han e o restante do grupo em sua missão.
https://www.archdaily.com.br/br/867183/faca-um-passeio-virtual-pela-millennium-falcon-de-star-wars-nesse-modelo-3dAD Editorial Team