Planta de Parque Zaryadye / Diller Scofidio + Renfro. Image Cortesía de Diller Scofidio + Renfro
Frequentemente imperceptível para os habitantes, a planta arquitetônica na representação do paisagismo emerge como uma das principais peças gráficas que permitem evidenciar certas relações, não somente de organização estratégica, mas imprescindíveis para um bom projeto de arquitetura.
A distribuição e tipo de espécies vegetais, os níveis topográficos, as relações com as pré-existências do contexto urbano ou natural, os possíveis trajetos e atividades incorporadas, a materialidade e as dimensões precisas para sua construção são algumas das considerações que geralmente reiteram neste tipo de representação.
O resultado permite comunicar de forma sintética as intenções, preocupações e atenções dos autores; Por esse motivo, convidamos você a rever uma série de exemplos diferentes de plantas arquitetônicas de espaços públicos para abordar o papel dessa projeção.
A construção de uma expressão gráfica para organizar e comunicar as ideias essenciais é tarefa inerente ao contexto criativo; é um processo de síntese de informação que - na busca por representar e transmitir uma mensagem clara ao receptor - permite identificar e modificar certos aspectos e componentes centrais do desenho.
Os esquemas e diagramas, por suas características, ficam relegados às últimas instâncias do processo de projeto, porém, durante o caminho podem ser uma importante ferramenta de análise e organização. O tempo necessário para conceber e produzir estes elementos gráficos pode resultar na compreensão e avanço do projeto, que por vezes pode tomar direções totalmente novas.
Buscando uma aproximação com os esquemas e diagramas, apresentamos, a seguir, uma série de diferentes casos que podem servir como inspiração:
A representação gráfica na arquitetura, independente da plataforma, seja ela planta, corte, isométrica, perspectiva etc., é simultaneamente produto e procedimento. Produto enquanto resultado final referente ao objeto representado, articulando escala, informação e suporte. Procedimento enquanto processo de definição do que e como representar, de dissecação de informações e tradução, entendida não só como produto gráfico mas como processo de análise, seleção e tradução de uma manifestação para a outra, pensamento objetivo através do qual novas verdades a respeito do objeto aumentado são apresentados. Para que este procedimento e produto se façam completos precisam que suas informações sejam apreendidas pelo olhar do próximo. Assim, conformam-se padrões e códigos gráficos que normatizam o entendimento e usualmente dizem respeito à lógica construtiva do edifício ou da cidade, seja ele prévio ou posterior. Este produto gráfico nada mais é do que uma abstração da realidade, a tradução ortogonal irreal daquilo que interessa sistematizar.
https://www.archdaily.com.br/br/925294/os-limites-do-corte-ensaio-sobre-representacao-graficaBeatriz Costa Hoyos
Federico Babinadivulgou sua mais recente série de desenhos. “Abstructure: embriões arquitetônicos” procura questionar o uso da arquitetura na criação do desenho, em vez do uso do desenho na criação de arquitetura.
Através de suas composições, Babina propõe uma conexão ideal entre a arquitetura como forma de representação e a representação utilizada nos desenhos. Volumes arquitetônicos são fragmentados para alcançar uma representação “abstrata”, sem perder sua essência.
Aeroportos exigem soluções arquitetônicas que respondam não apenas à eficiência de seus espaços e circulações - tanto operacionais quanto de passageiros -, mas também às previsões de conexão com outros sistemas de transporte e às estratégias de expansão dos terminais.
Veja, a seguir, dez exemplos de aeroportos publicados em nossas plataformas que atendem as altas exigências envolvidas no transporte aéreo.
A apresentação visual de um projeto, pela qual os arquitetos são responsáveis, deve efetivamente comunicar a organização dos elementos materiais do projeto. Este processo criativo essencial permite aos envolvidos identificar e mesmo modificar aspectos e componentes chave do edifício durante todas as fases da sua concepção.
