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Futuro: O mais recente de arquitetura e notícia

Hologramas: como eles podem impactar o espaço arquitetônico

Embora os hologramas tenham sido uma possibilidade por décadas - o primeiro holograma foi desenvolvido no início dos anos 1960 após o desenvolvimento da tecnologia a laser - muitos ainda podem associá-los mais à ficção científica, o termo evocando imagens de dispositivos de super-heróis de alta tecnologia e naves espaciais no futuro distante. No entanto, à medida que nos aproximamos da realidade de um futuro hiper-tecnológico e uma variedade de indústrias - incluindo arquitetura e construção - começam a abraçar novas formas de tecnologia cada vez mais avançada, a holografia também tem a chance de remodelar completamente a maneira como conceitualizamos e arquitetura de experiência. Embora seja impossível prever exatamente como a tecnologia holográfica será usada no futuro, a seguir listamos vários exemplos de projetos existentes que usam hologramas e outros tipos de holografia para criar ambientes atmosféricos, cenas fantásticas e visualizações práticas. Esses exemplos vão além do uso de hologramas para visualizar estruturas e locais durante a fase de projeto; eles utilizam holografia para moldar o próprio espaço arquitetônico completo, alterando completamente a experiência sensorial e espacial de seu ambiente.

Como funcionarão as casas em um cenário pós-mudança climática?

As condições climáticas estão mudando em todo o mundo e, com temperaturas mais extremas e recursos limitados, as soluções arquitetônicas e urbanas também devem mudar. Como nossas casas poderiam ter uma aparência e funcionar de maneira eficaz em um cenário pós-mudanças climáticas? Analisando em detalhes as previsões dessas variações, os arquitetos do W-LAB desenvolveram uma proposta de habitat Low-Tech para climas úmidos, quentes e áridos, incorporando biomateriais, soluções transportáveis ​​e configurações que promovem a vida em comunidades pequenas e resilientes.

Resfriar os interiores será o desafio arquitetônico do futuro

De acordo com a ONU, mais de 7.000 eventos climáticos extremos foram registrados desde 2000. Apenas em 2020, incêndios florestais assolaram a Austrália e a costa oeste dos Estados Unidos; A Sibéria registrou altas temperaturas recordes, atingindo 37 graus Celsius, assim como Dallas ou Houston; e globalmente, este setembro foi o mais quente já registrado no mundo. À medida que os efeitos da crise climática se manifestam dessas formas cada vez mais terríveis, é prerrogativa da indústria da construção - atualmente responsável por 39% das emissões globais de gases de efeito estufa - fazer a sua parte, comprometendo-se com mudanças genuínas e abrangentes em sua abordagem à sustentabilidade.

Um dos aspectos mais desafiadores dessa mudança será atender às crescentes demandas de resfriamento de uma maneira ecologicamente correta. O resfriamento é inatamente mais difícil do que o aquecimento: qualquer forma de energia pode se transformar em calor, e nossos corpos e máquinas geram calor naturalmente, mesmo na ausência de sistemas de aquecimento ativos. O resfriamento não se beneficia igualmente da geração espontânea, tornando-o frequentemente mais difícil, mais caro ou menos eficiente de implementar. O aquecimento global e seus efeitos de aquecimento muito tangíveis apenas exacerbam essa realidade, intensificando uma demanda já acelerada por sistemas de refrigeração artificial. Do jeito que estão, muitos desses sistemas requerem grandes quantidades de eletricidade e dependem fortemente de combustíveis fósseis para funcionar. O setor de construção deve encontrar maneiras de atender à crescente demanda por refrigeração que, simultaneamente, elimina esses efeitos insustentáveis.

Como serão os banheiros no futuro?

A automação residencial, desde assistentes virtuais controlados por voz a termostatos controlados por aplicativos, introduziu o futuro de maneira rápida e inesperada em nossas próprias casas. À medida que a tecnologia continua a progredir, a maneira como interagimos com o ambiente provavelmente se tornará cada vez mais futurista - até em espaços tão pessoais quanto os banheiros de nossas casas. Embora a perspectiva de uma vida pessoal altamente digitalizada possa ser assustadora para alguns, outros veem o potencial dessa tendência para melhorar não apenas o conforto, mas também a saúde e a segurança. Abaixo, descrevemos algumas das tecnologias que esperamos ver nos banheiros do futuro.

