
Jean-Luc Godard, através de seus filmes, fala de arquitetura quase com a mesma facilidade com que fala sobre o próprio cinema. Em homenagem ao ícone da nouvelle vague, que faleceu hoje aos 91 anos de idade, revisitamos Como a arquitetura fala com o cinema.
Há muitas formas de fazer filmes. Como Jean Renoir e Robert Bresson, que fazem música. Como Sergei Eisenstein, que pinta. Como Stroheim, que escrevia romances falados na era do cinema mudo. Como Alain Resnais, que esculpe. E como Sócrates, digo, Rossellini, que cria filosofia. O cinema, em outras palavras, pode ser tudo ao mesmo tempo, juiz e litigante. — Jean-Luc Godard [1]
À lista de Godard sobre os modos de fazer filmes, podemos acrescentar um outro, mais específico: cinema como arquitetura. A interação entre cinema e arquitetura – “a arquitetura inerente da expressão cinematográfica e a essência cinematográfica da experiência arquitetônica” – apresenta várias facetas e acontece sob diversas circunstâncias. [2]

















