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Futurismo: O mais recente de arquitetura e notícia

Arquitetura futurista dos anos 70: imagens de um mundo moderno que mais parece ficção científica

Bolwoningen (Dries Kreijkamp, 1980-1985). ’s-Hertogenbosch, Países Bajos.. Image © Stefano PeregoIlinden / Makedonium (Jordan Grabuloski + Iskra Grabuloska, 1974). Krushevo, Macedonia.. Image © Stefano PeregoParte de una Casa Futuro (Matti Suuronen, 1968) integrada a un centro juvenil (Peter Hübner, 2008). Frankfurt am Main, Alemania.. Image © Stefano PeregoClínica Dental Ark Nishina (Shin Takamatsu, 1983). Kyoto, Japan.. Image © Stefano Perego+ 8

O manifesto futurista, assinado em 1909 pelo poeta Filippo Tommaso Marinetti, seria o pontapé inicial para formalizar os ideais e assentar as bases de um movimento vanguardista que atrairia a escritores, músicos, artistas e arquitetos (dentre os quais se encontrava, por exemplo, Antonio Sant'Elia). Após a publicação do manifesto, o futurismo se consolida como uma corrente de ruptura e abre o caminho para que outras vanguardas artísticas entrem na cena no alvorecer do século XX.

Embora este movimento experimentasse um declínio considerável no período pós-guerra, ele seria notavelmente reinventado no contexto da Era Espacial, onde a expectativa da conquista do espaço, a fé na tecnologia, o esplendor industrial, a cultura incipiente do automóvel, o florescimento econômico e cultural e o fascínio por novos materiais, permitiriam um novo panorama onde diferentes gerações de arquitetos reinterpretariam a estética futurista durante várias décadas (principalmente as décadas de 60 e 70). A vanguarda, a engenharia e a arte se combinariam e, potencializadas pelos avanços tecnológicos, dariam origem a uma arquitetura com um ar de ficção científica.

Uma pista de testes na cobertura: a arquitetura industrial da Fábrica da Fiat em Lingotto

O projeto para a fábrica da Fiat no bairro de Lingotto, em Turim (Itália), foi realizado pelo engenheiro Giacomo Mattè-Trucco em 1915. A construção começou no ano seguinte e foi feita em etapas, até a sua conclusão em 1923. Inspirada no fordismo, modelo de fabricação surgido nos Estados Unidos nos anos 1910, a fábrica foi projetada de forma que a linha de montagem dos automóveis fosse ascendente. Ao chegar à cobertura, os automóveis estavam prontos para serem testados numa pista com extensão de aproximadamente 1km.

Retrofuturismo em Buenos Aires

Buenos Aires em 2018. Habitantes? Quase 3 milhões. Trens magnéticos de alta velocidade? Zero. Arranha-céus interconectados com vias férreas? Zero. DeLoreans voando pelos ares? Lamentavelmente, zero. Inovações no transporte? O metro-bus e a ciclovia. Em termos urbanísticos, a cidade parece não haver avançado no ritmo que se imaginava.

O que existia era uma fé cega no futuro. Um futuro onde tudo seria possível, onde o céu não era o limite e as pessoas poderiam circular livremente sobre as nuvens através de uma rede de caminhos que conectariam altas torres. O que ocorreu? Para isso, devemos viajar no tempo. Mais precisamente, ao passado.

Vincent Callebaut Architectures propõe metamorfose futurista para antigo hotel em Luxemburgo

Vincent Callebaut Architectures divulgou detalhes de seu projeto ganhador Metamorphosis of the Hotel Des Postes em Luxemburgo. A proposta do escritório francês está centrada em impulsionar o sítio histórico para uma era contemporânea e “revelar as qualidades patrimoniais intrínsecas ao edifício”.

A abordagem foi norteada pela materialidade do Hotel Des Postes projetado por State Architect Sosthène Weis, entre 1905 e 1910. As antigas pedras e o concreto serão transformados com a adição de um volume em cúpula no pátio do edifício.

