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Nairobi: O mais recente de arquitetura e notícia

Arquitetura e assistência: reformulando a pesquisa sobre assentamentos informais

A quase sete quilômetros do verde do Parque Uhuru, no centro de Nairóbi, fica o assentamento informal de Kibera. É uma área cujo caráter urbano é composto por telhados de ferro ondulados, paredes de taipa e uma complicada rede de postes de energia. Kibera, neste momento, é um lugar bem conhecido. Muito já foi escrito e pesquisado sobre essa “cidade dentro de uma cidade”, desde suas questões de infraestrutura até sua navegação na pandemia do COVID-19.

Assentamentos informais em Arequipa, Peru. Imagem © Silvia Pascual via ShutterstockAssentamentos informais em San Juan de Lurigancho, Lima, Peru. Imagem © Marco Rosales via ShutterstockDistrito de Khayelitsha - Cidade do Cabo. Imagem © Olga Ernst under the Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International license.Cidade de Kuku - Cidade do Cabo, África do Sul. Imagem © Future Cape Town+ 12

Cidades e conflitos: projetos urbanos de reuso adaptativo

A COP26, Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, está programada para ser realizada na Escócia na última semana de outubro de 2021. No pano de fundo desta conferência está uma maior consciência global das mudanças climáticas, à medida que discussões ocorrem sobre como um futuro mais igualitário pode ser alcançado. O estado atual e futuro da arquitetura é um componente-chave desta conversa, já que, as críticas são dirigidas aos escritórios de arquitetura que fazem uso do "greenwash" (ou maquiagem verde) levantando questões sobre se o termo "sustentabilidade" está cada vez mais sendo usado apenas como a palavra da moda de hoje.

Basma Playground - CatalyticAction. Imagem Cortesia de CatalyticActionBasma Playground - CatalyticAction. Imagem Cortesia de CatalyticActionProjeto Dandora. Imagem Cortesia de UN-HabitatProjeto Dandora. Imagem Cortesia de UN-Habitat+ 14

C40 e Arup apresentam iniciativas de resiliência urbana em exposição virtual na COP26

Esta semana, a rede C40—que reúne as principais grandes cidades do mundo—em parceira com a empresa de engenharia e sustentabilidade Arup, inaugurou uma exposição virtual apresentando uma série de iniciativas que procuram promover a resiliência urbana frente aos desafios provocados pelas mudanças climáticas, as quais foram desenvolvidas em 11 cidades comprometidas com a causa. Considerando que as cidades são responsáveis por mais de 70% das emissões globais de carbono, a Exposição Global Cities Climate Action tem como objetivo destacar a importância do engajamento das maiores cidades do planeta para alcançarmos as metas climáticas estabelecidas, o que será possível apenas através de uma atuação conjunta, integrada e sustentável.

Cortesia de Arup and C40Cortesia de Arup and C40Cortesia de Arup and C40Cortesia de Arup and C40+ 5

Vestígios urbanos do passado colonial: Dar es Salaam e Nairobi

Observando rapidamente o continente africano, encontraremos uma enorme diversidade de padrões de assentamentos humanos, variando desde pequenos ambientes urbanos, enclaves rurais até extensas metrópoles. Sobrevoando este vasto território, podemos concluir também que muitas cidades africanas estão trabalhando para superar a lacuna histórica que as separa do resto do mundo—embora essa “evolução”, na maioria dos casos, esteja apenas acentuando as desigualdades estruturais que permeiam este continente de norte a sul. E esta dinâmica não é uma novidade, pois a aparência de muitas das cidades africanas ainda hoje é resultado de uma longa história de opressão e segregação.

