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Representação: O mais recente de arquitetura e notícia

A representação da dimensão humana em 20 cortes de arquitetura

As plantas e cortes humanizados podem ser entendidos como uma espécie de tradução da linguagem técnica construtiva para uma linguagem mais acessível àqueles não familiarizados ao desenho arquitetônico. Isto é, são responsáveis por levar a escala do homem para o projeto, não apenas por meio da figura humana, mas também pela presença de móveis, texturas e demais aspectos da arquitetura que a humanizam e tornam sua representação mais intuitiva.

Sperone Westwater Gallery / Foster + Partners. Cortesia de Foster + PartnersCasa Caixa de Plantas / Formzero. Cortesia de FormzeroEdifício AS / Ambrosi I Etchegaray. Cortesia de Ambrosi I EtchegarayVersailles Saint Quentin University Students Headquarters / Fabienne Bulle architecte & associés. Cortesia de Fabienne Bulle architecte & associés+ 21

Oficina de colagem para arquitetura

No campo da arquitetura, a colagem funciona como um documento de processo criativo, envolve a busca por uma experimentação do espaço, alcançando a instintividade e construindo uma atmosfera no projeto.

A oficina é direcionada a estudantes, arquitetos, designers e artistas que buscam novas técnicas para representar atmosferas através de colagens no campo da arquitetura e urbanismo.

As virtudes e limites da fotografia na representação da arquitetura - cinco fotógrafos discutem

Enquanto meio de representação da arquitetura, a fotografia apresenta qualidades indiscutíveis. Com ela, é possível apresentar a um público distante obras erguidas em qualquer lugar do mundo, de vistas gerais a espaços internos e pormenores construtivos - ampliando o alcance e, de certo modo, o acesso à arquitetura.

Entretanto, como qualquer outra forma de representação, não é infalível. Na medida que avanços tecnológicos permitem fazer imagens cada vez mais bem definidas e softwares de edição oferecem ferramentas para retocar e, por vezes, alterar aspectos substanciais do espaço construído, a fotografia, por sua própria natureza, carece de meios para transmitir aspectos sensoriais e táteis da arquitetura. Não é possível - ao menos não satisfatoriamente - experienciar as texturas, sons, temperatura e cheiros dos espaços através de imagens estáticas. 

Viviendas San Ignacio / IX2 Arquitectura. Jalisco, México. Image © Lorena DarqueaFaculdade de Biologia Celular e Genética / Héctor Fernández Elorza. Madri, Espanha. Image © Montse ZamoranoSesc Pompeia / Lina Bo Bardi. São Paulo, Brasil.. Image © Manuel SáTate Modern Switch House / Herzog & de Meuron. Londres, Reino Unido. Image © Laurian Ghinitoiu+ 15

A imagem fala: ou, por que precisamos ir além dos renders

A arquitetura, do mesmo modo que qualquer outra profissão, necessita de ferramentas específicas para acontecer. Como o poeta usa a caneta e o carpinteiro o serrote, o arquiteto também usa alguns instrumentos para traduzir suas arquiteturas imaginárias em paredes, chão e teto. A complexidade, porém, da arquitetura exige mais que caneta e serrote, muito mais que régua e prancheta; atividade coletiva e realizada e múltiplas etapas, até que se faça a arquitetura propriamente dita – aquela concreta – há passos que devem ser seguidos e, para cada um deles, as ferramentas mais adequadas.

Na arquitetura não há quem não tenha fracassado. Dito de outro modo, não há arquiteto ou arquiteta que tenha conseguido, todas as vezes, transformar as ideias em espaço concreto, construído. Aliás, essa espécie de “fracasso” é muito recorrente na profissão; o longo e intrincado processo necessário para trazer uma ideia ao mundo das concretudes faz com que a maior parte de nossos projetos permaneça apenas projeto. Assim, lidamos boa parte do tempo com representações – ou apresentações, já que não existe um referencial concreto a ser re-apresentado.

Cortesia de Fala AtelierBiblioteca Pública em Setubal, Portugal. Image Cortesia de Fala AtelierDuas propostas para um restauro, Marselha, França. Image Cortesia de Fala AtelierCortesia de Fala Atelier+ 21

A importância do corte na representação e prática arquitetônica

A compreensão da arquitetura enquanto campo trata, entre outras coisas, de sua linguagem e representação como síntese de uma série de esforços variados - qualidades construtivas, compositivas, espaciais e técnicas - que se articulam para culminar na obra construída. Para tanto, pensar na representação gráfica que pressupõem todos esses esforços é essencial, uma vez que ela representa, simultaneamente, procedimento e produto do fazer arquitetônico.

