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Cinema e Arquitetura: "O Vingador do Futuro" (1990)

Cinema e Arquitetura: "O Vingador do Futuro" (1990)
Cinema e Arquitetura: "O Vingador do Futuro" (1990)

Um clássico de ação, "O Vingador do Futuro" é um filme que transcende seu rótulo de obra comercial, cuja mensagem vai mais além do que um simples entretenimento fundamentado somente na ação. Baseado em um relato do grande autor de ficção científica, Phillip K. Dick e dirigido por Paul Verhoeven, o filme apresenta um perfeito balanço entre uma fantasia tecnológica, uma crítica social e a violência que não se envergonha para mostrar uma realidade onde a humanidade entrou em um espiral decadente e pessimista do qual parece não haver saída.

A realidade do planeta na primeira metade do filme é apresentada dentro de um futuro palpável e próximo, que superpovoado obrigou a humanidade a tomar decisões drásticas sobre sua forma de vida. Filmado quase por completo nos estúdios Churubusco da Cidade de México, devido a mão-de-obra barata da época, a maioria das locações que vemos nesta primeira parte pertence a edifícios emblemáticos da própria cidade e da arquitetura mexicana. Tais obras vão desde a década de 70 até os anos 90 como uma busca, por parte do governo, de integrar o país dentro da modernidade.

Os edifícios sofreram apenas algumas modificações, como a óbvia alteração para o idioma inglês e a sinalização urbana. Aproveitou-se o caráter público que muitas das obras apresentavam para retratar a agitada atividade da própria cidade e com isso mostrar um futuro superpovoado em todos os cantos.

O futuro de "O Vingador do Futuro" nos mostra uma arquitetura obcecada pela geometria, em muitos casos brutalista, onde as escalas tornam-se monumentais. Não há presença de elementos culturais ou simbólicos que demostrem a origem histórica da população, e em vez disso, opta-se pela uniformidade de materiais e texturas. A presença do concreto e do aço confere uma sobriedade inquietante que faz com que a própria arquitetura não tenha alma.

Todas estas características não são coincidência, mas estão premeditadas para mostrar-nos um futuro totalitário obcecado pelo controle e eficiência da sociedade. Superpovoado, mantém as pessoas dentro de pequenos apartamentos multifuncionais onde não existe contato com o exterior. As janelas foram substituídas por grandes telas que são a única interação com o exterior.

O espaço público serve unicamente para o deslocamento das pessoas até o trabalho. Nele já não existem lugares de descanso, de contemplação ou interação; existem somente escadas, trilhos de metrô, entradas de veículos e elevadores. A população entrou em um modelo de máquina social onde a sociedade se uniformiza através da arquitetura para seu controle e eficiência.

O caso de Marte, continua com esta linha em um plano muito mais direto. A colônia mineradora vê sua arquitetura estruturada em sistemas pré-fabricados, que as vezes servem de suporte para o entorno rochoso, uniformizam e recriam o ambiente terrestre de maneira artificial. 

Conforme entramos na história, somos testemunhas do frio e despótico governo empresarial sobre Marte. Seu objetivo é obter o maior benefício econômico através da exploração dos recursos naturais. Devido a atmosfera marciana, o oxigênio é privatizado e vendido como um serviço a mais para a população. O governo dispõe dele como um meio de extorsão e controle em relação aos operários, ameaçando retirá-lo daqueles que se opõem ou não estão dispostos a pagar para tal.

Talvez nesta parte não é coincidência que o vilão seja uma grande corporação porque embora "O Vingador do Futuro" seja uma fantasia futurística, é também uma crítica em relação a nossa realidade atual e seus perigos.

A Adaptação

"O Vingador do Futuro" está baseado no relato escrito pelo reconhecido autor de ficção científica Phillip K. Dick, “We can remember it for you wholesale”, publicado em 1966 na “The Magazine of Fantasy and Science Fiction”. Ambas histórias têm como protagonistas Douglas Quaid, um homem simples que está obcecado pela ideia de visitar o planeta Marte. Por razões econômicas, ele resolve recorrer a empresa Rekall, que oferece a oportunidade de implantar tais lembranças dentro da sua mente.

Quando os empregados da Rekall começam a operação, descobrem que o desejo do seu cliente de ser um agente secreto do governo é, na realidade, uma lembrança reprimida, por isso, eles decidem livrar-se rapidamente dela.

Quaid lembra então, do seu passado e sem poder fazer nada é caçado pelos agentes do governo. Toda ação transcorre dentro da Terra e não se menciona Marte mais do que como uma referência espacial. No final, para salvar sua vida, Quaid decide fazer um trato com seus perseguidores, esquecendo da sua antiga vida e de todos os segredos.

Para tal, retorna a companhia Rekall para que seja instalado nele uma nova lembrança falsa, na qual ele tinha sido o salvador da humanidade em um combate com os extraterrestres. Mas. de maneira misteriosa, a Rekall não consegue implantar a lembrança e descobre que se trata de uma outra lembrança reprimida de Quaid.