Devido aos desafios inerentes à seleção de materiais e outras questões práticas, o desenvolvimento do que exatamente será construído tende a ser relegado até o final do processo de projeto. Mas uma compreensão profunda dos pequenos detalhes é um dos aspectos mais interessantes e importantes dos melhores projetos arquitetônicos.
Em nossa busca pelos exemplos recentes mais notáveis de representações de detalhes construtivos, compilamos uma série de dez desenhos que mostram diferentes estilos e abordagens.
"Domestic Workspaces" é um curioso projeto artístico criado por Silvia Garcia Camps, uma colagem de elementos comuns encontrados em quarenta e seis diferentes escritórios internacionais de arquitetura. Este patchwork procura evidenciar a intimidade do espaço de criação em um escritório de arquitetura, elementos familiares que constroem a atmosfera doméstica deste ambiente de trabalho. Veja à seguir algumas destas criativas composições criadas por Silvia:
Amer Ismail, arquiteto e artista plástico de Londres, desenvolveu um conjunto de intrincados "desenhos em forma de globo" de cidades ao redor do mundo. Desde 2016, Ismail vem desenvolvendo estes desenhos de perspectiva com 5 pontos de fuga com grande inspiração do artista Stephen Wiltshire. Depois de passar alguns anos trabalhando com arquitetura -- trabalhou inclusive no escritório Foster + Partners --, Ismail começou a desenvolver uma série que englobasse seu “interesse por arquitetura, planejamento urbano, viagens, desenhos e Star Wars”.
A distribuição funcional desempenha um papel fundamental no projeto contemporâneo de escritórios e ambientes de trabalho. Nesse sentido, o estudo da planta de arquitetura é uma forma interessante de abordagem; não apenas possibilita maior eficiência em termos de circulação e logística, mas também oferece exemplos de espaços de trabalho mais adequados às necessidades atuais.
A seguir, reunimos mais de 50 exemplos de projetos para lhe inspirar, reconhecendo como diferentes arquitetos enfrentaram o desafio em diferentes escalas.
A Fundació Joan Miró, de Barcelona, apresenta Lina Bo Bardi Drawing, a primeira exposição a focar especificamente o papel do desenho na vida e obra da arquiteta brasileira nascida na Itália.
A exposição apresenta uma coleção cuidadosamente selecionada de cem desenhos do Instituto Lina Bo e P. M. Bardi, testemunhando a importância de desenhar em todas as etapas da carreira multidisciplinar de Bo Bardi. O projeto tem curadoria de Zeuler Rocha Lima - arquiteto, artista, pesquisador e especialista internacional em Bo Bardi - com apoio da Fundació Banco Sabadell.
São muitas as narrativas que se sobrepõem e cruzam na arquitetura e na cidade. Fruto do desejo humano de criar distinções artificiais em meio à natureza - seja por necessidade ou por vontade de manifestar sua existência - o espaço arquitetônico pode até apresentar certo rigor, mas mesmo as geometrias mais rígidas são o lugar onde variadas experiências, tempos e ações humanas sucedem.
Assim, sobre a intenção projetual sobrepõe-se a vida, e o resultado é um emaranhado constantemente mutável de narrativas. Para compreender essas histórias - ou segregá-las para contar ainda outras histórias - podemos contar com algumas ferramentas de representação da arquitetura e do espaço. A fotografia, nesse sentido, é aliada, e com ela é possível desembaraçar - ou complicar ainda mais - o novelo urbano em narrativas específicas, recombiná-las e, então, contar outra prosa.
Fiz parte da última geração de estudantes de arquitetura que não usava computadores (estamos falando apenas do início dos anos 90 aqui; havia eletricidade, televisões coloridas, foguetes, só nada de renderizações.) No meu último ano na faculdade, calculei mal quanto demoraria para terminar meu projeto de graduação. À medida que o prazo se aproximava, percebi que era tarde demais para me comparar às apresentações de meus colegas. Na época, Zaha Hadid e suas pinturas desconstrutivistas definiam o estilo da ilustração arquitetônica. Isso significava que muitos projetos de estudantes eram renderizados em tintas a óleo em grandes telas.