Arquitetura pós COVID-19: a profissão, os escritórios e os autônomos

À medida que alguns países estão pouco a pouco retomando as suas atividades, abrandando as medidas de contenção e isolamento que nos foram impostas ao longo dos últimos meses, arquitetos do mundo todo estão procurando entender melhor como será a sua vida na chamada ‘nova normalidade’. Como uma ruptura drástica e repentina em nossos modos de vida, o surto de coronavírus nos apresentou uma nova forma de encarar o mundo, redefinindo o próprio conceito de “normalidade”, provocando uma mudança na maneira como nos relacionamos com o mundo a nossa volta. Impulsionados por uma série de questões latentes, estamos lidando com um fenômeno ainda muito recente, antecipando um futuro relativamente desconhecido.

Durante um bate papo informal, dois dos nossos editores tiveram a ideia de escrever um artigo colaborativo onde procuram investigar as principais tendências do atual momento, debatendo questões relacionas às incertezas do futuro e oferecendo a sua visão sobre como a atual situação poderá afetar a disciplina da arquitetura daqui para frente. Abordando uma possível mudança de paradigma, no cenário profissional e principalmente no ensino da arquitetura, este artigo escrito à quatro mãos por Christele Harrouk e Eric Baldwin visa lançar uma luz sobre este nebuloso momento que estamos atravessando.

A tecnologia substituirá os arquitetos? Saiba por que os "arquitetos precisarão encontrar novos trabalhos"

Joris Laarman for MX3d
Joris Laarman for MX3d

Serão os arquitetos substituídos pela inteligência artificial num futuro próximo? O artista Sebastián Errázuriz, de Nova Iorque, publicou um vídeo em seu Instagram que abre a discussão.

Errázuriz, conhecido, dentre outros trabalhos, por sua proposta crítica para a reconstrução da Catedral de Notre Dame, afirma que, muito provavelmente, a profissão tal qual a conhecemos desapareça em breve. Devido aos avanços tecnológicos, apenas uma restrita elite profissional que desempenha a arquitetura como uma prática artística continuará a trabalhar do modo como estamos habituados hoje.

Assista ao vídeo, a seguir (em inglês).

Concurso SkyCity Challenge 19: O futuro da habitação

Após um concurso bem-sucedido em nosso primeiro desafio no ano passado, a SkyCity tem o prazer de convidar arquitetos, designers, artistas, engenheiros, cientistas, donos de restaurantes, nômades digitais, artesãos ou qualquer pessoa com grandes ideias em todo o mundo para fazer parte do SkyCity. Desafio 2019, O Futuro da Habitação / O Futuro da Habitação. As formas atuais de construção estão afetando o meio ambiente em que vivemos, fazendo uso de recursos limitados e métodos de construção antiquados e, por isso, acreditamos que com a tecnologia atual, podemos criar casas muito mais sofisticadas que podem revolucionar o futuro.

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Incrementando seu escritório: 4 maneiras de gerar renda através da internet

As ferramentas digitais aplicadas à arquitetura estão se tornando cada vez mais confiáveis. A tecnologia BIM (Building Information Modeling), a realidade aumentada e a realidade virtual estão sendo rapidamente incorporadas pela indústria da arquitetura. Soma-se a isso os esforços e investimentos cada vez maiores que as empresas do ramo da construção civil têm dedicado para marcar sua presença na internet. Como resultado disso, muitos escritórios de arquitetura tem iniciado a explorar também estratégias de marketing digital.

A produção de conteúdo é o principal fundamento para que um negócio possa ser bem sucedido na rede. Quando trata-se de escritórios de arquitetura, o que significa exatamente "criar conteúdo"? Através destes quatro exemplos pretendemos apresentar diferentes maneiras para gerar receita com projetos e/ou divulgado-los na internet. Ainda que seja impossível elencar todas as diferentes maneiras possíveis de desenvolver um negócio on-line, estes quatro exemplos utilizam a experiência e a trajetória de cada escritório para alavancar múltiplas possibilidades em mundo que está se tornando cada dia mais digital.