Cortesia de Vincent Callebaut ArchitecturesCortesia de Vincent Callebaut ArchitecturesCortesia de Vincent Callebaut ArchitecturesCortesia de Vincent Callebaut Architectures+ 26

Vida em Marte? Foster + Partners apresenta proposta de habitar extraterrestre

O escritório Foster + Partners apresentará com detalhes sua visão da vida em Marte e na Lua durante o Goodwood Festival of Speed 2018, que acontece no Reino Unido. Fazendo parte do evento Laboratório do Futuro, a proposta será apresentada através de uma série de modelos, dispositivos robóticos e desenhos futuristas que exploram a vida no espaço.

O escritório apresentará uma experiência de realidade virtual, permitindo que os visitantes explorem o interior de uma proposta de habitação de última geração.

1:1 | Reprodução Assistida

A Galeria Jaqueline Martins apresenta a primeira edição do projeto 1:1, com um trabalho inédito de João Loureiro.

O artista correlaciona o espaço de exposição da galeria com um açougue da região, bairro da Vila Buarque, centro de São Paulo. Mas mais do que ocupar ambos os espaço com um conjunto de obras, João Loureiro concebe uma série de ações encadeadas que são ciclicamente repetidas ao longo do período da exposição, fazendo com que o trabalho se constitua cumulativamente dia-após-dia.

No açougue do supermercado Futurama, uma vitrine congeladora contém várias esculturas de carne moída, reproduções em escala reduzida da obra “Figura Reclinada

Clássicos da Arquitetura: Space Needle / John Graham & Company

Cortesia de Wikimedia user Rattlhed (Domínio Público)
Cortesia de Wikimedia user Rattlhed (Domínio Público)

A abertura da Exposição Century 21 em 21 de abril de 1962 transformou a imagem de Seattle e do Noroeste americano aos olhos do mundo. A região, mais conhecida até então por seus recursos naturais do que como uma capital cultural, estabeleceu uma nova reputação como um centro de tecnologias emergentes e design aeroespacial. Esta nova identidade foi incorporada pela peça central da exposição: a Space Needle, uma construção delgada de aço e concreto armado que se tornou e permanece o marco mais icônico de Seattle. [1]

Space Needle em construção antes de sua abertura em abril de 1962. Cortesia de Seattle Municipal Archives (Public Domain)Cortesia de Wikimedia user Cacophony (CC BY-SA 3.0)Cortesia de Flickr user James Vaughan (CC BY-NC-SA 2.0)Este croqui da Space Needle data de abril de 1961 - um ano antes da sua abertura. Cortesia de Seattle Municipal Archives (Public Domain)+ 7

Clássicos da Arquitetura: Terminal da TWA / Eero Saarinen

Construído nos primórdios da aviação comercial, o Terminal TWA é um símbolo concreto das rápidas transformações tecnológicas que foram impulsionadas pelo início da Segunda Guerra Mundial. Eero Saarinen procurou capturar a sensação de voo em todos os aspectos do edifício, de um interior fluido e aberto, à casca de concreto da cobertura semelhante a uma asa. A pedido da TWA, Saarinen projetou mais do que um terminal funcional; ele projetou um monumento para a companhia aérea e para a própria aviação.

Este Clássico apresenta uma série de imagens exclusivas de Cameron Blaylock, fotografadas em maio de 2016. Blaylock usou uma câmera Contax e lentes Zeiss com filme preto e branco Rollei para refletir a tecnologia de câmeras dos anos 1960.

© Cameron Blaylock© Cameron Blaylock© Cameron Blaylock© Cameron Blaylock+ 26

Cinema e Arquitetura: "O Vingador do Futuro" (1990)

Um clássico de ação, "O Vingador do Futuro" é um filme que transcende seu rótulo de obra comercial, cuja mensagem vai mais além do que um simples entretenimento fundamentado somente na ação. Baseado em um relato do grande autor de ficção científica, Phillip K. Dick e dirigido por Paul Verhoeven, o filme apresenta um perfeito balanço entre uma fantasia tecnológica, uma crítica social e a violência que não se envergonha para mostrar uma realidade onde a humanidade entrou em um espiral decadente e pessimista do qual parece não haver saída.

A realidade do planeta na primeira metade do filme é apresentada dentro de um futuro palpável e próximo, que superpovoado obrigou a humanidade a tomar decisões drásticas sobre sua forma de vida. Filmado quase por completo nos estúdios Churubusco da Cidade de México, devido a mão-de-obra barata da época, a maioria das locações que vemos nesta primeira parte pertence a edifícios emblemáticos da própria cidade e da arquitetura mexicana. Tais obras vão desde a década de 70 até os anos 90 como uma busca, por parte do governo, de integrar o país dentro da modernidade.

