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“Há muitas formas de fazer filmes. Como Jean Renoir e Robert Bresson, que fazem música. Como Sergei Eisenstein, que pinta. Como Stroheim, que escrevia romances falados na era do cinema mudo. Como Alain Resnais, que esculpe. E como Sócrates, digo, Rossellini, que cria filosofia. O cinema, em outras palavras, pode ser tudo ao mesmo tempo, juiz e litigante.” - Jean-Luc Godard [1] À lista de Godard sobre os modos de fazer filmes, podemos acrescentar um outro, mais específico: cinema como arquitetura. A interação entre cinema e arquitetura – “a arquitetura inerente da expressão cinematográfica e a essência cinematográfica da experiência arquitetônica” – apresenta várias facetas e acontece sob diversas circunstâncias. [2] A respeito do processo de produção destas duas “formas de arte”, o arquiteto Juhani Pallasmaa destaca que são ambas realizadas com a ajuda de uma equipe de especialistas e assistentes, resultado do esforço coletivo, todavia, ainda assim, um outro aspecto as aproxima: ambas são artes de autor, fruto de um criador, um artista individual. Determos nossa atenção a este e outros momentos em que estas artes se aproximam. Veja mais Veja a descrição completa
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