Dar es Salaam. Imagem © Johnny MillerKibera. Imagem © Johnny MillerRoyal Golf Course e Kibera. Imagem © Johnny Miller© Johnny Miller+ 9

Precisamos falar sobre o clima: arquitetura na construção e um futuro melhor para o continente africano

Quando pensamos em fenômenos migratórios, pensamos em movimento. Pensamos no fluxo de pessoas que se deslocam sobre a superfície da Terra em busca de pastagens mais verdes—de uma vida melhor para suas famílias. Mas a migração também nos faz pensar em conflitos e ameaças, na fome e no desespero em busca por sobrevivência. Historicamente, a guerra tem sido um dos principais motivos pelos quais as pessoas migram, a razão pela qual existem refugiados. A instabilidade, a falta de segurança e perspectiva em países como a Síria, o Iraque e a República da África-Central fizeram que ao longo dos últimos anos milhões de pessoas tivessem que abandonar suas casas, lançando-se em uma desesperada busca por refúgio além das fronteiras de sua terra natal. Somado-se a isso, existe também aqueles que são forçados a migrar para outros países por conta das consequências das mudanças climáticas na Terra—a esse fenômeno nos referimos como “a migração climática”.

Courtesy of NLÉ ArchitectsCourtesy of refugeecamp.ca© Image via Shutterstock/ By Sadik Gulec© Johnny Miller+ 9

Como um espaço público pode transformar uma vizinhança inteira? A ideia de rua modelo da UN-Habitat

A Un-Habitat ou agência das Nações Unidas para assentamentos humanos e desenvolvimento urbano sustentável, cujo foco principal é lidar com os desafios da rápida urbanização, vem desenvolvendo abordagens inovadoras no campo do desenho urbano, com projetos centrados na participação ativa da comunidade. O ArchDaily se associou ao UN-Habitat para trazer notícias semanais, artigos e entrevistas que destacam este trabalho, com conteúdo direto da fonte, desenvolvido por nossos editores.

Associada ao crime, ao desperdício e ao lixo, Dandora, nos limites de Nairóbi, é o lar de cerca de 140.000 habitantes. Em uma colaboração contínua, entre moradores e grupos de jovens, a UN-Habitat, a coalizão Making Cities Together e a “Liga de Transformação de Dandora”, foi criado o projeto "Rua Modelo", que vem transformando os espaços comunitários repletos de lixo em espaços livres de resíduos, atraentes e envolventes. Com foco na melhoria dos espaços compartilhados de conjuntos residenciais, uma competição anual liderada pelos jovens do bairro, o Changing Faces Challenge, tornou-se uma iniciativa para mobilizar cidadãos em Nairóbi.

Cortesia de UN-HabitatCortesia de UN-HabitatCortesia de UN-HabitatCortesia de UN-Habitat+ 21

Os melhores arranha-céus de 2018

1: Lotte World Tower / Kohn Pedersen Fox Associates with Baum Architects. Image © Tim Griffith
1: Lotte World Tower / Kohn Pedersen Fox Associates with Baum Architects. Image © Tim Griffith

A Emporis anunciou os resultados do seu prêmio Emporis Skyscraper, que reconhece os melhores edifícios em altura construídos no ano anterior. Nesta edição, o prêmio principal foi concedido à Lotte World Tower em Seul, Coreia do Sul, projetada por Kohn Pedersen Fox Associates e Baum Architects. A torre mais alta da Coreia do Sul também conta com o deck de observação com piso de vidro mais alto do mundo, oferecendo uma vertiginosa vista de 555 metros de altura.

Embaixada Suíça em Nairobi / ro.ma. architekten

© Fabio Idini© Iwan Baan© Fabio Idini© Iwan Baan+ 18

Nairobi, Quênia

WIRED Magazine analisa 8 cidades do futuro

A WIRED Magazine criou em sua mais recente edição uma lista de oito cidades que mostrarão como será o futuro [Eight Cities That Will Show You What The Future Will Look Like]. Em um período de tempo relativamente curto em que os humanos vêm planejando cidades, cada vez mais decisões importantes que mudam o curso das novas tecnologias e métodos de tornar nossas cidades melhores vêm sendo tomadas. Tais projetos - como novas infraestruturas de bicicletas, iluminação pública e museus com sensores de fluxo de visitantes - destacam alguns desses avanços na vida urbana.

"As cidades de amanhã devem ainda se autoconstruir com dificuldade, mas feito corretamente, o processo não será acidental. Uma cidade não deveria mais apenas acontecer. Cada bloco, cada edifício, cada tijolo representa inúmeras decisões. Decida bem, e a cidades serão mágicas", escreve Adam Rogers, da WIRED. Veja, a seguir, como 8 diferentes cidades do mundo estão implementando projetos inovadores.