Cinema e Arquitetura: "O Demolidor"

O cinema de ação clássico, caracterizado por altas doses de testosterona fílmica e um estilo impróprio encontrou o final da sua era no início dos anos 90. O gosto do público se concentrou nos filmes com efeitos especiais revolucionários, onde fantasias como “Jurasic Park” (1993) tornaram-se clássicos instantâneos no momento da sua estreia. Justo neste ano, onde se produziu o ponto de inflexão, vemos a estreia de “Demolition Man”. Apesar do mencionado anteriormente, sua acolhida entre o público foi boa, em grande parte pelo caráter irreverente e cômico que mostrava, quase como uma paródia, a fórmula clássica do cinema de ação, transportando-nos à um futuro pacífico onde somente os homens vindos do passado "bárbaro" da humanidade poderiam corrigir o rumo da mesma.

A premissa do filme, mesmo que simples, nos permite observar o processo de evolução da área metropolitana de Los Angeles. No presente (1996) nos mostra uma versão apocalíptica, uma cidade consumida pela violência e criminalidade onde somente a brutalidade policial consegue manter a ordem a preço de converter o território em um campo de batalha. Tal situação imaginária foi baseada no aumento da criminalidade na cidade e no ceticismo em encontrar uma solução clara para erradicá-la.

Cinema e Arquitetura: "As Crônicas de Riddick"

O personagem de Richard B. Riddick viu seu nascimento no ano de 2000 dentro do filme de baixo orçamento "Pitch Black", que mesmo com poucos recursos conseguiu captar a atenção do público e crítica através do seu estilo de humor negro e um universo espacial intrigante, que embora não fosse tão bem representado na tela, contextualizava a ação dentro do filme. Seu diretor, David Twohy teria a oportunidade de levar aos cinemas uma nova aventura do personagem de Riddick quatro anos mais tarde, dando à história um rumo inesperado.

Ao invés de criar um filme seguindo a fórmula do original, ele optou por uma expansão abrupta dos seus elementos, construindo um universo rico e palpável dentro da tela. Se no filme prévio contava-se com cenários limitados e elementos minimalistas, agora conta com uma arquitetura detalhista, intimista e exuberante, que tem tanto peso quanto os próprios personagens na história.

Arte e Arquitetura: cafeteiras futuristas ou arranha-céus fictícios?

O processo de fazer café começa ao deixar o café moído descansar numa temperatura ambiente por até 24 horas. O líquido goteja então pouco a pouco num recipiente na parte inferior da máquina, que não conta com nenhum elemento de aquecimento. No entanto, a interessante maneira em que se gera esse processo é dada pela forma da máquina de café.

Gothicism e Steampunk, assim como outros produtos de Dutch Lab, se inspiraram num desenho futurista de modelos e estruturas arquitetônicas, sustentando um conceito de ficção científica. Estes aparatos de um metro de altura, com características similares à dos monumentos góticos, misturam elementos de corte a laser CNC com um mecanismo complexo.

Conheça mais detalhes de sua estrutura e veja um vídeo a seguir.

Steampunk. Image Courtesy of Dutch LabGothicism. Image Courtesy of Dutch LabSteampunk. Image Courtesy of Dutch LabGothicism. Image Courtesy of Dutch Lab+ 9

Arte e Arquitetura: arquitetura para a resistência, por Dionisio González

O fotógrafo espanhol Dionisio González levanta a relação do humano com o meio e a utilização de recursos naturais pelos habitantes, numa série de recreações fictícias de construções enxertadas no entorno. Seu trabalho "arquitectura para la resistencia” recentemente exibido na Galeria Yusto / Giner, projeta uma arquitetura habitável e sustentável, autênticas pequenas fortalezas futuristas de ferro e concreto em substituição à tradicional madeira, inspirados pela precariedade econômica e os fenômenos naturais provocados em uma ilha situada no Golfo do México.

Conheça mais detalhes na continuação

© Dionisio González. Cortesía de Yusto / Giner© Dionisio González. Cortesía de Yusto / Giner© Dionisio González. Cortesía de Yusto / Giner© Dionisio González. Cortesía de Yusto / Giner+ 12