Toshiko Mori busca um diálogo que transcende tempo e espaço

Dando sequência à série de vídeos Time-Space-Existence que antecedem a Bienal de Veneza deste ano, o PLANE-SITE publicou uma nova conversa com a arquiteta e ex-diretora de arquitetura da Harvard GSD, Toshiko Mori. Cada vídeo destaca as ideias que impulsionam o trabalho desses conhecidos designers e arquitetos, com esse episódio focando na filosofia de comunicação visual de Mori, seu diálogo com a história e as considerações do futuro em seu trabalho.

Cortesia de Tashiko Mori Architect© Paul Warchol© Hiroshi Abe© Iwan Baan+ 15

O futuro da habitação: drones, automação e moradias compartilhadas

O escritório de arquitetura Humphreys and Partners, com sede em Dallas, apresentou no início deste ano durante a exposição 'International Buiders', uma perspectiva particular daquilo que poderá vir a ser a arquitetura residencial em um futuro próximo. A proposta considera questões importantes na arquitetura como a habitação social e a sustentabilidade na construção, além de como a tecnologia tem transformado a maneira como habitamos nossas cidades. Este projeto futurístico composto de dois arranha-céus chamados de Pier 2: Apartment of the Future, não poderiam estar situados em um lugar mais sugestivo: a orla Manhattan.

via Humphreys & Partners Architectsvia Humphreys & Partners Architectsvia Humphreys & Partners Architectsvia Humphreys & Partners Architects+ 6

Cinema e Arquitetura: "Expresso do Amanhã"

O  trem é o mundo. Nós, a humanidade. Frase que, citada dentro do filme, poderia resumir a mensagem que o mesmo procura transmitir ao público. Metáfora da própria sociedade, "Expresso do Amanhã" segue os passos da ficção científica distópica mais clássica, mas não por isso se torna repetitivo ou carente de impacto. Todo o contrário, transmite inovação em relação ao gênero, uma ambientação sombria e um sentimento de pessimismo que pretende conscientizar o espectador e não mantê-lo indiferente diante do apresentado.

Cinema e Arquitetura: "Fuga de Nova Iorque"

A decisão de estruturar um filme dentro de uma marcação temporal específica provou geralmente subtrair uma certa seriedade e credibilidade diante do público das gerações futuras, sobretudo dentro do cinema de ficção científica e de futuros catastróficos. Ainda que "Fuga de Nova Iorque" não seja a exceção a regra, sua referência temporal  expirada ganha um novo valor, pois nos permite examinar o contexto histórico em que foi produzida e os fantasmas sociais onde encontrou a base para seu argumento.

O filme adota um futurismo negro, similar a distopia (término muitas vezes utilizado como sinônimo), refere-se a um futuro hipotético onde a humanidade atravessa uma realidade mais escura do que brilhante. Enquanto a distopia opta por um claro enfoque onde a maior parte dos elementos que compõem a sociedade estão em desequilíbrio, o futurismo negro é mais um sentimento generalizado de pessimismo, onde certos elementos põem em questão o desenvolvimento da humanidade.

Cinema e Arquitetura: "THX 1138"

Embora existam numerosos casos (antes e depois do THX 1138) de filmes cruciais dentro do cinema pós-moderno, este, talvez por seu momento histórico e conteúdo crítico, pode ser identificado como uma ruptura no pensamento funcionalista que dominava a arquitetura da época. Existia um grande sentimento de opressão e desencanto com o movimento moderno e apenas ano após a estreia do filme, em março de 1972, o conjunto habitacional Pruitt-Igoe foi demolido, uma obra muito premiada e baseada nas ideias de Le Corbusier, simbolizando o fim de uma era.

Cinema e Arquitetura: "O Vingador do Futuro" (1990)

Um clássico de ação, "O Vingador do Futuro" é um filme que transcende seu rótulo de obra comercial, cuja mensagem vai mais além do que um simples entretenimento fundamentado somente na ação. Baseado em um relato do grande autor de ficção científica, Phillip K. Dick e dirigido por Paul Verhoeven, o filme apresenta um perfeito balanço entre uma fantasia tecnológica, uma crítica social e a violência que não se envergonha para mostrar uma realidade onde a humanidade entrou em um espiral decadente e pessimista do qual parece não haver saída.