CENAS CHAVE

1. Isolamento Sistemático

A fim de controlar um mundo superpovoado, a moradia foi reduzida a pequenos apartamentos. Isolados do exterior, grandes telas substituem as janelas e a televisão.

2. Desaparecimento da Vida no Exterior

Sem espaços públicos onde se desenvolver, toda recreação deve acontecer no interior da moradia. A tecnologia procura substituir tal interação em um mundo frio.

3. Estações Insurgentes, Sistema de Metrô, Linha 1

Contanto com apenas algumas alterações, o filme retrata a movimentada e superpovoada sociedade da futura Terra. O espaço público é somente um espaço funcional de deslocamento e não de convivência.

4. Ambiente Artificial e Desumanizado

Pintados de prata, os vagões do metrô possuem um aspecto utilitário e futurista. A estética monótona e repetitiva procura manter a população controlada na sua vida diária.

5. Escritórios do Infonativ

Desenhados pelos arquitetos Teodoro González de León e Abraham Zabludovsky, são utilizados para abrigar as instalações da Rekall e demostrar seu poderio econômico.

6. Institucionalização Tecnológica

hall dos escritórios da INFONAVIT, através da sua grandeza física, mostram como a companhia Rekall é enfatizada dentro da sociedade futura como uma necessidade de primeira ordem. 

7. Edifício do Heróico Colégio Militar

Desenhado pelo arquiteto Agustín Hernández, o edifício é utilizado para representar os exteriores da zona habitacional e como continuidade do sistema de transporte onde Quaid vive.

8. Segregação dos Pedestres

O conceito de rua como conhecemos atualmente desapareceu. A população move-se a pé por baixo da terra, enquanto a superfície está dominada pela presença total do automóvel.

9.A Corrupção 

O diretor procura transportar-nos à um mundo sádico e violento onde quem possui o poder pode passar através do sistema sem que ninguém possa fazer algo para detê-lo.

10. A Glória dos Insurgentes

Utilizada para retratar um dos poucos pontos de vida no exterior. O panorama é sujo, escuro e degradado, onde o único que brilha são os anúncios de empresas e transnacionais. 

11. Filtro Vermelho, Mundo Vermelho

Durante a segunda metade do filme a ação nos transporta para Marte. Um filtro vermelho inunda o planeta, advertindo-nos da violência que acontece devido ao conflito rebelde.

12. Monopólio e Domínio Corporativo

A colônia em Marte é controlada por uma grande empresa que funciona como governo e exército simultaneamente. Sem alma, seu objetivo é a exploração dos recursos naturais.

13. Simulação Extraterrestre

Devido a atmosfera letal de Marte, a colônia se desenvolve abaixo da terra. Módulos pré-fabricados procuram recriar o modo de vida terrestre em um território selvagem e indomável.

14. O Pesadelo Neoliberal

Como uma advertência ao modelo Neoliberal, o filme mostra o lado desumano do dinheiro sobre os recursos. O ar converteu-se em um produto a ser comercializado.

15. Consequências de um Ambiente Degradado

Devido a exploração do turbinium, a população marciana sofre mutações nos seus corpos. As vítimas, são marginalizadas e condenadas a viver em setores afastados.

16. Alienígenas Imateriais

A fim de manter o mistério, nunca somos testemunhas da aparência alienígena. Seus motivos são desconhecidos e seu único legado é sua tecnologia que ultrapassa o imaginário.

17. Arquitetura de Outros Mundos

Para representar a tecnologia alienígena utilizou-se um discurso brutalista, onde a geometria pura e anônima não permite relacioná-la com nenhuma etapa da civilização humana.

18. Um Mundo sem Limites

Com uma nova atmosfera, a cidade mineradora vê obsoleta sua arquitetura e a humanidade tem a oportunidade de construir uma nova utopia sobre a superfície de Marte.

FICHA TÉCNICA

Data de Estreia: 1 de junho de 1990
Duração: 113 min.
Gênero: Ação / Ficção Científica
Diretor: Paul Verhoeven
Roteiro: Ronald Shusett
Fotografia: Jost Vacano

SINOPSE

Estamos no ano de 2084. Douglas Quaid é um operário que leva uma vida comum e tranquila, mas a noite tem sonhos recorrentes onde se vê ao lado de uma bela mulher no planeta Marte. Sua esposa não compartilha sua animação em viajar ao planeta vermelho, e por isso ele decide procurar a empresa Recall, que oferece férias virtuais através da implantação de lembranças. Mas, durante a operação, os técnicos descobrem que ele já foi objeto de uma outra implantação. Quando Quaid desperta, percebe que toda sua vida foi um engano e que o caminho para encontrar a verdade terminaria por levá-lo às profundezas de Marte.

Sobre este autor
Rafael Altamirano
Autor
Cita: Altamirano, Rafael. "Cinema e Arquitetura: "O Vingador do Futuro" (1990)" [Cine y Arquitectura: "Total Recall" (1990)] 24 Abr 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Sbeghen Ghisleni, Camila) Acessado . <https://www.archdaily.com.br/br/765426/cinema-e-arquitetura-o-vingador-do-futuro-1990> ISSN 0719-8906

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