Cabeleireiros e barbearias: exemplos em plantas e cortes

Embora nos últimos anos os cabeleireiros e barbeiros tenham começado a incorporar diferentes atividades - uma hibridização programática quase necessária hoje - seria apenas a variação dos espelhos e cadeiras que define as diferentes experiências nesses estabelecimentos?

A complexidade da tarefa projetual está em propor alternativas para abordar não apenas uma configuração espacial eficiente como também a estética dos interiores - o que não é fácil quando se dispõe de poucos metros quadrados e deve-se seguir algumas exigências quanto aos equipamentos. 

Entre os projetos publicados em nosso site, compilamos a seguir dez soluções de salões de cabeleireiros e barbearias, acompanhados de seus desenhos. 

Esquemas e diagramas: 30 exemplos de como organizar, analisar e comunicar projetos

VM Houses. Imagem via BIG + JDS + PLOT = BIG + JDS
VM Houses. Imagem via BIG + JDS + PLOT = BIG + JDS

A construção de uma expressão gráfica para organizar e comunicar as ideias essenciais é tarefa inerente ao contexto criativo; é um processo de síntese de informação que - na busca por representar e transmitir uma mensagem clara ao receptor - permite identificar e modificar certos aspectos e componentes centrais do desenho. 

Os esquemas e diagramas, por suas características, ficam relegados às últimas instâncias do processo de projeto, porém, durante o caminho podem ser uma importante ferramenta de análise e organização. O tempo necessário para conceber e produzir estes elementos gráficos pode resultar na compreensão e avanço do projeto, que por vezes pode tomar direções totalmente novas.

Buscando uma aproximação com os esquemas e diagramas, apresentamos, a seguir, uma série de diferentes casos que podem servir como inspiração:

Os limites do corte: ensaio sobre representação gráfica

A representação gráfica na arquitetura, independente da plataforma, seja ela planta, corte, isométrica, perspectiva etc., é simultaneamente produto e procedimento. Produto enquanto resultado final referente ao objeto representado, articulando escala, informação e suporte. Procedimento enquanto processo de definição do que e como representar, de dissecação de informações e tradução, entendida não só como produto gráfico mas como processo de análise, seleção e tradução de uma manifestação para a outra, pensamento objetivo através do qual novas verdades a respeito do objeto aumentado são apresentados. Para que este procedimento e produto se façam completos precisam que suas informações sejam apreendidas pelo olhar do próximo. Assim, conformam-se padrões e códigos gráficos que normatizam o entendimento e usualmente dizem respeito à lógica construtiva do edifício ou da cidade, seja ele prévio ou posterior. Este produto gráfico nada mais é do que uma abstração da realidade, a tradução ortogonal irreal daquilo que interessa sistematizar.

Ilustrações de Federico Babina exploram a abstração do desenho na arquitetura

Federico Babinadivulgou sua mais recente série de desenhos. “Abstructure: embriões arquitetônicos” procura questionar o uso da arquitetura na criação do desenho, em vez do uso do desenho na criação de arquitetura.

Através de suas composições, Babina propõe uma conexão ideal entre a arquitetura como forma de representação e a representação utilizada nos desenhos. Volumes arquitetônicos são fragmentados para alcançar uma representação “abstrata”, sem perder sua essência.

© Federico Babina© Federico Babina© Federico Babina© Federico Babina+ 24

Aeroportos: exemplos em plantas e cortes

Aeroportos exigem soluções arquitetônicas que respondam não apenas à eficiência de seus espaços e circulações - tanto operacionais quanto de passageiros -, mas também às previsões de conexão com outros sistemas de transporte e às estratégias de expansão dos terminais.

Veja, a seguir, dez exemplos de aeroportos publicados em nossas plataformas que atendem as altas exigências envolvidas no transporte aéreo. 

10 Exemplos de como representar detalhes construtivos

A apresentação visual de um projeto, pela qual os arquitetos são responsáveis, deve efetivamente comunicar a organização dos elementos materiais do projeto. Este processo criativo essencial permite aos envolvidos identificar e mesmo modificar aspectos e componentes chave do edifício durante todas as fases da sua concepção.

Devido aos desafios inerentes à seleção de materiais e outras questões práticas, o desenvolvimento do que exatamente será construído tende a ser relegado até o final do processo de projeto. Mas uma compreensão profunda dos pequenos detalhes é um dos aspectos mais interessantes e importantes dos melhores projetos arquitetônicos.

Em nossa busca pelos exemplos recentes mais notáveis de representações de detalhes construtivos, compilamos uma série de dez desenhos que mostram diferentes estilos e abordagens.