A realidade do planeta na primeira metade do filme é apresentada dentro de um futuro palpável e próximo, que superpovoado obrigou a humanidade a tomar decisões drásticas sobre sua forma de vida. Filmado quase por completo nos estúdios Churubusco da Cidade de México, devido a mão-de-obra barata da época, a maioria das locações que vemos nesta primeira parte pertence a edifícios emblemáticos da própria cidade e da arquitetura mexicana. Tais obras vão desde a década de 70 até os anos 90 como uma busca, por parte do governo, de integrar o país dentro da modernidade.

Cinema e Arquitetura: "O Demolidor"

O cinema de ação clássico, caracterizado por altas doses de testosterona fílmica e um estilo impróprio encontrou o final da sua era no início dos anos 90. O gosto do público se concentrou nos filmes com efeitos especiais revolucionários, onde fantasias como “Jurasic Park” (1993) tornaram-se clássicos instantâneos no momento da sua estreia. Justo neste ano, onde se produziu o ponto de inflexão, vemos a estreia de “Demolition Man”. Apesar do mencionado anteriormente, sua acolhida entre o público foi boa, em grande parte pelo caráter irreverente e cômico que mostrava, quase como uma paródia, a fórmula clássica do cinema de ação, transportando-nos à um futuro pacífico onde somente os homens vindos do passado "bárbaro" da humanidade poderiam corrigir o rumo da mesma.

A premissa do filme, mesmo que simples, nos permite observar o processo de evolução da área metropolitana de Los Angeles. No presente (1996) nos mostra uma versão apocalíptica, uma cidade consumida pela violência e criminalidade onde somente a brutalidade policial consegue manter a ordem a preço de converter o território em um campo de batalha. Tal situação imaginária foi baseada no aumento da criminalidade na cidade e no ceticismo em encontrar uma solução clara para erradicá-la.

Cinema e Arquitetura: "As Crônicas de Riddick"

O personagem de Richard B. Riddick viu seu nascimento no ano de 2000 dentro do filme de baixo orçamento "Pitch Black", que mesmo com poucos recursos conseguiu captar a atenção do público e crítica através do seu estilo de humor negro e um universo espacial intrigante, que embora não fosse tão bem representado na tela, contextualizava a ação dentro do filme. Seu diretor, David Twohy teria a oportunidade de levar aos cinemas uma nova aventura do personagem de Riddick quatro anos mais tarde, dando à história um rumo inesperado.

Ao invés de criar um filme seguindo a fórmula do original, ele optou por uma expansão abrupta dos seus elementos, construindo um universo rico e palpável dentro da tela. Se no filme prévio contava-se com cenários limitados e elementos minimalistas, agora conta com uma arquitetura detalhista, intimista e exuberante, que tem tanto peso quanto os próprios personagens na história.

Cinema e Arquitetura: "Divergente"

Dentro do cinema atual existe uma febre pela adaptação de sagas literárias juvenis. "Divergente" faz parte deste âmbito para criar uma série de filmes cada vez mais rentáveis economicamente. A recorrente comparação com "Jogos Vorazes" diminuiu sua originalidade devido a similaridade do seu argumento, entretanto, ambos apresentam características próprias que os tornam únicos e oferecem panoramas muito diferentes quanto seu desenvolvimento. Particularmente, "Divergente" mostra um contexto mais palpável e completo, que nos permite analisá-lo a fundo. 

A trama nos situa em uma realidade daqui a cem anos. Diferentemente das realidades altamente tecnológicas ou apocalípticas que a ficção científica geralmente representa, vemos uma cidade de Chicago congelada no tempo. Seu skyline se mantém firme sobre o horizonte, e nele, vemos os estragos de um conflito marcado na sua estrutura como se fosse uma radiografia. Os caminhos foram destruídos e o grande lago Michigan foi substituído por um deserto que rodeia a cidade até perder-se no horizonte.