A distribuição espacial dos estabelecimentos comerciais, como mostramos neste artigo, é determinante para o seu sucesso. Ela não só permite facilitar a logística e a circulação de clientes, mas também encontrar variações e inovações que permitam criar espaços mais eficientes e originais.
A seguir, selecionamos alguns projetos publicados em nossos sites, juntamente com suas representações em planta, que podem ajudá-lo a entender as diferentes propostas dos arquitetos para espaços comerciais de cem a mil metros quadrados.
A sede da Cooper Union em Nova Iorque receberá uma nova exposição que pretende ilustrar o impacto das novas tecnologias nos processos de representação de arquitetura. Chamada de “Drawing codes: experimental protocols of architectural representation: volume II” a exposição explora a maneira como “as novas tecnologias de projeto e construção tem impactado nos processos criativos de representação dos arquitetos e como estas novas ferramentas tem transformado a maneira como percebemos e concebemos nossos projetos."
A exposição contará com mais de vinte projetos experimentais desenvolvidos por escritórios de arquitetura como o Aranda \ Lasch, o Höweler + Yoon e o Outpost Office. Os arquitetos foram desafiados à transpor o conceito de “regra” ou "código" naquilo que se refere a um projeto de arquitetura e sua representação. Por outro lado, um conjunto bastante restritivo de elementos deveria ser respeitado, incluindo a representação em preto e branco e apenas bidimensional.
Projetar um espaço comercial é um tremendo desafio, já que a distribuição espacial desempenha um papel fundamental e pode significar o sucesso ou fracasso do estabelecimento. Nesse sentido, a análise das plantas e cortes arquitetônicos de exemplos construídos se mostra importante pois permite não apenas compreender a logística adequada por trás da circulação dos clientes, mas também encontrar variações e inovações eficientes que permitirão que seu projeto se destaque dos demais.
Selecionamos, a seguir, 25 exemplos de estabelecimentos comerciais com menos de 100 m², acompanhados de suas plantas e cortes, que podem lhe servir de inspiração.
Os mercados não só foram essenciais na história do comércio - transpassando tipologias, indo do tianguis ao souk - mas um elemento essencial na configuração do espaço urbano.
Muitos arquitetos já abordaram esse tipo de projeto, que se mostra desafiador tanto na escala de sua localização como de sua estrutura, em que a distribuição espacial desempenha um papel fundamental em relação à logística e circulação de pessoas.
A seguir, compilamos 20 exemplos de mercados, acompanhados de suas representações em desenhos de planta e corte.
Todos temos a memória de infância de desenhar uma casinha com uma porta e uma janela, um telhado de duas águas e uma árvore do lado. Mas, o que diferencia os arquitetos do restante da população, é que continuamos desenhando isso depois de adultos, geralmente com um pouco mais de técnica. E, da mesma forma que nossos desenhos de casas foram se tornando mais complexos e completos, o desenho das vegetações precisou melhorar um pouco. (Aquela forma parecida com um brocólis não agradaria muito clientes e professores). Ainda que geralmente as árvores não sejam os focos principais dos desenhos, elas desempenham um papel importante na composição dos croquis, principalmente para representar a escala, sombreamento pretendido ou alguma intenção de paisagismo.
A ligação entre arquitetura e cinema é inquestionável, assim como a magia de assistir a um filme em um lugar preparado para isso. O desenhos dos espaços de projeção requer soluções arquitetônicas que não apenas respondam à distribuição de assentos e visibilidade, mas também à acústica e à iluminação.
Diversas alternativas publicadas em nosso site destacam as qualidades das propostas de alguns arquitetos frente a esse desafio. Reveja a seguir estes exemplos, acompanhados de suas plantas e cortes.