Atmosferas domésticas nos escritórios de arquitetura: colagens de Silvia Garcia Campos

"Domestic Workspaces" é um curioso projeto artístico criado por Silvia Garcia Camps, uma colagem de elementos comuns encontrados em quarenta e seis diferentes escritórios internacionais de arquitetura. Este patchwork procura evidenciar a intimidade do espaço de criação em um escritório de arquitetura, elementos familiares que constroem a atmosfera doméstica deste ambiente de trabalho. Veja à seguir algumas destas criativas composições criadas por Silvia:

Desenhos detalhados de cidades ao redor do mundo, por Amer Ismail

Amer Ismail, arquiteto e artista plástico de Londres, desenvolveu um conjunto de intrincados "desenhos em forma de globo" de cidades ao redor do mundo. Desde 2016, Ismail vem desenvolvendo estes desenhos de perspectiva com 5 pontos de fuga com grande inspiração do artista Stephen Wiltshire. Depois de passar alguns anos trabalhando com arquitetura -- trabalhou inclusive no escritório Foster + Partners --, Ismail começou a desenvolver uma série que englobasse seu “interesse por arquitetura, planejamento urbano, viagens, desenhos e Star Wars”.

© Amer Ismail© Amer Ismail© Amer Ismail© Amer Ismail+ 9

Escritórios e espaços de trabalho: exemplos de projeto em planta

A distribuição funcional desempenha um papel fundamental no projeto contemporâneo de escritórios e ambientes de trabalho. Nesse sentido, o estudo da planta de arquitetura é uma forma interessante de abordagem; não apenas possibilita maior eficiência em termos de circulação e logística, mas também oferece exemplos de espaços de trabalho mais adequados às necessidades atuais. 

A seguir, reunimos mais de 50 exemplos de projetos para lhe inspirar, reconhecendo como diferentes arquitetos enfrentaram o desafio em diferentes escalas.

Fundació Joan Miró inaugura exposição sobre o papel do desenho na vida e obra de Lina Bo Bardi

A Fundació Joan Miró, de Barcelona, apresenta Lina Bo Bardi Drawing, a primeira exposição a focar especificamente o papel do desenho na vida e obra da arquiteta brasileira nascida na Itália.

A exposição apresenta uma coleção cuidadosamente selecionada de cem desenhos do Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, testemunhando a importância de desenhar em todas as etapas da carreira multidisciplinar de Bo Bardi. O projeto tem curadoria de Zeuler Rocha Lima - arquiteto, artista, pesquisador e especialista internacional em Bo Bardi - com apoio da Fundació Banco Sabadell.

Imagem das salas da exposição " Lina Bo Bardi Drawing" na Fundació Joan Miró. © Fundació Joan Miró, Barcelona. Foto: Pep HerreroImagem das salas da exposição " Lina Bo Bardi Drawing" na Fundació Joan Miró. © Fundació Joan Miró, Barcelona. Foto: Pep Herrero© Instituto Lina Bo e P. M. Bardi. Cortesia de Fundació Joan Miró, Barcelona© Instituto Lina Bo e P. M. Bardi. Cortesia de Fundació Joan Miró, Barcelona+ 15

As histórias que uma imagem pode contar: cinco séculos de Portugal em uma foto

© Luís Ferreira Alves
© Luís Ferreira Alves

São muitas as narrativas que se sobrepõem e cruzam na arquitetura e na cidade. Fruto do desejo humano de criar distinções artificiais em meio à natureza - seja por necessidade ou por vontade de manifestar sua existência - o espaço arquitetônico pode até apresentar certo rigor, mas mesmo as geometrias mais rígidas são o lugar onde variadas experiências, tempos e ações humanas sucedem.

Assim, sobre a intenção projetual sobrepõe-se a vida, e o resultado é um emaranhado constantemente mutável de narrativas. Para compreender essas histórias - ou segregá-las para contar ainda outras histórias - podemos contar com algumas ferramentas de representação da arquitetura e do espaço. A fotografia, nesse sentido, é aliada, e com ela é possível desembaraçar - ou complicar ainda mais - o novelo urbano em narrativas específicas, recombiná-las e, então, contar outra prosa.

Desenho à mão, um ofício subestimado

© Jim Keen
© Jim Keen

Fiz parte da última geração de estudantes de arquitetura que não usava computadores (estamos falando apenas do início dos anos 90 aqui; havia eletricidade, televisões coloridas, foguetes, só nada de renderizações.) No meu último ano na faculdade, calculei mal quanto demoraria para terminar meu projeto de graduação. À medida que o prazo se aproximava, percebi que era tarde demais para me comparar às apresentações de meus colegas. Na época, Zaha Hadid e suas pinturas desconstrutivistas definiam o estilo da ilustração arquitetônica. Isso significava que muitos projetos de estudantes eram renderizados em tintas a óleo em grandes telas.